No último dia falei aqui de uma das exigências que o ICOMOS fez à CME: o estacionamentos à superfície. Pelos comentários que se fizeram há pessoas que não estão muito de acordo com isso e os mais radicais até não se importam com “um chumbo” em troca de poderem estacionarem onde querem. Opções.
Hoje quero aqui escrever sobre outra das exigências feitas à nossa cidade: a resolução do problema das antenas.
Em relação às particulares presumo que seja fácil já que a CME tem poder para exigir às pessoas que as deitem abaixo, pelo menos nas zonas abrangidas pelo cabo mandado instalar. Para mim o problema mais grave são as outras e por dois motivos:
1- não sei se há, mas presumo que sim, soluções técnicas que permita deitarem abaixo aqueles monstros;
2- não sei se a CME tem força suficiente para impor uma solução às empresas e entidades envolvidas.
Uma coisa é certa, este problema tem que ser solucionado sob pena de vermos a candidatura de Elvas ir por água abaixo.
Uma boa semana para todos
Jacinto César
Sei que aquilo que vou dizer é capaz de não ser do agrado de muita gente, mas há coisas que incomodando alguns são boas para muitos mais.
Na Praça da República a lista amarela no topo do tabuleiro da praça foi substituído por postes metálicos o que deixou de permitir parar ali aqueles 5 minutinhos, mesmo que ilegalmente, para se ir tratar de um qualquer assunto rápido. Mais um transtorno para alguns.
Acontece que vamos mesmo ter que “mudar de vida” em alguns aspectos na nossa cidade e o estacionamento é um deles. E porquê? Porque se queremos muito uma coisa temos que nos sujeitarmos a outras. Estou a falar na presumível elevação de Elvas a Património da Humanidade. As duas coisas são incompatíveis. E que soluções podem ser tomadas? Algumas e que passo a enumerar:
1 – Acabar de uma vez com todos os estacionamentos nas ruas e à superfície, deixando os lugares necessários para quem lá mora (não, não estou a puxar a brasa à minha sardinha, já que tenho garagem);
2 – A CME proporcionar gratuitamente o transporte para quem ali trabalha;
3 – A CME proporcionar gratuitamente o transporte de quem vais às compras ao centro e a todos os que nos visitam a partir dos parques automóveis da periferia.
Acontece que aquilo que aqui proponho não é inédito e começa a acontecer em várias cidades do país (veja-se também o caso de Badajoz). Sei que vai ser necessário as pessoas habituarem-se à ideia, mas temos que pensar que não podemos “ter sol na eira e chuva no nabal”.
Sei que irão aparecer “alguns portas-voz“ a dizer que a CME não pode gastar dinheiro desta maneira. Irão também aparecer os “outros” a dizer que a CME está a matar o centro com a eliminação de estacionamento e obrigar as pessoas a utilizarem o parque subterrâneo. Mas na verdade, se queremos a promoção da nossa cidade têm que ser tomadas estas e outras medidas.
Um bom fim-de-semana para todos
Jacinto César
Foi hoje divulgado que uma empresa canadiana encontrou ouro viável comercialmente na freguesia da Boa-Fé em Évora.
Assim de repente até parece que estamos com sorte, já que em freguesias adjacentes a esta também está confirmada a sua existência, tal como em Moncorvo em Trás-os-Montes.
Só que, e sempre há um “só que”, gostaria de fazer uma pergunta muito inocente: quem é que vai beneficiar mais com o assunto? Será que é Portugal ou multinacional canadiana? E da parte que eventualmente o nosso país venha a receber, quanto é que efectivamente entrará nos cofres do estado? Com certeza que ninguém acredita que neste momento não se estejam já a perfilar uns quantos abutres (os do costume) que entre “luvas”, pareceres, assessorias, se preparam para levar uma fatia grande. Depois inventam um pretexto qualquer e o dia que se esgotar o filão encerram o negócio e dizem que a empresa se “deslocalizou” para outro país qualquer. Pois, aqui o termo é mesmo “delocalizar” o ouro de um lado para outro.
Vamos esperar para ver o que é que acontece. Eu cá por mim já começo a estar vacinado contra as boas notícias.
