Nota introdutória – Gostaria de referir antes de abordar o tema, que não vou utilizar informação privilegiada mas única e exclusivamente dados de conhecimento geral.
Todos sabem que neste último ano, a Escola Secundária D. Sancho II de Elvas, tem estado sujeita a uma profunda remodelação. Justa e necessária, já que as suas instalações têm meio século de idade. Até aqui tudo bem e aplaude-se.
O que é que está mal e eu condeno veemente? Os luxos desnecessários. Eu explico.
A partir do momento em que a Escola comece a trabalhar em pleno, todas as salas, gabinetes, corredores e até o antigo ginásio (agora recuperado), são climatizados.
Quando se olha para os equipamentos de ventilação e climatização que estão a ser instalados, as áreas cobertas a serem climatizadas, pode-se fazer uma pergunta legítima: qual vai ser o consumo de energia eléctrica necessário para por todo o sistema a trabalhar?
As escolas têm todas orçamentos muito reduzidos e que por vezes dão à justa para pagar a água, luz, comunicações e gás que gastam no dia-a-dia. O pouco que sobra mal dá para o papel que se consome.
Feitas bem as continhas, o orçamento de um ano não vai chegar para pagar só a energia gasta na ventilação e aquecimento agora instalados. Assim sendo, presumo que os ditos equipamentos, depois de serem postos a trabalhar para ensaios, nunca mais vão ser utilizados por falta de verba.
Porque é que se instalaram então tais equipamentos? Será que houve interesses comerciais na opção? Será que alguém recebeu ”luvas” para assinar tal projecto?
Dirão alguns que os regulamentos assim o exigem. Muito bem. E com que direito se fazem regulamentos para um país com uma economia débil como se de um país rico se tratasse? Claro que e mais uma vez convinha a alguém que tais regulamentos fossem aprovados.
Estamos loucos! Muito loucos mesmo. O problema está em que somos todos nós a pagar as loucuras de alguém.
De outros luxos poderia falar, mas só de pensar neles deixa-me mal disposto.
Megalómanos!!!
Jacinto César
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