Elvas sempre em primeiro

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Terça-feira, 18 de Maio de 2010

O dia em que tive vergonha de ser PORTUGUÊS

Não consigo conformar-me com a ideia dos homossexuais se poderem CASAR.

Sei que para evitar ser humilhado, o Presidente da República teve que promulgar a lei da Assembleia que aprovou por maioria. Se o não tem feito, daqui a umas semanas seria obrigado a fazê-lo.

Podemos não ser instruídos, podemos ser pobres, podemos ser maus em muita coisa, mas orgulhosamente, somos dos poucos países do mundo a permitir o casamento homossexual. Estamos na vanguarda e assim comandaremos o progresso universal.

Estou envergonhado. Quando temos compatriotas nossos com dificuldades económicas, quando há 10% de portugueses que não têm emprego, quando o país passa por uma crise terrível, mas ficamos extremamente satisfeitos que a partir de hoje todos se podem casar com todos.

Estou envergonhado!

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 00:00
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Segunda-feira, 17 de Maio de 2010

A semana da Juventude e o Aqueduto das Amoreiras

 

Já o ano passado tinha aqui falado sobre o assunto, mas como a situação se vai repetir este ano, tenho também eu que voltar ao assunto.

Como já tinha dito, a Semana da Juventude decorre durante uma semana, num espaço fantástico e um visual bonito. Até aqui tudo bem. Mas …

 

Vou antes de chegar onde quero, falar de uma coisa que quase todos nós já fizemos: tirar a pedra (tártaro) dos dentes. Para se proceder a este tratamento aos dentes usa-se um aparelho de ultra-sons. Como é que funciona? O dito tártaro nos dentes resulta da calcificação de restos de comida que ficam nos espaços inter dentários. Esse tártaro “cola-se” aos dentes. Que é que vão fazer os ultra-sons? Como o tártaro e o esmalte dos dentes são duas substâncias diferentes, a propagação das ondas é também diferente e como tal provoca vibrações diferentes nas duas substâncias. Assim sendo, o fenómeno vai fazer com que as duas substâncias se separem. Bem, este é o princípio básico do funcionamento da chamada destartarização.

 

E o que é que isto tem a ver com a semana da juventude e os Arcos das Amoreiras?

 

O Aqueduto foi produzido por um processo que sendo antiquado, apresenta ainda algumas qualidades. Os materiais em que foi construído são fundamentalmente a pedra e a argila como matéria agregante. Para que este tipo de construção se mantenha é fundamental a existência de humidade que lhe é fornecida pela água que passa sobre ele mais a humidade natural. Há construções deste tipo há centenas de anos e que se mantêm de pé. Só que quando foram feitas não existiam fenómenos que hoje existem. As fontes sonoras de elevadas amplitudes e variadas frequências.

 

Todos nós que já assistimos a algum concerto de música “moderna” sabemos que há determinados sons, que parecem ter a propriedade de nos fazer vibrar a barriga. São os sons graves, de grandes amplitudes e baixíssimas frequências que nos provocam essa sensação.

 

Como é que os materiais de que é feito o Aqueduto se comportam perante esses sons? Tal como o tártaro e o esmalte dos dentes! E se o agregante (argila) começar a descolar da pedra? Presumo que ninguém queira tão pouco pensar nas consequências.

 

O ano passado propus que se mandassem fazer testes às vibrações provocadas pelos sons. Presumo que ninguém se ralou com o assunto. Espero que um dia não choremos todos.

 

Jacinto César     


Tasca das amoreiras às 00:00
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Sexta-feira, 14 de Maio de 2010

Sou um chato!

É verdade, sou um chato muito grande! Passo o tempo a arranjar histórias para dar cabo da cabeça às pessoas. Mas também é verdade se não as conto, as minhas entranhas revolvem-se por não ter desabafado. Há quem diga que tenho uma mente um bocado perversa e masoquista. Nada me alegra e tudo me incomoda. E é verdade. Cada vez ando mais incomodado com tudo o que circula à minha (nossa) volta.

Andei aqui meses a “pregar aos peixes”. Falei aqui de corrupção, de roubos, de compadrios e coisas tais. Mas nada. As reacções foram zero. Dizia então que me parecia que toda a gente andava anestesiada. Hoje penso que as pessoas se conformam com os males que lhes acontece e perdoam com facilidade quem lhes fez esses mesmos males. A prova disto são as eleições. Ouvem-se promessas que todos nós sabemos que não vão ser cumpridas, ouvem-se “verdades” que todos sabemos serem mentiras. Mas como bons cordeiros que somos, calamos.

