Elvas sempre em primeiro

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Segunda-feira, 30 de Abril de 2012

Carta aberta ao Presidente da CME

 

Exmo. Senhor Presidente da CME

 

Eu como qualquer cidadão comum vamos sabendo o que se passa nas reuniões do executivo e da Assembleia Municipal através dos órgãos de comunicação social ou através de comunicados dos partidos da oposição, ou seja, sabemos o que se passa (ou não passa) através de terceiros.

Se V. Exª manda publicar no site da câmara o anúncio das ditas reuniões e das respectivas ordens de trabalho, porque não mandar também publicar um resumo do que lá se passou?

O Senhor Presidente sabe melhor do que eu que não ando metido em políticas, que o pior que pode acontecer é a desinformação para deixar o cidadão desinformado (passe a redundância).

Já agora que estou com a mão na massa, gostava de lhe dizer que o site da câmara é no mínimo ridículo para uma instituição como essa. Logo na página inicial propagandeia-se o dossier de candidatura de Elvas a Património Mundial. Além de, logo aqui, a pequena informação ser errónea, quando se entra não há nada de nada a não ser um índice de intenções que não informam de nada. Acontece que há por aí muito boa gente que ainda pensa que é a cidade e o seu centro histórico que são candidatas e não as Fortificações de Elvas.

E já que estamos a falar do site, as informações sobre turismo são no mínimo escassas para não dizer outra coisa. Há por aí sites particulares que contêm informações sobre a nossa cidade incomparavelmente superiores.

Resumindo, as palavras mais correntes são “brevemente disponível” ou então somos remetidos para um “pdf” quase sem interesse. E o cómico da situação é que até a parte do site sobre o Coliseu que ostenta o nome de V. Exa. também não contém nada, ou antes, contém aquelas duas palavras tão correntes.

Senhor Presidente: será que essa câmara não tem ninguém (coisa que não acredito) que carregue na página todas as informações que lá deviam estar? Ou será que é um caso de pura displicência?

Com toda a consideração

 

Jacinto César

 

 


Tasca das amoreiras às 18:00
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Domingo, 29 de Abril de 2012

Camarate

 

 

 

Pensei umas quantas vezes antes de me decidir por abordar o assunto, mas por fim resolvi falar mesmo nele.

Na década de 80 do século passado o nosso país passou por uma tempestade ao morrer num avião o 1º Ministro Sá Carneiro e o Ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa, além dos acompanhantes.

Sempre tive umas certas reservas quanto à teoria do atentado. Caiu aquele avião como caem outros. Só que aquele era especial pois levava figuras de topo do governo português.

Os anos foram passando e de quando em vez lá aparecia mais um aporte à teoria do atentado. O meu cepticismo foi-se perdendo até à chegada de algumas conclusões importantes das 8ª e 9ª Comissões Parlamentares de Inquérito ao (i)acidente de Camarate. Durante muito tempo o assunto voltou para as gavetas já a cheirar a mofo, até que na semana passada rebentou o escândalo prontamente desvalorizado por alguns e camuflado por outros. Apareceu no Youtube um filmeem que JoséEsteves(presumível cúmplice na colocação da bomba no avião) mostra a confissão de um tal Farinha Simões sobre todo o processo Camarate.

Dei-me ao trabalho de passar o filme quase frame a frame para conseguir ler o que aí estava escrito. Quanto mais lia o texto de 17 páginas, mais espantado ficava. Nesse mesmo dia e depois de vasculhar muito pela net, lá consegui arranjar o texto escrito, que voltei a ler com redobrada atenção. Pasmei com os pormenores que ali eram apresentados. A primeira reacção foi a de que um tipo com vontade de protagonismo resolveu escrever aquela declaração de culpa, coisa que não é inédita. Mas lendo melhor, há ali coisas que requeriam uma mente diabólica para serem inventadas.

Havia coisas que toda a gente já sabia (ou desconfiava), mas aparecem por lá nomes e situações que nem ao diabo lembrava.

