Bem, eu nem sei bem como pegar no assunto, mas no entanto não o posso ignorar. Estou a referir-me a uma pergunta que foi feita aqui na sexta-feira por um comentador sobre a possível existência de algumas peças de ouro que ornamentavam a Nossa Senhora da Conceição na capela do mesmo nome e que pelos vistos já lá não estão.
Hoje passei uma parte do dia a ler tudo o que tenho que contivesse referências a tal assunto, mas nada encontrei.
Desconhecia a existência de uma Confraria com o mesmo nome, referência essa que encontrei algures na Internet.
Neste momento o que é que posso dizer? Nada, a não ser fazer perguntas na esperança que alguém me possa
responder. Assim sendo, aqui vão algumas, que presumo não saber a resposta por ignorância.
1 – Existe efectivamente a Confraria da Nossa Senhora da Conceição?
2 – Se existe, quem são os seus membros, ou na falta deles, quem são os zeladores da referida capela, já que pelo menos uma vez por ano é aberta ao público?
3 – Efectivamente alguém se lembra da existência de alguns artefactos religiosos que estivessem na referida capela?
Acontece que o mais provável é que toda a situação não contenha nenhum mistério e que tudo se passe dentro da normalidade. Mas também pode acontecer o contrário. Alguém que se digne esclarecer-nos sobre o assunto.
Em relação aos comentadores, não vale a pena fazerem ameaças de que colocam toda a gente em tribunal porque se não me engano ainda não está proibido neste país levantar questões pertinentes.
Se alguém quiser dizer algo e não tenha vontade de o expor publicamente por não ter certezas, pode fazê-lo em particular para o meu mail : jacinto.cesar@sapo.pt.
Uma boa semana para todos.
Jacinto César
Já não entendo nada disto. Vem um diz uma coisa, vem outro e diz outra. Afinal quem é que anda a mentir sobre o assunto?
E sobre o que é que eu estou a falar? Do Forte da Graça, é claro.
Vem o Ministério da Defesa dizer que quer continuar com um processo antigo e que para tal tem contactado além de outras entidades a Câmara Municipal de Elvas.
Por outro lado e em resposta ao ministério, a câmara vem afirmar que deste a tomada de posse do actual governo, não houve da parte deste qualquer contacto com as autoridades locais e nem tão pouco respondem aos contactos tentados por parte da autarquia.
Cheira-me que aqui há mentira ou então há por aí qualquer fenómeno paranormal a entravar o processo. Estes acontecimentos já se parecem mais com qualquer novela ranhosa da TVI, daquelas que duram e duram como as tais pilhas, do que qualquer conversa de pessoas e entidades responsáveis.
É uma autêntica falta de respeito para com o povo de Elvas, com o Património Nacional e para com os nossos antepassados.
Não sei porquê, mas anda por aí uma mãozinha azul e amarela a armar confusão. Isto a continuar assim, vou pedir asilo político a um qualquer país do 3º mundo que tratam estes assuntos com mais dignidade e seriedade.
PORRA, mas afinal quem é que está a MENTIR? Mas afinal como é?
Jacinto César
Há dias atrás passei, como todos os dias faço, pela Capela da Senhora da Nazaré a caminho da Escola. Só que neste último dia vi a porta lateral aberta. Presumi que alguém por direito lá estivesse e não liguei.
Hoje de conversa com os meus alunos acabei por saber que afinal a porta tinha sido arrombada e que o vandalismo já tinha começado.
Não sei actualmente quem tem a tutela da capela, mas seja lá quem for o melhor é acudirem-lhe rapidamente antes que comece a ser outra como a Igreja de Santo Amaro.
Jacinto César
De tempos a tempos tenho que voltar ao assunto Educação. Desta vez a propósito de um relatório da OCDE em que critica Portugal pelo excesso de “chumbos”.
E a que se deve esse excesso de chumbos? Ao peso exagerado que as escolas atribuem à avaliação sumativa, ou seja, à valorização demasiada que se dá às notas dos testes.
Eu sei que já estou a ficar caduco neste tema, mas a pergunta que eu gostaria de colocar à OCDE, afinal o que é que os professores afinal vão ter que avaliar, já que os conhecimentos acumulados pouco valem? Será que agora temos que avaliar somente o comportamento e a assiduidade dos alunos? Avaliar a sua educação e higiene pessoal? Ou será que também se tem que avaliar a maneira como os meninos vão vestidos, a perfeição com que jogam Playstation ou utilizam o FaceBook?