Desculpem este meu desabafo, mas leiam lá estas notícias.

 

"Acho que tenho de pedir a compreensão dos portugueses para a necessidade destas medidas e não desculpa", afirmou Teixeira dos Santos.

 

"Quero começar por pedir desculpa, não porque me sinta responsável, mas porque elas [as medidas aprovadas] representam um conjunto de medidas duras para a generalidade dos portugueses", disse Pedro Passos Coelho, mas "Não estamos a fazer nenhum casamento com o Governo"

 

"Isto está a ser apresentado em doses aparentemente suaves, sempre salpicadas de medidas de aparente justiça, mas que mantêm essa matriz de profunda desigualdade e profunda injustiça", afirmou Carvalho da Silva

 

Para acabar em grande, deixo-vos uma boa notícia, já que é hoje o dia em que todos nós deixamos de trabalhar para pagar impostos e começam a amealhar. Só ao fim de 133 dias é que cada português que trabalha para financiar o Estado terá cumprido as suas obrigações fiscais correspondentes a este ano.

Tenham um bom fim-de-semana e façam o favor de serem felizes como dizia Raul Solnado.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 00:00
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Quinta-feira, 13 de Maio de 2010

Estão mexendo no meu bolso

 

Pois bem, IVA de 5 para 6, IVA de 12 para 13 e IVA de 20 para 21.

Tenham calma que ainda não acabei!

IRS para cima 1%, IRC para cima 2,5% e Imposto de selo para cima.

Mas alegrem-se: os políticos e os gestores públicos ficam sem 5% dos seus vencimentos. Mas será que nos podemos alegrar com isto, se 5% menos de milhões para eles não significa nada? Eu não consigo conformar-me principalmente com o aumento do IVA para os bens de primeira necessidade e medicamentos. Pessoalmente não me afecta muito, mas estou a lembrar-me mais uma vez dos mais pobres e necessitados.

Mas o que ainda mais me “dana” é a mentira. É a facilidade com que o nosso primeiro-ministro mente com quantos dentes tem.

Ainda a semana passada afirmou e reafirmou na Assembleia da República que os impostos não aumentavam, quando toda a gente estava a ver-lhe o nariz a crescer.

Acredito que sejam necessários os sacrifícios de todos. Mas quem é que pôs o país de “pantanas”? Não foi por acaso este mesmo governo que agora qual sanguessuga nos vai chupando até ao tutano?

Mas para mal dos nossos pecados, agora o PM arranjou um clone (PPC) com quem fazer coro. Se já estávamos mal com um, agora com um vive primeiro-ministro é que vamos estar bem tramados.

Parafraseando uma frase do ritual litúrgico, Deus tenha piedade de nós.

 

Jacinto César      


Tasca das amoreiras às 00:00
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Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

Ainda a visita de Bento XVI a Portugal

 

Hoje todas as conversas têm ido parar ao mesmo tema: Bento XVI.

Em algumas acabei por ficar magoado pela intolerância que pensava eu, não existir. Santa inocência a minha tendo a idade que tenho.

Toda a minha vida foi pautada pela tolerância a todos os níveis. Cometi erros na juventude, alguns dos quais hoje me arrependo, mas conforto-me com a ideia que foram cometidos numa idade em que todos os cometemos, além de ter atravessado essa idade, primeiro com uma guerra e depois com uma revolução.

Mas mesmo com todos esses erros, considero que sempre fui uma pessoa respeitadora dos direitos dos outros e das suas liberdades. Sou tolerante em todos os aspectos, havendo uma única excepção: a estupidez.

Vem isto tudo a propósito dos mais variados comentários que já hoje ouvi sobre a visita do Santo Padre a Portugal.

- Quem é o Papa para receber tantas honrarias no nosso país?

- Como é que o país se pode dar ao luxo de gastar o que gasta com a visita Papal?

- Que isto hoje já parece os tempos do salazarismo, porque, desde que o Benfica seja campeão e o Papa venha a Portugal, o povo fica contente e esquece-se dos problemas graves que assolam o país!

- Que todo o cerimonial mais parece um Carnaval opulento.

 

Será que é possível cair-se ainda mais baixo? Será que só agora é que os detractores da Igreja se lembraram dos males do nosso país? Ou será que vivemos numa cegueira colectiva e só “um milagre” do Papa nos pôs a ver?

