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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

Vândalos e Cia

 

 

 

Todos os dias de manhã, desloco-me do centro da cidade para o meu local de trabalho a pé, fazendo o percurso pelo viaduto e depois pela Senhora da Nazaré, pela estrada entre os Arcos e a BP.

Já perdi a conta das vezes que vi colocar os pimenteiros (candeeiros) e passados uns dias ou estão deitados no chão ou mesmo arrancados. Até alguns dos holofotes que iluminam a capela estão vandalizados.

Por onde que se passe o problema é o mesmo!

Sei que é impossível pedir à polícia que o dia inteiro atrás destes energúmenos e em todos os sítios. Mas será que não havia a possibilidade de através de uma acção coordenada entre a PSP e a CME, esta informar os primeiros do dia em que volta a colocar tudo de novo e depois montar uma operação discreta de vigilância ao local para apanhar uns quantos? Penso que se não for pelas boas, terá que ser à força.

Numa época em que o dinheiro começa a faltar para tudo, não há o direito de meia dúzia de “asnos” destruírem só pelo prazer de o fazer.

Belos tempos em que umas “morceladas” nas costas dadas pelo Chefe Pardal ou Saldanha, punham toda a gente no bom caminho. Começo a ter saudades desses idos tempos.

Ai António, António …

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 16:01
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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

E Viva o Futebol

 

 

 

Hoje li uma notícia que me deixou
desconcertado. Este é um exemplo acabado de como as pessoas estão nas tintas para tudo e para todos e a única coisa que interessa é o futebol. Eu sabia e sei que movimenta muita coisa, mas até este ponto não imaginava.

O Banco Central Europeu fez um estudo dos mercados e dos movimentos bolsistas durante encontros de futebol importantes e chegou a conclusões deveras surpreendentes: durante os referidos jogos, o movimento na bolsa chega a cair mais de 90% nos países Sul-americanos. Pois, dirão alguns, mas aí é tudo loco pela bola. E que dizer então da super produtiva Alemanha? É simplesmente a 1ª na Europa em termos de baixa de movimentos na bolsa. Quem havia de dizer que esses movimentos têm uma quebra de 59% e se há golo, o movimento diminui ainda mais 5 %.

Claro que Portugal aparece logo em 2º lugar. Mas do nosso país não se poderia esperar outra coisa, já que segundo os “cabeças quadradas”, somos os que produzimos menos, os que temos mais férias e os que mais ganhamos. Bem, não somos os mais mandriões em tudo já que eles nos ganham neste fenómeno. Ao que chegámos.

Sendo assim e para não me sentir pior que os alemães, hoje vou faltar aos meus alunos para ver a bola na televisão às 17 horas. Ah, já me esquecia que hoje a essa hora não tenho aulas. Mas fica a intenção.  

Já agora que ganhe o Benfica para ver se nos animamos um pouco e não caímos em depressão colectiva.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 16:00
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

Não há paciência

 

 

 

 

Não, não me estou a referir há falta de p(P)aiência dos sportinguistas, estou a referir-me há minha falta de paciência para aturar alguns elvenses e o seu “fino” espírito de contradição. Não, assim não vamos lá, nem a lado nenhum.

Como é do conhecimento geral, nestes últimos dias tem-se debatido aqui e no Facebook o assunto Forte da Graça e por aquilo que tenho lido, só me resta concluir que há por aí muito boa gente que para eles, quanto pior, melhor. Não só não aportam ideias como qualquer ideia vinda de outro é sempre má. Presumo que se sintam felizes assim já que o não conseguem ser de outra forma. Triste realidade que vivemos em Elvas em que a crítica se confunde com a maledicência, as opiniões se transformam em certezas absolutas e o querer ser útil se confunde com caciquismo.

Já “mil vezes” prometi a mim próprio que desistia, e outras tantas que continuaria a cumprir os meus deveres de cidadão. Mas como a minha teimosia é maior que a de outros, continuo como sempre. Desanimado uns dias, mas o meu optimismo acaba por me levar sempre à certa.

Um grande abraço de amizade a todos os namorados. Façam o favor de ser felizes! Ah, e não desistam nunca do amor.