Jacinto César
Ronaldo parece-se com aquele tipo que era tão pobre, tão pobre, que só tinha dinheiro.
E venho agora falar sobre este “cavalheiro” porque ganhamos, senão estaria calado.
Sei que qualquer pessoa que tenha passado dificuldades na vida e de um momento para outro fique “podre” de dinheiro dê nisto. Quero até acreditar que faz parte da condição humana uma situação destas. Mas há coisas neste rapazinho que me irritam profundamente e não me venham com a história da inveja pois faço parte daquele grupo de pessoas que não inveja ninguém. Talvez um dia quando a saúde me faltar mude de ideias, mas nunca pelo modo de vida.
Vem isto a propósito de hoje ter ficado profundamente irritado com este senhor, ao ver que todos os jogadores da selecção nacional, incluindo um por empréstimo (Pepe), cantavam o nosso hino. Todos não! Cristiano Ronaldo fixou as “trombas” no chão e não articulou uma palavra que fosse, nem que fosse só a fingir, se não sabia a letra o que de qualquer maneira consideraria um absurdo.
Não faço parte daquele grupo que diz que a selecção poderia passar sem ele, mas por vezes com as atitudes que toma faz com que as pessoas pensem dessa forma. Hoje fez um jogo pior que miserável e o povo levantou o dedo acusador. Acontece que se o rapazinho fosse uma pessoa algo modesta, nós até consideraríamos que maus dias toda a gente tem incluindo os melhores. Agora a um cretino que se considera o melhor, o mais bonito, o mais rico, etc, etc, não! O pessoal não lhe perdoa.
Fica aqui um pedido à F.P.F. que lhe arranje um instrutor de boas maneiras, de educação e de outras coisas tais.
Assim, o diabo que o carregue!
Fica desde já aqui e como nota final, que no domingo que vem até pode fazer o jogo da vida dele e marcar meia dúzia de golos de calcanhar que não retiro nem uma vírgula do que disse anteriormente.
Jacinto César
Caros amigos, leiam por favor esta extraordinária solução para o desemprego vinda do país da senhora Merkel.
“Jovem perde subsídio de desemprego por recusar ser prostituta
Na Alemanha, onde prostituição foi legalizada em 2002, Clare Chapman, 25 anos, formada em tecnologias de informação, pode ficar sem subsídio de desemprego depois de ter recusado um emprego, que requeria prestação de “serviços sexuais” num bordel de Berlim.
O caso tornou-se público através da edição online do jornal Daily Telegraph, que explicou que com a legalização da prostituição, os donos dos bordeis – que são obrigados a pagar os descontos e o seguro de saúde dos seus empregados – têm acesso às bases de dados oficiais das pessoas que andam à procura trabalho. Segundo a publicação britânica, Clare Chapman recebeu uma carta do centro emprego a informar que havia um empregador com interesse no seu currículo, onde referenciava que já tinha trabalhado num café e disponibilidade para trabalhar à noite.
A jovem alemã vem a descobrir que é para trabalhar num bordel. «Não há nada, agora, na lei que evite que as mulheres sejam enviadas para a indústria do sexo», afirmou Merchthild Garweg, um advogado de Hamburgo. O especialista explica ao Daily Telegraph que «os novos regulamentos afirmam que trabalhar na indústria do sexo já não é imoral, e, portanto, esses empregos não podem ser recusados sem que se perca o subsídio de desemprego».
É simplesmente vergonhoso o que acontece neste caso.
Esta é uma das consequências da legalização da prostituição quando não é devidamente bem pensada, como neste caso.”
Mais comentários para quê? (Não, não é um artista português).
Jacinto César
Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Elvas
Se bem se recorda, para o ano que vem a Cidade de Elvas comemora meio milénio desta condição e também deve saber que estamos a pouco mais de 6 meses do início de 2013.
Não sei se já começou a pensar no assunto e o que é que tem programado para esse ano. Mas se me permite, que tal propor ao Governo e à Presidência da República que as comemorações do Dia de Portugal se fizessem em Elvas? Não acho que a ideia seja descabida de todo e assentava que nem uma luva nas comemorações dos 500 anos de Elvas.
Espero que esta minha sugestão mereça o melhor acolhimento de V. Exa.