Sei que passados estes anos todos, o crime a ter existido, já prescreveu. Há no entanto naquele texto matéria que a confirmar-se era merecedora de ser investigada para ao menos os portugueses ficarem a conhecer a verdade sobre o que aconteceu. Pareceu-me ter ouvido que está na calha a formação da 10ª Comissão de Inquérito. Ela que venha e ponha a verdade a descoberto se não sofrer pressões para que tudo fique na mesma. A ver vamos como diz o cego.

Quem quiser o texto completo, manifeste essa vontade no Facebook que eu envio-a por mail.

Uma boa semana para todos

 

Jacinto César 


Tasca das amoreiras às 19:24
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2012

Desabafo

 

 

 

 

Vai para 5 anos que por uma brincadeira nasceu este Blog. Nesses tempos os escritos reflectiam as conversas do dia-a-dia com os meus companheiros, que às cinco da tarde nos reuníamos para jogar às moedas para ver quem pagava os cafés. Eram e ainda hoje o são, momentos de convívio onde os problemas profissionais ficavam à margem. Deste a política ao futebol tudo ali se falava.

Com o andar dos tempos e sem desconfiar as repercussões que tais escritos estavam a ter lá continuamos a nossa tarefa de manifestar as nossas opiniões que a pouco e pouco quase que só reflectiam o que se passava na nossa terra.

Só que aos poucos, o número de leitores aumentou desmesuradamente e as responsabilidades aumentavam. Houve muita gente a sentir-se mal com o que aqui se dizia e os processos e ameaças aumentavam.

Eu pela parte que me dizia respeito, mantinha aquilo que sempre fui, uma mente aberta a tudo, tolerante como sempre fui mas sem medo de exercer os meus direitos de cidadania, criticando aquilo que em minha opinião estava errado e louvando aquilo que me parecia bem, coisas que toda a gente faz em privado mas que poucos ousam fazer em público.

As críticas que me eram dirigidas não me incomodavam, principalmente as anónimas que normalmente reflectiam uma falta de coragem tremenda e um baixo nível atroz.

Incomodar, incomodar, só a “maioria silenciosa” que liam mas não se manifestavam. Mas até este fenómeno é normal.

A partir de certa época começaram-me a tentar colar ora a “uns” ora a “outros”. O que é certo é que nem uns nem os outros me convenceram. Claro que também nunca me deixaria “comprar”. E foi sempre essa independência que os incomodava, porque como não tinha telhados de vidro podia atirar pedras a toda a gente sem medo que me caíssemem cima. Nuncafui beneficiado em nada, nunca pedi favores a ninguém e como tal ninguém me “tinha na mão”.

Cometi no entanto um grande erro e que foi o permitir que toda a minha gente viesse aqui dizer aquilo que bem queria sem se identificar. No entanto não estou arrependido, apesar de ter que ter cortado alguns comentários muito ofensivos a terceiros.

Mas ainda a pior consequência que esta minha mania das liberdades teve, foi o facto de se terem aproveitado do blog para que os “uns” dissessem mal dos “outros” e vice-versa. No mínimo foi uma falta de consideração por nós. Mas enfim, a vida é feita de encantos e desencantos e por vezes somos apunhalados pelas costas. Acontece aos “filhos das melhores famílias”.

Desculpem-me este desabafo, mas teria que o fazer.

 

Nota final – Há uns dias atrás surgiu aqui e mais uma vez a polémica sobre os concertos da Semana da Juventude junto ao Aqueduto das Amoreiras. Sobre o assunto queria somente rematar de vez com um caso parecido. Gostaria de recordar o que é que aconteceu à pala do antigo Estádio de Alvalade, onde tiveram que cancelar a partir do momento em que começaram a haver descolagens no betão, os concertos que aí se faziam. A quem esteja interessado no assunto procure os relatórios do LNEC que falam no assunto, ou seja, a relação entre as frequências muito altas e muito baixas do som sobre estruturas esbeltas.

 

Jacinto César        


Tasca das amoreiras às 15:16
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Terça-feira, 24 de Abril de 2012

Assim vamos lá!