Sinto que já estou a mais no sistema.
Para o próximo ano escolar, a escolaridade obrigatória passa dos actuais 9 para 12 anos, ou seja, para o ano toda a minha gente vai ser obrigada a frequentar o 10º ano. Até aqui tudo bem, só que as regras serão iguais às do 3º ciclo do Básico e a partir daí para reter um menino é necessário entregar um requerimento ao ministro.
Estou acabado. Vou-me embora enquanto é tempo.
Nota – Há uns dias atrás o governo espanhol viu-se obrigado a cortar umas dezenas de milhões de euros no seu orçamento. Adivinhem lá que ministérios é que levaram com a “ripa”? Saúde e Educação. Está tudo dito. Salazar e Franco não fariam melhor. Já hoje D. Januário Torgal, Bispo das Forças Armadas, disse qualquer coisa neste sentido. É Bispo, mas tem os “ditos” no sítio.
Jacinto César
Já adivinharam o que são estas ruínas? Não? São as da Capela de Santo Amaro. Sim, aquela que fica junto ao padrão das Linhas de Elvas.
Já há muito que não ia para aqueles lados e ontem a pretexto de mostrar a alguém que não é de Elvas o local da batalha, deparei-me com esta situação. Vergonha? Não! Escandaloso.
Não sei se com a ilusão de encontrarem algum tesouro escondido, os amigos do alheio, têm aberto buracos em tudo que é parede e nem o púlpito escapou à selvajaria.
Eu não sei a quem pertence a tutela de tal igreja, mas não estava na altura de alguém deitar mão ao assunto? Por este andar, qualquer dia não sobra nada e só ainda não levaram os frescos do tecto porque dá um bocado “falta de jeito”.
Mais uma vez senhor Presidente, não podia dar ali um jeito?
O irónico da situação é que o caminho que nos conduz até lá e a partir do padrão condiz com o da capela.
Jacinto César
Em 21 de Julho de 2008, comecei neste blog a árdua tarefa de por as pessoas a falar do Forte e ao mesmo tempo sensibilizar os poderes instituídos. (http://tascadasamoreiras.blogs.sapo.pt/68840.html)
Muita gente me disse que estava maluco ao começar tal campanha e que mais valia estar sossegado. Acontece que nunca fui uma pessoa de desistir às primeiras e o que é certo é que com esta minha teimosia tenho andado para a frente na minha vida. Cabe aqui referir que outros blogues da cidade como o ZédeMelo e o Cidadelvas também se fartaram de batalhar pelo mesmo Forte.
Quase 4 anos depois parece que toda a gente começou a falar do assunto e isso deixa-me muito feliz. Mal ou bem, a Câmara já há uns tempos que se começou a interessar pelo assunto e este também já chegou ao governo. Significa isto que o assunto voltou à ordem do dia e isso só pode ser benéfico.
O sábado passado, o Diário de Notícias, também se interessou pelo assunto e publicou um vasto artigo do jornalista Luís Godinho, dando conta do estado em que aquele monumento se encontra e do perigo do seu estado influenciar negativamente a candidatura das Fortalezas de Elvas a Património da Humanidade.
Espero que o movimento não pare até se arranjar uma solução que satisfaça os elvenses. Cabe aqui dizer que é necessário continuar a fazer pressão para que o Ministério da Defesa e a Secretaria de Estado da Cultura se entendam de vez ou então “largarem” o bebé nas mãos da Câmara.
Não podemos agora mais do que nunca desistir e não podemos deixar morrer no esquecimento o que já antes aconteceu.
Jacinto César
Caro Paulo
Desde os anos 75 do século passado que tive o privilégio de conhecer e privar com algumas figuras importantes do seu partido (digo seu porque já não tenho coragem de dizer “nosso”). Foi nesses anos que conheci Freitas do Amaral e Amaro da Costa. Recordo-me como se fosse hoje dum célebre comício na Adega Cooperativa de Cantanhede e das peripécias que se lhe seguiram em Coimbra onde eu estudava. Presumo que nem imagine o que era a vida de alguém que alinhava com os conservadores no meio académico predominantemente de esquerda e de extrema-esquerda. Muitas foram as vezes que estive à beira de apanhar uma sova das antigas, mas lá me fui safando sempre. Nessa época estava também a estudar em Coimbra o malogrado Chico (Lucas Pires) de quem tive a honra de ser amigo. Cabe-me aqui dizer que bastantes vezes me tentou a ser militante do CDS, coisa que nunca fiz em virtude de ter querido ser sempre livre de pensamento. Alinhava em “todas” que se organizavam contra o PC, UDP, MRPP e outros tais. E não estou arrependido de nada do que fiz. Deixe-me aqui recordar uma figura típica de Coimbra e que era o Senhor Rosa, dono do café Ritz. Sendo ele de direita incentivava todos os da mesma “laia” a provocar os esquerdistas e a “sacudi-los” do café, coisa que ele não podia fazer. Grandes arraiais ali se produziram.
