De tempos a tempos o Forte da Graça é tema geral de conversa. Ou porque as conversas de café chegam aos blogs ou os blogs chegam às mesas de tertúlia dos cafés.
Efectivamente, há uns dias atrás e no café que frequento, gerou-se uma conversa acesa mas civilizada sobre o dito forte.
Bem, as opiniões foram muitas, a discussão foi acalorada e as conclusões nenhumas. Caso para dizer que cada um “ficou-se” com a sua.
Eu entendo perfeitamente que cada um discuta o problema segundo a sua perspectiva e principalmente segundo o ponto de vista da sua formação e/ou profissão.
Alguns mais virados para o mundo da economia defendem que o forte deve ser reconstruído e rentabilizado de qualquer maneira. Houve logo quem discordasse argumentando que não há negócio algum que consiga suportar a reconstrução e principalmente a sua manutenção. Eu até concordei com este ponto de vista, já que não estou a ver que ali se possa instalar por exemplo um hotel. Se é verdade que a área coberta é enorme, não é menos verdade que a grande maioria desta são espaços interiores sem luz natural nem ventilação. Ou seja, um quarto do hotel ali instalado não passaria de um camarote do último “desk” de um navio de cruzeiro barato. Portanto esta hipótese estará completamente fora de causa. Os “ses” foram muitos mas a maioria acha impossível que algum privado queira ficar com o “bebé nos braços”. Houve até que relembrasse o bar que existiu no Forte de Santa Luzia e que ao final de pouco tempo teve que fechar.
A grande maioria era favorável à instalação de um museu. Bem, teria que ser um super museu dada a sua área disponível. Houve até que tivesse afirmado que o Comendador Joe Berardo teve em negociações para ali colocar a colecção que actualmente está patente no CCB. Mais, houve até alguém que jurou a pés juntos que o Comendador até já tinha feito uma negociata qualquer com uns terrenos ali próximos. Eu como sou um bocado avesso a boatos, custou-me muito a acreditar nesta versão. Não estou a ver o barão negro a abandonar Lisboa para aqui se vir instalar. Depois e para mim, não estava a ver muito bem como é que a colecção de arte moderna e contemporânea se coadunavam com os espaços. Mais uma ideia.
A minha ideia foi a mais polémica, mas que defendo com unhas e dentes.
Há um bom par de anos que ando a pensar no assunto. Conheço o forte como à palma das minhas mãos dadas as inúmeras visitas que lá fiz. Já dei cabo da paciência de tanto pensar no assunto e chego sempre à mesma conclusão: não fazer nada! Pura e simplesmente nada.
A solução seria “obrigar” o Ministério da Defesa a passar o forte para as mãos da câmara, esta reconstruiria o forte segundo a traça original, colocava lá uns guardas em permanência e deixava que os visitantes fruíssem os espaços tal como sempre foram. Esta é a minha opinião e que posso fundamentar.
Como cada elvense tem a sua opinião, e ninguém quer abrir mão dela, então façamos como os ingleses: o forte nasceu, cresceu e morreu como qualquer coisa. Que caia!
Jacinto César
Caro amigo
Pois claro que não tenho a mais mínima ideia sobre o assunto.
Como o meu amigo deve ser uma pessoa bem informada deveria expor o que sabe ou então terei que o considerar ainda mais ignorante que eu.
Jacinto César
Uma nota prévia: vão ao blogue da má-língua e leiam o que Tiago Abreu escreveu, há uma semana, numa história a que deu o título de “Ficção”.
Agora, leiam o post de hoje no blogue “Cidadelvas”.
Conclusão imediata: Portinholas já tinha colocado velas e rezado para que o Ministério da Defesa Nacional não autorizasse as obras na zona do Viaduto, nem a iluminação do perímetros restante da cintura de muralhas da cidade.
Mais uma vez, Paulinho perdeu e os Elvenses ganharam.
Viva Elvas e vivam os Elvenses!
Abaixo os desgraçados que desejam o mal desta terra.
Caro JB
De verdade que já tinha dado pela sua falta. Folgo muito em saber que andou por terras de Sua Majestade Mohammed VI e que gostou do Atlas. Parafraseando o “invertido” de Monforte, também já fui muito feliz aí. Só que tudo ao monte e fé em Deus não é do meu agrado. Cada par de macacos em seu galho. Quanto às sugestões “irei propô-las” a quem de direito!
Volte sempre, mas sem nunca deixar de ir.
Jacinto César
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