Elvas sempre em primeiro
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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010
Sexta-feira actuou no Jardim Municipal a Banda Sinfónica da PSP. O programa era apelativo e a orquestra de boa qualidade.
Resultado: se retirarmos os polícias de Elvas, as suas famílias e os convidados, estaríamos perante um auditório quase vazio.
Pior foi o panorama do sábado. Actuou um grupo de música nostálgica chamado Lucky Duckies. Formado por quatro instrumentistas e dois vocalistas de grande qualidade interpretaram música americana da primeira metade do século passado. Como só eram seis ao todo e não trouxeram as famílias, deram o concerto mesmo em família. No prédio em que vivo moram mais pessoas que aquelas que assistiram.
Mas afinal que raio de população temos nós aqui em Elvas? Seguidores fanáticos do Tony Carreira? Fãs do Quim Barreiros? O será que gostam mais ainda do Zé Cabra?
Onde estava toda a gente que diz que a Elvas só vem pimbalhada? Poderiam ter dado a desculpa do futebol, mas ambos os concertos só começaram depois.
Quer-se uma cidade de turismo cultural onde a juntar ao património se possam juntar eventos culturais. E onde estão os cidadãos? Em casa a ver a novela.
Mas que cidade esta em que a única coisa que se sabe fazer com “qualidade” é cultivar a má-língua?
Em ambos os dias senti vergonha de ser elvense!
E viva a cultura!
Jacinto César
De Anónimo a 28 de Junho de 2010 às 06:57
Estavam os vereadores? A excepção de Elsa Grilo os vereadores não foram à feira do Património nem ao concerto do Sérgio Godinho, em que ficaram vazios 8 lugares na 1.ª fila.
Se há que manter as aparências o exemplo tem que vir dos interessados em 1.º lugar. Não é só ter "benesses" também é preciso cumprir, e parece-me que neste momento no seio da vereação de Elvas há um completo desinteresse e muita indisciplina.
E eu para tomar conhecimento tive que vir ao "Tasca"
De Anónimo a 28 de Junho de 2010 às 08:16
Mas o professor sabe a cidade em que vive?
Façamos as contas: Elvas tem 15 mil habitantes.
Destes, cerca de 5 mil são muito pobres quer em riqueza material quer culturalmente. Restam 10 mil. Destes 10 mil, há 7 ou 8 mil, classe média baixa ou média que tem fracos interesses culturais e por isso não frequenta concertos, nem teatro, nem cinema, nem faz turismo para além da praia e de uma ida ao Colombo e são aqueles que concordam com tudo o que se faça em relação à cultura e ao património mas que não vão a nada. Os restantes 2 ou 3 mil são aqueles que realmente se interessam, mas que, como têm posses vão a outras cidades onde há coisas realmente interessantes. Não frequentam as coisas em Elvas porque elas têm uma qualidade má comparadas com aquilo que se vê noutros sítios. Essas pessoas de que falo vão passear nos fins de semana, vão fazer turismo cultural, vão até Lisboa, até Sintra, até Coimbra, até Madrid, até Salamanca e por isso o pouco que se faça aqui é ridículo para elas.
Colega "Tasca das Amoreiras"
Será que os habitantes de Elvas não gostam de polícias?
Será que os habitantes de Elvas detestam a música dos anos 40 e 50 por lhes recordar a longa noite fascista?
Pedia a compreensão dos seus comentadores para deixarem uns comentariozecos no meu blog, o mais ostracizado de Elvas!
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De Francisco a 28 de Junho de 2010 às 13:44
Eu deduzo que das duas uma: 1º - Uma falta de divulgação que essencial para que a população se aperceba do que a nível de eventos existe na cidade e aí responsabilizo a Autarquia, porque só publicita o que lhe apetece e o que lhe interessa. Estou farto de ver papéis e mais papéis de tudo quanto é Património. Música, clássica e contemporânia ( enfim, concertos que enchem as salas tipo auditório). Quanto áquilo que realmente a população maioritária gosta, como frisa aí o amigo, Quim Barreiros, Tonys e tantos outros apelidados de pimbas, é sem dúvida o que o povo gosta, e temos que nos basear no tipo de população que vai aos concertos.
Fazem-se tantos folhetos porta a porta, porque não se faz também para os eventos que a Câmara realiza, nomeadamente pertencentes á vereadora Vitória ( julgo eu). A culpa será de quem? Da própria ou de quem autoriza a respectiva divulgação? E mais, há poucos dias dirigi-me ao centro cultural e deparei-me com uma exposição que nem sequer sabia da sua existencia, é claro que estava ás moscas, pois não existe em plena praça da Republica nada que assinale as exposições que ali se fazem, e pelos vistos todos os meses. Alguém sabe? NADA.
2º - Penso que a população de Elvas está saturada de tantos espectáculos á borliu. Dêem-lhes mais que eles aparecem. Façam menos e de maior qualidade.
De Anónimo a 29 de Junho de 2010 às 14:39
Parece-me que são os eventos que podem atrair menos público, os ditos para intelectuais, que devem ter mais divulgação.
O que é música popular leva sempre centenas e milhares de pessoas a ver, por isso gastar em folhetos e panfletos para quê?
Existe a agenda cultural onde estão todos os espectáculos e que recebemos nas nossas casas de dois em dois meses.
Mas mesmo assim, lembro-me bem da semana da Juventude, que foi uma actividade do pelouro da vereadora Vitória (julgo eu) que teve pendões de plástico por todos os buracos, programas nas caixas do correio, cartazes, postaletes, faixas penduradas dos Arcos da Amoreira, publicidade com cornetas de som, publicidade nas rádios e em tudo quento foi sitio. Desnecessário, porque sem isto os jovens tinham ido á Semana da Juventude, bastava divulgar nas escolas.
De Leiras a 28 de Junho de 2010 às 18:47
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<BR class=incorrect name="incorrect" <a>Sr</A> Professor Jacinto César
Antes de mais quero-lhe expressar o meu agrado pelos artigos que tão criteriosamente escolhe para os mais diversos comentários. São pertinentes e envolvem as mais diversas temáticas. Parabens por isso. Devemos começar a casa pelos alicerces e, sendo assim, parabéns à Câmara Municipal de Elvas por, em boa hora, ter patrocinado a vinda a Elvas da Banda Sinfónica da PSP e o Grupo Lucky Duckies.
Quanto à Banda Sinfónica da PSP trata-se sem dúvida de uma das melhores bandas sinfónicas de Portugal com actuações muito aplaudidas a nivel nacional e internacional, sendo por isso muito requisitada. Muitas cidades deste país gostariam de ter o previlégio de os ver actuar. Elvas merece estar no rol desses felizardos. O evento foi bastante divulgado incluindo toda a comunicação social que assim promoveu a sua actuação .
Pena foi que a mensagem não tivesse chegado a todos.
Sinto pena daqueles que não tiveram oportunidade de disfrutar de uns momentos de boa música sinfónica.
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