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Terça-feira, 15 de Outubro de 2013

Grito de revolta

 

Uma pessoa amiga, publicou ontem no FaceBook um conteúdo de uma carta que lhe tinha sido enviada por pessoa amiga cujo nome não divulga, mas que se assina por AC. É um grito de revolta que vale a pena ler e fundamentalmente meditar sobre o seu conteúdo.

 

 

"Na adolescência usamos vernáculo porque é “fixe”. Depois deixamo-nos disso. Aos 32 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-me dizer: Vão-se foder!

Trabalho há 11 anos. Sempre por conta de outrem. Comecei numa micro empresa portuguesa e mudei-me para um gigante multinacional.

Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação e também, quando necessário, resistência à frustração alcançaria os meus objectivos. E, pasme-se, foi verdade. Aos 32 anos trabalho na minha área de formação, feliz com o que faço e com um ordenado superior à média do que será o das pessoas da minha idade.
Por isso explico já, o que vou escrever tem pouco (mas tem alguma coisa) a ver comigo. Vivo bem, não sou rica. Os meus subsídios de férias e Natal servem exactamente para isso: para ir de férias e para comprar prendas de Natal. Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educada a poupar.
Vivo, com a satisfação de poder aproveitar o lado bom da vida fruto do meu trabalho e de um ordenado que batalhei para ter.

Sou uma pessoa de muitas convicções, às vezes até caio nalgumas antagónicas que nem eu sei resolver muito bem. Convivo com simpatia por IDEIAS que vão da esquerda à direita. Posso “bater palmas” ao do CDS, como posso estar no dia seguinte a fazer uma vénia a comunistas num tema diferente, mas como sou pouco dado a extremismos sempre fui votando ao centro. Mas de IDEIAS senhores, estamos todos fartos. O que nós queríamos mesmo era ACÇÕES, e sobre as acções que tenho visto só tenho uma coisa a dizer: vão-se foder. Todos. De uma ponta à outra.

Desde que este pequeno, mas maravilho país se descobriu de corda na garganta com dívidas para a vida nunca me insurgi. Ouvi, informei-me aqui e ali. Percebi. Nunca fui a uma manifestação. Levaram-me metade do subsídio de Natal e eu não me queixei. Perante amigos e família mais indignados fiz o papel de corno conformado: “tem que ser”, “todos temos que ajudar”, “vamos levar este país para a frente”. Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor e esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se foder.

Matam-nos a esperança.

Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)?… É permitido rir nesta parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmente com a crise que atravessa o país? Quando é que param de mamar grandes empresas à conta de PPP’s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas? Quando é que acaba com regalias insultuosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita? Perdoem-me a chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos ou boys desta vida, mas os pneus dos vossos BMW’s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é em África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão de bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de opel corsa, porque eu que trabalho há 11 anos e acho que crédito é coisa de ricos, ainda não passei dessa fasquia.

E para terminar, um “par” de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira.
Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam.

Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é? No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não “a um subsídio”. Esse dinheiro vai para onde que ninguém me explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD?

Baixam a TSU das empresas. Clap, clap, clap… Uma vénia!

Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa no neste país? Mas acham que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se foder.

As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. E não despedir mais um ou dois. As grandes, as dos milhões? Essas vão agarrar no relatório e contas pôr lá um proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas. Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é.
A sério… Em que país vivem? Vão-se foder.

Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos:

1º Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR.

2º Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vai poupar. Vai ser um belo negócio para o Estado… Digo-vos eu que estou no mundo real de onde vocês parecem, infelizmente, tão longe.
Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva… Até a mim me mataram a esperança.
Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, onde pensava brevemente ter filhos, mas olhem… Contas feitas, aqui neste t2 onde vivemos, levaram-nos o dinheiro de um infantário.
Talvez vá. E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar.
Por isso, do alto dos meus 32 anos digo: Vão-se foder.

