Eu sabia! Eu sabia no que ia dar se publicasse o que publiquei ontem. Apesar disso fi-lo em consciência e por uma questão de princípios.
Vou tentar responder aos comentários feitos.
1 – Nunca pus em causa Saramago o Escritor. No entanto gostaria muito se saber quantos dos aqui vieram “botar faladura” leram algum dos seus livros. Eu confesso que nunca consegui passar do princípio de qualquer livro escrito por Saramago. De qualquer modo, longe de mim criticar a sua escrita, já que me considero um analfabeto no tema. Aqueles que aqui vieram foi mais no sentido de defender os ideais do que a escrita.
2 – Já há muitos anos que não suportava o homem e por várias razões. A primeira pelo facto de por uma questão de birra ter ameaçado abdicar da nacionalidade portuguesa e tornar-se espanhol. Quem ameaça desta forma, não merece ser cidadão de Portugal (o mesmo se pode dizer de Maria João Pires).
Em segundo lugar pelo seu passado de comunista ortodoxo que jamais abandonou (sendo admirador de Staline, um dos maiores criminosos da história contemporânea). Mas se nunca abandonou essa ortodoxia, nunca deixou de usufruir dos prazeres do capitalismo.
Em terceiro lugar, porque ainda não me esqueci de que foi ele o “carrasco” de muitos trabalhadores do DN os quais foram saneados sem dó nem piedade aquando do PREC.
Em quarto lugar a provocação constante à Igreja Católica. Acho que aqui a Igreja até foi muito tolerante para com ele. Se fosse num regime islâmico teria acontecido o que aconteceu a Salman Rushdie quando publicou os Versículos Satânicos. Aqui em Portugal ignoraram-no.
É vulgar em Portugal, quando alguém morre, pôr em destaque as suas virtudes e qualidades mesmo quando estas não existiram. “Até era um bom tipo”, é o costume, mesmo tendo sido um grande pulha. Eu não embarco nesta tradição. Pulha em vivo, pulha depois da morte.
Jacinto César
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