Efeméride do dia
Em 19-3-1372, El-rei D. Fernando fez doação da herdade do Cabedal, no termo de Elvas, a Fernão Godins alcaide-mor de Olivença.
Em 19-3-1384 o Mestre d'Aviz entregou a Gil Fernandes a alcaidaria Mor de Elvas.
Em 19-3-1534 D. João III, mandou que nos talhos se cortasse a vaca a 4 reis; o carneiro e o porco a 5 reis; a cabra e o bode a 20 ceitis.
Por definição, a teoria do caos, é para a física e para a matemática, a teoria que explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos. Em sistemas dinâmicos complexos, determinados resultados podem ser "instáveis" no que diz respeito à evolução temporal como função de seus parâmetros e variáveis. Isso significa que certos resultados determinados são causados pela acção e a iteração de elementos de forma praticamente aleatória.
Como não estamos numa aula de mecânica, porque é que trago este assunto aqui? Por causa de um senhor que se chama António de Sousa Lara e que diz que Portugal deveria estar preparado para o caos. E como? Preparando tudo que são forças de segurança e forças armadas para o caso de as coisas se “destrambelharem”.
Ora bem, enquanto o caos físico é provocado por variáveis aleatórias e não controláveis, o caos em que o país vive é determinado por factores bem conhecidos.
O caos no país não é provocado pela população, mas sim por quem nos governa. O povo reage simplesmente ao caos que os políticos criam. Nós somos a consequência do fenómeno.
E como reage o poder ao caos que eles próprios provocaram? Pela força. Sim, é pela força que nos querem manter em equilíbrio contrariando aquilo que a natureza faz naturalmente.
Eu se tivesse poder, para que as coisas chegassem a um ponto de equilíbrio, juntava toda a classe política numa ilha deserta e sem meios de subsistência alguns e não os tirava de lá até terem encontrado um sistema de equilíbrio para a nossa sociedade. Sabendo eu como eles são, haveriam de se comer uns aos outros atém não restar um único. Eu não choraria por eles.
Uma boa semana para todos (e que não seja caótica)
PS – Já agora senhor Sousa Lara, pegue no seu livro “O caos” e vá morrer longe de nós, já que só cheira a pólvora e a sangue.
Jacinto César
Este último sábado foi efectuado um passeio pelo circuito amuralhado de Elvas patrocinado pelo grupo do FaceBook da nossa vizinha cidade de Badajoz, “Fortificaciones abaluartadas de la raya a Patrimonio Mundial”. Sobre esta visita gostaria de deixar aqui algumas reflexões:
1 – Em primeiro lugar gostaria de destacar o número de participantes (cerca de duzentos) e principalmente o seu interesse. Para alguns já não era nada de novo, para a maioria foi a oportunidade única de verem as muralhas como até então nunca as tinham visto. Foi um grupo extraordinário. Cabe aqui destacar também o entusiasmo do Prof. Moisés Cayetano Rosado;
2 – Pela primeira vez tive oportunidade de ver as obras de recuperação que estão a ser feitas num troço das referidas muralhas e gostei do que vi. Penso que se está ali a fazer um trabalho excelente. Se um dia estiverem todas recuperadas, são sem dúvida merecedoras do tão ambicionado título;
3 – Gostaria também de por em relevo o apoio à visita da Câmara Municipal de Elvas e do Museu Militar que proporcionaram uns excelentes “guias”, que tudo fizeram para não deixarem qualquer visitante sem resposta a qualquer questão formulada.
4 – Como não há bela sem senão, fiquei bastante decepcionado com a participação de portugueses no evento. Com boa vontade chegariam à dúzia o que é lamentável, sabendo eu que muito mais de 90% da população de Elvas não conhece “as verdadeiras muralhas” e as suas belezas não visíveis.
De realçar que no próximo sábado esta visita tem continuação, sendo que desta vez o objectivo é o Património Religioso.
Para quem não conhece o grupo do Facebook, aqui fica o link: http://www.facebook.com/groups/209753179118352/
Bienvenidos hermanos!
Jacinto César
Contrariamente ao que é habitual, hoje venho aqui relatar algo de bom e que está a ser a participação da Escola Secundária de D. Sancho II na Futurália (Feira de inovação) através de um pavilhão.
Ontem ao visitar os nossos alunos ali presentes fiquei satisfeito com a boa figura que estão fazendo contra uma concorrência rica e repleta de meios.
