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Domingo, 16 de Outubro de 2011

O Ranking das Escolas - 2010

O texto que se segue foi publicado neste blog em 2 de Novembro de 2008. O texto no seu essencial mantêm-se actual. O comentário que então fez o anónimo sobre as questões familiares, piorou. Leiam tudo com muita atenção e depois tirem as conclusões que entenderem.

 

"Desde que saiu a notícia no DN, não param os apelos para que explique aqui o que se passa em Elvas para estar numa posição tão baixa. Vou tentar explicar com um exemplo, como se forma o dito ranking e depois cada um fará o seu julgamento.

Vamos então a isto e tomemos como referência a disciplina mais crítica que é a Matemática: Escola 1 – que pode bem ser a Esc. Sec. de Campo Maior – imaginemos que se apresentaram a exame nacional 20 alunos e que houve 4 que tiveram nota negativa. Na prática houve 20 % de reprovações. Como nesta localidade normalmente não há alunos externos, podemos afirmar que todos os 20 alunos estavam matriculados na escola. Escola 2 – que pode ser a Esc. Sec. de Elvas – ao mesmo exame apresentaram-se 150 alunos e houve nas pautas 45 alunos reprovados o que representa 30 % de reprovações. Dos 150, 30 eram alunos externos (alunos que abandonaram o ensino há uns anos e que voltaram para fazer o exame, alunos das escolas profissionais e alunos de colégios particulares). Escola 3 – escola da cidade de Setúbal (não menciono o nome). Ao referido exame compareceram 400 alunos, 200 dos quais reprovaram. Ou seja houve 50 % de reprovações. Escola 4 – Colégio particular de Lisboa ou Porto – fizeram o exame 200 alunos e ninguém reprovou. Perante os números apresentados, o ranking à disciplina de Matemática ficou assim ordenado: 1º - Colégio partícula (de Lisboa ou Porto) – 0 % de reprovações 2º - Escola Sec. de Campo Maior – 20 % de reprovações 3º - Escola Sec. de Elvas – 30 % de reprovações 4º - Escola Sec. de Setúbal – 50 % de reprovações. Ora bem, perante os números não há dúvidas absolutamente nenhumas. É só ler! Mas será que as coisas serão assim tão lineares? NÃO e NÃO! Analisemos então os números de uma maneira mais profunda e com outros olhos.

1 – O Colégio de Lisboa ou Porto – Quem é que frequenta o referido colégio? De certeza que não são os filhos do cidadão comum e muito menos os filhos das famílias problemáticas. São alunos oriundos das classes média alta e alta que têm recursos para frequentar esse colégio. São filhos de famílias estruturadas, que lhes podem dar um acompanhamento relativamente bom e se for preciso ainda têm professores pagos à hora para os acompanharem ainda melhor. Mais, haverá mesmo assim alguns alunos que mesmo que provenham das classes altas e estejam “desalinhados” com a maioria. Esses, a meio do ano são convidados a sair para uma escola pública. Ora bem, os que vão a exame oferecem garantias absolutas de sucesso. Se houver algum “chumbo” foi mesmo por azar.

2 – Escola Secundária de Campo Maior – Quem frequenta a escola? São os filhos de pessoas normalíssimas e que vivem num meio pequeno e em que toda a gente conhece toda a gente, incluindo os professores. Neste tipo de escolas, a proximidade da escola, professores e famílias é muito grande o que favorece a situação. È obvio que a percentagem dos chumbos será normal e para os quais podem ter contribuído o próprio aluno, a família deste e o professor que não soube ou não pode ou “não quis” resolver estas situações.

3 – Escola Secundária em Elvas – Escola típica de uma pequena/média cidade onde impera a heterogeneidade, ou seja, onde há de tudo um pouco: filhos de famílias estruturadas, de famílias que de família só têm o nome, de classes sociais e culturais muito diferentes, etc. Se por um lado a cidade é relativamente pequena para colher alguns benefícios, por outro lado é já suficientemente grande para ter alguns vícios próprios destas cidades. Além disso a escola recebe alunos para os exames nacionais (os ditos externos) que nunca ali estiveram, mas que tem que arcar com a responsabilidade das classificações que tiverem.

