Estava mais que visto que o inevitável iria acontecer: a adopção de
crianças por casais homossexuais.
Aquando da aprovação da lei que
permitia o casamento entre homossexuais (que para mim continua a
ser uma aberração), dizia-se que a adopção de crianças estava fora
de questão. Para mim, e expressei-me aqui sobre o assunto, era só
uma questão de tempo.
Deixava-se baixar a poeira provocada pela lei e mais tarde voltava-se
então à carga.
Bem dito e bem feito: eis que surge novamente o defunto Bloco de
Esquerda a levar o assunto ao Parlamento.
Mas será que o país não tem problemas mais graves para tratar do
que este? Ou será que querem aproveitar a preocupação legítima
dos portugueses com a crise económica para fazer passar o
diploma sem dar muito nas vistas e sem um verdadeiro debate?
E será que desta vez o Presidente vai também promulgar a lei sem
passar cavaco a ninguém?
Num país em que a ética e o civismo estão pelas ruas da amargura,
em que os fumadores quase são considerados criminosos em
contraponto com os utilizadores de drogas, em que a educação está
de rastos, em que as famílias estão desfeitas, que mais falta para
sermos uma anarquia perfeita?
Sou por natureza um liberal convicto, mas não confundo liberalismo
com libertinagem. Estamos a entrar numa fase do “salve-se quem puder”
e os últimos que apaguem a luz e fechem a porta.
Que Deus nos acuda!
Nota final – O menino chega à
escola no primeiro dia e a professora pergunta:
Então como é que se chama o teu pai?
João!
E a tua mãe?
Manuel!
Gargalhada geral e o menino sem saber que fazer.
É isto que pretendemos?
Jacinto César
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