O departamento da mecânica através da sua secção de energias renováveis da nossa escola, apresentou um processador de biodiesel para a transformação de óleos usados em diesel e um sistema autónomo de iluminação e sinalização de um edifício com um painel foltovoltáico. Ambos os sistemas foram aqui concebidos, graças ao empenho dos Engenheiros António Venâncio, José Afonso e Nuno Ramalho e dos alunos do 12º ano da área de Energias Renovávdeis.
A representação esteve a cargo de quatro alunos do referido curso, João Raimundo, Ricardo Feixeira, Rúben Nabiça e Vitor Travanca, acompanhados por dois dos profesores atrás referidos
É a todos os títulos notável a participação da escola elvense num certame daquele género. É um sinal que nem tudo vai mal na nossa cidade em geral e na educação em particular.
Parabéns para eles todos.
Jacinto César
Tenho ouvido os mais variados tipos de opiniões e algumas delas tenho aqui expressado a propósito de uma solução para a crise que atravessa Elvas.
Fala-se em turismo e da falta de políticas para o sector. Não serve e não resolve.
Fala-se em apoios à instalação de empresas em Elvas. É um sonho!
Mas afinal o que é que os elvenses pretendem para a sua cidade? Duvido que saibam, mas as opiniões dos outros são más de certeza.
Vamos continuar a apostar no comércio “de cacos e atoalhados” para virtuais compradores? Vamos aumentar o número de pastelarias e restaurantes para clientes fantasmas?
Uma das opiniões que oiço com mais frequência é que a câmara tem que fazer mais, mas ao mesmo tempo vão criticando o número de funcionários públicos. Por sua vez, a iniciativa privada que tão mal diz do estado, também não investe porque está “tesa”.
Perante este cenário que fazer então? Vamos todos de romaria a Fátima pedir um milagre? Eu deveras ando muito confuso e qualquer dia por este andar nem há funcionários públicos em Elvas nem actividades económicas privadas. Fechamos para saldos.
A recente “guerra” Câmara/Linhas de Elvas é paradigmática da confusão que reina por estas paragens. Todos berram e ganha que gritar mais alto.
Repare-se na iniciativa que partiu de um grupo de cidadãos desinteressados que se propôs fazer uma petição pública sobre o Forte da Graça: vejam quantas pessoas assinaram e depois analisem. O desinteresse é total e os patrocinadores ainda são alvo de críticas com o argumento de que tal não resolve nada. Se nada resolve nada, então fiquemos a ver alegremente o barco a ir ao fundo.
Passem bem que eu vou dormir uma sesta.
PS- O último a ficar faça o favor de fechar a luz!
Jacinto César
Se bem me lembro, aqui há um bom par de anos atrás, havia em Elvas um par de aficionados da motonáutica. A juntar a estes, apareciam também uma grande quantidade de famílias espanholas também elas aficionadas àquele desporto motorizado.
A partir de determinada altura, os barcos a motor foram proibidos com a argumentação que poluíam a água. Eu não tenho bem a certeza ainda hoje se não terá sido a pressão exercida por uma associação de pescadores sobre a Associação dos regantes e beneficiários do Caia. Mas enfim, isso é o passado.
Hoje, sendo que os óleos para motores marítimos são obrigados a usar óleos bio degradáveis, não seria importante para o turismo em Elvas voltar atrás na decisão anterior e permitir que barcos e motas de água voltassem à barragem?
Pensemos um pouco: um barco a motor que ali ande umas horas ao fim de semana quanto é que poderá libertar de óleo na água? Uma ridicularia. Mesmo que ao fim de semana ali se junte 1 ou 2 dúzias de praticantes, qual é o impacto do óleo (como disse bio degradáveis) naquela imensidão de água? Nenhuma. Mas se quisermos ser mais rigorosos, qual é o nível de poluição produzida a montante da barragem pelos porcos e vacas que pastoreiam nas propriedades lindantes com o lago?
O argumento não pega? Então olhemos o que se passa em barragens próximas de nós como são as do Alqueva ou a do Castelo de Bode onde os barcos circulam livremente, e não são barcos propriamente pequenos. O que é certo é que nestas houve uma área de turismo que se desenvolveu, onde se criaram condições para que os praticantes ali fossem passar os seus fins-de-semana, construído rampas de acessos aos reboques e pequenos embarcadouros flutuantes. Claro que atrás apareceram bares, restaurantes e outros negócios.
Senhores responsáveis pela barragem, para bem do nosso concelho repensem lá a situação.
Jacinto César
É vulgar entre o povo dizer-se que “há filhos e enteados” e é bem verdade. Estou a referir-me em concreto que há cidadãos de primeira e de segunda.
