Nota introdutória – Gostaria de referir antes de abordar o tema, que não vou utilizar informação privilegiada mas única e exclusivamente dados de conhecimento geral.
Todos sabem que neste último ano, a Escola Secundária D. Sancho II de Elvas, tem estado sujeita a uma profunda remodelação. Justa e necessária, já que as suas instalações têm meio século de idade. Até aqui tudo bem e aplaude-se.
O que é que está mal e eu condeno veemente? Os luxos desnecessários. Eu explico.
A partir do momento em que a Escola comece a trabalhar em pleno, todas as salas, gabinetes, corredores e até o antigo ginásio (agora recuperado), são climatizados.
Quando se olha para os equipamentos de ventilação e climatização que estão a ser instalados, as áreas cobertas a serem climatizadas, pode-se fazer uma pergunta legítima: qual vai ser o consumo de energia eléctrica necessário para por todo o sistema a trabalhar?
As escolas têm todas orçamentos muito reduzidos e que por vezes dão à justa para pagar a água, luz, comunicações e gás que gastam no dia-a-dia. O pouco que sobra mal dá para o papel que se consome.
Feitas bem as continhas, o orçamento de um ano não vai chegar para pagar só a energia gasta na ventilação e aquecimento agora instalados. Assim sendo, presumo que os ditos equipamentos, depois de serem postos a trabalhar para ensaios, nunca mais vão ser utilizados por falta de verba.
Porque é que se instalaram então tais equipamentos? Será que houve interesses comerciais na opção? Será que alguém recebeu ”luvas” para assinar tal projecto?
Dirão alguns que os regulamentos assim o exigem. Muito bem. E com que direito se fazem regulamentos para um país com uma economia débil como se de um país rico se tratasse? Claro que e mais uma vez convinha a alguém que tais regulamentos fossem aprovados.
Estamos loucos! Muito loucos mesmo. O problema está em que somos todos nós a pagar as loucuras de alguém.
De outros luxos poderia falar, mas só de pensar neles deixa-me mal disposto.
Megalómanos!!!
Jacinto César
De Anónimo a 6 de Janeiro de 2011 às 10:17
Isto é muito simples.
Se a escola tem climatização, deveria não ter.
Se a escola não tem climatização, deveria ter.
Assim está garantida a sobrevivência de quem gosta de dizer mal.
De Anónimo a 6 de Janeiro de 2011 às 13:02
Uma bela obra. Dez milhões de euros investidos na remodelação de um edifício escolar com 50 anos.
Mas há sempre necessidade de aparecer um iluminado a tentar deitar abaixo e desvalorizar.
Entre eles, Jacinto César, (por acso, certamente) um professor da Escola Secundária D. Sancho II.
"Isto só lhe fica bem", comentam os que o conhecem de gingeira.
"Condiz com ele", acrescentam outros.
De Anónimo a 7 de Janeiro de 2011 às 09:46
Jacinto César:
"Alevantaram-se valores mais altos", deixaste morrer este blogue e, agora, é a miséria de entradas e de comentários que se vê.
Creio que conhece a expressão "valores mais altos se alevantam"; é de Luís de Camões.
É pá! O génio, há mais de 400 anos, já sabia que, quando "se alevantam valores mais altos", os ex-grandes valores ficam em segundo plano.
Eheheheheheh
De Miguel Guedes a 7 de Janeiro de 2011 às 12:22
Caro Sr. professor,
Como não conheço V. Exa.pessoalmente, permita-me que o trate respeitosamente como sempre fiz a todos os Professores que fizeram parte da minha Educação Escolar.
Gostaria de lhe referir que se em 2011 ao se efectuar uma recuperação num País desenvolvido não deveria o mesmo conter o equipamento que refere ?!
Gostava de lhe lembrar o que enquanto aluno as condições 3º Mundistas que passei de 1986 a 1990 quando estudava num concelho a 50 km de Elvas que não tinha Pavilhão Gimnodesportivo nem Balneários !! .. ou seja as aulas de educação fisica eram realizadas a ceú aberto quer chovesse ou fizesse sol... onde nos enchiamos de lama, por exemplo a jogar rugby ou futebol, e depois os miúdos dos 10 aos 14 anos lavavamos o sovaquinho na casa de banho normal !!
A responsabilidade de V. Exa. emquanto Professor não se pode confundir com a Megalomania que refere .. sejamos correctos e não digamos o que é bem feito..
Sei que os orçamentos são reduzidos, então compete solicitar à CMELVAS comparticipação, que certamente terá gosto em efectuar um protocolo para garantir que a comodidade dos Municipes seja óptima e possamos cada vez mais ser uma Região de pessoas Cultas!
De Anónimo a 7 de Janeiro de 2011 às 17:26
Já aí anda o Boletim Municipal de Elvas número 133, de Dezembro de 2010.
Já está disponível no site da câmara.
Já se encontra em distribuição pelo concelho.
Aliás, a câmara já tinha anunciado que, a partir de Dezembro, regressava a periodicidade mensal. E eles, o que prometem costumam cumprir.
Bem escreveu e disse o Tiago Abreu que o boletim estava suspenso.
Coisa dito por Paulinho Portinholas, o “Puto Queixinhas”, não falha.
É certinho e direitinho.
De Miguel Garcia Barbado a 7 de Janeiro de 2011 às 22:22
Deixei o seguinte comentário no blogue Cidadelvas. Vamos ver se tem a coragem de publicar o miserável anónimo que ele é:
"Enquanto gente como tu ladra... ladra... ladra...
A caravana passa.
Fica-te a roer de inveja.
O teu jornaleco nunca vai passar da cêpa torta e tu de um jornalistazeco de meia-tijela."
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