Exmo. Sr. José Rondão Almeida
Já há muito tempo que sabe o que penso do senhor e portanto não é novidade o que lhe vou dizer. Há muito que penso que o senhor é um vaidoso, um prepotente e um candidato a ditador. Mas mesmo pensando isso tudo do senhor acabei por lhe dar o voto.
Hoje, pensando um pouco melhor, mesmo engolindo sapos vivos, tenho que lhe dar razão em ser assim. Eu explico-me melhor.
Nestes últimos tempos tenho analisado mais a fundo a qualidade dos nossos concidadãos e de alguns candidatos a políticos e chego à conclusão que se o senhor fosse assim uma espécie de Engº António Guterres a nível local a cidade estava tramada. Se por cada prego que se espetasse ou pedra que se levantasse se tivesse que se fazer uma consulta popular, estávamos bem servidos.
Nestes últimos dias e por simples acaso ouviu-o na rádio falar sobre a futura via rápida entre a Piscina Municipal e a auto-estrada. Para dizer a verdade ainda nem pensei muito no assunto, no entanto já estou farto de ouvir falar nisso. Como sempre uns contras e outros a favor. Casualmente também, alguém me fez chegar a transcrição dessa conversa na rádio, no jornal pacense “Hoy”. E para espanto meu, os comentaristas da dita notícia atiravam-se ao Alcaide de Badajoz por estarem a ser ultrapassados por Elvas. E dei comigo a pensar: isto está tudo maluco! Os de cá dizem bem do que do lado de lá se faz e os de lá fazem o mesmo em relação ao que cá se faz. Não dá para entender.
Mas continuando, o que pensava em relação ao senhor antes não mudou, mas tenho que dar o braço a torcer, porque se calhar não se poderia ser de outra maneira, ou seja, tal como no circo, para domar “leões” só com uma cadeira numa mão e um chicote na outra. Mas atenção, que pelo facto de com muito custo lhe estar a dar razão, não se vai livrar de mim quando achar que pôs a “pata na poça”.
Sei que aquilo que estou a escrever me vai custar um chorrilho de asneiras nos comentários, mas já estou habituado. Está mais que visto que os elvenses precisam de uma mão forte e um berro no momento certo.
Eu cá continuarei a observar.
PS – Já agora quero agradecer-lhe os empregos que deu aos meus filhos e o tachinho que me proporcionou. Os tempos estão difíceis para todos e mais uns euritos ao fiz do mês sempre dão jeito. Assim até já posso ir de férias.
Jacinto César
Nota prévia
Ontem e em “compadrio” com alguns amigos e frequentadores do TIF-TAF, resolvi aqui fazer um escrito ao AMIGO de TODOS e que se chama ALEX. O resultado foi alarmante! Até que ponto a má fé das pessoas pode chegar? Até onde é que a maldade pode ir?
Jamais me passou pela cabeça uma tal reacção, que só pode vir da cabeça de ANORMAIS. A desonestidade intelectual é de tal maneira evidente que mais uma vez tive vontade de vomitar. Só pode ser por maldade. Não acredito que uma pessoa no seu perfeito estado mental entenda o que aqui foi escrito como um ataque da minha parte ao Alex.
Tinha a intenção de no dia 31 deste mês, ou seja, quando o blog fizesse 3 anos acabar de vez com ele. Mais uma vez me deram forças para continuarem. E vou continuar para denunciar a miséria cultural e intelectual que se continua espalhando como um vírus na nossa cidade. Mentalidades tacanhas! Pensamentos terceiromundistas! Actos de cobardia!
É tudo isto que temos em Elvas que queremos desenvolver. Mas é com esta massa cerebral que queremos ir lá? O artigo que se segue assenta que nem uma luva à maioria dos elvenses e dos portugueses.
Um estudo sobre educação
Um estudo vem agora revelar que os Portugueses não gostam do estudo.
Trata-se de um estudo que comenta números muito interessantes (divulgados no Público) no que respeita ao "interesse" escolar dos alunos portugueses .
... parece que, afinal, não são propriamente os professores os culpados do insucesso deles!!
Mas claro, a divulgação que é dada a estes contributos para a explicação do insucesso escolar em Portugal, é escassa porque não convêm...
"São marcas que continuam a acompanhar os portugueses. Cá dentro, Portugal tem a segunda taxa mais elevada de abandono escolar precoce da União Europeia.
Lá fora, os filhos dos emigrantes portugueses continuam a desistir. No Luxemburgo, um em cada quatro alunos que abandona a escola secundária é português, dá conta um estudo do Ministério da Educação luxemburguês, ontem divulgado pela agência Lusa.
