Ontem depois de ter saído de Varanasi de uma coisa a que os indianos chamam aeroporto, e depois de ter sido apalpado mais umas quantas vezes (espero não começar a gostar), cheguei finalmente ao Nepal como escala para os Himalaias.
Um aeroporto decente, gente decente e uma limpeza que não se pode comparar à Índia.
Vim parar a um hotel em Kathmandu, que é até agora a grande estrela. Um palacete a lembrar a Quinta da Espanhola em Elvas mas de porte maior e com uma reconstrução primorosa. Uma maravilha. Como cheguei cedo deu tempo a dar uma volta pela cidade. Simplesmente fantástica. A praça principal é uma preciosidade (Património da Humanidade e com muito mérito). Consegue deslumbrar qualquer um por mais insensível que seja a estas coisas.
Como não há bela sem senão, a partir das 8 da noite (hora a que fecha o comércio) é ver os ocidentais a correr para os hotéis. A cidade pura e simplesmente não tem iluminação pública, ou seja, a partir da hora de fecho do comércio que é quem fornece iluminação às ruas, se queremos demorarmo-nos um pouco mais, como por exemplo jantar, só nos resta a solução de chamar um táxi ou então sujeitar-se a ser assaltado.
Hoje logo pelas 6 da manhã, estava este rapaz pronto para a aventura dos Himalaias e nada. Os aviões que deveriam levantar voo e devido ao mau tempo, ficaram em terra. Grande desilusão. Espero que amanhã possa ter a segunda oportunidade (e última já que não posso ficar aqui eternamente à espera que faça bom tempo). Tal como as coisas estão ponho as minhas dúvidas de que é desta vez que vejo o Evareste “ao vivo e a cores”. Como o tempo é dinheiro há que arranjar destino alternativo e ponho-me a caminho de Patan. Não foi tempo perdido pois que é outra preciosidade. Simplesmente fabulosa a cidade, cuja praça principal é também Património da Humanidade. Como nesta cidade passa um afluente do Ganges, este também é considerado sagrado. Como tal tem também as cremações públicas. Desta vez vi mesmo ao pé para ficar a saber como se processava toda a cerimónia. Impressionante. Só pode ser mau para quem tiver um estômago fraco. Abstraindo-me do cheiro (obviamente a carne queimada) vale a pena assistir. Só não coloco aqui uma das muitas fotografias que fiz por serem um pouco próprias.
Bem, amanhã de madrugada vou fazer a segunda tentativa se o tempo não me pregar nova partida. Se não tiver que ser, lá terei que arranjar alternativa.
Continuação de boas férias para todos
Jacinto César
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