 

Jacinto César       

 


Tasca das amoreiras às 20:54
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

Assim NÃO!

 

 

 

Caros conterrâneos

Nestes últimos dias muito se te dito e escrito sobre o NOSSO Forte da Graça. É aqui neste blog, é no FaceBook. Muito se tem opinado sobre o assunto e por vezes das formas menos correctas. Mas enfim, é os cidadãos que temos. Eu pela parte que me diz respeito não vou baixar os braços.

Tenho aqui afirmado mais do que uma vez que a tutela do Forte da Graça é do Ministério da Defesa e que só ele pode fazer qualquer coisa por ele. Eu quase tinha a certeza, mas depois de ter ouvido com tanta insistência outras “certezas”, já começava a ter dúvidas.

A semana passada quando este assunto começou a ser falado com mais insistência, lembrei-me que tinha no Ministério da Defesa um amigo e companheiro de armas. Vai daí telefonei-lhe para que me pudesse tirar algumas dúvidas. E assim fiz, só que ele não estava a par do assunto, mas prometeu-me que hoje assim que chegasse aos serviços iria informar-se sobre as “minhas dúvidas”. E assim aconteceu. Telefonou-me há bocado e as respostas são as seguintes:

 

1 – O Forte da Graça é da tutela exclusiva o Ministério da Defesa;

2 – O Ministério da Defesa é a única entidade que pode concorrer a programas comunitários para a sua recuperação;

3 – A Câmara Municipal propôs ao Ministério caso este apresentasse a candidatura, a contribuição extra comunitária seria paga pela câmara;

4 – Até hoje, o Ministério ainda não tinha dado qualquer resposta à Câmara.

 

Meus caros conterrâneos, este é o ponto da situação actual. Perante isto que vamos fazer? Será que não podemos fazer nenhuma pressão sobre os culpados desta situação?

Eu daqui renovo o meu apelo aos partidos representados em Elvas, da esquerda à direita, que em nome do FORTE DA GRAÇA se juntem e sem politiquices, para tentar arranjar uma solução. Tentar não custa.

 

Jacinto César  

 


Tasca das amoreiras às 20:17
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Domingo, 12 de Fevereiro de 2012

E porque não uma “Manif”

 
 

 

 

Se bem me lembro, assim à moda de Vitorino Nemésio, a última manifestação que houve em Elvas foi por causa do hospital e já lá vão uns anos. E porque não fazer outra, agora pelo Forte da Graça?

Já há muito tempo que não ouvia tanta gente a comentar o assunto, tanto em Elvas como os nossos vizinhos de Badajoz, e como tal acho que seria um bom momento para avançar com qualquer acção que mobilizasse a opinião pública e alertasse os poderes para a gravidade da situação.

Quem procurar na net por Forte da Graça verá a quantidade de sites e fóruns que falam do assunto e dois factos são comuns a todos: a sua beleza e o seu estado de degradação. Se é verdade que sinto orgulho de ser da cidade que possui tal maravilha, também não deixa de ser verdade que sinto vergonha que o meu país trate tão mal o legado dos nossos antepassados. É uma vergonha a atingir as raias do escândalo. E nisto, só posso culpar uma entidade: Ministério da Defesa.

Na gíria popular, costuma-se dizer que quando alguém atrapalha, é “alguém que não monta nem deixa montar”. É isso mesmo que se passa com os militares: não fazem e não deixam fazer. E nós, população, que é que fazemos? Nada!

Lembremo-nos do que os nossos antepassados fizeram há mais de 300 anos, ao construírem com os seus impostos o Aqueduto das Amoreiras. E hoje? Preocupamo-nos se o Benfica vai ser campeão ou não, se o Real consegue vencer Barca ou não, se o Vilas Boas se aguenta no Chelsea ou é “posto ao fresco”, se o “Paco” bateu ou não na mulher, ou se … E quando é que começamos a preocuparmo-nos com as NOSSAS coisas? Quando acontecer o que aconteceu ao Convento de S. Paulo, do qual se falou muito quando ruiu, mas que toda a gente já esqueceu?

Elvenses, vamos tomar uma posição e manifestar o nosso descontentamento.

