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Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011

Centro Histórico e seus problemas - 1

 
 

 

 

Se há temáticas difíceis de abordar, os problemas do Centro Histórico

de Elvas, é um deles.

Ao longo destes últimos 15 anos que comecei a interessar-me por estes

assuntos, já vi muitos problemas idênticos por esse mundo fora, já
ouvi muitas e muitas opiniões de pessoas habilitadas a fazê-lo, mas

ninguém até agora apresentou uma solução credível e viável sobre esses

mesmos problemas e como resolvê-los.

Identificá-los é relativamente fácil e penso que a maior parte das

pessoas os conhece. Já arranjar solução é que é mais difícil.

Até há um ano atrás e desde os meus oito anos, sempre vivi nos

chamados “bairros novos”. A minha infância foi passada no Bairro

das Caixas até aos 26 anos. Daí passei para a Av. da Piedade e

finalmente assentei durante 20 anos na Est. de St. Rita.

O que é que levou o meu pai a mudar-se do Largo de S. Domingos,

onde nasci, para o Bairro das Caixas? O mesmo que umas dezenas de
famílias: casas com melhores condições do que aquelas que havia no

centro. O que aconteceu a estas famílias que se aventuraram a ir
morar para onde não havia nada, passou a bola de neve.

Vejamos o seguinte: Elvas por volta dos anos 60 do século passado,

tinha aproximadamente mais umas 4 ou 5 mil pessoas do que actualmente.
Então porque é que aconteceu esta explosão imobiliária se a população

até diminuiu? É que antes e em cada casa viviam duas, senão três

gerações, ou seja, tudo a monte. As oportunidades apareceram e as

pessoas desejosas de uma vida mais digna mudaram-se.

Eu vi crescer toda aquela zona da Piedade. Começou com os primeiros

3 prédios da Caixa de Previdência na Av. António Sardinha, depois veio

o quarto, para logo de seguida se ter construído o prédio de gaveto da

referida avenida com a Est. de St. Rita (prédio onde actualmente está

a Churrasqueira da Piedade).

Entretanto, o Bairro de St. Luzia também ia crescendo e o da Boa-Fé

também. Depois veio a Av. da Piedade com a construção da antiga

Escola Técnica e o primeiro prédio (onde se situa o actual Tif-Taf).
E continuou tudo sempre a crescer. De onde vinha tanta gente?

Do centro, claro está. A consequência foi a desertificação contínua

do Centro Histórico. E reparem, eu estou só a referir-me ao que se

passou até ao 25 de Abril e antes de se ter dado início à especulação

imobiliária. O que é certo é que aos poucos a cidade foi esvaziando,
restando os militares (não todos) que por razões óbvias se mantinham

pelo centro, os idosos que já não queriam mudar de casa e aqueles

que não podiam mesmo.

Isto que acabei de contar é a realidade que eu vivi.

Depois do 25 de Abril, foi o que se viu: foi a debandada geral,

onde só quase tinha resistido os anteriormente citados, o comércio
florescente, a banca e seguros e mais alguns serviços.

Com o advento da Comunidade Europeia e consequente abertura
das fronteiras, o fim dos quartéis, o comércio entrou numa crise

profunda, os serviços também se foram mudando para a periferia.

E chegámos aos dias de hoje no estado em que nos encontramos.

Como disse ao princípio, retornei às origens e vim residir
novamente para o Centro Histórico. Isso deu origem a que me

apercebesse de uma forma mais objectiva do que antes.

Amanhã continuarei com este tema, mas isso não faz com que
me esqueça da minha luta e que é o S. Mateus.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 23:22
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