Está a acontecer um fenómeno para o qual não consigo arranjar explicação. Dá a ideia de quem ouve falar certas pessoas que a religião é culpada de tudo, ou por outras palavras, é o ópio do povo como diziam os marxistas.

Hoje todos os pretextos são bons para atacar a Igreja Católica. É o problema da pedofilia protagonizados por padres, como se este fenómeno não apanhasse toda a sociedade de uma forma transversal e como se os padres não fossem homens iguais aos outros e como tal capazes do bem e do mal. É a hipocrisia total. Seria muito bom que algumas pessoas olhassem mais para dentro de si próprias e não tanto para os que os outros fazem. É o falso moralismo tão querido do povo americano, que são capazes de matar, esfolar e eu sei lá que mais sem se condenar e depois martirizam um jogador de golfe porque deu umas facadas no casamento.

Que raio de mundo em que vivemos. Toda a gente condena os alemães pelo que fizeram aos judeus, pelas perseguições que foram alvo e pelo fim trágico a que os condenaram. E são precisamente essas mesmas pessoas que hoje perseguem os padres porque são pedófilos. Resumindo, de mansinho estão a fazer à Igreja os que os nazis fizeram aos judeus. Já só falta começarem a prendê-los a todos e depois levarem-nos para um campo de concentração.  

 

Mas afinal onde é que para a tolerância que se fala tanto ser apanágio do povo português?

Hoje fiquei muito triste com o que ouvi por aí.

Mas como sou assim e nunca tive medo algum do que quer que seja, quero hoje aqui reafirmar uma coisa: SOU CATÓLICO E DOU AS BOAS VINDAS AO SANTO PADRE.

Quem não me aceitar assim só tem que fazer uma coisa: mude de canal.

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 00:00
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Terça-feira, 11 de Maio de 2010

Bento XVI

 

Como católico que sou, sinto-me muito honrado que Portugal receba a autoridade máxima da Igreja Católica, o Papa Bento XVI.

Estaria a mentir se dissesse que é um Papa com quem simpatize muito, mas reconheço que qualquer um que sucedesse a João Paulo II teria uma tarefa muito difícil.

João Paulo II tinha um carisma muito especial, como especial era a sua capacidade de diálogo com toda a gente de todas as religiões e principalmente a atracção que exercia sobre os jovens de todo o mundo. Era para todos como aquele “avozinho” que não tivemos ou que já tínhamos perdido. Depois e não menos fundamental foi a sua intervenção a nível político, destacando-se a ajuda que deu para que se desse a queda da “cortina de ferro” e a libertação dos países do Pacto de Varsóvia.

Mas tal como qualquer um que nasce e morre, João Paulo II “abalou”. E eis que chega ao Pontifícado o Cardeal Joseph Alois Ratzinger, talvez o menos provável dentro dos elegíveis. Figura pouco simpática e conotado com algum conservadorismo dentro do Vaticano, dando a ideia de ser alguém de pulso firme, aparentando ser mais um burocrata que um evangelizador e o Pastor Huniversal.

Com o passar dos tempos fui entendendo o seu pontificado e hoje vejo-o de um modo um pouco diferente. Se é verdade que não têm aquele carisma a que estávamos habituados com João Paulo II, veio trazer algum pragmatismo a que os católicos não estávamos habituados, ou seja, por o dedo nas feridas que incomodam o mundo ocidental, sendo que a crise de valores absolutos é a maior. Ouvi alguém chamar a este fenómeno o “relativismo da razão”. Nada mais verdadeiro num mundo em que todos temos as nossas razões e valemo-nos delas para justificarmos os nossos actos. A minha razão prevalece sempre aos valores absolutos. E o grande problema é que nós não gostamos muito que nos digam tal. O nosso individualismo sobrepõe-se sempre aos valores colectivos. O meu bem-estar está sempre acima do bem-estar da sociedade que me rodeia. E nós não gostamos que nos recordem tal. E foi isto tudo que Bento XVI nos trouxe.  E nós não gostámos.

Tal como atrás disse, hoje já o começo a entender.

Que seja bem-vindo a Portugal Santíssimo Padre.

 

Jacinto César     


Tasca das amoreiras às 00:00
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Domingo, 9 de Maio de 2010

Uma chama imensa

 

Peço a todo os meus leitores que me desculpem, mas é impossível para mim disfarçar este momento de felicidade. Meu e de muitos milhões. Do Maputo a Luanda e passando por Macau, a felicidade é a mesma. Não diria que é um fenómeno universal, mas penso que onde houver portugueses, hoje há festa. E isto só por causa do BENFICA.