Aqui há uns meses atrás foi decretado que toda a gente ficaria sem metade do subsídio de Natal. Foi para todos. Depois veio o corte do 13º mês e subsídio de Natal para os próximos anos. Só que desta vez os visados foram só os funcionários públicos. Ou seja, aqui já começou a haver uma discriminação entre cidadãos do mesmo país. Só que desta vez a discriminação ainda é pior: os cortes nos vencimentos abrangem só uns. Os outros, os eleitos, não. As empresas públicas que têm levado à ruína o país, são agora contempladas com “um não corte” nos vencimentos.
É absolutamente repugnável tal atitude dos nossos governantes.
Queixamo-nos de que há por esse mundo fora países que vivem à margem da lei. E nós? Onde é que está o tão apregoado ESTADO DE DIREITO?
Ninguém me consegue meter na cabeça tais aberrações. Pela parte que me diz respeito já estava conformado pelo que me “roubaram” do ordenado. Agora haver excepções à lei (ditas com outro nome) é que não posso admitir. Já não estou a ser só roubado mas também humilhado. Que Deus me perdoe, mas isto já só vai à “porrada”.
Amanhã vou mesmo fazer sacrifício em ir trabalhar. OUTROS irão felizes e contentes.
Jacinto César
Não é meu hábito escrever às 6ª e sábados, mas hoje não resisto à tentação de me manifestar sobre um acontecimento de ontem.
Como assinante que sou do Semanário Linhas de Elvas, só lhe consegui passar os olhos à hora de jantar. Normalmente faço uma leitura na diagonal e mais tarde volto para ler aquilo que me interessa. Mas ontem e não sei porquê, logo à primeira chamou-me à atenção o editorial do seu director e pensei para comigo: alto, aqui à gato.
Não conheço os porquês de tal artigo e os seus contornos, mas algo se deve ter passado para aquela escrita tão amarga e dura. Se nada se passou anteriormente então tenho que reconhecer a falta de bom senso para escrever tal. Achei piada à premonição do articulista ao prever o aparecimento de mais um daqueles papelinhos coloridos da Câmara.
Bingo. À noite saí a beber café e qual não é o meu espanto quando deparo em cima do balcão de mais um dos tais papelinhos. Efectivamente era a câmara a protestar o artigo do Linhas mencionado anteriormente e fiquei a pensar cá para com os meus botões: isto está tudo maluco e “cacimbado”. Será da seca? Que falta de bom senso demonstrou a autarquia ao colocar na rua tal comunicado.
Definitivamente está aberta a guerra entre os políticos e a comunicação social de Elvas.
1 – Temos o CDS e o seu dirigente a berrar todos os dia, qual bebé chorão, por querer falar na Rádio Elvas para dizer o que lhe vai na alma e o órgão de comunicação social a não irem conversas. Resultado: temos oposição e a RE de costas voltadas.
2- Temos o “poder” a reclamar por boas notícias ao LE e este a não lhe fazer a vontade, ou seja, temos a Câmara e o Linhas de costas voltadas.
Resumindo e concluindo, mais vale escrever num blog, pois podemos dizer bem e mal de tudo e de todos apesar de ganharmos algumas dores de cabeça de tanto apanhar nela.
É a GUERRA
Jacinto César
Na continuação daquilo que ontem aqui escrevi e depois de ter lido os comentários (pela 1ª vez toda a gente comentou o assunto sem desvios) e consultado mais pessoas, cheguei à conclusão que não há impedimento legal algum que não permita seguir uma opção deste tipo. Se para tal a Câmara se tivesse que empenhar e afundar em dívidas, era de pensar duas vezes. Mas como nem este problema se põe não vejo inconvenientes alguns.
Em concreto o que é que eu propunha?
1 – Construir pavilhões industriais de várias áreas devidamente infraestruturados;
2 – Estabelecer uma renda para cada um;
3 – Publicitar os referidos pavilhões em toda a imprensa económica;
4 – Estabelecer um valor a retirar à renda por cada posto de trabalho criado.
Quero acreditar que com condições assim se conseguiria atrair investidores que dinamizassem a economia local.
Ontem em comentários no Facebook, houve que propusesse que a câmara investisse na recuperação dos imóveis degradados da cidade. Eu não concordo com tal opção porque mais uma vez se cairia no investimento não produtivo. Se é verdade que iria distribuir dinheiro pelos trabalhadores envolvidos em tal recuperação, não é menos certo que essa massa monetária colocada no mercado não seria reprodutiva e quando a operação terminasse tudo voltava ao mesmo. Estes para mim são investimentos de emergência e nós o que precisamos é de investimentos que criem riqueza permanentemente.
