Nada me move contra o atletismo! Antes pelo contrário, aprecio o espírito de sacrifício que esta gente tem em correr por gosto.
Aconteceu hoje em Elvas mais uma das habituais corridas pedestres. Só que desta vez as coisas não correram lá muito bem. Não, não foram os atletas que se portaram mal. Foi a organização.
Estou mesmo a ver o filme:
1 – A organização pediu à câmara autorização para fazer a corrida em determinadas vias;
2 – A Câmara autorizou e passou a bola para a PSP;
3 – A PSP interrompe o trânsito nas vias em que a prova decorria;
4 – Ninguém se preocupou com as alternativas para o trânsito.
Resultado final da operação: uma confusão como há muito não se via.
Eu pela parte que me tocou, encalhei nas Portas de Olivença. Não sei quanto tempo lá estive, mas só sei que olhando pelo retrovisor, a Rua Sá da Bandeira (Cano) estava atafulhada de carros até onde podia ver. A rua que vem do lado do Museu Militar atafulhada estava. Os que vinham da Boa-Fé não sei quantos seriam. O que é certo é que ninguém passava.
Quem vinha de Badajoz e chegava à rotunda da Pousada, não passava. Resultado, desde esta até à rotunda do Lidl tudo parado. Aqueles que optavam por virar à direita em direcção à Rotunda dos Combatentes, chegados aí eram enviados para o sítio de onde vinham (assim tipo pescadinha com o rabo na boca).
Havia carros por todo o lado. O engarrafamento era monumental.
Pergunto: não teria sido simples canalizar o trânsito na Av. de Badajoz por uma das duas vias e por aí fazer-se o trânsito nos dois sentidos?
Vi vários carros de matrícula espanhola e outros portugueses que presumi não serem de Elvas a receberem indicações de populares para tentarem chegarem à solução do labirinto que se criou.
Sei que não “morreu” ninguém, mas é nestas pequenas coisas que se mostra se somos ou não organizados.
Jacinto César
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