"Entre os estudantes estrangeiros que frequentam o ensino secundário naquele país, os portugueses são os que apresentam a maior taxa de abandono escolar.
No último ano lectivo, estavam inscritos nas escolas públicas 7046 portugueses. Desistiram 454, o que representou um aumento de cinco por cento em relação ao ano anterior. Os alunos portugueses representam 19,1 por cento da população estudantil do Luxemburgo. São o maior grupo entre os estrangeiros que estudam naquele país.
"A outra face da mesma moeda: dados recentes mostram que, nos EUA, Canadá, Grã-Bretanha e Suíça, os filhos dos emigrantes portugueses estão também entre os que obtêm resultados escolares mais baixos entre as comunidades estrangeiras. ( !!! )
Para Hermano Sanches Ruivo, responsável pela primeira associação de luso-descendentes criada na Europa, a Cap Magellan, a reprodução desta situação deve-se em grande parte ao facto de muitas famílias continuarem a não valorizar o papel da educação.
"Para muitos, educação é os filhos fazerem o que eles fizeram", comenta ao PÚBLICO.
"Não têm tempo para acompanhar os filhos, não gastam dinheiros em aulas suplementares para compensar atrasos. Os jovens, por seu lado, têm como preocupação começar a trabalhar o mais rapidamente possível."
"Também o organismo que coordena os serviços escolares na Suíça (CDIP) apontou, em 2007, o dedo às famílias. Os fracos resultados escolares das crianças portuguesas devem-se "ao desinteresse total dos pais em acompanhar" a educação dos filhos e à "origem sócio-cultural modesta" destes, afirmava-se num documento que suscitou a indignação dos representantes portugueses naquele país.
"Sanches Ruivo, que foi o primeiro luso-descendente a ser eleito para a Câmara de Paris, considera que a responsabilidade desta performance negativa recai também sobre os sucessivos governos portugueses. Tem sido feito muito pouco para promover a língua portuguesa, constata. Um resultado: em França, apenas 30 mil pessoas estão a aprender português, os estudantes de italiano são quase 300 mil, os de espanhol três milhões.
SÃO COINCIDÊNCIAS A MAIS. Os sistemas educativos do Luxemburgo, Canadá, Reino Unido, Suíça, França e Portugal, sendo muito diferentes - e alguns deles muito prestigiados internacionalmente - apresentam os mesmos dois problemas com os alunos portugueses: Abandono escolar e insucesso...
Não seria de explorar a possibilidade de estarmos perante um problema cultural de fundo, dos portugueses em relação à escola e à necessidade do estudo ?
Andou o Ministério da Educação, nos últimos anos, sob a liderança de Maria de Lurdes Rodrigues, com o beneplácito de um agradecido José Sócrates, com o apoio propagandístico de alguns "opinadores", como Emídio Rangel ou Miguel Sousa Tavares, a despejar sobre a opinião pública a ideia de que os professores portugueses eram uma espécie de crápulas, responsáveis pelo abandono escolar e pelos maus resultados dos alunos, para vir agora um estudo do Ministério da Educação do Luxemburgo revelar que são os estudantes portugueses naquele país os que registam mais abandono escolar e piores resultados.
Afinal, como prova esse estudo, reforçado por situação idêntica noutros países, como os Estados Unidos, o Canadá, a Grã-Bretanha e a Suiça, o facto das famílias portuguesas emigrantes não valorizarem o estudo e o ensino, está na origem do abandono escolar e dos maus resultados.
Ou seja, em sistemas de ensino diferentes, com condições de trabalho e formação dos professores diversos, o resultado é sempre o mesmo em relação aos estudantes portugueses: alto índice de abandono e fracos resultados escolares.
Apontam ainda aqueles estudos como principais responsáveis pela situação as famílias que não valorizam os estudos. Obviamente que em Portugal a razão é a mesma.
Depois da divulgação desta notícia, só por má-fé, ignorância e/ou inveja social é que o "bando" de Maria de Lurdes , os "opinadores" do costume e o "paizinho" Albino Almeida, podem continuar a despejar sobre a opinião pública a ideia da "culpa dos docentes" pelo estado do ensino indígena.
De facto existe na sociedade portuguesa uma tendência generalizada para desvalorizar o estudo, o esforço intelectual e a responsabilidade das famílias na educação dos filhos.
O ataque desferido nos últimos anos à classe docente tem contribuído para agravar ainda mais essa situação.
Num país onde "opinadores", economistas e políticos transmitem como imagem de valorização pessoal e económica, actividades como a especulação financeira e imobiliária, o futebol e os concursos de fama efémera, não é de admirar que se desvalorize socialmente o conhecimento e a aprendizagem.
