A vida é uma grande montanha russa: tão depressa se está na fossa como de um momento para outro se entra em euforia. Passa-se da tempestade para a bonança e vice-versa com a maior das facilidades.
Isto a propósito do empate a zero entre Portugal e a Costa do Marfim e a vitória de Portugal sobre a Coreia do Norte, humilhante para estes últimos.
Hoje Portugal cruzou o Cabo da Boa Esperança. As “Tormentas” vão passa-las os norte coreanos.
O que dirá agora Kim Jong-il, o grande timoneiro?
Curiosamente estive hoje a ler algo sobre o mesmo assunto, mas relativamente a 1966 em que Portugal virou o resultado de 0-3 para 5-3 no final precisamente com a mesma Coreia do Norte. Confesso que desconhecia os acontecimentos posteriores a esta derrota, mas fiquei agora a saber que os desgraçados dos jogadores foram parar a um campo de concentração. Era então o grande líder o pai do actual.
Perante esta humilhação qual será o futuro dos jogadores? Já hoje um jornal russo dava como certo algo igual ao que então se passou, com a diferença que o treinador será certamente fuzilado. Não me admiraria muito se nenhum jogador regressasse, apesar do controle exercido sobre estes últimos. Esperemos para ver!
Voltando a Portugal, parece que Carlos Queiroz até leu o que aqui escrevi há uns dias atrás. Só falhei a entrada de Ruben Amorim, já que jogou o Miguel. Tudo foi diferente para melhor e pergunto mesmo o que é que a “armada brasileira” foi lá fazer? Pepe está roto. Deco preso por arames. Lietson vai fazendo o que pode. Se juntarmos a estes um Paulo Ferreira e um Dani, estamos resumidos a 18 jogadores e não aos 23 que deveríamos levar. Porque não um Moutinho e um Carlos Martins? Porque não um Makukula que foi só o melhor marcador do campeonato da Turquia? Vamos “rezar” para que os de hoje não se lesionem ou os castiguem.
Siga o campeonato!
Jacinto César
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