 

AC

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Tasca das amoreiras às 14:59
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Segunda-feira, 14 de Outubro de 2013

A intolerância dos movimentos

 

 

 

O povo português é por natureza um povo tranquilo e sereno. Está mais na sua génese o protestar baixinho e para pequenas plateias. Já no tempo da outra senhora assim se fazia e assim se continua a fazer. Resumindo: somos um povo manso.

Isto vem a propósito das polémicas sobre as corridas de touros em Portugal.

Gostaria primeiro de vos contar uma história e depois de vos apresentar alguns números estatísticos.

Todos se recordam da polémica causada pelos touros de morte em Barrancos, legalizadas extraordinariamente há cerca de 10 anos atrás. Todos nos lembramos nos anos imediatamente anteriores à sua legalização, as “touradas” que havia antes de começar a tourada propriamente dita. Deslocavam-se para Barrancos milhares de pessoas, umas para apoiar a corrida e outros para protestarem. Eu que não gosto de touradas, recordo-me um ano em que estive vai, não vai, para ir até lá assistir às “primeiras touradas”.

Depois veio a legalização. E que aconteceu? Aos poucos e poucos as assistências foram diminuindo e penso que actualmente a festa de Barrancos está condenada a desaparecer.

São as polémicas que atraem os curiosos, mesmo aqueles que se estão nas tintas para tudo.

Nada tem a ver com as touradas, mas todos se lembram também da polémica causada pelo livro de José Saramago, “O evangelho segundo Jesus Cristo”. Falou-se tanto no assunto em todos os órgãos de comunicação social e na polémica que o livro levantou na comunidade católica, que o livro acabou por se vender às toneladas, mesmo que a grande maioria das pessoas nunca chegasse a ler uma única página. O mesmo aconteceu com os “Versículos satânicos” de Salman Rushdie.

O que é que eu quero dizer com tudo isto? Quanto maior for a polémica, maiores são os benefícios para a causa. Eu próprio noto isso com aquilo que escrevo: quando escrevo qualquer texto mais polémico, os leitores aumentam exponencialmente.

Não sei se considerar este fenómeno, um fenómeno psicológico se sociológico. Os especialistas no assunto que se pronunciem.

Vamos então aos números das touradas e à sua evolução ao longo destes últimos anos.

O número de corridas em Portugal em 2011 foi de 311, tendo diminuído o seu número para as 250 no ano seguinte. Por aquilo que sei, estão previstas este ano até 8 de Novembro, data do encerramento oficial da época, 234, com a possibilidade de muitas das que ainda faltam fazer virem a ser anuladas. Ou seja, aos poucos e poucos o desinteresse por um lado, a consciencialização das pessoas por outro, estão a fazer o seu trabalho e acabar com elas. Os números falam por si.

E a que conclusão quero eu chegar? É que todos os movimentos anti-touradas em Portugal, estão a produzir um efeito contrário ao desejado ao criarem as polémicas. Veja-se o caso de Viana de Castelo. Segundo um amigo meu que nessa cidade reside, se não tivesse havido a polémica que houve, com pancadaria e tudo, o mais certo era nem ter havido tourada pelo desinteresse que as pessoas aí têm demonstrado pela festa brava. Assim, a praça encheu-se.

Caros amigos anti qualquer coisa: quanto mais barulho fizerem, mais prejuízos causam à causa que defendem. O povo português é assim e não há nada a fazer.

 

Jacinto César   


Tasca das amoreiras às 14:15
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Domingo, 13 de Outubro de 2013

Não se estão a esquecer de ninguém?

 
 

 

 

Não, não é que esteja conformado com tudo aquilo que já me tiraram à minha reforma e com aquilo que ainda está aí para vir. É a dita convergência de pensões entre o público e o privado, é o corte nas pensões de sobrevivência, são os cortes nos vencimentos da Função Pública, são os possíveis cortes nas subvenções vitalícias dos políticos que saíram, etc, etc.