4 – Escola Secundária em Setúbal – Analisemos a caso desta escola que aparentemente é a última do ranking nacional. Quem são os alunos desta escola? Quem são as famílias dos alunos desta escola? Qual a classe social e económica das famílias dos alunos desta escola? Como é sabido de todos as escolas do distrito de Setúbal são as mais problemáticas do país. Em todos os aspectos! As notas reflectem isso mesmo. Mas ainda assim conseguiram ter 50 % de aprovações. Analisemos agora em conjunto a melhor e a pior escola. Pergunto eu agora? Será que são mesmo a melhor e a pior escola? Os números assim o dizem. Mas será que estes reflectem realidades iguais? Para mim, a melhor, ou seja o Colégio de Lisboa ou do Porto, não fazem nada do outro mundo. Limitam-se a trabalhar com um material humano bom e dar continuidade ao trabalho feito no interior das famílias. Aqui, qualquer professor “é bom”. Pudera! E se pegarmos nos professores destes colégios e os levássemos para a escola que ficou em último lugar? Que aconteceria? Acredito que na Escola de Setúbal se farão autênticos milagres para que, com o material humano com que têm que trabalhar, mesmo assim ainda consigam ter 50 % aprovações. No entanto é irremediavelmente a ÚLTIMA. Caros leitores, pensem um bocadinho no que vos acabei de contar e depois digam-me se há justiça no ranking das escolas. Será que o referido ranking reflecte a verdadeira realidade dos factos?"

 

Nota – Houve um anónimo que então acrescentou algo mais que eu não poderia dizer sob pena de ter meio mundo a atirar-se a mim:

"A EDUCAÇÃO E O ENSINO A qualidade do ensino passa primeiro pela qualidade da Educação. Educação é a palavra chave, o ensino vem depois, como tantas outras coisas da vida. A Educação são regras de conduta no meio social, (seja na rua, na escola,no trabalho ou outros) O Ensino é uma componente da vida, como é trabalho ou a prática desportiva e o lazer. Mas todas estas componentes não dispensam a Educação que compete em primeiro lugar aos Pais e às famílias e só depois também às Escolas. Outra coisa que muito vulgarmente alguns confundem é o Analfabetismo com Educação. Há analfabetos Educados Há formados sem educação Sem Educação não há ranking que promova qualquer Instituição. FAÇAM O RANKING NACIONAL DA EDUCAÇÃO E Vão VER QUE PAÍS TEMOS."

 

No dia seguinte o meu colega António Venâncio acrescentou noutro texto:

 

"Ontem o meu colega Jacinto Cesar deixou aqui um texto onde, com exemplos, procurou deixar claro como é elaborado o ranking das escolas, e os diversos factores que o afectam. Pelos comentários aqui surgidos parece haver pessoas que só olham para os números, sem procurar compreender um pouco do que está por trás. Hoje volto, ainda que indirectamente, ao assunto para deixar aqui alguns números e situações reais.

Uma determinada turma da Escola Secundária D. Sancho II tem dez Professores e vinte e cinco Alunos.

1- Até ao final do mês de Outubro (falamos de um mês e meio de aulas) os Professores, no seu todo têm averbadas 2 (duas) faltas, o que para o ranking de faltas dos Professores daria uma média de 0,2 (dois décimos) faltas por Professor é claro que as faltas em causa são de apenas dois Professores, tendo os restantes 8 (oito), 0 (zero) faltas mas são coisas das médias para o ranking.

2 – No mesmo período os 25 (vinte e cinco) Alunos tiveram 1497 (mil quatrocentas e noventa e sete faltas) o que para o ranking de faltas dos Alunos daria uma média de 59,88 (cinquenta e nove unidades oitenta e oito centésimas) faltas por Aluno. É certo que nessa turma está um Aluno que tem apenas 1 (uma) falta e um outro que tem 129 (cento e vinte e nove) mas mais uma vez são coisas das médias para o ranking.

