Li uma parte do 1º capítulo de um livro, que com a devida vénia aqui reproduzo.
“O irregular e promíscuo funcionamento dos poderes públicos é a causa primeira de todas as outras desordens que assolam o país.
Independentemente do valor dos homens e das suas intenções, os partidos, as facções e os grupos políticos supõem ser, por direito, os representantes da democracia. Exercendo de facto a soberania nacional, simultaneamente conspiram e criam entre si estranhas alianças de que apenas os beneficiários são os seus militantes mais activos.
A Presidência da Republica não tem força nem estabilidade.
O Parlamento oferece constantemente o espectáculo do desacordo, do tumulto, da incapacidade legislativa ou do obstrucionismo, escandalizando o país com o seu procedimento e, a inferior qualidade do seu trabalho.
Aos Ministérios falta coesão, autoridade e uma linha de rumo, não podendo assim governar, mesmo que alguns mais bem intencionados o pretendam fazer.
A Administração pública, incluindo as autarquias, em vez de representar a unidade, a acção progressiva do estado e a vontade popular é um símbolo vivo da falta de colaboração geral, da irregularidade, da desorganização e do despesismo que gera, até nos melhores espíritos o cepticismo, a indiferença e o pessimismo.
Directamente ligada a esta desordem instalada, a desordem financeira e económica agrava a desordem Política, num ciclo vicioso de males nacionais. Ambas as situações somadas conduziram fatalmente à corrupção generalizada que se instalou…”
Depois de terem lido, esta situação não vos diz nada? A mim diz-me e muito!
Sabem que foi o autor do livro?
António de Oliveira Salazar em “Como se levanta um estado?” – 1936
E há quem diga que a história não se repete!
Jacinto César
Caro amigo anónimo
Pode dizer-me por favor onde é que no texto se está a fazer a apologia a Salazar? É capaz de apontar o que quer que seja que possa conduzir a essa ideia?
Caro amigo, o que está a fazer é pura demagogia.
Atentamente
Jacinto César
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