Elvas sempre em primeiro

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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

Tudo de bom para todos!

 

 

 

 

Já é um lugar comum desejar-se um Bom Natal a toda a gente.

Este ano e mais do que nunca, vamos ter mesmo que fazer muita força para passarmos bem esta época natalícia.

Como já não penso escrever até à próxima 2ª feira, aproveito hoje para fazer votos de um BOM NATAL para todos, mas mesmo todos.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 17:15
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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011

Ora venham de lá mais 5

 

 

 

Nestas coisas de solidariedade não há que ter dúvidas: é andar em frente e depois logo se vê. Isto vem a propósito da Câmara Municipal de Elvas ir disponibilizar umas quantas cantinas para apoiar todos aqueles que têm necessidades a nível alimentar. Este facto já não é novo na nossa cidade, mas agora agravado com os tempos que correm. E isto não vai ficar por aqui infelizmente. O problema é que ainda há por aí muita pobreza envergonhada, mas que, mais dia menos dia virá ao de cima.

Por tal acto de solidariedade para com os mais necessitados, venham de lá mais 5 “oh Sr. Presidente”.

Mas neste momento começo a ficar preocupado com outro assunto e que diz respeito também à Câmara e que são os transportes escolares.

Nestes últimos dias de escola comecei a estranhar haver alunos a despedirem-se dos professores, não da forma habitual de quem vai para férias, mas que jovens que já não vão voltar no segundo período por falta de dinheiro para os transportes, já que segundo me contam o subsídio que tinham vai acabar. A ser verdade isto que acabo de dizer, e digo-o sob reserva, é de verdade preocupante, já que se para uns até é um alívio ficarem em casa, para outros não.

Senhor Presidente, veja lá bem este caso e assim evitar que haja alunos, mesmo que fora da escolaridade obrigatória, deixem de estudar por não terem dinheiro para o autocarro.

 

Caro Senhor Presidente, o senhor ultimamente tem andado com uma propensão para dar uma no cravo e outra na ferradura. Se está a perder faculdades, tome lá umas vitaminas e uns reconstituintes que isso passa, para que possa acertar mais no cravo e menos na ferradura.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 14:55
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Domingo, 18 de Dezembro de 2011

Até que enfim!

 

 

 

 

Eu tinha pensado cá para mim que não voltaria a escrever sobre educação, até porque o eco junto dos leitores destes modestos escritos foi aparentemente ignorado, mas hoje perante as notícias saídas na comunicação social leva-me a voltar ao assunto.

 

O actual Ministro da Educação constituiu para mim uma esperança muito grande, já que o ouvia com frequência como comentador do programa “Plano inclinado” juntamente com Medina Carreira. Conhecia o seu pensamento sobre os problemas que afectam o ensino e concordava frequentemente com ele nas suas opiniões sobre as soluções. Diria mesmo que quando Nuno Crato aparece como ministro, houve muita gente a respirar de alívio. Finalmente tínhamos alguém a comandar os destinos da Educação em Portugal com competência e distanciado o suficiente da política partidária para olharmos com optimismo o futuro dos nossos jovens.

O tempo foi passando e começou a notar-se por parte de Nuno Crato um certo ajeitamento ao sistema político. Eu e pela parte que me toca, comecei a ficar preocupado. Nuno Crato comentador de educação, não era o mesmo como ministro.

 

Este domingo finalmente foi direito ao assunto, promovendo a alteração do Estatuto do Aluno no sentido de responsabilizar os pais dos alunos “faltistas” e “mal comportados”.

Sei que muitos pais não estarão de acordo, mas era fundamental que tal medida fosse tomada, sob pena de a escola se degradar cada vez mais. É importante que os pais percebam que são eles os responsáveis pela educação dos filhos e não a escola.

 

Nota – Não queria deixar passar a oportunidade de manifestar o meu profundo pesar pela perda de uma SENHORA de seu nome Cesária Évora. Foi das poucas pessoas que me deixava comovido quando a ouvia cantar. Que “Sodade” vou sentir DELA.