3 – Foram convocados 8 (oito) Encarregados de Educação, dos Alunos com maior números de faltas, para lhes comunicar a situação escolar dos seus educandos, e para acertar estratégias para melhorar a assiduidade dos alunos, factor indispensável a uma boa aprendizagem, não compareceu nenhum.

4- Um Aluno, pediu transferência par esta turma já no decurso do ano lectivo, por não gostar da área curricular onde se encontrava. Passadas três semanas e algumas falta veio um dia à Escola com o respectivo Encarregado de Educação para informar que ia deixar de estudar. Um dos Professores da turma, tentando demovê-lo dessa decisão e demonstrar-lhe a necessidade de continuar a sua formação, perguntou em determinado momento o que iria ele fazer depois de abandonar a Escola, qual era o seu projecto de vida. Perante o silêncio do Aluno, o Encarregado de Educação respondeu: “- Vai tirar a carta de moto!” São estes os Professores, os Alunos e os Encarregados de Educação que fazem a posição no Ranking da nossa Escola. Cada um que tire as suas conclusões.

 

Para concluir, um exemplo paradigmático e que ilustra bem tudo o que aqui se disse. No ano passado, um aluno meu veio-me informar que iria faltar aos exames. Perguntei-lhe o porque de tal decisão. Resposta: “Os meus pais vão de férias agora e eu vou com eles”. Sem comentários.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 13:01
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Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011

Estou preocupado

 

 

 

 

É verdade, ando mesmo muito preocupado com o actual estado de coisas

e principalmente com a atitude dos portugueses.

Hoje alguém me disse com um ar de satisfação que concorda com as

medidas  tomadas pelo governo contra os funcionários públicos.

“Se eu trabalho para o sector privado, é com os meus impostos que

vos pago a vocês, então vocês que paguem a crise” Grande teoria.

Dedução perfeita. Só que …

Onde é que os funcionários públicos gastam os seus vencimentos?

Será que compro aquilo que como e aquilo que visto nas lojas do

estado? Será que pago a gasolina, a electricidade, o gás e a água

que consumo ao estado? Quando resolvo ir jantar fora ou beber um

copo é nos restaurantes e bares do estado? Lógico que não.

E se passarmos a consumir menos, o que é que vai acontecer e quem é
que paga com as favas?

Vamos a um exemplo teórico, mas que se pode aplicar à realidade.

Imaginemos que cada um dos 500.000 funcionários públicos e
familiares, uma vez de 15 em 15 dias janta fora. Como nos reduziram

os vencimentos e nos tiraram os subsídios de férias e Natal, temos que

fazer alguns cortes nas despesas. Para ajudar a resolver este problema,

decidimos deixar de ir jantar fora até as coisas se recomporem (se é

que algum dia isso vier a acontecer). Quanto é que deixa de ir parar

às mãos dos privados? E se em lugar de comprarem 2 camisas por ano

só comprarem uma? E se … E se …

Pois é, quem é que no final paga a factura? TODOS. As pessoas ainda

não entenderam que isto é uma bola de neve e que ninguém sabe onde

é que vai parar. Isto toca a todos. Bem, a todos não é bem assim, porque
aqueles que já tiveram tempo de enriquecer, tanto se lhes dá como deu.

Basta ver o ar feliz dos chamados “guapos” nas revistas cor-de-rosa.

Para esses, a crise é assunto de pobres e eles até “odeiam” estes.

Continuemos assim e vamos longe. Qualquer dia mandam-nos baixar

as calças e a gente baixa mesmo. Não nos revoltemos todos que não

vale a pena. O povo é sereno.

 

Bom fim-de-semana para todos e sejam felizes se puderem.

 

Jacinto César

 

Nota fora de contexto – Leia-se a notícia e cada um tire as conclusões

que entender. Segundo o jornal “Correio da Manhã”, em caso de vitória

frente à Bósnia e consequente apuramento para o Euro 2012, cada

jogador irá receber 112 mil euros. Na actual caminhada, os atletas já

encaixaram 40 mil euros fruto das cinco vitórias conseguidas

(Dinamarca, Chipre, Noruega e Islândia).