Basta olhar para os escaparates dos quiosques para percebermos isso: existe uma imensidão de publicações dedicadas ao futebol, à vida cor-de-rosa de famosos por serem famosos, ou à divulgação de truques financeiros para enriquecer rapidamente.
Por exemplo, se alguém quiser encontrar uma revista de Cultura, de Arte ou de História, de edição regular, só recorrendo à imensidão de publicações espanholas ou francesas de boa qualidade.
O Jornal de Letras é a excepção, mesmo assim sobrevivendo com dificuldades e quinzenalmente. O Blitz, para sobreviver, teve de passar a revista mensal.
Perante esta realidade até poderíamos ter o melhor sistema de ensino do mundo, que os resultados pouco mudariam.
Dá que pensar não dá?
Jacinto César
Não, não vou aqui a falar de cinema e muito menos desse Alex que já tinha morrido.
Estou a falar do Alex, figura incontornável do TIF-TAF.
O TIF-TAF podia passar sem o Alex? Podia. Mas lá que não era a mesma coisa, lá isso não era.
Barman de características muito especiais: ele consegue mandar mais que o patrão, mesmo quando este lhe mostra cara de aço, e que os clientes.
O Alex (também chamado de REX ou de Mata cães) é muito esquisito e por vezes não o entendo.
Chega um cliente:
“ Alex, um chiripito!” E o Alex sem entender bem o porquê avia uma aguardente a cliente. E este tem que se calar.
“ Alex, traz um chiripito!” e o Alex serve um Whisky e o cliente não protesta.
Mas porque cargas de água o cliente quer um chiripito e o Alex traz aquilo que bem entende? E nada de reclamações.
“ Alex, uma Água das Pedras!”, e não é que o raio do Alex traz uma imperial?
Não o entendo eu nem ninguém. Faz o que quer.
No entanto não é mau rapaz e coitado até tem muitas dificuldades económicas. Reparem que se sujeita a levar um murro a quem lhe pagar uma imperial. Quer dizer, uma não, são em número a condizer com a intensidade da “pêra”. Portanto já sabem, se estiverem com vontade de baterem em alguém e não conseguem, vão ao TIF-TAF e o Alex dispõe-se em troca das ditas cervejas a satisfazer a fúria do cliente. Mas atenção, não abusem senão o rapaz vai parar ao hospital e lá vai estar alguém metido em sarilhos.
Apesar de como já disse ser bom rapaz, tem lá no fundo, bem lá no fundo, defeitos pouco conhecidos da maioria dos clientes. Um deles é o facto de não suportar ver um homem de calções. O porquê não sei, mas lá que fica com má cara, lá isso fica. Outro grande defeito que tem é assustar as criancinhas: faz umas caras tão feias que a gaiatada desata logo a chorar e a chamar pelas mães e pais. O único que lhe vai fazendo frente é um cowboy de seu nome Rodrigo que lhe vai fazendo frente.
Bem, mas lá que o TIF-TAF não era o mesmo sem ele, lá isso não era, além de lhe irmos desculpando os defeitos por ser do Benfica e faz coro com os clientes contras os inimigos do Sporting, encarnados pelos outros barmen principalmente por um tal Toy que é de má raça.
Lá no fundo, um AMIGO.
PS – Hoje o artigo saí anónimo, já que se ele sonha quem o escreveu não se livra de um pouco de 605forte na cerveja.
Anónimo
Recebi hoje por e-mail a transcrição de uma artigo de opinião que, por traduzir muito daquilo que penso nos tempos que vão correndo, passo a transcrever sem qualquer outro comentário:
“Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade.
Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa.”
Clara Ferreira Alves in “Expresso”
Resta-me acrescentar que o povo continua a aceitar este estado de coisas, e se recusa a debater seriamente qualquer os assuntos e a tomar posições coerentes e construtivas, preferindo a maledicência pura e a chicana ao debate sério de ideias.
A continuarmos por este caminho, mais do que uma democracia fracassada eu diria que somos um país destinado ao fracasso.
António Venâncio
É um fenómeno que me transcende e não entendo (ou será que entendo?). Olhemos então para estes números:
1 – Quase 1000 visitas ao blog num dia;
2 – Mais de 40 comentários neste mesmo dia.
Juntando e misturando tudo o que é que dá? Zero! Zero! Zero!
Eu bem me parecia que os “elvenses” se estão nas tintas para a “sua” cidade. Estão mais preocupados em dizer mal uns dos outros que dar um pequeno passo pela terra que presumo ainda ser de todos nós. Enquanto isto, a petição que propus que os elvenses assinassem, tem menos assinaturas que comentários tem o blog.
