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Domingo, 4 de Abril de 2010

A autoridade ou a falta dela

Nestes últimos anos a crise da autoridade tem vindo a aumentar de uma forma preocupante senão mesmo dramática. E quando falo em autoridade refiro-me a ela em todos os sectores da vida nacional. Vejamos alguns casos que se passam no nosso dia a dia.

 

1 – A família – Núcleo fundamental da sociedade e onde a autoridade deveria marcar pontos. Mas não. Se uma qualquer miúdo faz uma asneira e leva um “tabefe” de um professor, de um polícia ou de um adulto e se o menino não é o “nosso menino”, todos concordam que só foi pena aquelas que caíram no chão. Mas se o menino é o nosso, aí o caso muda de figura. Há queixas e mais queixas e se for necessário chama-se a TVI ou a SIC sempre prontas para dar estas notícias. Pois é, os papás do menino são os primeiros a não conseguir fazer nada do fedelho, são incapazes de lhe incutir o respeito pelos outros, não conseguem pronunciar a palavra NÃO, mas se alguém o faz por eles, caio o Carmo e a Trindade. Por muito que custe, a família, hoje, são os principais culpados de todo este problema que não tem um fim à vista.

 

2 – A escola – Segunda casa (quando não a primeira) dos nossos jovens, onde deveriam andar a aprender. Aprender? Mas como? Como é que um professor ensina uma turma, onde (dou esta de barato) a maioria quer aprender e há meia dúzia que insistem em não deixar as coisas funcionarem bem? E que se pode fazer a estes meninos mal comportados? Nada! E eles sabem disso. Sabem tão bem como nós que nada lhes irá acontecer façam lá o que façam. Para azar de algum dos “meninos” encontrou um professor com “maus azeites” e que não está pelos ajustes de lhes aparar as golpadas. Dá uma “lamparina” ao aluno. Temos problemas! Para o aluno? Não, para o professor que teve a lata de se substituir aos pais e “untou” o bom rapazinho que até é. Os colegas são os primeiros a testemunhar que o professor é um malandro sem escrúpulos e os papás fazendo fé aparecem a lamentar-se que a sua criancinha é exemplar. Se conseguirem fazerem logo justiça pelas próprias mãos melhor. Se não conseguirem, lá vem o processo disciplinar com a correspondente TVI e SIC a corroborarem toda a situação. Autoridade? Mas afinal o que é isso? É alguma coisa que se coma?

 

3 – As autoridades – Estas, tal como o seu próprio nome indica, deveriam impô-la. Mas não. E porquê? Não querem tal como eu também não a queria impor. Um malandro qualquer pinta a macaca. Toda a gente se queixa que as autoridades nada fazem! O nosso malandro ciente que nada lhe acontece vai fazendo o que bem lhe apetece. E o povo protesta. Um belo dia o nosso protagonista faz uma malandrice da grossa, as autoridades têm um frente a frente com ele e acabam por lhe dar uns tabefes valentes ou se o “menino” é violento demais acaba por levar com uma bala. Lá chegam os problemas. Para o bandido? Não, para as autoridades que tiveram o desplante de fazer uma acção destas a um tipo que afinal até não era mau rapaz. O polícia para não ter problemas, primeiro deixa-se balear e depois se ainda estiver vivo e capaz então é que lhe está permitido ripostar. Veja-se durante um ano quantos bandidos são abatidos pela polícia e quantos polícias são abatidos pelos bandidos. Eu para ser sincero, se fosse polícia, sempre que me cheirasse a problemas, virava as costas e assobiava como se nada fosse comigo. Infelizmente as coisas são assim.

Se houve sorte e as autoridades conseguem apanhar o malandro sem lhe produzirem um arranhão sequer, acaba por ir para à cadeia. Cadeia? Mas qual cadeia qual carapuça. Hotel. Têm tudo lá dentro, comida dormida e roupa lavada, não fazem nada, têm televisão, têm droga para consumir na sala de chuto, para se entreterem vão-se violando uns aos outros e nós a pagar dos nossos impostos todo este regabofe. Será que esta gente não deveria ser OBRIGADA a trabalhar pelo menos para pagar o que consomem?

 

4 – A justiça -  Para acabar em beleza, falemos de justiça. Mas qual justiça? Mas ainda há “disso” em Portugal? Cá por mim este tema faz parte do passado e já morreu de velha.

Como isto já vai grande, o melhor é estar calado, não vá eu dizer alguma inconveniência e como grande criminoso ainda vá parar a algum campo de concentração.

 

Bom Domingo de Páscoa para todos e desculpem lá este desabafo. É o meu mau feitio a vir ao de cima.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 00:18
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5 comentários:
De Anónimo a 4 de Abril de 2010 às 02:27

V.Exª é um caso sério de dupla personalidade, num dia critica as autoridades porque foram fiscalizar na fronteira, os filhos dos papás que vão de férias para Espanha, a dar uma péssima imagem do nosso país. Desde comas alcoólicos, intoxicações por excesso de consumo de drogas e tudo o resto que se sabe.