 

 

 

Aqui há uns meses atrás houve alguém responsável neste país que afirmou que Portugal para ser competitivo, deveria ter os vencimentos ao nível da China. Nessa altura, toda a gente achou que o homem estava maluco.

Entretanto começaram a aparecer na imprensa notícias dando conta de que os vencimentos iriam descer. Houve desmentidos e mais desmentidos até que finalmente aconteceu. Como sempre lança-se o boato para o povo se ir habituando à ideia e quando já está “madura” a ideia, consome-se o acto.

Hoje o Eurostat pôs à luz do dia as últimas estatísticas sobre os custos dos vários países do Euro e dos 27. Portugal tem actualmente o custo por hora de trabalho de 12,10 €, para uma média dos países do euro de 27,60 e dos 27 da EU de 23,10 €.
Somos somente ultrapassados pela Bulgária, Roménia e Lituânia.

A continuar assim, vamos no bom caminho para passarmos a comer com pauzinhos e de olhos em bico. Com um bocadinho de sorte, um dia destes estamos a abrir lojas de “portugas” lá para os lados de Pequim.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 20:00
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2012

Ser ou não ser …

 

 

 

 

Para mim e para quem se interessa sobre o assunto, vai começar a “dor de barriga” e o “nervoso miudinho”. Porquê? Elvas vai a veredicto!

Lá para o final do mês de Junho e princípios de Julho vai realizar-se em São Petersburgo a reunião anual do Comité da UNESCO para o Património Mundial. Segundo me consta o Conjunto amuralhado de Elvas vai estar em cima da mesa para discussão. A espera vai ser terrível, mas a esperança mantêm-se.

Sei que não vai ser nada fácil dada a política seguida pela UNESCO em favorecer os países do terceiro mundo. Por um lado concordo com essa política já que vai levar algum desenvolvimento aos sítios desfavorecidos. Por outro lado discordo, pois deixa de fora alguns sítios merecedores de tal honra.

Eu continuo a ter fé em que um dia a “sorte grande” nos vai bater à porta. O problema está em que a fé que eu tenho é mesma daquela de que um dia o Euromilhões e até agora nunca me saiu.

Vamos todos fazer força para que tal aconteça.

 

 

Nota – Nunca me passou pela cabeça que tivesse tantos leitores na Câmara Municipal de Elvas. Sinto-me honrado com tal facto.

 

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 20:14
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Domingo, 22 de Abril de 2012

Um dia a casa vem abaixo

 

 

 

Sei que sou muito chato! Sei que todos os anos por esta época volto a repetir o mesmo! E também é verdade que todos os anos se volta a fazer de novo.

Estou a referir-me à Semana da Juventude. Não, não tenho nada contra ela, antes pelo contrário. Tenho sim manifestado o meu desacordo contra o local onde se faz e os prejuízos que o som (vibrações) pode causar à estrutura dos Aqueduto das Amoreiras.

Já uma vez expliquei aqui qual o fenómeno que um dia pode causar a derrocada do aqueduto. Dei-me ao trabalho de explicar tintim por tintim, mas não ganhei nada com isso. Parece que ninguém leva o assunto a sério. Até um dia…

Hoje, e assim pode ser que acreditem, transcrevo aqui um estudo elaborado em 2006 pelo Instituto Superior Técnico que aborda o assunto.

 

EFEITOS DAS VIBRAÇÕES

Os efeitos das vibrações podem classificar-se em três grupos, apresentados de seguida, por ordem crescente de severidade e irreversibilidade nos danos:

• Afectação do funcionamento normal de equipamentos ou instrumentos sensíveis (por exemplo em hospitais, laboratórios técnicos e científicos e até em habitações);

• Incomodidade para as populações que sentem as vibrações, causando receios e, consequentemente, queixas;

Danos nas estruturas (em particular, nos monumentos e edifícios altos ou antigos) e nos maciços remanescentes.”