Pois bem, e os outros? Perguntarão “Quais outros?” Os dos políticos no activo. E como é que se escapam? Pois enquanto não baixarem o vencimento do Presidente da República, todos os outros vencimentos indexados a este, não baixam. E são muitos? Bem, até o Presidente da Junta de Freguesia está indexado. Então é só fazer contas. Primeiro-Ministro, Ministros, Secretários de Estado, Deputados, Presidentes de Câmaras, Vereadores, Juntas de Freguesia e todos aqueles que me esqueci de mencionar.

Então estes são os portugueses de 1ª e os outros de segunda? Ou será que são todos iguais e “uns são mais iguais que os outros?”

Mas querem mais? Então lá vai. E as despesas de representação e outros subsídios desta gente toda? E os cartões de crédito?  Mas há mais. E toda a estrutura judicial? Também estão indexados ao PR. Isto significa que enquanto o vencimento de Cavaco Silva não levar um corte, todos os outros estão protegidos.

Mas que país este, tão forte que é para os mais fracos e tão fraco que é para com os mais fortes!

 

Uma boa semana para todos

 

Jacinto César

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Tasca das amoreiras às 20:02
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Sábado, 12 de Outubro de 2013

Carta aberta ao Presidente da Câmara Municipal de Elvas

 
 

 

 

 

Exmo. Senhor

 

Neste dia em que toma posse como novo Presidente da Autarquia da NOSSA cidade, a primeira coisa que lhe quero dizer é que tenha muitas felicidades no cargo que agora vai passar a desempenhar. Não foi com o meu voto que foi eleito, no entanto e a partir de agora é o meu Presidente, como penso que o será para todos os elvenses.

Nos tempos difíceis que correm todos os olhos se viram para V. Ex.ª e esperam que resolva, pelo menos em parte, o problema do desemprego, atraindo para Elvas investimentos. Sei que não será uma tarefa fácil e uma missão quase impossível. Mas as fáceis qualquer um resolve e o que lhe pedimos é que ponha todo o seu empenho na resolução deste problema.

Quero também desde já pôr-me à disposição de V. Ex.ª para qualquer coisa em que possa ser útil para o bem comum. Quero que fique claro que quando digo que estar à disposição para qualquer coisa, significa qualquer coisa de forma graciosa e que seja útil para ajudar quem possa precisar dos meus conhecimentos.

Para finalizar, espero que os próximos quatro anos lhe tragam muitas alegrias que de certeza serão também as alegrias de todos os elvenses.

 

Os meus cumprimentos

 

Jacinto César

 

PS – Caro Nuno, sei que não vai ser fácil para ti governares a nossa cidade com as condições políticas que tens ao teu dispor. Vais ter que fazer muitos golpes de rins e por vezes teres que engolir alguns sapos. Por tal, só te posso pedir que tenhas coragem. Muita coragem.

Um grande abraço

 

Jacinto César  

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Tasca das amoreiras às 17:11
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Sexta-feira, 11 de Outubro de 2013

Ainda os BOMBEIROS

 

 

 

Normalmente não escrevo nestes dias, retomando somente ao Domingo. Mas hoje não posso deixar de voltar ao assunto, ou seja a relação entre os BOMBEIROS e as touradas.

Nestes últimos dias a polémica continuou pelo facto de eu ter manifestado a minha compreensão em relação ao modo como os BOMBEIROS conseguem angariar fundos para tão nobre causa, recorrendo entre outros à tourada anual.

Para que as coisas fiquem bem claras, quero aqui afirmar que nada me liga pessoalmente aos bombeiros, a não ser a velha amizade que tenho com um (o João Chinita), o conhecimento com algum outro ou outros (não consigo relacionar os meus conhecimentos com o facto de algum pertencer à corporação) e finalmente com o actual Comandante que penso ter sido meu aluno há um bom par de anos.

Faz ideia que surgiu uma polémica sobre o assunto entre alguns bombeiros e uma senhora chamada Maria João Passos e Sousa Barradas. Daí até eu estar envolvido no assunto foi um ápice. Sou acusado pela referida senhora que tinha escrito os textos a pedido (por encomenda) dos B.V.E.. Ora bem, nunca escrevi o que quer que fosse por encomenda de alguém, nem para fazer um favor a A ou B. Mal ou bem, escrevo aquilo que penso pela minha cabeça e não pela de terceiros.