Jacinto César
É deveras lamentável o diferente modo como os políticos reagem a factos quase idênticos em função do governo que (des)governa em determinada época.
Isto vem a propósito do Hospital de Santa Luzia e dos maus dias que aí vão chegar.
Aquando da possível despromoção do hospital, o PSD e CDS movimentaram-se de todas as formas para que tal não acontecesse. O PS manteve-se quase em silêncio durante o processo. Diga-se que então o desgoverno era comandado pelas tropas de Sócrates.
Agora os papéis inverteram-se. O PS já se fartou de fazer barulho e sugeriu mesmo que havia mãozinha de Portalegre no assunto (ver entrevista dada por Rondão Almeida à Rádio Portalegre) e o PSD e CDS mantêm-se mudos e quedos. Claro que agora o desgoverno é comandado por um Coelho. O que tem piada é as declarações de um hipotético porta-voz do CDS afirmando que os tempos são difíceis e que até compreendia a situação por uma questão de equilíbrio orçamental.
Perante tudo isto posso fazer a pergunta que é perfeitamente legítima: mas algum dos políticos locais está preocupado com Elvas e com os seus cidadãos? Ou estão preocupados em defender o seu governo e respectivos tachos?
Eu se tivesse algum poder, para as próximas eleições autárquicas defenderia um voto em branco massivo e depois logo se veria o que acontecia.
PS – Primeiros dias do Campeonato da Europa de Futebol e sem que o “pessoal” se apercebesse, deu-se o resgate financeiro à Espanha em condições muito mais favoráveis que a Portugal. Todo o mundo calado e a bola rola. Até agora só a Irlanda protestou.
Uma boa semana para todos
Jacinto César
Como é do conhecimento de todos e para gáudio de muitos, os trabalhadores da Função Pública e todos os reformados vão ficar nos próximos anos sem o subsídio de férias e de Natal, além do corte nos vencimentos entre os 3,5 e 10%. Houve e há por aí muito boa gente que ficou satisfeita com tal facto sem no entanto pensar que ao cortar nuns, o dinheiro que não vão receber não vai entrar no mercado e que os privados também vão sofrer com tais cortes. Mas enfim, isso são contas que não me cabem a mim fazer.
De uma coisa tenho eu a certeza, a medida é de uma injustiça tremenda e de uma falta de equidade atroz. Já aqui o referi mais do que uma vez que me “dói” ficar sem uma parte do meu salário, mas dói-me ainda mais saber que pessoas que trabalham no privado e ganham o mesmo que eu não contribuam para o esforço que se está a fazer de pôr as contas do paísem ordem. Porque“cargas de água” eu sou português de 2ª? A Constituição não diz por acaso que “perante a lei todos os cidadãos são iguais”?
É verdade que a Constituição prevê o corte de vencimento e de outros benefícios temporariamente em caso de grave crise económica. Tudo bem. Só que a mesma Constituição não diz que em caso de grave crise devam ser os trabalhadores do sector público a “pagar com as favas”, ou seja, a terem que pagar são todos. Mas ainda o mais grave é que dentro da própria administração pública ainda há as excepções, ou seja, há 23 sectores que estão fora das medidas de austeridade, sendo que estes 23 são na sua maioria empresas públicas cujos funcionários ganham muito acima da média dos outros. Mas afinal onde para a JUSTIÇA?
Hoje, o Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto determinou que as medidas aplicadas são inconstitucionais por falta precisamente de equidade, ou seja, não abrange todos os cidadãos, e remete com carácter de urgência a sua decisão para o Tribunal Constitucional.
E agora como é que vão desembrulhar o assunto quando se sabe que os juízes deste tribunal já fizeram saber que se tal assunto lhe “for cair nas mãos” o declararão inconstitucional?
Que fique claro: em nome do meu país estou disposto a fazer sacrifícios, mas se esses sacrifícios forem feitos por todos e não só por alguns.
Um bom fim-de-semana para todos
Jacinto César
Hoje de manhã quando vinha para a escola cruzei-me com uns quantos jovens que se dirigiram a mim em inglês (presumo que fossem mesmo ingleses dado a pronuncia) e me perguntaram se havia aqui em Elvas uma pousada da juventude. Expliquei-lhes que a mais próxima que conhecia era em Portalegre, opinião que vim confirmar já depois na net.
