Gosto de futebol como quase toda a gente, mas não sou fanático. Ou antes, gosto de futebol pelo futebol. De quando em vez vou tentando entender um pouco mais dos meandros deste desporto, e por vezes espanta-me um pouco determinadas opções feitas pelos treinadores e respectivas tácticas. Isto vem a propósito da Selecção Nacional e do seu treinador.
Sempre gostei da maneira como Filipe Scolari dirigia a selecção, a unidade que conseguiu criar entre os jogadores e a empatia que criou com os portugueses. Há ainda muita gente que não lhe perdoa a dupla derrota com os gregos. Eu já lhe perdoei e gostava muito que tivesse permanecido ao comando dos nossos rapazes. Assim não foi e o escolhido foi Carlos Queiroz.
Acredito que este seja um belíssimo e competente condutor de jovens e já deu provas disso mesmo. Agora como condutor de homens, sendo que a maioria não passam de crianças mimadas, cheias de dinheiro e “burros”, não acredito. Veja-se a passagem dele pelo Sporting, como adjunto no Manchester e no Real Madrid. Um fracasso total.
Ora se não serviu para estes clubes, como é que vai servir para orientar a nossa selecção? Não acredito e espero sinceramente que me engane.
A escolha dos jogadores demonstrou logo algumas deficiências quanto a mim. Incluiu jogadores sem experiência internacional, alguns dos quais até são suplentes nas respectivas equipas. Por outro lado deixa de fora homens com muita experiência e em grande forma, como é o caso de Nuno Assis e Carlos Martins, para já não falar das escolhas muito polémicas dos guarda-redes.
Veio o primeiro ensaio com Cabo Verde e todos assistimos a um espectáculo confrangedor. Não consegui divisar nenhuma equipa, mas sim um bando de jogadores, cada qual a jogar para si sem se importar muito com o conjunto. Pode até acontecer que estejam a seguir aquele ditado que “os ciganos não gostam de ver bons princípios aos filhos”, mas eu continuo a pensar que a coisa não vai correr bem. Vêm aí os Camarões que não são propriamente uma pêra doce. Aguardemos para ver. Tenho o “feeling” que vamos ser recambiados da África do Sul mais depressa do que esperamos.
Jacinto César
Carta aberta ao senhor Tiago Abreu (parte 1)
Nem todos somos da mesma laia e, na realidade, há farinhas de vários sacos…
Estou a olhar para si e para o seu comportamento público, mas acabo por chegar à conclusão que o senhor Tiago Abreu é um acidente genético, daqueles que a Biologia não explica e desacreditam a hereditariedade.
Tenho idade suficiente para poder dizer que já vivi o suficiente para conhecer os seus quatro avós: as ascendências femininas, as suas duas avós das famílias Tello e Geraldes, bem como as ascendências masculinas, os seus dois avôs Abreu e Monteiro. Senhores e senhoras, educados, bem formados e respeitadores, pessoas de um saco com farinha muito diferente do seu!
A minha idade está mais próxima da geração de seus pais: a Ana Maria e o Luís são duas pessoas que os seus amigos e conhecidos atestam como gente de bem, capaz de pensar sem insinuar, de falar sem insultar, de subir sem pisar. A laia do senhor Tiago Abreu não se compara com a dos ascendentes directos.
Estando próximo da idade dos seus pais, conheço os seus tios. Mais de uma dúzia, se conto bem! E o que encontro são homens e mulheres que ilustram a formatação que as famílias Geraldes Monteiro e Tello de Abreu traçaram para os seus filhos. Com bons resultados à vista! Tudo farinha saída do mesmo saco, de qualidade fina, nada condizente da zurrapa onde o senhor Tiago Abreu se acomoda.
Também conheço o seu irmão Miguel, mais uma farinha do mesmo saco familiar, que não pode ser confundido com a sua laia. Por isso, lhe disse que o senhor Tiago Abreu desmente a Hereditariedade, a Genética e a Biologia, é um atentado à ciência.Carta aberta ao senhor Tiago Abreu (parte 2)
Também conheço o seu irmão Miguel, mais uma farinha do mesmo saco familiar, que não pode ser confundido com a sua laia. Por isso, lhe disse que o senhor Tiago Abreu desmente a Hereditariedade, a Genética e a Biologia, é um atentado à ciência.
A bem dizer, o seu problema resume-se à diferença entre um saco e uma pequena bolsa.
Isto é: o saco da farinha marca Elvas é o receptáculo onde tem caído a maior parte dos grãos moídos pelo esforço do trabalho, do respeito e da consideração; enquanto para a sua bolsa o que cai, a bem dizer, nem é farinha; é farelo e de má qualidade.
Está visto que, quando colocados nos pratos da balança da justiça eleitoral, o saco de farinha pesa sempre muito mais do que a bolsa de farelo ordinário.
Se mesmo assim, tão explicadinho, não quiser compreender… o senhor é que sabe!
Numa tarde em que a câmara municipal, em reunião do seu executivo, decidiu (por exemplo):
- aprovar o projecto de ampliação do Centro de Negócios Transfronteiriço, uma obra de um milhão e meio de euros, com a criação de mais dois mil metros quadrados de área de exposição e dois pisos de estacionamento coberto;
- aprovar vários componentes do Plano de Promoção e Imagem do Concelho, com logótipo, marca Elvas (logomarca), concepção gráfica do portal do Município, mapa turístico do Centro Histórico, Cidade e Concelho, e spot promocional para inserção nos meios audiovisuais;
- aprovar a primeira revisão orçamental, para sustentar a alteração ao mapa de pessoal da Câmara Municipal;
- deliberar que a quarta edição do Festival Medieval de Elvas vai ser realizada entre 2 e 4 de Julho, na envolvente ao Castelo da Cidade;
- ou decidir que a exposição “Elvas, a Cidade Fortaleza”, vai estar patente, entre 27 de Maio e 10 de Julho, no Centro de Artes Tradicionais de Évora, em conjunto com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo.
Numa tarde em que tudo isto (entre outras decisões) foi deliberado, Tiago Abreu puxa para primeiro plano da actualidade municipal o seu comportamento entre o pouco público que assiste a reuniões da câmara e o que lhe disse o presidente do executivo.
Na verdade e comparado com os assuntos que envolvem Paulinho Portinholas e outros amigalhaços da portinholice elvense, que interesse têm os assuntos que a câmara analisa e decide a pensar nos Elvenses? Interesse zero, se comparado com as figuras do figurão do CDS…
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