Eu já não tenho a certeza se não sou um grande burro e não compreendo as medidas educativas ou então estamos mais uma vez perante outra grande fraude.
Não, eu sou mesmo um grande burro. Nos meus tempos de estudante, quem não sabia, chumbava e no ano seguinte repetia o ano. Havia aqueles que por falta de neurónios ou por deficiente acompanhamento familiar, repetiam uma e outra vez, mas acabavam por aprender.
Hoje as coisas são muito diferentes. Saiba-se ou não, a passagem do ano é quase garantida. Mais, se houver um malandro de um professor que queira reter (chumbar) um aluno, são tantos os problemas que se lhe colocam, que o melhor mesmo é passá-lo de ano.
Mas hoje demos um passo em frente. Agora já se saltam 2 anos. O menino se tiver 15 anos e estiver no 8º ano de escolaridade com meia dúzia de perguntas de algibeira (ver os exames do 4º e 6º anos de escolaridade), pode matricular-se no 10º ano. Fantástico! Fabuloso! Grandioso! Temos um país de vanguarda. Mais um ou dois anos e temos uma taxa de aprovação de 100%. Seremos grandes no mundo, facto só comparável aos Descobrimentos Portugueses!
Desculpem, mas tenho que ir vomitar!
Bom fim-de-semana para todos!
Jacinto César
Ontem estavam a fazer o que é habitual fazer todos os dias e que é ler na Net os jornais. Quando dava uma vista de olhos pelo jornal desportivo espanhol “AS”, li uma notícia que tinha a ver com os jogadores e técnicos portugueses em Espanha. Um dos visados no artigo era o empresário Jorge Mendes que por aquilo que entendi representa meio mundo futebolístico no país vizinho. Lá pelo meio da notícia aparecia também a pseudo contratação pelo Real Madrid de DiMaria por 40 milhões de euros. Até aqui tudo bem pois limitavam-se a dar as notícias. Só que a seguir a estas vinham os comentários. Se os espanhóis não nos odeiam pouco deve faltar. Houve até um senhor jornalista que propunha por fora de Espanha a chamada “Brigada portuguesa”. Só visto.
Portugal para o bem e para o mal estava ligado a Espanha no projecto TGV. Como aqui disse não sei o suficiente do assunto para avaliar o investimento. Uma coisa é certa, o país vizinho arrastou-nos para este negócio.
Penso que o nosso país iria fazer um esforço muito grande para honrar os compromissos assumidos. Se não cumpríssemos o que teriam dito os “nuestros hermanos”? Seria uma bronca e peras. E que está agora a acontecer? O governo espanhol está a preparar-se para cancelar o projecto Badajoz-Madrid. E nós que faremos agora? Calamos. Subjugamo-nos à vontade deles! Até pode ser que nos tenha saído a sorte grande, mas não deixa de ficar o desprezo com que nos tratam.
Querem mais? A PT e a Telefónica detêm a maior operadora móvel no Brasil: a Vivo. Pelo que tenho lido, tem sido um bom negócio para as duas empresas de telecomunicações. A Telefónica resolveu, mesmo que tenha que ser à força, a ficar dona a 100% da Vivo. É ler as notícias e verificar a prepotência com que nos têm tratado: eu quero, posso e mando! E mais nada!
Quando vejo o interesse da nossa cidade em associar-se de qualquer forma a Badajoz fico sempre desconfiado.
Y viva España!
Jacinto César
Funcionário Público em plena laboração
Tenho que reconhecer que a Função Pública é formada por uma cambada de malandros. “Mea Culpa”.
É verdade, tenho que reconhecer que faço parte daquele grupo de sanguessugas que exploram até ao tutano o Bom Povo Português.
Porra, que andam médicos e enfermeiros a fazer nos hospitais? Nada! Rien de rien! Se a grande parte dos doentes fossem para o Hospital Privado de Elvas, atiravam com aquela cáfila para o desemprego!