Sei que aquilo que vou dizer é um pouco contraditório com aquilo que eu penso ser o melhor turismo para Elvas. No entanto, acho que a gente jovem é também um veículo de propaganda turística a médio e longo prazo. Basta pensar o que se passou comigo enquanto jovem adolescente. A maior parte dos lugares que tinha visitado com os meus pais, mais tarde e já adulto, voltei lá.
A pergunta que eu queria deixar a quem de direito era a seguinte: com tantos edifícios militares devolutos, não seria conveniente transformar um em pousada para a juventude? Estou a lembrar-me de dois em particular e que são a antiga Manutenção Militar e do antigo Tribunal Militar e Casa de Reclusão. Este último tem todas as condições para tal, aproveitando simplesmente a parte traseira do edifício (parte do edifício mais recente) deixando a parte antiga com os seus dois claustros para outra finalidade. Acho que não seria má ideia e assim deixavam só as capitais de distrito alentejanas a possuírem tal equipamento (como não podia deixar de ser).
Jacinto César
Eu quero lá saber
Da roubalheira e da alta corrupção
Que o Djaló esteja no Benfica ou no Casaquistão
Que não se consiga controlar a inflação
Eu quero lá saber
Que haja cada vez mais desempregados
Que dêem diplomas e haja cursos aldrabados
Que me considerem reformado ou um excedentário?
Que se financie cada vez mais a fundação do Mário
Que se ilibe o Sócrates do processo
Que não haja na democracia um só sucesso
Eu quero lá saber
Que o sócrates já não finja que namora a Câncio
Que o BCE se livre do pavão armado do Constâncio
Que roubem multibancos com retroescavadora
Que o Nascimento esburaque os processos à tesoura
Que deixe até de haver o feriado do 1º de Maio
Que a tuberculose seja mesmo um tacho pró Sampaio
Que em Bruxelas mamem muitos deputados
Que o Guterres trate apenas dos refugiados
Que a nós nos deixou bem entalados
Eu quero lá saber
Que ele vá a cento e sessenta e não preguem uma multa
Que amanhã ilibem os aldrabões da face oculta
Que o Godinho pese a sucata e abata a tara
Que pra compensar mande uns robalos ao Vara
Que o buraco da Madeira sobre também para mim
Que a Merkl se esteja borrifando pró Jardim
Eu quero lá saber
Que a corja dos deputados só se levante ao meio-dia
Que a "justiça" indemenize os pedófilos da Casa Pia
Que não haja aumentos de salários nem digna concertação social
Que os ministros e gestores ganhem muito e façam mal
Que Guimarães este ano se mantenha a capital
Que alguem compre gasolina na cidade de Elvas
Que só abasteça o condutor do Dr. Relvas
Que na Assembleia continuem 230 cretinos
Que nas autarquias haja muitos Isaltinos
Que o Álvaro por tu ai esse sim hei-de eu vir a tratar
Que se lixe o falar doce do grande actor Gaspar
Que morram os pobres e os velhos portugueses
Que eles querem é que fiquem só os alemães e os franceses
Eu quero lá saber
Que o Zé seja montado quer por baixo quer por cima
Que a justiça safe bem depressa o influente Duarte Lima
Que o bancário Costa não volte a dormir na prisão
Que o Cavaco chegue ao fim do mês sem um tostão
Que na Procuradoria continue o Pinto Monteiro
Que prós aldrabões tem sido um gajo porreiro
Que os offsores andem a lavar dinheiro
Que o BPN tenha sido gamado pelo Loureiro
Que no BPP prescrevam os processos do Rendeiro
Que à CEE presida um ex-maoista sacana e manhoso
Que agora é o snob democrata Zé Manel Barroso
Tudo isto já nada pra mim tem de anormal
Mas o que eu quero mesmo saber é onde está o meu país chamado PORTUGAL
que isto aqui é vilanagem pura, roubalheira, corrupção
Meu Deus manda de novo o Marquês de Pombal antes que este povo inerte permita a destruição !!!
Maria (pseudonimo, claro!)
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