E hoje vem criticar a “família”, e o sistema judicial, no que diz respeito à educação e à ineficácia do sistema penal em Portugal.


O senhor tem que estabelecer opiniões concretas é isso que se espera duma pessoa que gere um blogue com tanta afluência de visitantes.


Os meninos que tanto defendeu no outro dia tiveram um verdadeiro comportamento de autenticos traficantes de droga.


"droga escondida numa lata de gasolina para isqueiros"


Nota: gostava que comentasse. Leu o linhas de Elvas desta semana?



De Tasca das amoreiras a 4 de Abril de 2010 às 03:15

Caro amigo


 


Peço-lhe que me perdoe, mas entendeu mal as minhas palavras de há uns dias atrás. Se leu a nota que publiquei em nota de rodapé verificará que não pus em causa as forças policiais, mas sim a sua gestão. Repare no que se passa em Elvas e que espero não evolua para uma situação trágica e que é o comportamento dos ciganos e agora um pseudo grupo de “justiceiros”. Será que não é mais útil o empenho das forças policiais no controle desta situação do que apanhar uma dúzia de fedelhos que levavam droga com eles para os excessos nas férias em Espanha?  Não me ouviu apoiar esta rapaziada, mas este facto vem confirmar o que hoje escrevi sobre a responsabilidade ou falta dela das famílias. São estas que não querem ou não podem controlar os seus rebentos. Ou não será assim? Acha que numa família onde há respeito e autoridade “os meninos” compram drogas? Haverá excepções, mas globalmente não! Resumindo, falta de autoridade dos pais dos meninos. Agora o que não entendo é as forças de segurança estarem mais preocupadas em apanhar na fronteira meia dúzia de gaiatos do que apanharem aqueles que lhas venderam. Sei que o combate não é fácil, mas quantos graúdos vimos nós serem presos? Se calhar não é necessário andarmos muito a partir do centro da cidade para os encontrar.


Creio que o problema não é uma dupla personalidade minha, mas de uma inocência sua.


 


Atentamente


 


Jacinto César  



De Anónimo a 4 de Abril de 2010 às 12:46
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<P class=incorrect name="incorrect" <a>Sr</A> Professor Jacinto César</P>
Um Bom dia de Páscoa para todos
O tema em debate é actual. A crise de autoridade a que o Sr. . se refere é visível   e manifesta-se diariamente. Não no sentido restrito mas num sentido bem mais lato, ao nível do próprio estado.
Porém deixe que lhe diga que nas sociedades em constante evolução isso é normal. Os valores fundamentais e é disso que se trata vão-se perdendo sendo substituidos por outros valores cultivados por novas gerações. A sua geração, a minha e a de outros frequentadores do blogue "já passou de moda". Agora a moda é outra. Temos que aprender a viver com ela. É nossa obrigação acompanhar o evoluir da sociedade e tentar-mos uma integração plena. São as minorias que devem integrar-se nas maiorias e não o contrário. Estou plenamente de acordo consigo quando atribui à família a principal responsabilidade na cultura dos valores. Esta celula da sociedade, ao longo dos tempos tem-se demitido de uma das suas principais funções.. Em segundo lugar, a Escola. A Escola é um reflexo das famílias. Interagem entre elas. E agora é que vamos divergir. Não compete às autoridades, substituir ou corrigir os erros das Familias e das Escolas. A disciplina deixou de ser imposta e passou a ser uma disciplina consentida. Ou seja tem que existir proactividade. Atacarmos oa problemas no seu inicio e tentar solucioná-los. A autoridade a que o Sr. . se refere actua quando os problemas já estão fora do controlo do ambito familiar e da Escola.
Este assunto gera um debate muito longo e que não poderei dissecar em meia dúzia de palavras. Teriamos de começar na génesi dos problemas.
Tenha um bom dia de Páscoa


De Leiras a 4 de Abril de 2010 às 12:48
Por lapso enviei o comentário anterior como Anónimo


De Anónimo a 5 de Abril de 2010 às 02:07

Vou-lhe explicar uma coisa, é que V.Exª, parece falar um pouco sem conhecimento de causa.


O tal tráfico de droga com peixes graúdos que refere, não é da responsabilidade, quer da PSP quer da GNR, mas sim da exclusiva competência da Polícia Judiciária, determinado por Lei.


Se está a falar de pequenos traficantes de droga, esses sim podem ser investigadores pelos órgãos de polícia criminal que atrás referi.


No que diz respeito aos tais inmortais, estes não passam de mais uns meninos mimados que decidiram brincar aos bandidos, só que ainda mais cobardes que aqueles que atacam. E que por aquilo que vejo o desfecho não vai ser nada agradável. É que um dia alguém que não tem nada a ver com estes meninos cobardes, sem perceber, só porque passou devagar durante a noite mais do que uma vez junto às casas dos ciganos vai levar uns tiritos, e depois a brincadeira cobarde vai ter consequências graves!


No entanto o senhor tem alguma ponta de razão. Estes senhores ainda não estão identificados, porque alguém não faz o trabalhinho de casa e anda a ver passar “navios” na Av. de Badajoz…       



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