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Terça-feira, 13 de Novembro de 2012

Outra vez o turismo

 

 

Hoje vivi uma experiência única ao sobrevoar Elvas de uma forma tranquila como jamais tinha feito. A última vez que o tinha feito foi num ultra ligeiro aqui já há uns anos atrás, mas a experiência foi mais para o radical do que para apreciar.

Bem, mas aonde quero chegar com isto, é mais uma vez ao turismo. Se um festival deste tipo promove Elvas, uma coisa é certa, haveria muito boa gente que aqui viria se houvesse um serviço deste tipo, mas comercial, ou seja, uma pequena empresa que se instalasse em Elvas e que “vendesse” a imagem de Elvas vista do ar.

É indiscutível que conhecer a nossa cidade e o seu património é um privilégio, mas conhecê-la vista de cima, é algo que o turista jamais iria esquecer, e eu já vi muita coisa na minha vida para poder fazer uma afirmação destas.

Tanto se fala na privatização de tudo e mais alguma coisa, que a maioria dos serviços deveriam ser entregues aos privados, ora aqui está um negócio que poderá ser muito rentável. Caros privados, mãos à obra.

 

Jacinto César

 

Tasca das amoreiras às 22:16
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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012

Não vale a pena protestar

 

 

 

Por muito que nos custe, a decisão já deve estar tomada há muito tempo: o Hospital de Elvas é para acabar e pronto.

Já há cerca de dois anos aqui me referia à maneira que iriam usar para acabar com ele: ir esvaziando-o de valências e de pacientes. Depois era somente utilizar o argumento e fechá-lo.

(http://tascadasamoreiras.blogs.sapo.pt/254078.html)

Bem podem os presidentes das câmaras da área de influência do hospital berrar e espernear que ganham o mesmo. Em nome do défice terá que encerrar e pronto. Mas não desesperem que mais dia menos dia vai aparecer por aí uma sucursal de uma “Clideba” qualquer para nos tratar da “saúde” e do bolso já vazio.

 

Uma boa semana para todos.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 21:25
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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012

As Freguesias e as guerras que por aí vão

 

 

 

Para dizer a verdade nunca me detive muito a pensar no assunto senão agora que o problema se está a pôr. Não sei se aquilo que vou dizer vai ou não causar polémica, mas sou favorável ao acabarem-se com muitas. Mais, o governo parece que está a querer acabar com cerca de um terço delas. Eu por mim acabava ainda com mais, porque julgo que não se justifica hoje que haja assim tantas.

Antigamente até se justificava já que era através delas que as populações resolviam os seus problemas. Hoje com todos os meios de comunicação que existem, não se justifica uma tal dispersão do poder local.

Sei que em termos territoriais, não se pode comparar Portugal com as grandes metrópoles que há por esse mundo fora. Mas em termos de população e o seu governo, podemos tirar algumas conclusões.

Tomemos Nova Iorque como exemplo. É uma cidade com 12 milhões de habitantes. A sua administração é somente constituída por um presidente de câmara e por cinco condados (digamos que uma espécie de freguesias com governo e assembleias próprias). Claro que a área desta cidade é somente800 quilómetrosquadrados, enquanto Portugal tem um pouco menos de população dispersa por noventa mil quilómetros quadrados, ou seja cem vezes mais.

Mas olhemos agora para o caso de Elvas que é o que conheço melhor como não podia deixar de ser. Pergunto eu: não se justificaria por exemplo que o Centro Histórico fosse uma única freguesia? Há ruas em Elvas em que uma parte pertence a uma e a outra parte a outra freguesia. Mas isto tem cabimento? E qual é a população do Centro Histórico? Justifica por acaso ter mais que uma divisão administrativa?