Se é verdade que houve ofensas por parte de alguns bombeiros em relação à dita senhora, por aquilo que li, esta não se lhe fica atrás em termos de linguagem. Ontem mesmo, acabei eu também por ser vítima da língua viperina da dita senhora que se diz oriunda de famílias finas e das mais abastadas de Elvas, mas cuja educação não corresponde às origens. É lamentável o que se passou.

Eu por mim, o caso vai morrer neste momento, mas acredito que por parte da dita senhora muito fina, não. Cá estaremos para ver.

 

Renovo o desejo de um bom fim-de-semana para todos

 

Jacinto César     

 

 

 


Tasca das amoreiras às 14:09
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Quinta-feira, 10 de Outubro de 2013

Ainda a propósito de touradas

 

 

 

Ontem escrevi aqui, dando a entender que todos os meios (legais) são válidos para apoiar uma causa tão nobre e merecedora de tudo e que são os bombeiros. Graças a Deus nunca tive necessidade da sua ajuda, mas tenho a certeza que se um dia precisar, eles dirão “PRESENTES”. Seja com corrida de touros, por peditórios ou pelos meios que forem, todo o dinheiro que lhes chegar será bem gasto e em prol de todos.

Mas voltemos então ao assunto polémico e que são as touradas.

Eu pessoalmente não gosto e até acho que determinadas partes são bárbaras. Também acho que outras (penso que se diz “tércios) são em termos artísticos e estéticos bonitos. Estou por exemplo a referir-me ao tércio de capote, ao confronto entre o cavalo e o touro e às pegas. Agora também acho que tudo o que fere o animal não tem cabimento nos tempos que correm, visto causarem sofrimento. Mas para resumir, estou-me um bocado nas tintas para o assunto, já que para mim há outros bem mais importantes e graves e que a maioria das pessoas continuam a fingir que não sabem e vão assobiando para o lado como nada fosse com elas.

A mim preocupam-me as crianças!

A mim preocupam-me os idosos e os doentes!

A mim preocupam-me os desempregados!

Estas são sim, as minhas preocupações. E se a maneira de resolver estas minhas preocupações fossem as touradas, que se fizessem todos os dias muitas em todo o país, que eu mesmo sem gostar delas, lá iria.

Vejo todos os dias no FaceBook pessoas a dizerem que encontraram um cão abandonado e que precisam de lhe encontrarem um dono. Muito bem!

Vejo todos os dias no FaceBook pessoas a queixarem-se que A ou B trata mal os gatinhos láem casa. Muitobem!

E quantas vezes vimos no FaceBook alguém a dizer que conhece um casal de velhotes que passam mal e que precisam de ajuda?

E quantas vezes vimos no FaceBook alguém a dizer que conhece crianças a necessitarem ajuda e a mobilizar a comunidade em seu favor?

E quantas vezes é que vimos denúncias de filhos que tratam mal os pais, de pais que maltratam os filhos, de maridos que maltratam as mulheres e outras coisas tais?

 

Sempre gostei de animais, mas tê-los em casa não. Para mim são uma prisão. Mas também não os maltrato nem gosto de saber que são maltratados.

Mas por muito respeito que me mereçam esses mesmos animais, primeiro as PESSOAS.

Para os “fanáticos” anti-touradas, deixo-lhes aqui um conselho: preocupem-se também com os animais que estão encarcerados no jardim zoológico, com os passarinhos nas gaiolas, com os pombos que são abatidos por desporto em campos de tiro.

O dia que houver uma organização abrangente que proteja os animais, eu serei um activista. Mas continuo a dizer: primeiro as PESSOAS.

 

Um bom fim-de-semana para todos

 

PS – Não vale a pena chamarem-me tudo e mais alguma coisa pois a decisão de cortar os comentários no blog é definitiva, pelo menos até ao momento em que eu achar que se comportam como PESSOAS e não como ANIMAIS.

