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Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

Violência doméstica

Já há muito tempo que estava com vontade de trazer este tema aqui ao blog. Umas vezes por um motivo, outras por outro, tem passado apesar de considerar um tema de extrema importância.

Ontem por acaso a conversa surgiu no café a propósito de casos conhecidos e que depois, ao ler as notícias voltou o tema ao baile. Não foi antes, mas é hoje.

 

Se há coisas que tenho muita dificuldade em compreender é a violência doméstica, sendo que maioritariamente é exercida sobre as mulheres.

O problema começou a despertar em mim, quando aqui há um bom par de anos, o tema começou a ser discutido com mais frequência pelos nossos vizinhos espanhóis. O número de mulheres mortas por ano vítimas dessa violência para mim era inacreditável. Santa inocência minha. De vez em quando lá ouvia falar deste ou daquele caso, mas estava muito longe da realidade.

O pior, é que julgava que este fenómeno se dava em maior número nas classes sociais mais baixas. Mais uma vez santa inocência. Quando li um relatório sobre o que se passava em Portugal, deitei as mãos à cabeça de espanto! Era um fenómeno transversal a todas as classes sociais.

A partir desse momento acompanhei com mais atenção ao que se passava e fiquei horrorizado. Não consigo entender quais são as razões que levam um homem a cometer tal acto de “bravura”. Mas se não entendo a atitude do homem, tão pouco entendo a atitude passiva da mulher.

Antigamente e quando a mulher dependia de tudo do homem, incluindo o aspecto económico e a incompreensão da sociedade, havia motivos param aguentarem as sevícias dos maridos. Agora nos tempos que correm, não entendo. Se considero a atitude do homem como a de um selvagem, a mulher toma uma atitude masoquista. “Bate-me, mas eu gosto dele”. Não entendo!

Hoje a mulher é independente economicamente (a maioria), tem o apoio da sociedade e da família. Assim sendo de que é que está à espera de calçar um par de patins ao “machão”? E o problema é que conheço alguns destes casos e mesmo sem ter nada com o assunto dá-me vontade de intervir.

Que sociedade esta em que vivemos que em certos aspectos nada evoluiu.

Tenho uma filha e penso que se um machão destes lhe pusesse as mãos na cara seria a última coisa que faria na vida, nem que tal atitude me custasse uma penalização para o resto da vida.

Uma mensagem final para as mulheres: ABRAM ESSES OLHOS E ENFRENTEM ESSES BICHOS DE FRENTE. A maioria são mais mansos do que dão a entenderem.

 

Jacinto César         


Tasca das amoreiras às 00:00
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13 comentários:
De JB a 15 de Abril de 2010 às 08:14
Senhor Professor Jacinto César:
É de lamentar a sua posição, não sei se de machista ou de machão.
E se uma senhora bater no seu filho?
Isso não o indigna?
Um abraço do JB 


De Anónimo a 15 de Abril de 2010 às 09:10
Eu conheço muitas que ainda são namoradas e já levam que se fartam dos namorados. E perdoam, porque gostam muito deles. É uma questão de educação e formação, apenas isso


De anonimo a 15 de Abril de 2010 às 13:11

A minha exige de mim ,abusa,cansame e cansa-se,é ver quem cai primeiro,se me fico ,ofende-me ,arranha-me chama-me todos os nomes que possam imaginar,ás vezes pede-me para lhe bater,e quando está cansada e lhe bato,ela agrdece.


De anonimoa a 15 de Abril de 2010 às 11:30

Eu sou vitima de violencia domestica,a minha mulher todos os dias me ameaça que se mata,faz chantagem emocional comigo.quer que compre este mundo e o outro porque as amigas tem,quando não posso comprar porque só tenho o meu ordenado,não me faz o almoço nem o jantar,nem me deixa chegar ao pé para fazer amor com ela.
Quando recebo o 13º mes e o subsidio de ferias a coisa melhora,ja tenho direito a fazer amor com ela e faz umas refeições razoaveis.
Eu deixei de fumar e beber uma cerveja que tanto gosto,para ar o dinheirinho todo para a casa,só vejo televisão e ponho uns tampões nos ouvidos para não ouvir aquela matraca.
Certos dias diz-me que devia por-me os cornos,como fazem as amigas aos maridos.
Há certos homens que não aguentam tanto como eu,e se calhar revoltam-se e ai alguns numa situação mais a quente são capazes de dar uma chapada á mulher.
Mas depois elas ainda se vão queixar ao tribunal,e temos que lhe pagar parte do nosso ordenado por nos tratarem mal.
Afinal quais tem razão ,os que como eu aguentamos,ou os que não toleram  a atitude delas???


De Anónimo a 15 de Abril de 2010 às 13:16
Aconcelho-o a mandá-la dar uma voltinha a ver se abre a pestana. Quer coisinhas vá trabalhar.Elas querem agora é dominar, não querem iguladade. Não se deixe ir.Pode custar muito, mas há por ai boas mulheres ainda.