Quando no ponto 3 digo que se deveria publicitar o projecto, quero dizer que isso incluiria também imprensa estrangeira e focalizando principalmente os países menos afectados pela crise económica.
Senhor Presidente da CME: penso que chegou a hora de dar um passo em frente para bem da “saúde” económica da nossa cidade. Ela precisa com urgência que se faça qualquer coisa por ela e o senhor tem toda a capacidade de o poder fazer. Tenho a certeza absoluta que a cidade lhe ficaria muito agradecida e aí sim, com nomes ou sem eles, nunca o esqueceriam.
Senhor presidente, deixe de distribuir “peixes” e dê condições para que as pessoas possam pescar por elas. Elas precisam de dinheiro para comer mas também precisam de dignidade. Andar a mendigar é deprimente.
Um bom fim-de-semana para todos
Jacinto César
Já aqui há uns dias aqui falei sobre a crise económica que afecta de sobremaneira a cidade de Elvas. O país não está bem. Todos o sabemos. Mas a nossa cidade está ainda pior. Todos também sabemos que a CME tem feito os possíveis para minimizar os efeitos da crise sob o ponto de vista social. Mas, tudo não passa de um tapar de buracos, de acudir aqui e ali, de ajudar aqueles que mais necessitam, etc. A acção é meritória, mas não chega. Cada vez mais os nossos jovens têm que procurar outras paragens para ganhar o pão de cada dia. Os que vão ficando estão envelhecidos e depauperados. A população vai diminuindo e todos os sectores de actividade vão-se ressentindo. Algo tem que ser feito para reactivar a economia local.
Hoje vou retomar aqui uma ideia que lancei há uns meses atrás aquando do anúncio da construção das piscinas nas freguesias rurais.
E porque não a CME construir uma série de pavilhões industriais devidamente infra-estruturados e depois alugá-los por um valor simbólico em função do número de postos de trabalho criados? Eu não acredito que se tal fosse feito e devidamente publicitado em jornais e revistas de economia (não só portugueses como estrangeiros) não houvesse alguns empresários a aproveitar a situação e se viessem instalarem Elvas. Pequenasempresas com 20 ou 30 pessoas que aqui viessem produzir algo seria ideal, já que grandes empresas podem transformar-se de um dia para o outro em grandes pesadelos.
Já aqui tenho manifestado a minha ignorância em assuntos económicos, mas já pus à consideração de amigos meus mais entendidos e eles acham que tal não seria inviável.
Senhor Presidente da Câmara Municipal de Elvas: o que é que se perdia se se tentasse tal estratégia? O risco de ficar com alguns pavilhões vazios! E ao construir as piscinas, se a população entrar em debandada não ficarão também elas às moscas?
Sei que o senhor quer o melhor para a sua cidade. Sei que não pode ser bombeiro e ir apagar todos os fogos. Sei que também não é “criada” para todo o serviço. Mas há coisas que tem o poder de fazer. Pense no assunto para o bem da cidade que está em vias de morrer e penso que o senhor não estará interessado em participar no funeral.
Jacinto César
É verdade, nem nos meus melhores sonhos poderia alguma vez pensar em atingir tal número. Mais, para mim seria mais fácil ganhar o Euromilhões.
De Junho de 2007 e com uma paragem de alguns meses, produzimos 1090 textos, estes tiveram 10915 comentários e foram lidos por 300.000 leitores. Modéstia à parte é obra. Mas como um blog não se faz só com quem escreve, julgo que estamos todos de parabéns.
Uns dias melhores, outros piores, uns dias mais polémicos e outro não tanto. De uma coisa temos a certeza: nós não nos vendemos nem cedemos a lobis ou pressões. Penso que temos demonstrado que somos completamente independentes: tanto batemos nuns como noutros e quando é caso disso também sabemos dizer bem daquilo que pensamos estar bem feito. Claro que tudo isto é subjectivo.
Apesar de muitas vezes termos pensado em parar, as lutas em que nos metemos dá-nos força e coragem para continuarmos. E continuaremos, mesmo que isso signifique incómodos para os autores.
Obrigado a todos os que nos acompanham diariamente.
Jacinto César
PS – Na sexta-feira feira fiquei com uma azia tremenda, mas hoje essa azia foi compensada. Estou feliz.
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