Bem, mas isso faz parte do passado. Mas já que falo do passado, recordo-me com saudade quando o Paulo era director do Independente. Foi nessa época que comecei a admirá-lo. Entretanto, acabou por ser Ministro da Defesa no consulado Durão Barroso. Penso que os militares ainda hoje se recordam do que fez por eles e principalmente os ex-combatentes. Depois veio o “Eng.” Sócrates após aquele “golpe de estado” do Presidente Sampaio.
Durante esses negros anos ouvia-o com frequência e por vezes o seu discurso era mais próprio para um comunista do que para um democrata cristão. Quem não o conhecesse confundi-lo-ia de certeza com algum membro do PC. Admirava-o pela defesa que fazia dos mais pobres e necessitados, dos agricultores e pescadores e de todos aqueles que por algum motivo a vida lhes era “madrasta”.
Como era previsível, Sócrates caiu e nas eleições seguintes conseguiu um resultado eleitoral notável, o que lhe permitiu formar governo com Passos Coelho.
Só que … pois, só que o Paulo Portas que eu admirava esfumou-se. Eclipsou-se. Evaporou-se. Desapareceu. Ou será que fugiu? Ou será que se acomodou ao seu novo ministério? Onde está o Paulo das “feiras” que se batia pelos desfavorecidos?
Olhe, vou dizer-lhe uma coisa: desiludiu-me. E mais, se tivesse dignidade, demitia-se. Este Paulo Portas não é o mesmo daquele que eu ouvia antes das eleições. Dos “outros” já espero tudo. De si não esperava. Se continua a pensar como dantes e não pode fazer nada, venha-se embora. Marcava pontos para o futuro. Assim, o dia que se vier embora ou for empurrado por outros, não passará de mais um dos “outros”.
Jacinto César
Já perdi o conto do número de vezes que aqui escrevi sobre o vandalismo na nossa cidade em particular e no país em geral.
Hoje ao dar uma vista de olhos pelos jornais, deparei-me com a notícia de que os espanhóis se estão preparando para equiparar o vandalismo ao terrorismo. Em minha opinião acho exagerada tal comparação, mas que a lei em Portugal é extremamente permissiva em relação ao vandalismo, lá isso é.
Não passa um dia que se dê uma volta aqui por Elvas que não se veja um novo atentado contra a propriedade privada ou pública.
Eu não sei bem o que se passa pela cabeça de alguém que faz mal só por o fazer. Como acredito que tal não dê um gozo por ir além, só arranjo uma explicação e que é a de um menino qualquer para fazer rir o resto do grupo ou se armar em “malandro” o faça.
Sei que há por aí muito boa gente que é contra a vídeo vigilância, porque segundo estes é um atentado às liberdades individuais. Mas se assim não for com que armas é que se pode lutar contra esta “gente”?
Diz o povo que quem não deve não teme e com razão. Quero lá eu saber se estou a ser filmado na rua se não estou a praticar qualquer acto contra a lei. Mas o que acho piada é o facto de que os que são dos contra este tipo de vigilância não refilarem por estarem a ser filmados nos supermercados, nos bancos, repartições públicas e também já em alguns pequenos comércios.
Veja-se o caso da Inglaterra. Vê-se um polícia (e desarmado) lá de quandoem vez. Noentanto, têm um sistema de vídeo vigilância que faz com que ao mínimo problema a polícia esteja no local. Está mal? Não sei! O que sei é que me sinto em segurança em qualquer local com este tipo de vigilância.
Quanto custa anualmente aos proprietários das casas em Elvas a sua manutenção? Quanto custa à Câmara Municipal manter limpas as paredes dos edifícios públicos e monumentos? E quem paga tudo isto? Não seremos todos nós?
Senhor Presidente, penso que está na altura de a pouco e pouco começar a colocar câmaras de vigilância por essa cidade fora. É caro? Será! E quanto se poupa? E quantos vândalos se apanhariam?
Uma boa semana para todos
Jacinto César
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