A Federação Portuguesa de Futebol não fica atrás nas contas pois caso

a selecção se qualifique, o órgão arrecada 8 milhões de euros.


Tasca das amoreiras às 17:17
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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011

A grande mentira

 

 

 

 

“A medida que agora tomo, não se vai repetir”, disse Passos Coelho

quando anunciou um corte de 50% no subsídio de Natal deste ano.

MENTIROSO!

“ Não haverá mais carga fiscal para os portugueses” disse Passos

Coelho há um mês atrás.

MENTIROSO!

 

Bem vistas as coisas e analisando bem as frases, até não disse

mentira nenhuma. De verdade a primeira medida não se vai repetir:

este ano são 50% e para os dois próximos anos são 100 % e nos dois

subsídios.

A segunda também não deixa de ser verdade já que a carga fiscal

não foi alterada. Simplesmente não paga os referidos subsídios.

Aqui há dois ou três dias quando aqui escrevi um texto intitulado

de “Demagogia”, parece que estava a adivinhar que algo se iria
passar. E passou mesmo.

Em 13 de Abril do ano passado escrevia eu em

http://tascadasamoreiras.blogs.sapo.pt/215471.html que José

Sócrates e Passos Coelho para mim eram clones um do outro.

Está à vista de todos o que está a acontecer ao nosso país. Um
deu-nos de uma forma. Este dá-nos de outra maneira.

Se o primeiro era um mentiroso compulsivo, o segundo não se
fica atrás. Estamos entregues à bicharada.

Dizia já hoje, Nicolau Santos, Director adjunto do Expresso,
e depois das notícias, Portugal tem hoje não um Primeiro-ministro

“Estadista”, mas um Primeiro-ministro “Director Geral”.

Perfeita a definição que arranjou para Passos Coelho para alguém

que de político nada tem. Mas mentir já sabe. Já não falta tudo.

 

Fiquemos tranquilos à espera da próxima.

 

Nota final – Uma das vítimas maiores do orçamento a par da
Saúde foi a Educação. Mas atenção, só para os serviços públicos.

Nos colégios privados foram aumentados os subsídios de 80.000

para 85.000€ por turma que tenha pelo menos 12 (DOZE) alunos.

Que luxo, para quem tem que ter na sua frente todos os dias 30 alunos.

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 00:47
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Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011

Novo Bispo de Elvas

 

 

 

Após a morte de D. Tomás Pedro Barbosa da Silva Nunes em
2010, Elvas ficou sem o seu Bispo Titular.

O Papa nomeou no fim-de-semana passado um novo Bispo.
Trata-se de D. Nuno Brás da Silva Martins, também Bispo

Auxiliar de Lisboa.

Como as ovelhas andam um bocado tresmalhadas aqui pela

nossa cidade, a notícia veio a calhar bem. Vamos lá ver se

consegue pôr a casa em ordem e dar uma vassourada bem

grande em algumas instituições da Igreja.

Falando em instituições, veio-me logo ao pensamento a Confraria

do Senhor Jesus da Piedade que se mantém “muda e quêda”

em relação ao assunto que tanto tenho aqui falado. O S. Mateus.

Devem estar de tal modo protegidos que nada lhes toca. É caso

para dizer que são cegos, surdos e mudos. Nada os demove da

posição que têm mantido. Estou com a sensação que a próxima

Assembleia-geral vai ser concorrida e agitada. Ficarei atento ao

anúncio obrigatório da dita assembleia.

 

Reverendíssimo D. Nuno Martins, seja bem-vindo à nossa cidade.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 16:57
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Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

Demagogia

 

 

 

Hoje ouvi a jornalista Alberta Marques Fernandes falar sobre o emprego

em Portugal e fundamentalmente sobre a função pública de uma forma,

que mais uma vez me parece demagógica e por encomenda do “patrão”

governo. Claro, na RTP1. Cada vez que ouço tal coisa fico sempre

desconfiado de que vem lá “chuto ou canelada”.