Em conformidade com o que disse, propunha o seguinte para a parte da cidade urbana e suburbana:

1 – Uma única freguesia para todo o Centro Histórico

2 – Uma freguesia que abrangesse toda a zona norte da cidade fora de muros (Boa-Fé e arredores)

3 – Uma freguesia que abrangesse todo o sul da cidade fora de muros (Piedade, Bairro de Santa Luzia, Bairro das Caixas, Revoltilho e Santo Onofre)

Em relação à freguesias rurais era capaz de as resumir a três: Vila Boim, Terrugem e Santa Eulália. Sei que estas últimas seriam polémicas, mas acho que chegavam e sobravam.

Esta não passa de uma opinião minha tão válida como qualquer outra, mas é a minha visão das coisas.

Um bom fim-de-semana para todos

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 18:00
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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2012

Gratificante

 

 

 

 

Hoje comecei uma nova fase da minha vida como professor: ser professor de pessoas da terceira idade. É verdade. Não posso dizer que é uma novidade absoluta pois na fase inicial da minha carreira os alunos nocturnos eram todos mais velhos que eu, mas esta é uma experiência diferente e admirável. E admirável porquê? Costuma-se dizer que se deve “aprender até morrer” e é de louvar quem já com idade avançada quer aprender mais qualquer coisa. Para mim foi até comovente ver ali pessoas com uma força de vontade incrível envolverem-se daquela maneira na aprendizagem de novas coisas e que não tiveram oportunidade de as aprender na altura certa. Mas nunca é tarde.

São um exemplo de cidadania.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 20:50
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2012

É revoltante

 

 

 

Não é que seja de agora a minha antipatia com os alemães em geral e com a sua máxima dirigenteem particular. Masa opinião que tenho sobre eles é cada vez pior e reforça-se todos os dias.

Hoje fiquei particularmente chocado com o provável encerramento de uma fábrica alemã de bonecos de pelucheem Oleiros. Jánão seria correcto deslocalizar a dita empresa para outro país europeu, mas para a Tunísia? Então isto não é uma afronta a Portugal? Isto não é contraditório com as políticas que nos têm imposto em aumentarmos a produção? Isto é de loucos.

Sei que os políticos irão todos ao beija-mão quando a Adofa Merkel se deslocar a Portugal. Eu, como ainda me resta a dignidade, é persona non grata.

Que saudades tenho de dirigentes alemães como Willy Brandt ou Helmut Kohl.

Mas que Europa é esta?

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 18:00
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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2012

Mais uma vez a educação

 

 

 

 

Já não nos bastava andarmos a reboque dos conselhos económicos dos alemães e principalmente de Ângela Merkel, apareceu-nos agora o Ministro da Educação alemão a querer exportar-nos o seu modelo de ensino. Era só o que mais nos faltava.

Desde o 25 de Abril que não temos feito outra coisa senão importar modelos de ensino: ora foram os homens de Bóston ora os de Bordéus a imporem-nos os seus modelos, depois as reformas de cada ministro novo que chegava ao governo e por aí adiante. Agora que venha a experiência alemã. Diga-se que este modelo é baseado no elitismo e na condução precoce dos alunos para os três tipos de ensino que possuem. Se o aluno nos primeiros anos de escolaridade mostra algumas dificuldades, traçam-lhe imediatamente o destino. Vais para esta profissão e ponto final. Não podia ser melhor modelo.

Há uns dias atrás ouvi a resposta que o Ministro Crato deu a uma pergunta que lhe fizeram sobre a introdução dos exames nos finais de cada ciclo e deu-me vontade de rir. Argumentou o ministro que essa introdução representava a modernidade!!! Modernidade? Então há 50 ou 60 anos atrás não se fazia já isso?

Continuem com as experiências e vamos chegar ao caos.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 19:19
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Domingo, 4 de Novembro de 2012

Como é?

 

Fotografia de João Paulo Santos

 

 

"A Oeste nada de novo", assim era o título do famoso livro de Erich Maria Remarque. Aqui pela nossa terra podemos dizer exactamente o mesmo em relação ao Forte da Graça, ou à maneira dos alentejanos, "nem o pai morre nem a gente almoça". Notícias da capital, NADA.