VERGONHOSO!
Se por um lado temos os lambe botas do Presidente da Câmara a tudo fazerem para calar o “pio” ao Tiago Abreu, por outro temos este “menino birrento e mal criado” a dizer mal do Presidente, umas vezes porque fez, outras porque não.
Mas será que esta gente não trabalha? Quem aqui estiver de boa fé, leia não só os comentários como repare nas horas a que são escritos, já que os IP’s guardo-os para mim. Das várias hipóteses, só se pode escolher uma: ou estão de férias, desempregados ou a brincar com os computadores de serviço. Eu cá por mim inclino-me para a última.
Mas o que é que esta gentalha pretende? Armar confusão? Promover uma revolução? Fazer algum atentado? Cá por mim, são mentecaptos! É isso mesmo, mentecaptos, que não sabem fazer mais nada que obedecer à voz do dono. E depois a grande lata que têm em dizer que querem defender os interesses da cidade. Estão é a defender umas migalhas que lhes são oferecidas ou beber uns copos por conta.
A grande maioria devia ter vergonha e até mesmo ser proibida de pronunciar a palavra ELVAS!
Caros “amigos”: se há em Elvas tantos blogs o que vêm parar aqui? Como dates se dizia: desamparem-me a loja e vão vomitar o ódio e a raiva que têm uns pelos outros para outro lado.
Eu um dia fico a falar sozinho, mas acabo-vos de vez com o pio. Antes só que muito mal acompanhado!
Passem bem e vão “morrer” longe!
Jacinto César
Elvas como outra coisa qualquer, nasce, cresce e morre. Só que mortes há muitas: as rápidas e as lentas. Elvas sofre de uma doença prolongada e está a ter uma agonia dolorosa.
O mais lamentável é que há médicos, há medicamentos, mas não há dinheiro para os pagar. Os elvenses parecem daquelas famílias pobres, que têm alguns parentes ricos mas que não querem ajudar.
Todos os dias morremos mais um bocadinho. Todos os dias cai mais uma pedra aqui e ali. Todos os dias alguém entra em debandada por já não suportar mais a tristeza que o invade.
A família está deprimida e se já não bastasse tal, encontra-se desunida.
Elvas está demasiadamente doente para conseguir suportar por muito tempo uma família destas. Inveja uns dos outros, desconfianças, intrigas. E o doente continua a morrer.
Um dia acordamos com ela morta e depois só nos resta chorar nos ombros uns dos outros e lamentarmos não termos tratado dela enquanto podíamos. E ainda pior, é quando o desgosto passar e cada um a apontar o dedo aos outros.
Há uma pergunta que ás vezes faço a mim próprio: será que ainda há elvenses ou os seus habitantes serão todos forasteiros? Eu tenho muitas dúvidas!
Jacinto César
Em virtude de os comentários serem os mesmos de sempre, resolvi colocar já hoje a petição dirigida á Assembleia da República “no ar”.
Ela encontra-se no seguinte endereço:
http://www.petitiononline.com/78121300/
Daqui peço desde já a colaboração de todos os leitores, não só em assinarem, mas também na sua divulgação entre familiares e amigos.
Peço também aos Blogrs de Elvas que se queiram associar à iniciativa que a divulguem.
Quero finalmente fazer aqui um apelo aos ELVENSES que amam a sua terra que contribuam com uma simples assinatura naquilo que poderá ser a salvação das ruínas que temos ou do pouco que resta de pé nisso se converta.
Todos dizemos que queremos muito à nossa cidade. Está na hora de o demonstrarem.
Jacinto César
Caros cidadãos da minha cidade
Tal como tinha prometido, trago-vos hoje aquilo que poderá ser um projecto de Petição Pública a favor da recuperação do Património Militar abandonado pelo Ministério da Defesa.
Vou esperar dois dias para que se manifestem sobre possíveis alterações ou emendas.
Quando for considerado que a versão é definitiva, iniciarei o processo da petição. Nessa altura publicarei o modo como o fazerem e onde o fazerem. Até lá espero que como cidadãos responsáveis e amantes da sua cidade se pronunciem e ao mesmo tempo fazer votos que a dita petição consiga resolver em parte a nossa grande dor de cabeça.
Jacinto César
Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Excelentíssimo Primeiro-Ministro de Portugal
Excelentíssimo Senhor Ministro da Defesa
Excelentíssimo Senhor Chefe do Estado-maior das Forças Armadas
Excelências
Como é do conhecimento de V. Excelências, Elvas, desde sempre conhecida como a Chave do Reino é detentora de um património militar invejável, tanto na quantidade como na qualidade.