O primeiro dado apresentado foi de que a FP representa cerca de 20%

da população activa ou seja, 530 mil pessoas, em 2009. Em 2010 já se

tinha reduzido para 516 mil. Mas o que me chocou bastante foi o facto

de terem comparado estes números com os 26.500 do ano 1935.

É de facto “extraordinário” fazer tal comparação. Poderiam até, ter
ido vasculhar os arquivos para saber quantas pessoas trabalhavam

para D. Afonso Henriques no século XII. Mas pior ainda foi a ênfase

que se deu ao número de pessoal ligado ao Ministério da Educação e

Cultura e ao Ministério Saúde. Não se podia ter feito melhor.

A isto chamo eu o envenenar uma parte da população contra a outra.

Os privados contra os públicos. Em 1961, fui inaugurar a antiga
Escola Industrial e Comercial de Elvas, ao entrar para o 1º ano do

Ciclo Preparatório. Naquela escola estavam a estudar o equivalente

aos actuais 2º e 3º ciclos e Secundário. Ao todo éramos cerca de 500

alunos. Hoje, nos mesmos níveis de ensino há cerca de 3500 alunos,

ou seja sete vezes mais (já foram cerca de 5000). Ora se os alunos

aumentaram desta forma, não teriam que aumentar também o número

de professores e restante pessoal ligado às escolas?

Todos nos lembramos que há 30 ou 40 anos atrás como era o nosso

hospital. Havia ao todo 5 ou 6 médicos. Sou capaz de recordar o nome

de todos eles. E hoje como é que é o actual hospital e centro de saúde?

Quantos médicos e enfermeiros ali trabalham? Que serviços eram

prestados antes e agora? Ou as pessoas já se esqueceram?

Se tudo isto aconteceu em Elvas, aconteceu em todo o país.

É evidente que o número de funcionários públicos obrigatoriamente

tenha aumentado. Só que a conversa, mais uma vez o digo, cheira-me

“mal”. Alguma ofensiva se está a preparar contra os funcionários
do estado. Já me levaram 8 % do vencimento! Vão-me levar 50%

do subsídio de Natal! Que virá mais a seguir? Novo abaixamento
dos vencimentos. É claro como a água.

Claro que a iniciativa privada vai bater palmas quanto mais não

seja por uma questão de inveja, tão típica dos portugueses.

A opinião pública vai sendo intoxicada. Depois, bem, depois é só
aplicar a medida e pronto. Sinto que vou mais uma vez ser
roubado!

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 00:24
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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

Mais uma vez o boato

 

 

 

 

Já se tornou um hábito dos governos do nosso país fazerem esta

manobra.

Um jornal qualquer lança a notícia de uma forma mais ou menos
camuflada. Passados uns dias mais um ou outro jornal, confirmam a

notícia.
Depois vem a televisão e os desmentidos do costume. Passado mais

uns tempos, afinal aquilo que no princípio era um boato, passou a

ser uma verdade.

Hoje à hora de almoço, li as principais notícias no portal do Sapo.

Entre várias ali publicadas chamou-me à atenção uma que dizia

que provavelmente em 2012 todos os trabalhadores por conta de

outrem iriam ficar sem o subsídio de férias e sem subsídio de Natal.

Pois então preparem-se porque vai mesmo ser verdade. O boato
já foi lançado. O Zé vai protestando com os amigos, mas ao mesmo

tempo vai-se habituando à ideia. Daqui a uns tempos já está

conformado. Depois é só receber a notícia de um qualquer ministro,

que com um ar muito pesaroso vai informar a população que devido

à crise e aos acordos com a “troika” tem que ser mesmo assim.

Se este ano já só fazemos metade da festa de Natal, para o ano

esqueçam-se já de “ir a banhos” nas férias e do Natal por completo.

