Cada vez que se fala neste assunto, aparece logo um coro de detractores da compra dos dois submarinos. Eu sou a favor e passo a explicar o porquê!
Mil milhões de euros para um país como o nosso ainda é muito dinheiro. Mas se o que atrás disse é uma verdade inquestionável, seria também bom referir o que perdemos se os não tivermos.
Portugal, tal como todos os países, tem uma faixa de mar paralelo à costa de 20 milhas náuticas, que é considerado para todos os efeitos território nacional.
Alguns países e pelo facto de terem estudado e explorado os fundos marinhos adquiriram direitos das pela ONU de uma faixa paralela à primeira de 200 milhas. Portugal encontra-se nesse lote de países. É a chamada ZEE (Zona económica exclusiva). Actualmente Portugal ocupa a décima primeira posição em termos de área explorada.
Há uns anos atrás, Portugal comprou um pequeno super submarino de exploração oceanográfica (Nautilus) que tem explorado mais outra faixa paralela à ZEE. É, é esse submarino que a França requisitou a Portugal aquando da queda dum avião de passageiros que caiu no Atlântico Sul. Nessa altura e quando a notícia saiu muitas pessoas se questionaram quanto à utilidade de tal “brinquedo”. Pois bem, foi à custa dele e de mais dois navios de exploração oceanográfica que o nosso país pode e vai reivindicar mais essa faixa marítima à ONU no final deste ano.
A partir do próximo ano vamos ter das maiores ZEE do mundo e que podemos explorar economicamente. E como é que a vamos defender? Alguns poderão dizer que com uma dúzia de navios poderíamos fazer o mesmo trabalho. Puro engano. Se os navios de superfície detectam pescadores furtivos, navios de tráfico de droga e outros, estes, também detectam os navios de patrulha. Como fazer então? Os submarinos. Estes podem estar em qualquer lado, e até nem estar, que os outros nunca sabem onde andam. É a chamada arma dos países pobres.
Além deste serviço, pode também subir o Tejo sem que ninguém veja e enviar um míssil para S. B…. Desculpem, isto sou eu, que já estou a ver um outro filme.
Jacinto César
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