E que dizer dos professores? Uma cambada de malandros que ganham como ninguém, têm 4 meses de férias e em contrapartida deixam os nossos filhos pior que analfabetos. Mandem os vossos filhos para as escolas privadas e vão ver que estes malandros entram na ordem.
E os empregados da limpeza que levam uma noite inteira na boa vida a fingir que recolhem o lixo, mas só fazem é incomodar-nos com o barulho que fazem. Porra, cada rua contrate uma empresa privada de limpezas e resolvíamos os problemas orçamentais de vez com mais uns milhares para o olho da rua!
Eu se mandasse até a polícia e as Forças Armadas privatizava. Para que queremos esta cambada de parasitas? Rua com eles! E os tribunais? Faça-se à moda antiga e resolve-se mais um buraco orçamental: justiça por conta própria e à lei da bala!
Já viram quanto poupávamos só com estes se fossem para a rua? Um dinheirão.
Eu se mandasse fazia uma razia nesta malandragem toda. Os únicos que ainda mantinha eram os nossos amados governantes e deputados. Mais, os deputados acho que até são poucos e proporia a conta redonda de 500. Dava uma secretária privada a cada um, dois assessores e eles que se governassem. Pronto, condescendia também em aumentar-lhes o vencimento pois levam uma vida de miseráveis.
Para que serve então a Função Pública? PARA NADA. Eu desde já e publicamente peço mil perdões por pertencer à classe. Eu até nem queria ser, mas dadas as circunstâncias de não haver empregos para Belmiros de Azevedos disponíveis, tive que recorre à teta do Estado.
Mais uma vez, desculpem!
Jacinto César
PS – Faleceu hoje um grande patriota: Almirante Rosa Coutinho. Que o Diabo o tenha em Paz lá no Inferno. Milhares de angolanos vão hoje lembrarem-se muito dele!
Tive por parte de um comentador um desafio par aqui debater a crise que atinge o nosso país e outros países da Europa incluindo os nossos vizinhos espanhóis.
Eu gostaria muito de o poder fazer, mas sinto-me tão baralhado como qual outro cidadão mais ou menos bem informado.
Tenho assistido a todos os debates e mais alguns na televisão. Leio tudo e mais alguma coisa sobre o assunto. Mas para tristeza minha, sinto-me cada vez mais baralhado.
Oiço economistas dizer uma coisa para logo de seguida virem outros dizerem exactamente o contrário. E isto porque são todos especialistas. Faria de o não o fossem.
Só há uma coisa que tenho a certeza: estamos todos a afundarmo-nos alegremente. Mas o pior é que olho à minha volta e parece que estão todos ricos. Vêm-se caros novos e dos bons em mãos que me deixam muitas dúvidas, os hipermercados a abarrotar, as esplanadas cheias e pergunto-me: onde é que para a crise? Das duas uma, ou estamos a viver acima nas nossas possibilidades ou então está tudo maluco.
Falemos de outra coisa: os desempregados. Para mim e apesar de não fazer a mínima ideia de como acabar este flagelo, é um problema de grande dimensão e que causa o sofrimento a inúmeras famílias. Mas dentro deste grupo há alguns que me fazem pensar muito. Como é que é possível alguns fazerem “grandes vidas” estando desempregados? E mais, alguns até parece que gozam com o Zé pagante? Não entendo mesmo nada disto. Sinto-me um ignorante. Presumo que a única maneira de isto acontecer é haver milagres.
Pois bem, cada um que se pronuncie e exponha as suas vivências e experiências, mas julgo que não chegaremos a conclusão alguma.
Avancemos sem medos!
Jacinto César
Nestes últimos tempos tenho andado com azar com a máquina que insiste em ficar “virotica”. Alguém me anda a rogar pragas. Quem será? O poder ou a oposição? Ou dois? Amanhã vou voltar, já que tenho os dedos muito grandes para o teclado desta espécie de computador.
Jacinto César
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