 

O estudo foi feito por Gustavo Paneiro do CENTRO DE GEOTECNIA DO I.S.T

 

Sei que isto não vai alterar nada, mas pelo menos fico de consciência tranquila. Mais, espero que jamais venha acontecer, mas se um dia cair uma só pedrinha que seja, nessa altura vou apontar o dedo.

 

Uma boa semana para todos

 

Notas – Definições para recordar

 

Ruído - Segundo Sarsby (2000) o ruído pode ser definido como a transmissão de energia em meio sólido líquido ou gasoso, através de súbitas flutuações de pressão, originadas por alguns objectos em vibração (por exemplo, a voz, colunas de som, maquinaria, etc.

 

Vibrações - No sentido lato, a vibração corresponde a um movimento mecânico periódico, ou aleatório, de um elemento estrutural, movimento esse que se caracteriza por ser repetitivo a partir de uma posição de repouso (Regazzi, R. & Ximenes, G., 2004)

 

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 18:59
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Quinta-feira, 19 de Abril de 2012

Rei D. Juan Carlos

 

 

 

Julgo que é a primeira vez que aqui falo sobre os nossos vizinhos espanhóis, mas hoje e perante as notícias vindas a lume, não posso deixar de o fazer.

Sempre tive uma certa simpatia pelas monarquias, principalmente pelo facto de um rei (ou rainha) representarem a unidade de um povo. Se é uma verdade inquestionável que um monarca não é eleito, por outro lado é uma personagem que toda a gente se habituou a ver como alguém acima dos partidos.

Se olharmos aqui para o lado, é o facto de haver um rei que a Espanha ainda hoje mantém o seu território inalterado. Se fosse uma república, a esta hora o país vizinho já se tinha desintegrado.

Bem, mas não é sobre a questão monarquia/república que queria falar.

O Rei de Espanha, além de outros cargos, é presidente em Espanha da organização WWF (Fundo para a Conservação da Natureza) o que é a coisa mais natural do mundo. O que já não é normal é o mesmo rei ter-se deslocado ao Botswana a uma caçada aos elefantes, animais que penso eu estarem proibidos de caçar dada a pressão que existem sobre eles por causa do marfim.

Mas que contradição tão descarada: uns dias deve ser contra o abate de animais selvagens e outros a favor. Caprichos de pessoas importantes.

Bom fim-de-semana para todos

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 18:15
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2012

Vai dar bronca!

 

 

 

Quando o ano passado o executivo de Passos Coelho resolveu espoliar a função pública do subsídio de férias e de Natal, muita gente conhecedora da Constituição disse que a medida era inconstitucional por pôr em causa a equidade dos cidadãos.

Recordo-me de nessa altura ter aqui escrito sobre o assunto, achando eu que não entendo nada de leis, que seria mais justo tributar toda a gente a partir de um certo valor do que só os trabalhadores do estado. Assim não entendeu o governo e penalizou só uns, como se estes não fossem tão portugueses quanto os outros.

O Presidente da República entendeu que deveria promulgar o OGE sem fazer a fiscalização preventiva da sua constitucionalidade, mesmo que só parcialmente. Afinal o presidente concordou politicamente em que havia portugueses de 1ª e de 2ª.

Acontece que um grupo de deputados acabou por pedir ao Tribunal Constitucional que se pronunciasse sobre o assunto.

Veio-se agora a saber que a maioria dos seus membro são pela inconstitucionalidade da medida. Só que …

Neste momento o TC está desfalcado de uns quantos membros que são eleitos pela Assembleia da República e como tal não pode fazer nada. E quando é que os membros em falta são eleitos? Ninguém sabe já que a sua eleição tem vindo a ser adiada.

Que se passam coisas “esquisitas” na Guiné até se pode compreender. Agora em Portugal, que tanto se orgulha de ser um Estado de Direito, passarem-se “manobras” destas é que já é pior.

Um dia (que não sabemos quando) o tribunal estará completo.

Agora a pergunta que deixo no ar é a seguinte: quando o TC declarar a medida inconstitucional o que é que o governo vai fazer? Volta atrás ou faz um golpe de rins e promove uma revisão da lei fundamental?