Eu quando levo uma injecção, gosto de a levar de uma só vez
e rapidamente. Dói, mas é só uma vez. Levá-la às pinguinhas é

mais doloroso. Eu gostava muito e de uma vez por todas que me

dissessem toda a verdade.
Aborrecia-me fortemente, mas era só uma vez. Assim, cada vez

que nos aparece mais uma “factura”, fica-se sempre à espera do

que vem a seguir. Tenho que reconhecer que a técnica resulta,

mas já farta.

E nós que fazemos? Protestamos no barbeiro, aborrecemos o
empregado do bar, tornamo-nos uns leões em casa e mais nada.

Pelo menos os gregos e espanhóis sempre vão dando largas à

sua fúria andando à estalada com a polícia. Sempre é mais

“entretenido” como dizem os nossos “hermanos”.

Lá para os “states” a rapaziada nova lá se vai mexendo, apesar

do boicote total dos meios de comunicação social e no Chile

também vão aproveitando para “molhar a sopa”.

Mas por cá, NADA. RIEN. NOTHING. NICHTS.

O povo é sereno, lá dizia o velho Almirante Pinheiro de
Azevedo. Eu acrescentaria ainda outra do mesmo autor, mas

agora dedicada aos políticos: “bardamerda“!

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 21:15
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Domingo, 9 de Outubro de 2011

Nota da Redacção

 

 

Já há uns dias que ando para escrever sobre este blog, a sua
actividade e as reacções. Tenho tentado evitar fazê-lo por várias razões.

Mashoje vou fazê-lo.

 

Eu, “nesta altura do campeonato” da minha vida, deveria estar muito

sossegado, fazer a minha vida tranquila, continuar a trabalhar até
chegar à reforma e pronto. As minhas grandes ambições de vida foram
concretizadas. Hoje para mim chega ir vivendo o melhor que puder e

souber, fazer as minhas viagens e ponto final.

 

Só que para dizer a verdade isto só não me chega. Eu explico.

Sei que a grande maioria dos portugueses em geral e os meus
conterrâneos em particular, estão a atravessar aquela fase em que se

estão nas tintas para tudo e para todos. Desde que as coisas lhes vão

correndo a feição, tudo está bem. Até que um dia …

Eu como disse atrás, já fiz o que tinha a fazer e o que
ganho chega-me para os meus vícios. Só que não consigo ficar calado

ao ver tanta coisa que vejo. Aflige-me ver o meu país de “tanga”.

Preocupa-me bastante ver a minha cidade em declínio acelerado.

E é isso e só isso que me faz escrever aquilo que escrevo.

Vejo uma população conformada, mas maledicente. Vejo pessoas
com dificuldades, mas que continuam a bater palmas a quem lhes

promete mundos e fundos. Vejo pessoas tristes e cansadas com a

vida, mas que nada fazem por a mudar.

 

E que mais vejo eu? Vejo as cliques do poder e da oposição a
vomitar demagogia. Vejo esta gente a mentir por tudo e por nada.

Vejo esta gente a rastejar perante os “chefes” na esperança de um

dia tirarem partido disso. Por vezes sinto vergonha de tamanha

devoção. Fazem-me lembrar aquelas “velhas beatas” que vão todos

os dias à missa para se inteirarem das “últimas” e dizerem mal da

vizinha.

 

Já parei de escrever por uns meses, mas voltei. Não consigo
calar aquilo que penso e que sinto. Não devo favores a ninguém.

Nunca pedi favores a ninguém. Como tal sinto-me de consciência

livre para dizer tudo aquilo que me apetece. Nunca corrompi nem

fui corrompido. Como tal sinto-me no direito moral de apontar o dedo.

Podia estar calado? Sim, e era para mim muito mais cómodo.
Evitava ler aqui comentários de pessoas que de educadas e bem

formadas pouco têm. Estas estão tão preocupadas em defender

o “seu dono” que perdem a clarividência.

 

Meto-me em assuntos polémicos? Sim e com muito prazer, sem
me importar com as consequências (já tive dois processos).

