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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011

À terceira é de vez?

 

Costuma o povo dizer que à primeira todos caem, à segunda já só caem os que querem, mas à terceira só caem os parvos. O que é que eu quero dizer com isto? Se todos se recordam, foi a crise económica entre outras que despoletou a 1ª Guerra Mundial. A Alemanha pela primeira vez quis dominar a Europa.

Depois veio a “repetição da jogada” ao eclodir a 2ª GM, pelas mesmas razões da primeira. Os protagonistas, é que eram outros, mas os motivos, os mesmos.

Estamos a atravessar neste momento uma grande crise económica que apanha transversalmente toda a sociedade ocidental.

Os alemães mais uma vez, estão a perfilar-se.

Só que a 3ª Guerra Mundial, desta vez será com armas diferentes. Os Euros. Desta vez não querem dominar a Europa pelas armas, mas pelo dinheiro.

Sinto-me preocupado com o que isto vai dar.

Dirão alguns: mas os alemães fartam-se de “trabalhar” e os outros querem chupar na teta. Talvez haja algum fundo de verdade, mas não só!

Como é que o desenvolvimento da Alemanha se deu? Primeiro à custa da ajuda externa quando ficaram com o país arruinado (além de terem arruinado outros).

Quando já estavam novamente de pé, como é que continuaram a progredir? À custa dos outros! Eu explico.

Quando vamos a supermercado e compramos por exemplo 1 quilo de tomate pop 1 Euro, podemos até achar barato. Mas é barato à custa de quem? Decomponha-se o preço do quilo de tomate nas suas componentes e chegamos à conclusão que quem trabalhou para o produzir não o vendeu a mais de 10 cêntimos. E o resto? Ficou pelos intermediários e por quem o vende. Resumindo, quem trabalhou, foi quem ficou com a menor fatia.

Todos nós olhamos à nossa volta e vemos produtos alemães, a começar pelos automóveis. Pois é, todos os países periféricos da Europa estão inundados do mesmo.

Dirão alguns: e porque não produzimos nós esses produtos? Pois é, e como é que esses países pequenos, como o nosso, podem competir com esses grandes países? E eles iriam permitir? Nós só existimos porque os grandes assim o querem. Somos a colónia balnear da Europa dos grandes. Mas atenção, ou vendemos o nosso sol, as nossas praias, os nossos hotéis e restaurantes, o nosso ambiente ainda puro mais barato ou então mudam-se para outras paragens e nós caímos. Temos que ser um país do terceiro mundo à força, para que os grandes se sirvam.

Para mim o problema agora é mais grave que anteriormente, já que a França apanhou boleia da Alemanha e os dois juntos é obra.

Meu querido país que doente estás tu. Doente não, moribundo.

E nós portugueses, que fazemos? Desde que o Benfica, o Porto e a Selecção nos vão dando umas alegrias, NADA! Simplesmente NADA!

Olhemos aqui para o lado e vejamos se os espanhóis embarcam no fado! É que eles refilam e até têm tourada com muito sangue! Vejam se o BCE não foi logo tão solícita a comprar a dívida soberana da Espanha? Pois é, aqui ao lado não há fado, mas flamengo com sapateado. 

 

Jacinto César

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Tasca das amoreiras às 23:35
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5 comentários:
De Anónimo a 18 de Agosto de 2011 às 12:06
Cada um tem que viver com o que tem, e se os orçamentos fossem equilibrados não era preciso ir aos "mercados" contrair dívida.


O funcionalismo público, desde o porteiro ao polícia, passando pelo administrativo, juíz, médico ou investigador, ganham o dobro daquilo que as empresas e trabalhadores das empresas podem pagar em impostos.


O corte no funcionalismo tem que ser a sério para os equiparar aos privados.


De Anónimo a 18 de Agosto de 2011 às 12:11
Deixo-lhe um desafio:


Multiplique o salário de um professor(com 20 anos de carreira) por 14 e junte-lhe os subsídios de almoço anuais.


Divida pelo número de horas lectivas anuais e veja quanto ganha por hora.






Compare com o "recibo verde" de cada hora no Colégio Luso-Britânico.


Muito obrigado pelo tempo perdido a ler o comentário!!


De Tasca das amoreiras a 18 de Agosto de 2011 às 18:05

Caro anónimo

 

Viva a anarquia!

Acabem-se com os médicos e hospitais e assim vemo-nos livres dos doentes que só nos dão despesas.

Acabem-se com os polícias e tribunais e assim vivemos todos muito mais descansados.

Acabe-se com todo esse funcionalismo público quais sanguessugas que só servem para endividar mais o estado.

Finalmente acabe-se com essa maldita classe que são os professores que ganham rios de dinheiro e produzem zero. O país é dos burros e dos ignorantes.

 

Caro anónimo, e agora sem ironia, o meu caro “amigo” deve sofrer de algum complexo de inferioridade em relação à minha classe. Eu não tenho culpa pelo facto de não ter querido, não ter sabido ou não ter tido a possibilidade de estudar. Agora meu caro, tenho que ter algum proveito do investimento que os meus pais fizeram em mim pelos mais de vinte anos que estudei.

Ainda relativamente ao que ganho, comparativamente ao que alguém ganha no privado, faz-me lembrar aquela velha máxima comunista e que é, “temos que acabar com os ricos”. Não meu caro, temos é que acabar com os pobres. Temos que deixar de permitir que um qualquer patrão sem escrúpulos escravize os seus “colaboradores” com baixos vencimentos para poder pavonear-se num qualquer Ferrari. Temos que acabar com os privilégios e a ostentação da classe dominante. Repare, eu não quero que fiquem pobres, mas que distribuam mais equitativamente a riqueza de modo a que todos possamos viver de uma forma digna.

 

Caro amigo, o seu discurso é o de uma pessoa complexada, ressabiada e que está a mal com a vida e com o mundo.

 

Jacinto César   



De Anónimo a 18 de Agosto de 2011 às 21:50
No primeiro comentário tive o cuidado de não mencionar os Professores, Classe pela qual tenho o maior respeito e consideração, 


Só escrevi que quem paga o funcionalismo são as empresas privadas e os seus trabalhadores com os seus impostos.




Quanto à questão da comparação da hora de trabalho no Colégio Luso-Britânico e os professores do Ensino Oficial, a questão ficou por responder,,, 


De Anónimo a 18 de Agosto de 2011 às 22:00
"Talvez aja algum fundo de verdade, mas não só!"


E já agora não confunda "aja" do verbo agir com "haja" do verbo haver.


Fica mal até a um Engenheiro Relativo!


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