Nada me move contra o atletismo! Antes pelo contrário, aprecio o espírito de sacrifício que esta gente tem em correr por gosto.
Aconteceu hoje em Elvas mais uma das habituais corridas pedestres. Só que desta vez as coisas não correram lá muito bem. Não, não foram os atletas que se portaram mal. Foi a organização.
Estou mesmo a ver o filme:
1 – A organização pediu à câmara autorização para fazer a corrida em determinadas vias;
2 – A Câmara autorizou e passou a bola para a PSP;
3 – A PSP interrompe o trânsito nas vias em que a prova decorria;
4 – Ninguém se preocupou com as alternativas para o trânsito.
Resultado final da operação: uma confusão como há muito não se via.
Eu pela parte que me tocou, encalhei nas Portas de Olivença. Não sei quanto tempo lá estive, mas só sei que olhando pelo retrovisor, a Rua Sá da Bandeira (Cano) estava atafulhada de carros até onde podia ver. A rua que vem do lado do Museu Militar atafulhada estava. Os que vinham da Boa-Fé não sei quantos seriam. O que é certo é que ninguém passava.
Quem vinha de Badajoz e chegava à rotunda da Pousada, não passava. Resultado, desde esta até à rotunda do Lidl tudo parado. Aqueles que optavam por virar à direita em direcção à Rotunda dos Combatentes, chegados aí eram enviados para o sítio de onde vinham (assim tipo pescadinha com o rabo na boca).
Havia carros por todo o lado. O engarrafamento era monumental.
Pergunto: não teria sido simples canalizar o trânsito na Av. de Badajoz por uma das duas vias e por aí fazer-se o trânsito nos dois sentidos?
Vi vários carros de matrícula espanhola e outros portugueses que presumi não serem de Elvas a receberem indicações de populares para tentarem chegarem à solução do labirinto que se criou.
Sei que não “morreu” ninguém, mas é nestas pequenas coisas que se mostra se somos ou não organizados.
Jacinto César
De Leiras a 28 de Março de 2010 às 16:33
O Sr. Professor teve um "azar" dos diabos. Logo no dia em que foi passear ao centro da cidade.
O percurso das provas foi devidamente autorizado pelas entidades competentes com todos os pareceres técnicos indispensáveis. Nestes pareceres incluem-se os parceres da C.M.E., P.S.P. , etc.
Sabe-se que este tipo de eventos organizados no interior das localidades em que há intercepção de várias linhas de escoament, incluino a principal via de escoamento que é a EN.4/Avªa de Badajos, traz estes inconvenientes em que os principais prejudicados são os maiores pagadores de impostos (automobilistas). Não seria mais correcto escolher um outro percurso com a mesma distância ?
Quanto à criação de uma segunda via de circulação, eu até concordava se ela fosse a solução e existisse uma logistica suficiente para garantir a segurança fisica dos atletas, E para isso era necessário colocar gradeamento estanque que separesse fisicamente os dois corredores de trânsito.
E o Sr. sabe que sem essa logistica é impossivel garantir qualquer tipo de segurança.Pensará o Sr. Professor como eu penso e outros condutores pensarão que a simples delimitação com fitas seria suficiente. É verdade. Para nós seria o suficiente e seria o desejável. Então e aqueles condutores mais incautos e distraídos para quem as fitas não são qualquer problema?
Se por via disso existisse um acidente em que um atleta fosse molestado fisicamente , logo caía o "Carmo e a Trindade" sobre a PSP que não tomou as precauções necessárias.
Mas não é por isso que eu deixo de dar a razaão ao Sr. Professor.
Mas já agora deixe que lhe pergunte. Que dirão os habitantes do Montijo, Alcochete, etc, que pretendem deslocar-se para Lisboa de automóvel e a Ponte Vasco da Gama é cortada ao trânsito durante 5 ou 6 horas?
Que dirão os habitantes de Almada, Costa da Caparica, etc. quando a Ponte 25 de Abril é cortada ao trânsito automóvel durante 5 ou 6 horas para que a corrida se faça em segurança?
Mas, mesmo assim, concordo com o seu artigo.
Um abraço
De JB a 28 de Março de 2010 às 21:26
Senhor Professor Jacinto César:
V.ª Ex.ª quer quer ou não é uma figura pública e expõe-se como se expôs na Elvas-TV . Se se expõe e é uma figura pública, tem que se sujeitar a que sobre v.ª Ex.ª façam observações, nomeadamente quanto ao seu estilo de apresentação, que reafirmo é da maior elegância. Lamento que V.ª Ex.ª fique incomodada com as observações que em todo o caso deveria agradecer e nunca fazer agressões gratuitas a quem o aprecia.
Cumprimentos do JB .
De Anónimo a 29 de Março de 2010 às 01:08
Agora era só o que faltava, o senhor César não poder sair à rua e ir aos eventos que lhe interessam!
Isto é completamente ridículo!
Deixe a canzoada ladrar, que a caravana passa.
De Anónimo a 29 de Março de 2010 às 08:58
O que não se diria se a prova se chamasse Grande Prémio José Rondão Almeida?...
Mas não! Chama-se Grande Prémio Comendador Rui Nabeiro. Só por isso, deveria merecer o respeito dos elvenses, apenas por duas ou três horas por ano.
Para alguns, é pedir muito.
Comprovadamente.
De Anónimo a 29 de Março de 2010 às 15:58
Aqui, o que faz falta é dizer mal.
Primeiro, eu!
Depois, os outros!
É a ordem dominantes de certos pensadores
De Anónimo a 29 de Março de 2010 às 16:00
Pela sua organização exemplar há muitos anos, se há clube que não merece este post cesariano é o Clube Elvense de Natação.
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