Digo asneiras? Verdade! E quem é que as não diz? Só alguns
iluminados da nossa praça. Os donos das verdades. Os reis das

certezas.  

Só que nem mesmo assim me calo e dou a cara, coisas que a
maior parte das pessoas não faz. Não me escondo no anonimato

nem sob a capa de um pseudónimo. Mas tenho um grande defeito:

não censuro ninguém, nem mesmo quando os comentários que

me fazem são ofensivos.

 

Desde 2007 tenho cerca de mil textos escritos, 12 mil comentários

e 270 mil visitantes. É obra. Como a grande maioria das pessoas que
me lê não se manifesta, presumo que a sua vontade é que continue.

E é isso mesmo que vou continuar a fazer.

Não vou calar aquilo que penso.

Se for útil para resolver alguma coisa, melhor, senão paciência.

Pelo menos tentei.

 

Como costumo dizer, apareçam sempre.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 23:42
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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011

E porque não?

 

 

 

Já aqui me tenho referido várias vezes sobre a falta de uma política

séria sobre turismo para a nossa cidade, mas parece-me que tudo

continua na mesma, ou seja, gerida por amadores.

A propósito disso mesmo referi-me uma vez sobre o modo como

foi implementado o MACE e a sua gestão posterior por “alguém”

que sabia bem o que fazia. Gostemos ou não dos conteúdos, o que

é certo é que o referido museu funciona bem.

E o turismo? Quem é que têm sido
as pessoas a fazer a sua gestão na câmara? Amadores! Tenhamos

esperança que melhores dias hão-de vir.

 

Ultimamente desloco-me quase todos os dias a pé do centro da

cidade para a escola. É raro o dia que não me cruzo em sentido

contrário com um magote de gente proveniente de autocarros que
estacionam junto da Senhora da Nazaré. Hoje foi um desses dias.

A grande maioria dessas pessoas parecem-me serem reformados

que aqui vêm passar o dia. Fazem algumas compras e por aí comem.

Sei que são turistas que não deixam aqui fortunas, mas quando me

cruzo com eles em sentido contrário, sempre os vejo virem com

sacos de compras.

E porque não investir um pouco neste tipo de turistas, quanto mais

não seja para salvar o que resta do comércio e da restauração?

E como se pode fazer isso? Este tipo de passeios tem sempre um

organizador que se “governa” com uma determinada percentagem

do custo dos mesmos (há alguns que recebem uma percentagem

sobre as compras feitas em determinados estabelecimentos).

É assim que funciona. A dita personagem pensa num passeio,

faz a captação dos clientes, aluga um autocarro e ala que aqui vão.

Agora pergunto eu. E porque não subsidiar uma rede de angariadores

em todas as povoações e cidades num raio de 100 quilómetros,
tanto em Portugal como em Espanha?

Façamos contas. Imaginemos que vamos dar um subsídio de 200 €

(por exemplo) a cada organizador que traga um grupo passar o dia

a Elvas. Vamos imaginar ainda, que conseguimos trazer aqui todos

os dias 5 grupos, o que representa aproximadamente 350 pessoas.

Quanto é que essas pessoas podem aqui deixar? E atrás destas

quantas mais viriam se aqui se sentissem bem?

A esta hora quem estiver a ler este escrito fará a inevitável pergunta:

e quem paga esses 1000 € diários de subsídio? Eu diria que a câmara.

Se há dinheiro para subsidiar tudo e mais alguma coisa, porque não

prestar esta ajuda (indirecta) ao comércio de Elvas?

Acho que seria uma solução simples de implementar e com resultados

imediatos, ao contrário do outro tipo de turismo (cultural), para o

qual temos que estar preparados e não estamos.