Não quero de modo algum hostilizar os adversários, mas este clube é um mundo. A sua grandiosidade é imensa.

Sofre-se por ele, chora-se por ele, é-se feliz por ele.

Hoje até o mar é vermelho e o céu mudou de cor. Até a alma é vermelha.

Perdoem-me mas não consigo dizer mais nem o que sinto por dentro.

Parabéns para a família benfiquista.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 23:06
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Sábado, 8 de Maio de 2010

O bacalhau quer alho

 

Muito se tem falado ultimamente no bacalhau dourado gigante que presumivelmente vai entrar para o Livro dos recordes Guiness.

Eu não sei se muitas pessoas já deram uma vista de olhos pelo dito livro, mas julgo ter sido dos livros mais ridículos que já alguma vez li (quero dizer, dei uma vista de olhos). O que vale é que foi-me oferecido!

Nele, aparecem os recordes mais loucos, tal como o quem com um piparote atira uma formiga mais longe e coisas tais. Isto para já não falar em recordes que põem em perigo de vida os menos avisados e que os queiram bater.

Sei que neste caso funciona mais como publicidade gratuita ao típico prato elvense do que propriamente constar no livro, até porque bater tal recorde não será muito difícil de bater, porque tanto quanto sei, em parte alguma do mundo se faz tal prato.

Acho mal é a obsessão com o nome “Guiness”.

Algures para o norte do país e cujo nome da localidade agora não me ocorre, todos os anos se faz um festival em que o chocolate é rei e não me recordo nunca de ter ouvido que iam fazer uma estátua de chocolate enorme para bater um recorde.

Já agora podiam ter convidado a empresa que fabrica o detergente “Fair” para bater o recorde de com uma só gota lavarem a loiça toda.

Haja paciência. Ou será que sou eu que já estou velho e gaga para estas coisas?

Um bom fim-de-semana para todos e não apanhem nenhuma indigestão com o “fiel amigo”.

 

Jacinto César  


Tasca das amoreiras às 00:00
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Sexta-feira, 7 de Maio de 2010

A UNESCO e Elvas

 

 

 

Ninguém mais que eu gostaria de ver Elvas com o título de Património da Humanidade e por vários motivos, mas …

 

Se há por esse mundo fora sítios de grande valor e que ostentam o tão cobiçado título, outras há de qualidade, originalidade e veracidade muito duvidosa.

Tenho a felicidade de conhecer um bom par destes sítios nos cinco continentes e como tal julgo-me com alguns conhecimentos para poder discutir o assunto.

Elvas tem tudo o que é necessário para atingir esse objectivo como já há uns tempos aqui demonstrei.

Então o que é que pode encravar o processo?

Há por aí muito boa gente que continua a fazer passar a ideia que é a falta de qualidade e de requalificação do Centro Histórico. Nada mais disparatado, já que não é este que está em processo de candidatura e nada interfere com o que se pretende. Pura falácia. Que me digam que o centro está quase ao abandono e isso é feito, tudo bem! Agora ter influência no processo de candidatura das muralhas e fortes adjacente, não. Sem querer arranjar uma desculpa para o actual estado do centro, há por aí muitas cidades com o mesmo problema. Mas isso são contas de outro rosário.

Então o que é que pode fazer falhar ou atrasar o processo?  A política na UNESCO e os lobis das grandes cadeias hoteleiras. Vejamos um de cada vez!

 

1 – Segundo julgo saber através de “fontes geralmente bem informadas”, a Unesco não está muito disposta a conceder o “título” a muitos mais sítios na Europa. Tudo vai no sentido de privilegiar sítios localizados noutras paragens. E porquê?

2 – As cadeias hoteleiras estão instaladas em tudo o que é sítio na Europa e necessitam urgentemente de se expandir. Tomemos como exemplo a cadeia hoteleira espanhola RIU entre outras ainda mais poderosas. Onde quer que seja declarado património da Humanidade eles estão lá. Eles e outros. E porquê? Porque em geral cada cadeia de hotéis está ligada a uma companhia aérea que vende de uma só vez os pacotes inteiros. Mas mais. Em todos os outros continentes a mão-de-obra é quase escrava. É um negócio completo. Na Europa já tal não acontece. Em primeiro lugar a hotelaria é cara e em segundo lugar as pessoas deslocam-se com muita facilidade e nos mais variados meios de transporte que não o aéreo. A concorrência no velho continente é de tal maneira selvagem que se vendem passagens aéreas a qualquer preço (veja-se o caso da EasyJet que pôs à venda 1 milhão de passagens a 5 euros).

