Continuando a falar nas medidas que propunha para alterar o S. Mateus e
consequentemente as Festas da Cidade e partindo do princípio que a
medida 1 era aceite proponho:
Medida – 3
Todos os anos por alturas das festas, no topo do Parque da Piedade é
montada uma tenda gigante que alberga o artesanato, as tasquinhas e os
poucos (e maus) espectáculos que se realizam.
Quanto aos espectáculos já falei neles e qual o destino que lhes dava.
Falta o resto. Assim sendo proponho:
1 – Construção de um pavilhão definitivo que albergasse o artesanato e
as tasquinhas;
2 – Que o referido pavilhão fosse construído em substituição da
ampliação do Centro de Negócios;
3 – Que o actual Centro de Negócios fosse vendido a privados ou
dar-lhe outra utilização;
4 – Que o pavilhão da Piedade fosse utilizado para todas as feiras
que se realizam em Elvas;
5 – Que o mercado quinzenal fosse também aí realizado.
Porque é que proponho tais medidas?
Em primeiro lugar dava-se vida ao Parque da Piedade. Em segundo
lugar, havia espaço para estacionamento ao contrário do que se passa
no actual Centro de Negócios. Em terceiro lugar, dava-se alguma
dignidade ao mercado quinzenal e por fim ganhava o S. Mateus ao ter
um espaço muito melhor que a “barraca gigante”.
Se no olival nas traseiras do local onde a tenda é montada fosse
construído um parque de estacionamento, e este fosse ligado por uma
via ao estacionamento do Coliseu, teríamos uma zona de eventos
concentrados, com muitos lugares de estacionamento e finalmente
ganharíamos uma zona em termos paisagísticos muito agradável.
Amanhã acabarei esta série de artigos com o mais polémico de todos
e que se prende com a alteração da data do S. Mateus.
Jacinto César
Ontem comecei aqui a propor algumas das medidas que eu acho
necessárias para melhorar as Festas da Cidade. Se é verdade que
algumas pessoas discordam (a unanimidade também não é boa),
muitas mais me manifestaram o seu acordo.
Fica aqui ainda um lamento: como é do conhecimento de muitos,
o conteúdo de cada post é transposto para o Facebook. Aí, fiz um
convite e que em princípio era destinado a todos os meus amigos,
mas houve alguém que resolveu denunciar o convite por ter
conteúdos impróprios. Simplesmente lamentável. Aqueles que
ainda o receberam podem testemunhar que o que publiquei era
tão-somente um convite para que cada um desse a sua opinião
sobre o assunto.
Medida 2
1 – Propunha que a zona alta do parque fosse completamente
vedada.
2 – Para aí deslocaria tudo o que é divertimentos, comes e
bebes e afins.
3 – Montagem de um palco durante o tempo que duram as
festas e aí realizaria todos os espectáculos.
4 – Cobrava à entrada 10 ou 20 cêntimos a cada pessoa.
Enquanto lá permanecesse tudo bem. Quando saísse do recinto
voltava a pagar a quantia estipulada.
Aqui cabe fazer um breve comentário. Sei que é ridículo pedir
uma quantia de 10 cêntimos, mas se multiplicarmos os 10
cêntimos por alguns milhares de utentes, bem …. E porquê
assim e não pedir como nas festas do Crato 10 € de entrada
colocando uma pulseira a cada pessoa? Simplificação de
processos. As receitas obtidas já davam uma ajuda para a
melhoria da qualidade dos concertos, os quais têm
tido uma fraca qualidade.
5 – As barracas tradicionais de vendas, stands de automóveis,
artesanato e tudo o mais, ficariam na zona principal do parque.
Amanhã continuarei a apresentar mais algumas medidas.
Jacinto César
Nota de abertura – Tenho falado nestes últimos tempos com muita
gente sobre o assunto S. Mateus e como era de esperar as opiniões
são as mais diversas. Aquilo que me proponho fazer nos próximos
dias é enumerar e justificar as várias propostas de alterações que
gostava de ver no S. Mateus. Estou disposto a discuti-las em público.
Mais, desafio os elementos da Confraria e da Câmara Municipal
para um debate público, onde “ao vivo e a cores” se discutiria o
assunto. Fica aqui o convite. Eu estou disponível quanto ao local e
dia. Ficam então aqui e desde já as misnhas propostas.
Medida 1
Propunha que o S. Mateus e em definitivo se transformassem nas
Festas da Cidade. Como? As festas teriam duas componentes:
uma, as festas religiosas e a outra, as festas profanas. Para que
tal acontecesse era necessário fazer o seguinte:
1 – A Confraria organizava e explorava a festa religiosa.
As receitas para tal provinham das chamadas “receitas da bandeja”.
Penso que estas chegariam e sobrariam para tal efeito.
2 – A Confraria cederia por um determinado número de anos a
exploração do Parque da Piedade à Câmara Municipal. Esta, tem
todos os meios técnicos, materiais e de pessoal capaz para
organizar o evento. Claro que no contrato de exploração estaria
também incluída a manutenção do parque durante todo o tempo
em que vigorasse o dito contrato.
E porque faço esta proposta de medida? Os elementos da Confraria
não têm meios nem dinheiro para dar o salto necessário para que as
festas sejam revitalizadas. A Confraria, penso eu, passa o tempo
a tentar inventar onde arranjar receitas para cobrir as despesas. A
grande maioria das pessoas, julgo eu, não têm a noção só dos custos,
por exemplo, do fogo de artifício e iluminações. Mais, a Confraria
não tem o poder negocial que a Câmara tem. Basta referir que esta
pode negociar em pacote com as empresas de iluminações e de
fogo de artifício em conjunto com as iluminações de Natal e o
fogo do 14 de Janeiro. De certeza que a Câmara conseguiria fazer
mais e melhor com menos dinheiro.
Penso que esta medida é perfeitamente exequível, havendo somente
um senão: a Confraria querer abrir mão da gestão do parque.
Penso que os seus elementos se sentiriam amputados de algo,
apesar desse “algo” não lhes pertencer.
Hoje fico pir aqui. Amanhã continuarei a apresentar a proposta de
novas medidas.
Jacinto César
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