 

Jacinto César 


Tasca das amoreiras às 20:07
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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Jacques Chirac

 

 

 

Hoje tive a satisfação de ver que um político pode ser condenado em tribunal por má gestão dos dinheiros públicos. O que me deixa triste na notícia é o facto de não ter sido em Portugal masem França. Euiria só um bocadinho mais longe na pena: em lugar de ter sido condenado a 2 anos de prisão mas com pena suspensa, teria condenado o réu só a 2 dias de prisão, mas efectiva. E porquê? Porque parece-me a mim que seria mais vexatório esses 2 dias atrás das grades do que os 2 anos, que só serão efectivos se o réu voltar a praticar o mesmo acto. Mas como o homem não irá governar mais, é o mesmo que ter sido ilibado do crime.

Bem, mas isto vem tudo a propósito de, “dar um dedinho meu” para ver acontecer o mesmo aos políticos do meu país. Será que José Sócrates não merecia ser julgado pelo mesmo motivo que o ex-presidente francês? E outros políticos anteriores a Sócrates, não deveriam também ser responsabilizados pelo dinheiro mal gasto nestas últimas 2 ou 3 décadas e que nos deixaram na ruína?

Somos e continuaremos a ser um país de brandos costumes. Se aqui há um ano atrás apanhássemos Sócrates a jeito até éramos capazes de “o pisar a pés juntos” como se costuma dizer. Hoje, até já começamos a desculpá-lo. Daqui a uns anos alguém se irá lembrar de lhe fazer uma estátua lá na terra onde nasceu. Somos assim e nunca iremos mudar.

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 22:10
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

As Muralhas de Elvas

 

 

 

 

Foi com muita satisfação que vi começar finalmente o arranjo das muralhas no troço entre o Jardim das Laranjeiras e o Aqueduto das Amoreiras. Só não me agradou uma coisa e peço desde já desculpa se me enganei, mas na tabuleta que lá vi o valor da obra era muito baixo, a não ser que os concursos sejam feitos por troço e não pelo total. Mas começou e isso é que é importante.

Já que aqui falei em Aqueduto das Amoreiras, para quando a instalação de uma iluminação condigna do lado da Av. de Badajoz do ex-libris da cidade? Quem entra pelo lado de Portalegre tem uma imagem digna do monumento. Agora quem passa na avenida que lhe faz fronteira tem uma imagem soturna e triste.

Senhor Presidente, como sei que não há problemas financeiros na câmara, não seria bom mandar tirar aqueles postes, fios e holofotes arcaicos e substituí-los por uma iluminação nova?

E já que falo em iluminação, para quando a substituição das lâmpadas que faltam na iluminação do Forte de S. Luzia?

Por favor Senhor Presidente, dê lá à luz (salvo seja).

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 20:00
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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

Anónimos e Cia

 

 

 

 

Desde 2007 que de uma maneira ou de outra, melhor ou pior, com mais ou menos erros ortográficos, vou expressando aqui aquilo que sinto e o que penso. Se sou isento ou não, não sei, já que acredito piamente que não há isenção total, até porque não seria eu a auto julgar-me. Há no entanto algumas certezas que tenho, as quais nunca aqui escondi. Nunca estive ligado a nenhum partido político nem de perto nem de longe. Se é verdade que sempre me senti próximo dos valores da democracia cristã, também é verdade que me mantive sempre longe dos partidos políticos e hoje mais do que nunca, já que começo a não acreditar em nenhum deles porque as ideologias se perderam. Todos falam muito bem. A prática política é que é sempre a mesma independentemente dos princípios programáticos de cada um deles. Perdi a fé na política e por vezes até já me enoja.

E se estou farto da política na sua globalidade, da política local nem quero falar. É de uma mediocridade total.

Hoje resolvi fazer aquilo que há muito deveria ter feito e que foi censurar alguns comentários. E porquê? Porque se considero a política local lamentável, pior ainda são os apaniguados dos políticos que à força tentam por todos os meios desacreditar todos aqueles que ousam ser minimamente independentes.

