Ontem falei aqui sobre o meu “sim” condicional ao TGV Lisboa-Madrid. E disse condicional por alguns motivos que não me permitem dizer um SIM incondicional. A saber:
1 – A opção dos comboios será o futuro. O espaço aéreo europeu está a ficar saturado e o consumo de combustíveis fósseis em crescendo. Não há alternativa ao petróleo para os aviões. Os comboios consomem electricidade que pode ser produzida por outros meios que não o “ouro negro”.
2 – Um dos factores que ainda não me convenceu no TGV é o facto de o material circulante não ser fabricado em Portugal. Se a empresa que vai fabricar os comboios transferisse a tecnologia para que fosse fabricados cá, então não me restariam dúvidas.
3 – Economicamente não tenho a certeza se o projecto é viável ou não, mas mesmo sendo, quem é que beneficia? O que é que a macroeconomia portuguesa beneficia?
São estas dúvidas que me vão “atormentando” porque ninguém me responde a elas. Mesmo que o governo despenda somente uma pequena percentagem do investimento total, qual será o retorno?
Em relação a um possível investimento na construção de uma central nuclear, seria para mim o investimento mais inteligente que Portugal poderia fazer. A saber:
1 – É dos sistemas mais seguros e limpos se não contarmos com as energias renováveis.
2 – Portugal tem umas reservas muito grandes de urânio.
3 – O investimento tem um retorno rápido e evita a saída de divisas para os países produtores de petróleo. A dívida externa diminuiria bastante.
Sei que as pessoas na generalidade têm um receio muito grande em relação a esta opção. No entanto é completamente infundada. Mau, mas mesmo mau, é termos a 200 quilómetros da nossa fronteira uma que já tem 40 anos, e se der para o torto pagamos todos.
Hoje as centrais têm uma segurança maior que qualquer construção produzida pelo homem e é por isso que não entendo a embirração que o governo português. Ou será que as “luvas” são pequenas em comparação com o TGV?
Jacinto César
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