É verdade, ter um Porsche era uma das grandes ambições que sempre tive.
Era, digo eu, porque mesmo que com sacrifício comprasse um dos mais
baratos, nunca teria dinheiro para o manter.
E dirá V. Exª: mas o que é que eu tenho com isso? Nada, evidentemente.
Só que a Câmara por vezes comporta-se assim, ou seja, compra as coisas
e depois não tem maneira de as manter. Eu explico.
Quem vai dos Arcos das Amoreiras para a Boa-Fé pela circular, se olhar
para a sua direita vai encontrar uma faixa de terreno inclinado e que
presumivelmente deveria estar relvado ou com qualquer outro tipo de
plantas. E eu digo presumivelmente porque existe um sistema de rega
montado, que vai dos Arcos até um bocado além da rotunda da Belhó.
E que vimos nós? Um sistema de rega que deve ter uns milhares de
metros de tubo e ervas secas. Pois, ervas secas. Ora se a barreira era para
ficar amarela não precisava de rega, mas se tem rega deveria estar verde.
Ou não? Com as faixas junto ao Emigrante e Viaduto acima, acontece
quase o mesmo. Aí o sistema funciona mas mal. O mesmo acontece com
as barreiras junto à Srª. Da Nazaré.
Então como é? Temos dinheiro para o sistema de rega (o meu Porshe) e
depois não temos dinheiro para a água (a manutenção do carro)?
Algo vai mal no reino de V. Exª.
Jacinto César
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