Sei que muitos dos comentadores que por aqui aparecem a mando de terceiros não passam de uns frustrados na vida, havendo ainda a juntar uns complexos adquiridos ao longo dos anos.

Há uns quantos anos atrás, pertencendo eu à defunta ADEME (que saudades), montámos um stand na Feira de S. Mateus. Um determinado dia recebemos a visita do Presidente da Câmara. A determinada altura e referindo-se a mim e ao meu irmão, disse para terceiros “que não passávamos de uns fascisóides a lançarem-se para a política”. Disse-lhe então que nem era fascista nem jamais me iria ver na política. Enganou-se e de que maneira. Desse “lado” sempre me quiseram empurrar para a direita. Por sua vez os “do outro lado” insistem em colar-me aos anteriores. Fico satisfeito com tal facto. É sinal que por vezes incomodo, tanto uns como os outros. Fico feliz por isso.

Só que a partir de agora, ou comentam o que escrevo (concordem ou discordem) ou então elimino-os.

No FaceBook foi criada uma página extremamente interessante que se dá pelo nome “Elvas em fotos”. Tudo começou bem. Mas os mesmos que aqui vêm tentar acabar com o Blog são os que já começaram a tentar acabar com a página que referi. São sempre os mesmos.

Caros “comentadores, ninguém os obriga a vir aqui e se vêm é porque querem. Como tal ou se comportam como HOMENS ou então estão fora.

Passem bem!

 

Jacinto César    


Tasca das amoreiras às 21:57
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E-ON

 

 

 

 

Para quem não sabe o que significa o título, é somente uma das maiores eléctricas do mundo.

Para quem não sabe, a E-ON é a candidata preferida pelo governo português para futura dona da EDP.

Para quem não sabe, a fusão destas duas empresas, faz da E-ON a maior do mundo. Para quem não sabe, a E-ON é uma empresa alemã.

Para quem não sabe, a E-ON uma empresa que tem como madrinha Ângela Merkel.

 

E porquê a EDP, que é uma empresa pública, e das poucas que até tem bastantes lucros é que tem que ser privatizada? Favores destes fazem-me os espanhóis e não me são nada, como se costuma dizer.

Amigos seriam se quisessem pegar numa CP, ou Carris ou no Metropolitano. Isso sim era ajudar.

Assim, vende-se o que dá lucro, com o dinheiro obtido vão-se pagar as dívidas das outras que daqui a uns anos estão na mesma, ou seja, a sugarem-nos o tutano.

A TAP vem a seguir e para rematar em beleza vai a CGD. Os bancos estrangeiros não descansam enquanto não deitarem mão à jóia da coroa.

E o no fim o que é que vai restar? As empresas com prejuizos e falidas.

Sei que irão aparecer os ultra liberais a defender a ideia de que os privados é que têm que ter mão na economia. E porquê? Para serem eles a dominar a política a seu favor. A história há-de contar como foi.

Veja-se o caso da Islândia que esteve na falência. Dois anos depois, com políticos e banqueiros julgados e condenados por corrupção, o PIB triplicou e estão quase outra vez na mó de cima. Não houve milagres! Houve foi bom senso e justiça. Só que lá, foram encontrar os responsáveis e meteram com na cadeia. E cá, como é que é? Vemos um Isaltino de Morais a brincar com a justiça, vimos um Sócrates à solta a viver em Paris, vimos o sucateiro e “sus muchachos” a gozar com os tribunais, etc., etc.

 

E viva a republica!

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 00:00
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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011

Les Uns et les Autres

 

 

 

Tive muitas dúvidas se deveria ou não publicar esta fotografia, para mais estando nós a atravessar um período festivo. Mas também foi isso que me fez fazê-lo.

A semana passada saiu um relatório da ONU onde se dava conta do facto de 1% da população mundial deter 10% de toda a riqueza. Nós em Portugal não andaremos muito longe disso.