Com mais um inverno a chegar e as consequências que arrasta para a velha construção, não se antevê nada de bom.

Em relação à classe política elvense, nem truz nem muz: toda a gente calada, a não ser que algo se esteja a tramar nas nossas costas.

Sei que me torno aborrecido, mas se deixo o assunto morrer então é que um dia destes acordamos com alguma notícia desagradável.

Senhor Presidente, como é? Senhor João Barradas, que tem para nos dizer? Senhor Tiago Abreu, que anda a fazer?

Vamos esperando por boas notícias.

Boa semana para todos

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 17:58
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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2012

Tem que haver solução

 

 

Eu vou tentando abstrair-me do que se vai passando à minha volta, pois não posso resolver nada, mas por vezes ainda vou lendo e ouvindo o que se passa no nosso pobre país. Choca-me ler casos como os que relato abaixo. Choca-me ver pessoas que já viveram bem passarem mal. Choca-me ver a terceira idade em dificuldades crescentes. Choca-me ver os jovens do nosso país serem convidados a sair do país.

Não sei para onde caminhamos nem tão pouco qual o fim da viagem. E isso incomoda-me bastante. Poderia ser um caminho tortuoso, mas que vislumbrássemos o fim. Mas não. Jamais pensei em ver o meu país chegar a este estado. E onde iremos parar?

  

“Numa altura em que, no Parlamento, os deputados debatem o mais austero Orçamento da história da Democracia, no terreno os portugueses dão sinais de estar em ruptura económica.

Com a austeridade imposta, há cada vez mais pessoas a regressar a casa dos pais. É o caso de José Silva, nome fictício, diz que já teve tudo: um bom ordenado, um trabalho de que gostava e que lhe permitiu viajar pelo mundo inteiro. Hoje, sobrevive à custa da família e dos amigos.

“É triste. Eu, que sai de casa aos 17 anos, que toda a vida vivi à minha conta, nunca pedi um tostão aos meus pais, de há quatro ou cinco anos para cá, se não fossem eles, não sei o que seria de mim”, conta à Renascença.

São os pais que ajudam a pagar as contas e é a casa dos amigos que, muitas vezes, vai jantar.

“Basicamente, deixei de fazer duas refeições por dia. Se almoço, basicamente quase não janto. Emagreci. Estou muito mais magro”, constata este operador de câmara, a quem a vida trocou as voltas por causa de um acidente de viação, que o obrigou a estar sem trabalhar durante alguns anos.

Quando voltou ao mercado, arranjar emprego tornou-se quase impossível. E a realidade difícil de suportar.

“Os anos passam e um jovem de 45 anos em Portugal é um velho. Um velho que não serve para nada”, diz José Silva, que está medicado para manter a saúde mental.

“Pelo menos, faz com que não passe a vida a chorar, com maus pensamentos”, afirma.

Para quebrar o ciclo vicioso em que está metido, qualquer saída parece boa: “Sou daquelas pessoas que sempre disse que nunca sairia daqui, mas de há um ano e tal para cá só quero sair daqui”.

Cansado de biscates e de respostas negativas, José Silva está inscrito numa série de empresas que procuram mão-de-obra para trabalhar no estrangeiro.

Cada vez tem menos aulas para dar. Recebe 200 euros por mês

Pedro Duarte é professor de música e viu-se obrigado a voltar para casa dos pais, porque cada vez tem menos aulas para dar.

“É um bocado difícil ter de voltar a pedir dinheiro aos pais, depois de ter perdido tanto tempo a estudar, a tirar a licenciatura e voltar à estaca zero – aliás, menos um. Uma pessoa tem projectos que ficam a meio do caminho”, afirma à Renascença.

Os pais sempre estiveram dispostos a ajudar. Graças à família, não lhe falta pão e casa. Mas ficou sem independência. Reconquistá-la é agora o maior objectivo. E emigrar parece, cada vez mais, ser a solução.”

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 16:20
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