 

Jacinto César   


Tasca das amoreiras às 14:46
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Quarta-feira, 9 de Outubro de 2013

Bombeiros e touradas

 

 

 

A semana passada surgiu uma polémica enorme no FaceBook sobre a tourada de beneficência a favor dos Bombeiros Voluntários de Elvas. Foi uma peixeirada das antigas e com ofensas à mistura.

Antes de continuar a escrever o que tenho a dizer sobre o assunto, gostaria de deixar aqui bem clara a minha opinião sobre as corridas de touros.

Teria para aí os meus 5 ou 6 anos quando assisti em Badajoz à 1ª, e ao mesmo tempo, à última corrida de touros. Recordo-me como se fosse hoje a má figura que fiz: só batia palmas quando o toureiro era colhido. Coisas de crianças.

Não sou adepto das touradas, mas dizer que sou fundamentalista contra elas, também não. Se por um lado é uma tradição, por outro lado acho que é um espectáculo muito pouco digno. Masem frente. Ah, ainda outra coisa, queria lembrar aos fundamentalistas anti-tourada que se lembrem que quando se estão a banquetear com uma lagosta se lembre de como ela é cozinhada. O mesmo recado para aquele que gostam do petisco que é um ouriço ou os simples caracóis. A lagosta e os caracóis são cozidos vivos e o ouriço é queimado vivo. Mas continuo a não gostar de touradas.

Mas vamos então à corrida anual dos Bombeiros. Segundo informações que são públicas, a corrida rendeu trinta mil euros, dinheiro esse que bastante falta faz aos Homens que são capazes de dar a sua própria vida em prol das dos outros.

Assim sendo, proponho que todos os anos as pessoas que são anti-touradas se proponham arranjar essa verba e a entreguem aos soldados da paz. O grupo ficava satisfeito por não haver mais uma tourada e os Bombeiros ficavam satisfeitos pela verba que entrava. Seria justo. Ou não?

Aqui há umas semanas atrás montou-se uma campanha nacional no FaceBook a favor dos Bombeiros. Cada pessoa teria que dar 1 EURO num determinado dia. Segundo julgo saber a campanha em Elvas rendeu aproximadamente mil euros. Sabendo eu que muitas pessoas deram mais que o pedido euro, onde é que ficou o resto da população? Em casa comodamente. Mas se precisarem deles, nem que seja para que vos entrem pela janela porque se esqueceram da chave em casa, aí já sabem da sua existência. E aí se chegam atrasados ou as coisas não correm pelo melhor.

Caros amigos anti-touradas: faço-vos aqui o convite para que de tempos a tempos e em nome dos bois, façam um peditório a favor dos quais só nos lembramos quando estamos em apuros, assim como aquele ditado popular, que só nos lembramos de S. Bárbara quando faz trovões. Fica aqui a ideia. Ah, e não se esqueçam de não comerem os tais animaizinhos que citei anteriormente.

 

PS – Comentários só no FaceBook.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 14:26
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Terça-feira, 8 de Outubro de 2013

Isto não vai acabar bem!

 
 

 

 

Como tenho tido uns familiares de férias aqui em casa, o tempo não é muito para poder escrever. Bem, para alguns o melhor seria calar-me de vez, mas isso seria dar-lhes um prazer que não vão ter. Dito isto vamos ao que interessa.

 

Aqui há uns tempos atrás escrevia eu dizendo que “Andava deprimido”. Essa fase já me passou e entrei na fase da RAIVA. Sim RAIVA. E raiva a quê e a quem? A todos aqueles que nos têm governado ao longo destes últimos anos, incluindo os actuais.

Mas aonde é que se quer chegar com todas estas medidas que nos vão empobrecendo sempre e cada vez mais?

O que é que querem fazer a milhares de portugueses que trabalharam uma vida inteira e que agora os querem atirar para a miséria?

Sinto raiva.

Sinto raiva de todos aqueles que ao longo destes últimos anos levaram o país à ruína, mas que ao mesmo tempo foram precavendo o seu futuro.