De Leiras a 15 de Abril de 2010 às 12:14

Sr. Professor Jacinto César
Este último comentário é sem sombra de dúvidas um comentário sério e oportuno. Quem ler e interpretar o seu comentário ficará com a dúvida se o crime de violência doméstica apenas ocorre quando se trata de maus tratos direccionado em relação às mulheres. Mas não.


De Leiras a 15 de Abril de 2010 às 12:23
Violkência doméstica é definida como qualquer conduta ou omissão que inflija reinteradamente sofrimentos físicos, sexuais, psicológicos ou económicos, de modo directo ou indiorecto, a qualquer pessoa que habite no mesmo agregado familiar ou não habitando, seja cônjuge ou companheiro ou ex-cônjuge ou ex-companheiro, ascendente ou descendente.
Com as alterações ao Código penal, introduzidas pela Lei nº. 7/2000, de 27 de Maio, o crime de maus tratos passou a assumir a natureza de crime público, o que significa que o procedimento criminal não está dependente de queixa por parte da vítima, bastando uma denúncia ou conhecimento do crime, para que o Ministério Público promova o processo.


De EU a 15 de Abril de 2010 às 12:43

EU se for fazer queixa,que ela me bate ainda sou objecto de galhova lá no emprego,ando a cargar sacos, e não é facil ter que ouvir que era um homem de merda, porque não lhe partia os dentes a ela já que ela me atira com os tachos acima,etc.EU é que as levo.


De Anónimo a 15 de Abril de 2010 às 13:19
Abandonar é um o melhor remédio. Pode ser que quando sinta falta já se oriente. Não tenha vergonha por levar com tachos. É mais homem que os homens que batem em mulheres e vice-versa. Mande-a também catar. 


De Anónimo a 15 de Abril de 2010 às 12:46

Bem dito comentador Eiras.
É um assunto muito sério que deve ser analisado com seriedade e não com comentários mordazes.
A violência doméstica pode ser e é praticada por qualquer dos sexos.Infelizmente a sociedade só nos últimos anos despertou para este problema.Infelizmente a sociedade tem permitido que os homens,sem quaisquer problemas do foro social,possam" partir para outra" se forem violentados mas continua a estigmatizar as mulheres que tomem essa atitude.Infelizmente ainda existem muitas mulheres que dependem economicamente dos homens e,ainda por cima,se encontram com muitos filhos para sustentar.Isso obriga-as a suportar as
brutalidades a que são sujeitasm e a esconder perante as autoridades tudo o que sofrem.
Um comentador escreveu um texto sobre a violência psicológica que sofrem muitos homens.Também é uma realidade.Também deve ser condenada como a que a mulher sofre.Mas,no caso relatado,parece-me que o homem é masoquista e que só não resolve o caso porque não quer.Bastaria "partir para outra"e deixá-la a falar com as paredes.
Violência nunca.Isso sim Violêmcia nunca.


De Yara Reis a 15 de Abril de 2010 às 16:31
Acho muito bem... E concordo que as duas atitutes sao dificeis de compreender, a unica "desculpa" que vejo em alguns casos (parte da mulher) é o medo irracional que as impede de agir. Dai ser tao importante este tipo de discussoes, de conversas e de estar atento porque a maior parte das vezes nem fazemos ideia de quem sofre esta injustica.

Um beijinho e Abraco grande de terras frias.


De Tasca das amoreiras a 15 de Abril de 2010 às 17:03

Querida Yara


 


Folgo muito em saber que os meus humildes textos chegam a terras tão longínquas da Germânia. Espero também que tudo te esteja a correr bem. Quando é que o douto canudo vê a luz do dia?


Lamento muito o falecimento do teu tio que só soube por acaso. Os meus sentimentos.


Aparece sempre por aqui, pois sabes que aprecio as tuas opiniões.


 


Um grande beijo


 


Jacinto César



De Anónimo a 16 de Abril de 2010 às 16:02

Qualquer tipo de violência é lamentável, parta ela dos homens ou das mulheres. Sei de um caso passado em Espanha, que envolveu um jovem casal de Portugueses, onde a mulher a todo o custo queria “segurar” o esposo com ela nas voltinhas das compras de loja em loja, a fim de evitar que este fosse a determinado evento com amigos. Desentenderam em plena via pública devido à demora e insistência da mulher em permanecer nas suas voltinhas, começaram a discutir, e a certo momento a jovem de forma consciente ou não, começou a gritar dizendo que o companheiro a estava a agredir. Resultado chegou a polícia e sem mais nem menos o jovem foi detido, ficando nas instalações da polícia para ser presente a um juiz.


Segundo sei viu-se “grego” para justificar que não tinha agredido a sua companheira…


Em Espanha segundo as noticias, algumas mulheres feridas pelo ciúme, utilizam a lei contra os maridos que se querem divorciar, a fim de os prejudicar como vingança pelo divorcio, e mais do que um já passou as passinhas do Algarve em prisões devido a falsas denúncias de maus tratos!!!


Dá que pensar…       



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