Elvenses, vamo-nos juntar e dizer “Basta!”.

 

Nota – Gostaria muito que todos os partidos em Elvas tomasse uma posição para que de uma vez por todas ficássemos a saber se na verdade defendem os interesses da cidade ou os interesses partidários.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 16:49
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012

Ai Senhor Martin Schulz!

 

 

 

 

O Presidente do Parlamento Europeu fez uma série de considerações que aparentemente tinham a Europa como destinatária, mas acabou por ser Portugal o alvo principal. Então vejamos:

 

"a necessidade de a Europa ser mais coesa, de apostar mais no seu desenvolvimento interno exactamente para evitar que os países tenham esta necessidade de se afirmar em alianças estratégicas fora do contexto europeu".

 

Foi óbvio que o recado foi para o nosso país pelo facto de Portugal estar a privilegiar os PALOP’s como parceiros de negócios e principalmente Angola.

O senhor até “poderia” ter alguma razão se os 27 procedessem todos da mesma forma, ou seja, privilegiar os negócios intra comunitários para promover o seu desenvolvimento. Só que o senhor ou é ignorante (o que não acredito) ou então disse o que disse de má fé. Vejamos alguns exemplos:

 

1 – Quantas fábricas importantes europeias foram deslocalizadas para países de 3º mundo para aí produzirem os seus produtos por mão-de-obra quase escrava e depois distribuírem-nos por toda a Europa? Ou será que a isto não se chama cooperação extra comunitária?

 

2 – Quais terão sido as contrapartidas que a Alemanha e a França terão tido para que se produzisse a invasão de comerciantes chineses que todos nós conhecemos e que estão isentos de impostos durante 5 anos? O que é que o senhor Schulz chama a isto?

 

3 – No quarto trimestre de 2011, Portugal teve um excedente na sua balança comercial (excluindo os produtos petrolíferos). Ou seja, para um índice 100 de importações, exportámos 158. Só que se formos a ver bem as coisas, as exportações portuguesas cresceram 7% dentro da CE e “só” 22% fora da comunidade. Afinal quem é que nós devemos privilegiar?

 

Senhor Schulz, sabe uma coisa? Vá pastar cágados:

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 17:06
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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

O Carnaval que o diabo amassou

 

 

 

Para esclarecer já o meu gosto pelo Carnaval, nunca gostei, não gosto e penso que nunca irei gostar. Carnaval há-o todos os dias, basta ver o que se passa à nossa volta e ver a quantidade de pessoas mascaradas todo o ano. O blog é disso mesmo uma prova ao ver a cara mascarada da maioria dos comentadores. Mas é mesmo sobre o Carnaval que não gosto que queria falar.

Desde uma vez em que era Primeiro-ministro o Prof. Cavaco Silva, que à última da hora resolveu não dar a tolerância de ponto na 3ª feira, nunca mais tinha voltado a acontecer o mesmo. Mas aconteceu agora outra vez.

Eu gostava de imaginar a quantidade de dinheiro que se gastou até agora nos preparativos para a festa nos locais onde esta é tradição fazer-se eem grande. Eque fazer a tudo isso em que já se gastou tanto dinheiro? Deitar fora?

Há por esse país fora uma quantidade de câmaras a “desobedecer” a tal ordem e eu concordo, apesar de como disse anteriormente não gostar de tal festa. O problema é que mesmo assim as coisas não se resolveram.

Tomemos o caso de Elvas. O Carnaval elvense é “alimentado” por milhares de pessoas que vêm de fora. A nossa câmara até pode dar a tolerância de ponto aos seus funcionários. E os que vinham de outras localidades têm essa tolerância? Não! Significa isso que iremos ter um Carnaval caseiro.

Quando aqui há uns meses atrás se começou a ver que o país estava mal, não era de ter logo marcado as regras do jogo? Não, teve-se de esperar quase até à última da hora para tomar a decisão. Mais uma vez um tiro no pé em que o medicamento é pior que a doença. Que raio de país este em que vivemos em que o Carnaval é feito todos os dias por quem nos governa! Deus os acuda.