Todos os dias lemos nos jornais os escândalos, ora com governantes, ora com ex-governantes, ora com amigos e “compadres” destes.

Como é que um cidadão que levou uma vida a trabalhar pode encarar com bons olhos o que lhe querem tirar se vê os “outros” encherem os bolsos à custa do país?

Dizia hoje “O Bochechas”, "Que Governo é este que atrai tantos delinquentes?". Sei que o homem está xexé, que foi um dos culpados e que também é um dos beneficiados, mas às vezes, em momentos de lucidez, vai dizendo algumas coisas que até fazem sentido.

Onda anda essa malta toda que se encheu de dinheiro com negócios menos claros ou mesmo escuros? Onde para a justiça para apanhar estes tipos todos e pô-los de cana?

Tenho raiva de esta gente toda e pressinto que tudo isto não vai acabar bem.

Que Deus nos proteja, porque confiar nos homens para mim é já uma ilusão.

 

PS- Os comentários acabaram. Quem quiser fazê-los, faça-os no Facebook e assim ficaremos todos a saber “quem é quem”. Isso se tiver coragem para o fazer.

 

Jacinto César

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Tasca das amoreiras às 15:36
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Quarta-feira, 2 de Outubro de 2013

Mas afinal quais são os valores da nossa sociedade?

 

 

Já hoje, li uma notícia que para mim foi pior que me darem um murro no estômago. Então não é que quase 75% dos belgas são a favor da eutanásia infantil, mesmo sem que as crianças possam dar a sua opinião? Mas em que mundo vivemos então? E porque não acabar com os deficientes? E com os velhos que só dão despesas? E porque não acabar, já agora com os ignorantes e pobres de espírito?

Não foi por acaso que Hitler que fez o mesmo?

Bolas, isto não é eutanásia! É a condenação à morte de quem nada fez para o merecer e nem tão pouco se pode defender.

Mas para onde caminhamos nós? Para uma sociedade só para alguns (os eleitos)?

O que é certo é que hoje mesmo o parlamento belga está a discutir o assunto. A nova proposta antevê a possibilidade de eutanasiar pessoas que sofram de demência, como Alzheimer,  mesmo que a doença tenha chegado a um ponto em que não é possível dar consentimento.

Caro Passos Coelho: ora aqui tem um processo rápido e eficaz de reduzir o défice: obrigue esta gentalha toda a praticar a eutanásia. Como bónus paga-lhes o funeral.

Estamos no bom caminho e iremos longe.

 

Jacinto César   


Tasca das amoreiras às 14:06
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Terça-feira, 1 de Outubro de 2013

O Tsunami Socialista

 

 

Aquilo que toda a gente esperava, aconteceu. Foi um autêntico tsunami rosa que varreu o país de norte a sul.

Sempre pensei que o desastre fosse maior, mas o factor pessoal (o peso dos candidatos) atenuou o efeito.

Se por um lado concordo que as Autárquicas devem reflectir o trabalho feito ou não pelos respectivos presidentes, por outro, torna-se difícil na hora de colocar a cruz no boletim de voto que não nos lembremos das “maldades” que este governo nos tem feito a todos.

Que lições vai o primeiro-ministro tirar desta hecatombe não sei, mas que o fará dormir pouco tranquilo, lá isso fará.

Dizia Marcelo rebelo de Sousa no seu comentário dominical: “Passos Coelho é dos piores primeiros-ministros de sempre”. Tenho que concordar com ele.

Em relação aqui à nossa cidade, tudo ficou na mesma, como era de esperar.

Vamos ver o que é que acontece nos próximos capítulos da novela “Governo Passos Coelho”

 

Jacinto César  

 

 

PS - Tenho que fazer uma pequena correcção ao texto: onde se lê “Passos Coelho é dos piores primeiros-ministros de sempre”, deverá ler-se " ... é dos piores Secretários Geral do PSD ...~

As minhas desculpas. 


Tasca das amoreiras às 13:53
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