Assim sendo a quem é que interessa que Elvas seja Património da Humanidade? Aos elvenses e a meia dúzia de portugueses. A mais ninguém.

 

Nem sempre as boas vontades e o querer chegam nestes assuntos. Houve um timing que foi desperdiçado e já lá vão um bom par de anos. Évora foi um dos casos e que soube aproveitar a ocasião em que quase todas as candidaturas eram aceites. Nós e para pesar meu, perdemos o comboio. Agora é esperar por um milagre.

Os optimistas que esperem sentados, os pessimistas vão esquecendo e os más-línguas vão continuar a disparar em tudo e em todos. Paris não se vai incomodar.

 

PS – Ainda em relação a Badajoz e à candidatura conjunta, sou da opinião que antes sós que mal acompanhados e nisto os nossos vizinhos são mesmo um má companhia.

 

Jacinto César

    


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Quinta-feira, 6 de Maio de 2010

O Candidato

Gostaria de continuar com o assunto da candidatura conjunta a Património da Humanidade das Fortificações da Raia, mas dado que este assunto não pode esperar, vou deixá-lo para amanhã.

 

Antes de falar em Manuel Alegre, gostaria de fazer um esclarecimento prévio.

Na época da Guerra do Ultramar, houve muita gente da minha idade e mais velhos que resolveram abandonar o país. Uns por questões políticas, outros por simples medo e outros ainda pressionados pelas famílias. Acredito que era uma decisão difícil de tomar. Mas cada um lá seguiu o seu caminho. Consigo entender as razões de cada um. No fundo, limitaram-se a abandonar o país e foram viver as suas vidas para outro.

 

Agora falemos dos outros, daqueles que abandonando o país se foram juntar àqueles que nos combatiam. Para este acto, só conheço um nome: TRAIÇÃO. Piores ainda que estes foram aqueles que sendo militares portugueses se passaram para o outro lado da barricada, e a estes chamam-se DESERTORES.

Qualquer destes grupo só pode merecer o desprezo de todos aqueles que com mais ou menos sacrifícios foram à luta. Foi à conta destes grupos que muitos dos nossos compatriotas não voltaram para casa. Independentemente da justeza ou injusteza da guerra que travámos, quando se deu o 25 de Abril de 74, nunca daria a nacionalidade portuguesa a esta gente. Eles que se ficassem pelos países que ajudaram a combater-nos. Era o mínimo que faria, para não falar em medidas mais drásticas.

 

Destes grupos destacou-se um: o Grupo de Argel. Dirigido por um ex-comunista, Piteira dos Santos, ao qual se juntou mais tarde o foragido Manuel Alegre, que se entretinha a destilar veneno na Rádio Argel. Foi este grupo que conseguiu lavar para sua companhia o General Humberto Delgado, a quem enganaram de todas as maneiras, ao ponto de o deixarem na ruína e com a intenção de se entregar ao Governo Português da época.

A vinda de Humberto Delgado até Badajoz e o seu malfadado encontro com a PIDE ainda hoje é uma história muito mal contada que cheira muito mal. Quem o matou toda a gente sabe! Quem o empurrou para a morte é que continua no segredo dos deuses. Julga-se mesmo que a acção teria sido planeada pelo grupo de Argel no intuito de se desfazerem do incómodo general.

Pois bem, é precisamente o Manuel Alegre, militante do grupo atrás referido que mais uma vez tem o descaramento e a pouca vergonha de se apresentar a eleições presidenciais. É precisamente este homem que se ganhasse as eleições seria o Comandante Supremo das Forças Armadas Portuguesas que ele atraiçoou.

Eu se neste momento fosse militar, até as entranhas se revolveriam.

Tal como aconteceu em Elvas, supúnhamos que em qualquer outra localidade do país se construía um monumento de homenagem aos combatentes da guerra e o homem era convidado a participar. Será que lhes prestaria a homenagem ou recusava-se a comparecer? Com que cara é que presidiria a qualquer cerimónia militar?

Eu, se tivesse poderes para tal, proporia ao Tribunal Constitucional que determinasse a sua incapacidade para o cargo a Bem da Nação!

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 00:00
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