Portugal, e graças ao nossos governantes, e quando digo governantes digo TODOS, estão a levar o país à pobreza, se é que não estamos a caminho dela em passo acelerado. É triste ver a ligeireza com que se passa num Ferrari por um sem abrigo ou um esfomeado. É triste ver-se a ostentação que muitos passeiam sem se incomodarem com os vizinhos do lado que passam necessidades.

Estamos a viver momentos difíceis a caminhar para momentos terríveis e parece que ninguém se incomoda com tal facto. “Avancemos sem medos” como diria Pinheiro de Azevedo, será o lema de muitos, quando deveríamos parar para ver e pensar o que à nossa volta se passa.

Ontem num hiper de Elvas havia jovens a distribuir sacos de plástico à entrada para que cada um à sua medida desse aquilo que pudesse a favor de crianças desprotegidas. Encontrei um sem número de sacos vazios abandonados no interior. Isto revela até que ponto, há pessoas egoístas e incapazes de pensar no sofrimento dos outros. Fiquei chocado.

Espero que logo à noite quando estiverem a jantar se lembrem da fotografia que publico e tenham um rebate de consciência e ajudem aqueles que necessitam mais que nós.

 

Nota: o autor da fotografia, Kevin Cárter, foi Prémio Pulitzer desse ano, mas não aguentando psicologicamente tudo o que viu, acabou por se suicidar.

 

Uma boa semana para todos

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 13:01
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Sábado, 10 de Dezembro de 2011

Ainda o BES

 

 

Estou de volta ao assunto BES porque se têm escrito barbaridades sobre o edifício da Praça da Republica. Não vou aqui discutir o gosto ou a falta dele, mas a construção em si e o seu enquadramento na praça.

Poderia aqui pôr-me a transcrever os vários artigos da Carta de Veneza da UNESCO que suportam a sua construção, mas em lugar disso vou limitar-me a fazer comparações com outros casos de que ninguém fala, e que muitos gostarão, quanto mais não seja por se localizarem em cidades finas como Paris, Viena ou Barcelona ou mesmo na pobrezinha Almeida no norte do nosso país.

Comecemos então pela sempre “in” Paris.

Que conheceu esta cidade há tantos anos como eu conheci, lembra-se perfeitamente do Museu do Louvre. Um belo dia um daqueles arquitectos chanfrados lembrou-se de construir à sua frente umas pirâmidesem vidro. Todaa gente na altura protestou, mas o que é certo é que hoje fazem parte da paisagem urbana da capital francesa. E que dizer então de se construir em pleno centro de um bairro clássico o Centro Pompidou ali a dois passos da Notre Dame? Só de loucos, não é? Não, ambos estão bem construídos e segundo as normas que regem os centros históricos. Podemos não gostar da estética, mas isso é outra conversa.

 

 

 

Olhemos agora para este caso em Viena de Áustria. Repare-se na simbiose entre o antigo e o moderno. Mais uma vez a estética pode ser discutível, mas em termos de construção é assim mesmo que se faz. Nem mais.

 

 

 

 

Mais um exemplo ainda e que é Barcelona, capital da cultura espanhola e talvez da cultura europeia. Gaudi, aquele extravagante que só se lembrou de fazer asneiras não foi construir esta casa em pleno centro da capital catalã? Mais uma vez temos um exemplo de como se deve fazer.

 

 

 

 

Em Almeida quem é que se lembrou de construir um mamarracho destes, quando uma casinha em pedra ficava mais a condizer com o resto? Pois, quem se lembrou de fazer isto, lembrou-se e bem, já que é assim que se deve fazer. A casa podia estar pintada de amarelo às bolinhas pretas. Pois sim. Poderia até ser toda branca. E porque não? Mais uma vez entramos no campo da estética.

 

 

 

 

Vamos então ver o caso do edifício BES.

 

1º - A nova construção não alterou em nada a volumetria global da praça. A construção é quase um clone da casa que fica do outro lado da Rua dos Sapateiros.