Dos inúmeros edifícios militares existentes somente cinco estão reabilitados e com novas utilizações. Refiro-me a:
1 – Forte de Santa Luzia – Actualmente sob a tutela da Câmara Municipal de Elvas e utilizado como Museu Militar;
2 – Trem – Sob a tutela do Instituto Politécnico de Portalegre e onde funciona a Escola Superior Agrária de Elvas;
3 – A Casa das Barcas – Sob a tutela da Câmara Municipal de Elvas e actualmente transformada em Mercado Municipal;
4 – Quartel do Regimento de Infantaria de Elvas, actualmente sob a tutela do Ministério da Defesa onde está em instalação o Museu Militar da Guerra do Ultramar;
5 – Hospital Militar, sob tutela privada e onde funciona actualmente o Hotel São João de Deus.
Só que esta é uma pequena parte de um vasto conjunto de construções militares de onde se destaca o Forte de Nossa Senhora da Graça, obra maior das fortificações militares portuguesas.
Acontece que este vasto património está ao abandono e em degradação acelerada, sendo que a última “vítima” foi o Convento de S. Paulo, onde funcionou o Batalhão de Caçadores 8 e ultimamente o Tribunal Militar e Estabelecimento Prisional Militar de Elvas. E digo vítima porque entrou em derrocada e o mais provável será o seu desaparecimento.
Os peticionários têm a noção que para o restauro do referido património são necessárias verbas enormes e que a presente crise económica em nada vem favorecer, não se vendo uma solução viável num futuro próximo que evite o colapso geral do dito património.
Assim sendo o grupo de cidadão que abaixo assinam esta petição, vêm propor o seguinte:
1 – Passagem da tutela de todos os edifícios militares não utilizados para a tutela da Câmara Municipal de Elvas;
2 – Esta, não tendo também as verbas necessárias para o seu restauro imediato, tem a capacidade de ir interferindo nos casos mais urgentes;
3 – A médio prazo a Câmara Municipal de Elvas tem a capacidade de concorrer a programas comunitários que lhe permitam o efectivo restauro e reutilização.
Será que o homem nem depois de morto deixa de provocar polémica? Será que ainda não ardeu no inferno?
Desta vez teve a colaboração da revista masculina PlayBoy. Apreciem a capa e vejam a obra de arte que aí nos apresentam.
Se os católicos não provocam ninguém porquê este atentado ao sentimento de milhões de pessoas? Eu e outras pessoas como eu, por acaso ridicularizamos outras religiões ou até ateus? Então porque esta perseguição à Igreja nestes últimos tempos? Já sei que alguns irão dizer que é pelos casos de pedofilia no seio da Igreja Católica! E no seio de outras comunidades quaisquer não existem?
Começo a dar razão aos muçulmanos quando perseguem e insultam o Profeta Allah.
Se já houve guerras pela religião, para quê estas provocações? Onde para a tolerância?
O homem, deixa-nos de uma vez para sempre!
Jacinto César
PS – Por falta de tempo não cumpri o que tinha prometido ontem e que era apresentar o texto da petição sobre o Património Militar de Elvas. O dia de amanhã prevê-se também complicado. Durante o fim-de-semana apresentá-lo-ei.
Ontem falei aqui no estado lastimoso em que se encontram as construções militares sob a tutela do Ministério da Defesa.
Pois bem, venho hoje aqui fazer um desafio a TODOS os elvenses que amam a sua terra.
1 – Proponho-me organizar uma petição pública ao Ministro da Defesa no intuito de passar a tutela desse edifícios militares para a tutela da Câmara Municipal de Elvas.
Agora é que eu quero ver quem é que coloca lá o nome. Agora é que vamos ver quem é que tem coragem de mostrar a cara.
Amanhã publicarei aqui a petição e o endereço onde terão que colocar a sua identificação. Fica aqui também o desafio a todos os outros blogs elvenses para apoiar a iniciativa.
2 – Depois de entregue a petição, vamos esperar até ao fim do ano por uma resposta.
3 – Se até essa data nada acontecer, comprometo-me a encabeçar um boicote às eleições presidenciais de 2011. São as únicas que não prejudicam a cidade e as únicas que enquanto não votar toda a gente não são dadas por encerradas.
Gostam de Elvas? Então vamos tomar a iniciativa nas nossas mãos e passar das palavras à acção.
Parados e calados, nada acontece. Todos somos muitos e por mais estranho que pareça, todos juntos temos muita força.
A partir de amanhã vamos verificar quem é que gosta realmente de Elvas.
Jacinto César
Blogs de Elvas