Por último e para fazer mais uma pergunta muito simples: vivemos em DEMOCRACIA ou só na ilusão por podermos dizer o que queremos?

 

Jacinto César     


Tasca das amoreiras às 21:03
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Terça-feira, 17 de Abril de 2012

Sinto-me desanimado

 

 

 

É verdade, sinto-me desanimado com tudo o que se passa em Elvas.

Para onde quer que me volte só reparo na má-língua, nas invejas, nos ódios dos meus conterrâneos. Se se faz é porque se faz, se não se faz é porque não se faz. Velho hábito dos elvenses.

Uma vez fui aqui injusto ao comparar os maus elvenses com os não elvenses. No entanto tenho que aceitar que os não elvenses aqui residentes há muitos anos acabam por ser melhor “elvenses” que os nativos.

É com tristeza que olho todos os dias para a blogosfera elvense e para as redes sociais e salvo raros casos só se consegue ler ou ver inutilidades e maledicência.

A este nível não sou capaz de fazer uma comparação com o que se passa no resto do país ou no estrangeiro, mas que é um facto que os elvenses se “portam muito mal” com a sua terra, lá isso é.

Elvas tem uma situação geográfica extraordinária. Elvas tem um património invejável (é a cidade do país com maior número de monumentos nacionais por quilómetro quadrado). Elvas tem uma gastronomia de excelência. Então o que é que nos faz falta? As pessoas, fundamentalmente os ELVENSES que se disponham a fazer algo pela sua terra em lugar de esperar que seja a cidade a fazer qualquer coisa por eles.

Sim, é verdade, estou desanimado. Por vezes apetece-me emigrar para não ter que ser testemunha de tudo o que por aqui se passa.    

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 19:00
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

Fonte de S. Lourenço - O esclarecimento

 

Bem, parece que hoje apareceu por aqui mais um problema. Mas este é um não problema. Isto vem a propósito das estátuas que se encontram na Fonte de S. Lourenço e que anteriormente se encontravam na Quinta de Santo António, actualmente pertencente à família Abreu.

Como sempre, as autarquias sempre foram muito más pagadoras das suas contas e foi o que aconteceu por essa época, ou seja no século XVIII.

Era então administrador da cidade um senhor chamado Bernardo Xavier de Barbosa Sachetti. O dito senhor tinha visto em França uma fonte que lhe tinha agradado e como tal pensou em fazer uma igual na nossa cidade em substituição de uma que ali se encontrava. Se bem o pensou, melhor o fez. Bem, fez e não fez.

Por essa época estava a viver em Elvas, mais propriamente na Quinta de Santo António o engenheiro militar francês Valleré que construía o Forte da Graça.

O administrador mandou construir a fonte ao segundo. Esta lá foi crescendo até atingir a forma que todos conhecemos até aqui há uns anos atrás. As estátuas que entretanto estavam a ser esculpidas para a fonte lá foram sendo feita. Até que …

Bem, o que é certo é que o administrador da cidade não tinha dinheiro para pagar as ditas ao engenheiro francês e este não as colocou no local. Claro que isto deu uma “bernarda” das antigas, mas o engenheiro levou a dele avante e as estátuas permaneceram no local onde foram esculpidas a ornamentar o jardim.

E foi somente nos anos 90 do século passado que a câmara de Elvas entrou em negociações com a referida família Abreu no sentido de as adquirir para finalmente repousarem no sítio onde hoje se encontram.

Esta é a história das estátuas da Fonte de S. Lourenço.

 

Nota – Queria aqui fazer uma chamada de atenção aos comentadores. Mais uma vez peço que moderem a linguagem utilizada e a ofensa gratuita. Hoje apaguei uma série de comentários próprios da época do PREC. Mas isso já foi.

Apelo também à coragem dos ditos comentadores, que quando tenham algo a dizer de alguém se identifiquem. É muito cómodo (para não dizer cobarde) atacar outras pessoas sem darem a cara.

 

Jacinto César    


Tasca das amoreiras às 18:16
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