 

Jacinto César        


Tasca das amoreiras às 17:22
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012

O eterno Forte da Graça

 

 

 

Já perdi o conto ao número de vezes que aqui escrevi sobre o triste estado em que a Nossa Jóia se encontra. Uma das últimas vezes foi a propósito de um filme que encontrei na net sobre o malfadado forte.

Hoje e mais uma vez por acaso, encontrei um blog espanhol que tem uma série de artigos sobre o forte. O autor dos ditos mostra uma paixão pelo edifício que nem em portugueses encontrei. Para os interessados deixo no fim o link para o referido blog.

Mas são episódios como estes que me levam a pensar até que ponto as autoridades competentes são insensíveis a um problema tão grave. O Ministério da Defesa pode alegar que não tem dinheiro. O governo pode alegar que o país estáem crise. Masporque cargas de água não entregam o forte ao município? Será que este último não tinha capacidade de, senão reabilitá-lo, ao menos não o deixar degradar mais? Eu penso que sim e julgo não andar muito longe da verdade. Então porque esperam? Mais, então porque é que os elvenses se conformam com tal situação e não manifestam o seu desagrado? Se “O Elvas” anda mal de dinheiro, movem-se rios e montanhas a seu favor. O problema discute-se como se fosse um assunto de vida ou morte. Mas o forte? Que interesse tem isso na vida dos meus concidadãos? Nenhum! Pode cair à vontade que ninguém mexe uma palha. É desesperante. Mas pior do que isso é ver câmara e oposição em guerrinhas constantes que não servem a ninguém. Como tal, apelo aqui a todos os partidos em Elvas, que quanto mais não seja pelo Forte da Graça, dêem as mãos uma vez e se chegarem a um resultado satisfatório, depois podem recomeçar a guerra. Se tal não acontecer, todos, mas TODOS, serão responsáveis pelo desastre que está a acontecer. Senhores representantes do PS, do PSD, do CDS, do PCP e do BE: vós sois os responsáveis directos e indirectos desta situação. Um dia alguém vos há-de chamar à responsabilidade.

 

Link  http://amodelcastillo.blogspot.com/2011/06/fuerte-de-nossa-senhora-da-graca-i.html#.TzEXT2O_9OM.facebook

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 22:04
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Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012

À americana

 

 

 

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Elvas

 

Já há muito tempo que não lhe enviava um recadinho, mas hoje acordei mal disposto e lembrei-me de si. Males de 2ª Feira.

Penso que o senhor tal como eu, já viu inúmeros filmes americanos em que aparecem aquelas estradas ornamentadas com um se número de fios e cabos eléctricos. É o “very tipical” americano de que eles tanto se orgulham. O pior é quando aparece um tornado e lá vai a molhada para o chão.

Quem me dera a mim que a nossa Elvas fosse tão próspera quanto a Elvas americana (Sacramento – Califórnia), mas lá dos cabos é que não tenho inveja nenhuma.

Este fiz de semana andei por aí na “fiscalização”, tal como o senhor faz (será que me ando a treinar para lhe suceder?), e vi coisas que não me agradaram nada. Uma delas é a montanha de cabos de electricidade, de telefones e da TVcabo – CME. Para dizer a verdade não conheço a regulamentação sobre o assunto, nem se a CME tem algumas posturas municipais que regulamentem aquela molhada de cabos nas fachadas das nossas casas. Mas lá que é horrível, lá isso é, principalmente para uma cidade que tem em curso uma candidatura a Património da Humanidade.

Gostaria de lhe endereçar 2 perguntas, se isso não o incomodar, está claro:

1 – Aquando da requalificação das ruas do Centro Histórico e se procedeu à modernização das redes de águas e esgotos, não foram enterradas manilhas com essa finalidade? Se sim porque as não usam? Se não, quem é que se esqueceu desse pormenor tão “sem importância”?

2 – Se houve tal esquecimento, porque não obrigar as empresas distribuidoras a colocarem calhas nas paredes para que os “fiozinhos” fiquem escondidos tal como acontece em alguns locais na nossa vizinha Espanha?