 

2 º Os materiais são os que se utilizavam à época da sua construção, precisamente para o diferenciar de todos os outros. Como tal obedece às regras. Mal estaria se se construísse um edifício parecido com os outros e com os mesmos materiais.

 

Olhemos agora para as duas fotografias que se seguem e fixemo-nos no edifício onde era a rodoviária e os que estavam lá antes. Nada têm a ver um com o outro. O edifício da rodoviária foi construído com os materiais que se usavam então: os granitos. Isto significa que quem o construiu não era assim tão tonto.

 

 

 

 

Espero sinceramente que se acabe com esta velha polémica que não leva a lado nenhum.

Abortos, abortos são o edifício chamado “Mata gatos” e o edifício dos antigos Paços do Concelho forrado a mosaicos de casa de banho e desses não ouço ninguém falar. Porque será?

 

Jacinto César     


Tasca das amoreiras às 16:21
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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

E viva a Inglaterra!

 

 

 

 

Para dizer a verdade nunca tive uma simpatia especial pelos ingleses, antes pelo contrário. Mas de há uns tempos a esta parte começo a ter uma visão um bocado diferente deles.

Sempre os achei de nariz empinado, com aquela fleuma que tanto os caracteriza, além de serem porcos, contrariamente à ideia que fazem passar, para já não falar na tão badalada pontualidade que de pontualidade nada tem.

Aquando da entrada em vigor do Euro, sempre pensei tratar-se de mais uma das suas manias em serem diferentes, e deixarem de ter a libra com a esfinge da sua rainha eram facadas que lhes davam.

Hoje dou-lhes razão. Apesar da sua economia também se encontrar de rastos, continuam a ser senhores sobre a sua moeda e podem jogar com ela como entenderem sem ter que prestar contas a terceiros. E nós?

Quando tínhamos o escudo (belos tempos), cada vez que havia crise, desvalorizava-se o dito, aumentavam as exportações por serem mais competitivas, diminuíam-se as importações por serem mais caras e se tal não chegasse vendiam-se mais umas toneladas de ouro. É verdade que a inflação também aumentava, mas as contas iam batendo mais ou menos certas.

Se recuarmos ainda mais no tempo, chegaremos à conclusão que a nossa entrada na União Europeia foi um desastre. A troco de 3 vinténs acabamos com todo o nosso tecido produtivo (caramba, até pareço um comunista a falar). Tínhamos a indústria naval das mais avançadas do mundo. Tínhamos uma indústria metalomecânica poderosa (basta recordarmo-nos da industria ferroviária). Tínhamos uma agricultura antiquada, mas que produzia mesmo assim 60% daquilo que consumíamos.

E hoje? A indústria naval foi atirada abaixo, restando os Estaleiros de Viana que estão pelas ruas da amargura. A Sorefame que produzia material circulante para todo o mundo foi vendida ao desbarato à Bombardier para passado pouco tempo acabarem com ela. Com a agricultura passou-se o desastre que todos nós conhecemos. A troco de uns cobres para investir em jipes deixou-se de produzir. E as pescas? Não foi desastre, foi uma calamidade.

Resumindo, a nossa entrada para a EU e posteriormente para o Euro penso ter sido um desastre. Melhoramos indiscutivelmente as infra-estruturas, mas a troco de quê? É verdade que temos uma rede de auto-estradas boa, mas não temos dinheiro para nelas circular (veja-se o movimento da A6 e compare-se com o da N4).

 

Conheço a Inglaterra relativamente bem, e aquilo que dantes achava quase que uma aberração e que era aquela obstinação em manter um certo distanciamento do resto da Europa, hoje, já não penso da mesma maneira.

 

Hoje o PM britânico foi o único a bater o pé ao eixo franco-alemão e recusou-se a assinar as linhas gerais do próximo tratado da união. O meu aplauso pela coragem. Antes sós que mal acompanhados, terá pensado ele.

 

Bom fim-de-semana para todos

 

Jacinto Jerónimo de Sousa

 


Tasca das amoreiras às 14:05
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