É uma verdade incontestável que se todos pagassem o que é devido ao
fisco, provavelmente todos viveríamos melhor. Mas infelizmente não!
Mais uma vez e até sobre este assunto, os ricos são filhos e os pobres
enteados. Vejamos:
- alguém que tenha um pequeno negócio, pode com relativa facilidade
fugir ao fisco. Se é apanhado, cai o Carmo e a Trindade e lá está o nosso
homem em maus lençóis.
- suponhamos que a qualquer um de nós, por felicidade ou infelicidade,
acerta em cheio no Euro-milhões. Neste caso e em condições normais,
o nosso homem colocava o dinheiro no banco e no mínimo teria que
pagar sobre os juros, qualquer coisa como 25%. Mas como o nosso
homem é espertalhaço, através do banco envia a “massa” para um
“off-shore”. Lá se vai o imposto à vida.
Aparentemente, tudo isto são somente suposições. Mas não, é a realidade.
No passado mês de Maio, e só nesse mês, transitaram para as referidas
“off-shore” qualquer coisa como mil e duzentos milhões de Euros.
Só num mês. Agora imagine-se a quantidade de dinheiro pertencente a
portugueses que anda de viagem por essas “ilhas Caimão” e outras que tais.
Mas pior do que isso, é o próprio estado, através de alguns ministérios que
faz o mesmo. Irra que é demais.
Costuma-se dizer que quem rouba um pão para matar a fome é LADRÃO!
Quem rouba milhões, foi um engano de contas!
Sempre assim foi e assim continuará a ser. Que o diga o Dr. Dias Loureiro
e Companhia.
Não sou a favor da violência, mas para certos senhores, sempre abriria uma
excepção.
Jacinto César
"Não sou a favor da violência, mas para certos senhores, sempre abriria uma
excepção." - escreve o o "blogger"
Acho que está a ficar descontrolado dos nervos.
A violência não tem que ser justificada, basta estar no local errado à hora errada.
No entanto parece até que a violência para si se justifica desde que aplicada àqueles que dispondo de meios e liquidez para legalmente enviar dinheiro para fora do país o fazem.
A violência contra esses produzir-lhe-ia alívio e satisfação.
Acho que devia ir ao médico.
Caro anónimo (mais uma vez)
Se me conhece (presumo que sim), deve saber perfeitamente que não me meto nem em confusões ou em violência. Primeiro ponto.
Segundo, acho que qualquer pessoa que pense pela sua cabeça, tem direito a indignar-se e por vezes perder a cabeça em função dos acontecimentos. Não acredito que o meu caro amigo é daqueles católicos fervorosos que, se alguém lhe der um estalo, vira a cara para lhe darem outro.
Para finalizar o comentário ao seu comentário (não o merecia por não dar a cara, o que logo à partida demonstra ter falta de carácter), digo-lhe aquilo que já afirmei: sou totalmente contra a violência, mas há momentos em que confrontado com determinados factos, lá que dá vontade de o ser dá!
Não se preocupe com a minha saúde mental, preocupe-se antes com a sua!
Jacinto César
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