 

Um bom fim-de-semana para todos

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 19:33
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Terça-feira, 4 de Outubro de 2011

Piscinas e coisas tais

 

 

 

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Elvas

 

Hoje o que me faz dirigir a V. Exa. é o facto de ter mandado
construir piscinas em 3 das freguesias rurais do nosso concelho. A saber,

as contempladas são, Vila Boim, Santa Eulália e Terrugem. Não tenho

dúvidas algumas que todos os nossos concidadãos têm os mesmos

direitos, ou seja, não os há de 1ª e de 2ª. No entanto tenho o legítimo

direito de por em causa tal investimento. Se se fosse clonando tudo o

que há em Elvas nas freguesias rurais bem poderia vir dinheiro.

Mas a pergunta que ressalta mais na minha cabeça é a de, quem

é que vai suportar a manutenção de tais equipamentos? Será que serão
as parcas verbas das Juntas? Será a Câmara?

Aqui há uns dias atrás enviei um recado à Dr. Elsa Grilo a propósito

das estátuas achadas na Quinta das Longas sobre o seu paradeiro.
Nesse escrito perguntava também o que era feito de todo o património
arqueológico que se encontrava no antigo museu. Sugeria ainda a

necessidade de o reunir todo esse espólio num pequeno museu de

arqueologia.

Ora bem: dirão uns que é mais um museu a dar despesas e outros

são da opinião que seria muito bem-vindo para a preservação desse

mesmo património e expô-lo ao público. 

Comparemos agora o investimento feito nas referidas piscinas e num

novo museu. Quais são os custos de construção, manutenção e de retorno

de cada um dos equipamentos?

Como penso e muitos pensam também, o futuro da nossa cidade
passa forçosamente pelo turismo (outro dia falaremos desse assunto).

Assim sendo, quanto maior for o número de equipamentos culturais

existentes, maior será a necessidade do turista aqui ficar. É dos livros.

E as piscinas? Salvo meia dúzia de frequentadores que lá possam ir

REGULARMENTE, não atrai ninguém. Era capaz de sair mais barato

por uma carrinha da câmara a transportar as pessoas até ao complexo

municipal. Mas como o senhor é que tem os elementos para poder
tomar uma decisão destas, vou esperar para ver.

Já que falei aqui na construção de um museu arqueológico, veio-me

à memória mais umas coisas a que perdi o rasto e que me pareceu terem
mudado de poiso. Estou a referir-me por exemplo ao “Aparador Indo-

chinês” que estava no antigo museu e que levantou voo até a um museu

da capital.

Ou será que estou enganado? E os candelabros da Igreja de S. Domingos?

Onde estarão a “dar luz”?

Como sei que o senhor tem sempre resposta para tudo, gostaria muito

de ser esclarecido sobre estes assuntos.

 

Os meus cumprimentos

 

Jacinto César 


Tasca das amoreiras às 21:45
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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

Rádio Elvas

 

 

 

Caro Sr. Director

 

Sei que sou daqueles que não me posso queixar da rádio de
que V. Exa. é Director, porque de vez em quando lá me vai convidando

para dizer o que penso sobre determinados assuntos e como tal só me

resta agradecer-lhe.

Durante a Feira de S. Mateus, lá tiveram mais uma vez a
paciência de me aturarem. Nesse dia, manifestei a minha opinião sobre

aquilo que eu considero ser um problema: a falta de diálogo aberto e

franco entre as várias partes interessadas na modernização das Festas

da Cidade.  

Nesse mesmo dia propus-lhe que a Rádio Elvas tomasse a iniciativa de

juntar essas mesmas partes para um debate público. E é esse pedido que

venho hoje aqui reafirmar.

Como órgão de comunicação social que é e com audiências
significativas na região, têm um grande papel a desempenhar:

informar e esclarecer os ouvintes.

Se quando há eleições, sejam elas quais forem, a rádio elvense promove

debates, porque não promover um sobre um tema que interessa a
toda a gente? Sei por experiencia que o assunto é frequentemente

debatido entre as pessoas, seja em conversas de café ou de esquina de rua.

Mas não passa disso mesmo: conversa.

Em minha opinião seria prestar um grande serviço à comunidade

patrocinar tal debate. Se alguma parte não quiser comparecer,
ficamos logo a saber onde se situa o problema.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 23:31
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