 

Esperando não o ter importunado muito e muito menos lhe ter tirado o sono, apresento os meus cumprimentos

 

Jacinto César    


Tasca das amoreiras às 19:00
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Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

Globalização Competitividade e o Bem-Estar das Galinhas Poedeiras

 

 

Nas últimas décadas a globalização provocou mudanças significativas na vida de todos nós. Começou, para o nosso país com a adesão à então CEE e a livre circulação de pessoas e bens. A mão de obra barata, relativamente a todos os outros países, promoveu a deslocalização de algumas empresas para Portugal, e a compra de outras por capitais dos outros países da comunidade para assim aproveitar as “boas condições de vida” dos portugueses para cá produzir alguns bens que esses mesmos países depois consumiam.

Durante esse período o País foi literalmente inundado com subsídios, que nuns casos serviram para financiar através de apoios à formação, isenções fiscais e outros benefícios as empresas que aqui se vinham instalar (veja-se o caso da AutoEuropa), noutros para fomentar a aquisição de maquinaria equipamentos e até bens de consumo, produzidos por esses países (veja-se o que se passou por exemplo com os subsídios à modernização da agricultura).

Mais tarde a Comunidade alargou-se, e deu-se a abertura aos mercados do sudoeste asiático e de imediato as políticas foram alteradas:

- O que era subsídio à produtividade e à modernização agrícola transformou-se rapidamente em subsídio à não produção, estabelecimento e redução progressiva de quotas e consequente abandono das máquinas que pouco tempo atrás haviam sido adquiridas, e aumentando a nossa dependência no tocante a produtos alimentares.

- O que era subsídio à modernização da frota pesqueira passou rapidamente a ser subsídio ao abate de barcos de pesca e limitação da quantidade e variedade de espécies a capturar nas nossas águas territoriais e mais uma vez aumentou a necessidade de importação e diminuiu a produção nacional.

- As empresas que se tinham instalado em Portugal, começara a deslocalizar a sua produção para países onde o “bem-estar” dos trabalhadores era mais tido em conta como a China, a Índia e outros países do sudoeste asiático.

 - As nossas empresas adquiridas pelos capitais estrangeiros foram desmanteladas (veja-se por exemplo a Sorefame comprada pela francesa Bombardier) tornando-nos dependentes da importação dos bens por elas produzidos que agora temos que adquirir no exterior a empresas dos mesmos países e até dos mesmos grupos económicos que as tinham adquirido.

Neste momento dizem-nos que temos que ser mais competitivos, a para isso temos que nos aproximar o mais possível aos níveis de “bem-estar” dos países para onde foram deslocalizadas as empresas, trabalhando mais horas, porque o trabalho dá saúde ganhado menos, porque o dinheiro não dá felicidade a ninguém, indo menos vezes ao restaurante, porque a comida caseira é muito melhor, pagando mais pela educação, porque se não estudares não arriscas ser um licenciado no desemprego, aumentando a idade da reforma, evitando assim que sintas o aborrecimento da desocupação, encerrando os centros de saúde e os hospitais e aumentando as taxas moderadoras, porque a frequência desses sítios é doentia, se reparares bem quando lá entras à tua volta só vês doentes, portanto o melhor é manteres-te afastado.

Quando, na sequência destas medidas e de outras que se irão seguir, atingirmos os níveis de “bem-estar” dos chineses, então é certo que seremos competitivos e que a nossa economia crescerá ao mesmo nível da da China.

Mas ninguém imagine que estes cuidados com a aproximação das condições de bem-estar são só aplicáveis aos seres humanos, muito pelo contrário! Sabendo que na Índia as galinhas poedeiras dispõem de ar condicionado e casa de banho com duche quente e frio, e que na China dispõem ainda de televisão por cabo e consola de videojogos, a União Europeia, para não distorcer as regras da concorrência e aproximar as nossas galinhas poedeiras dos níveis de “bem-estar” desses países, resolveu para já retirá-las das “barracas” em que viviam e estabelecer algumas condições mínimas para uma habitação condigna, embora ainda muito longe da qualidade de vida de que usufruem nesses países.

Viva a globalização

Viva a competitividade

Viva a galinha poedeira.

 

António Venâncio


Tasca das amoreiras às 11:15
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