Cidade estranha esta.
Hoje é 15 de Agosto e como tal é feriado por cá: Dia da Independência Nacional.
Acordou tranquila, sem o bulício do dia de ontem, mas uma tranquilidade pouco normal. Jamais tinha vivido uma situação destas. Em cada esquina um “bunker” feito de sacos de areia, um militar com uma metralhadora e mais uns quantos espalhados pelas imediações equipados com coletes à prova de bala e espingardas automáticas. E quando digo em cada esquina é issso mesmo que quero dizer. As barragens militares são uma constante. O carro em que me desloco, é mandado parar mil e uma vez, o compartimento do motor e a mala são abertas, enquanto outro militar coloca um espelho por debaixo do carro. Parece uma situação quase de guerra. O comércio está fechado e os cafés ou restaurantes onde entro sou inspeccionado por um polícia. Se o detector de metais toca por qualquer motivo, lá tenho que levantar os braços e alguém aparece para me “apalpar”. Coisas da vida.
Cidade feia por natureza, buracos por todo o lado, esgotos que correm a céu aberto, lixo aos montes e pedintes por todo o lado. Quase como se de uma paradoxo se tratasse, nunca tinha conhecido uma cidade com tantas zonas verdes (de muitos hectares cada) e extremamente bem cuidadas e limpas. Campos relvados a perder de vista e com flores por todo o lado. Até admitia o contrário, mas não.
Como grande satisfação do dia foi ter estado no memorial a Gandhi onde estão as suas cinzas. Foi para mim emocionante já que para mim, é das figuras marcantes do século XX.
São por aqui quase as oito da noite e vou jantar, procurando não ser “apalpado” mais nenhuma vez por hoje. Claro que para entrar no hotel mais uma vez tenho que passar pelo pórtico detector de metais, mas aí são mais permissivos.
Para quem está de férias ainda que continuem a gozá-las bem.
PS- Estes votos estendem-se ao meu corrector ortográfico particular pois já verifiquei que tem uma particular simpatia por mim.
Jacinto César
Blogs de Elvas