Muito pior que uma grande algazarra, é o ruído infernal do SILÊNCIO. E este silêncio incomoda-me cada vez mais. Parece que este país já não tem homens de barba dura e voz grossa. E isso incomoda-me muito.
Lembro-me de ter lido (já que não me encontrava em Portugal) da célebre manifestação em 28 de Setembro de 1974 da chamada “Maioria Silenciosa”.
Por essa época havia um HOMEM com voz de “colhão” (perdoem-me a expressão) que se chamava GENERAL ANTÓNIO DE SPÍNOLA. Teve que fugir porque quem calava, calado continuava.
E hoje? Onde é que temos esse homem que sirva de bandeira aos descontentes, aos desprotegidos, aos idosos, às crianças e aos injustiçados? Não consigo vislumbrar tal pessoa. A partir do momento em que o poeta traidor mais uma vez se quer candidatar a Presidente da República e a Comandante Supremo das Forças Armadas, penso que já não temos esperança. É a humilhação e a vergonha.
Eu já tanto se me dá que seja de esquerda ou direita, mas tem que aparecer o mais rapidamente alguém que ponha ordem neste nosso pobre Portugal.
Excelentíssimo Senhor Presidente da República Portuguesa, Professor Aníbal Cavaco Silva
Excelência
Se o senhor não consegue meter na ordem toda esta gente e restituir alguma credibilidade e dignidade ao nosso país, só lhe resta fazer uma coisa: para bem de todos DEMITA-SE!
Se não se sente com forças ou coragem para acabar de uma vez por todas com a República das bananas em que Portugal se transformou, DEMITA-SE!
Se não consegue acabar com a impunidade dos poderosos e a corrupção galopante que grassa no nosso país, DEMITA-SE!
Para fazer o papel de avestruz não necessitamos do Senhor. Como tal DEMITA-SE!
De um PORTUGUES desiludido e envergonhado,
Jacinto César
PASSATEMPO DE MENINO MIMADO
Às quartas-feiras, uma vez por mês, há um menino (mal criado, por sinal) com nada de especial para fazer na vida que se entretém a ir às reuniões da câmara municipal da terra dele.
Este hábito é a exteriorização de um recalcamento: o menino sempre se quis sentar no mesmo cadeirão que já foi de seu avô (um senhor, por sinal), mas à falta de vontade popular para ser empossado no cargo, é obrigado a contentar-se em sentar-se, uma vez por mês, lá na sala de reuniões. Já não é mau.
O menino (mal formado, por sinal) depois escreve, numa “parede de retrete” que tem aqui pela Internet, as suas opiniões sobre o que vai acontecendo nessas sessões.
Por vezes, insurge-se contra o facto das pessoas do seu concelho não irem a essas cenas. Claro que há 25 mil pessoas a fazer mal; certo, certinho e certíssimo só ele, que lá vai…
Muitas vezes, insurge-se contra as rádios da sua terra. Por razão simples: porque não lhe dão pio, nem aos seus colegas autarcas (Simão, Barradas, Vieira, etc.), pelos relevantes serviços, medidas, deliberações e decisões que tomam em prol dos outros 25 mil concidadãos.
Hoje é dia do menino (pouco ocupado, por sinal) aparecer pela reunião da câmara.
Logo à noite, o menino (sem outros entreténs próprios da hora) vai escrever na “parede de retrete”.
Amanhã, já andam por aqui mais umas queixinhas mal lambidas.
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