Perde-se no tempo a presença de ciganos em Elvas. Há cerca de 15 anos e por motivos profissionais tive que fazer um estudo sobre o assunto.
Para que se perceba o que hoje se passa com a comunidade, vamos voltar uns anos atrás e verificar o que então se passava.
Saltando alguns capítulos e resumindo outros, gostaria de deixar aqui um pouco de história e a sua chegada a Elvas. Escrevia então em Janeiro de 1995 o seguinte:
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2.1 - Sobre a origem
A origem desta etnia perde-se nos tempos e é algo controversa e confusa.
A opinião mais corrente é a que lhes dão como origem o Egipto. Eles próprios o dizem. Certo é que já os gregos e os romanos chamavam de egípcios a um povo de nómadas, que tinha um carácter muito parecido aos habitantes do antigo Egipto, não sendo no entanto originários deste país. Esta designação presume-se ser perjurativa . Tinham fama de embusteiros, além de serem entendidos em astrologia o que os tornava adivinhões, característica essa que ainda hoje mantém. De notar que a dita “leitura de sinas” ainda é praticada por mulheres daquela etnia.
Outra opinião sobre a sua origem, é a de que são oriundos da Índia e que em épocas remotas teriam vindo para os países do Médio Oriente. Esta opinião fundamenta-se no facto de haver semelhanças de língua , costumes e traços fisionómicos entre eles e algumas tribos ainda existente na Índia. Eram mdescritos como uma raça de cor trigueira amarelada e de cabelos muito pretos.
Certo é a sua aparição na Europa por volta do século XV. A sua presença dá-se em primeiro lugar nos países nórdicos, daí passaram para a Alemanha e França e daqui para a Península Ibérica.
Os escritores dessa época referem-se a eles de um modo pouco abonatório. Já o Papa Pio II em 1464 se referia a eles.
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2.2 - A sua chegada a Portugal
Presume-se que entraram em Portugal por volta da segunda metade do século XV, em virtude de serem referenciados pela primeira vez por escritores dessa época. Luis Silveira falava deles na poesia “As martas de D. Jerónimo” publicada no Cancioneiro Geral.
O local provável da sua chegada a Portugal deve ter sido o Alentejo, provenientes da província espanhola da Extremadura. Apesar de ser esta a província onde primeiro se estabeleceram, e que era a da sua preferência, espalharam-se por todo o país. Documentos dos séculos XVI e XVII referem-se a eles.
Amanhã continuarei a resumir o dito estudo com a sua chega a Elvas. Talvez depois disto percebamos melhor o fenómeno.
Jacinto César
Cada vez que penso nestes valores sinto arrepios na espinha, Ontem escrevi aqui sobre a autoridade, e muito mais se podia escrever com bem disse um dos nossos comentadores. A propósito de comentadores, não me recordo já qual foi a última vez que tivemos comentários sérios mesmo discordando de algumas coisas que aqui foram escritas. Haja Deus.
Mas voltando ao tema, ontem já depois de ter escrito o texto, deparei-me com uma notícia que me deixou horrorizado. Todos se recordam de aqui há umas semanas atas ter sido apanhado pela polícia o denominado “violador de Telheiras”. Nos dias posteriores à captura, penso que qualquer cidadão que tivesse tido a oportunidade de por as mãos no “homem” lhe teria acabado com o “pio”. Somos assim a quente. Passado estas semanas qual é o meu espanto quando soube que se está a criar um movimento de cidadãos a favor de se dar uma segunda oportunidade ao violador. Quer isto dizer que depois de o homem ter espalhado o pânico em Telheiras e arredores ao ter violado uma dúzia de raparigas, agora querem-no desculpabilizar. Mas será que o “povo” anda bom? Não consigo entender tal fenómeno. Por mais que bata na cabeça não o consigo encaixar nos meus neurónios.
O problema é que não é caso único em Portugal. Desde há muito tempo que me recordo de casos parecidos, sendo o último, o caso do “rapper” que levou um tiro dum agente da GNR. Era conhecido por toda a gente como “rapazinho” com um currículo do tamanho de hoje e amanhã. Era um indesejável na sociedade. Levou um tiro depois de uma perseguição de não sei quantos quilómetros. De um momento para o outro passou de besta a bestial e lá está o desgraçado da GNR em maus lençóis. É a inversão total dos valores.
Mas afinal o que é que queremos para o nosso país? O caos?
Hoje fico-me por aqui, mas voltarei ao assunto. Preocupa-me muito hoje e aqui em Elvas o problema da Comunidade Cigana.
Jacinto César
Nestes últimos anos a crise da autoridade tem vindo a aumentar de uma forma preocupante senão mesmo dramática. E quando falo em autoridade refiro-me a ela em todos os sectores da vida nacional. Vejamos alguns casos que se passam no nosso dia a dia.
1 – A família – Núcleo fundamental da sociedade e onde a autoridade deveria marcar pontos. Mas não. Se uma qualquer miúdo faz uma asneira e leva um “tabefe” de um professor, de um polícia ou de um adulto e se o menino não é o “nosso menino”, todos concordam que só foi pena aquelas que caíram no chão. Mas se o menino é o nosso, aí o caso muda de figura. Há queixas e mais queixas e se for necessário chama-se a TVI ou a SIC sempre prontas para dar estas notícias. Pois é, os papás do menino são os primeiros a não conseguir fazer nada do fedelho, são incapazes de lhe incutir o respeito pelos outros, não conseguem pronunciar a palavra NÃO, mas se alguém o faz por eles, caio o Carmo e a Trindade. Por muito que custe, a família, hoje, são os principais culpados de todo este problema que não tem um fim à vista.
2 – A escola – Segunda casa (quando não a primeira) dos nossos jovens, onde deveriam andar a aprender. Aprender? Mas como? Como é que um professor ensina uma turma, onde (dou esta de barato) a maioria quer aprender e há meia dúzia que insistem em não deixar as coisas funcionarem bem? E que se pode fazer a estes meninos mal comportados? Nada! E eles sabem disso. Sabem tão bem como nós que nada lhes irá acontecer façam lá o que façam. Para azar de algum dos “meninos” encontrou um professor com “maus azeites” e que não está pelos ajustes de lhes aparar as golpadas. Dá uma “lamparina” ao aluno. Temos problemas! Para o aluno? Não, para o professor que teve a lata de se substituir aos pais e “untou” o bom rapazinho que até é. Os colegas são os primeiros a testemunhar que o professor é um malandro sem escrúpulos e os papás fazendo fé aparecem a lamentar-se que a sua criancinha é exemplar. Se conseguirem fazerem logo justiça pelas próprias mãos melhor. Se não conseguirem, lá vem o processo disciplinar com a correspondente TVI e SIC a corroborarem toda a situação. Autoridade? Mas afinal o que é isso? É alguma coisa que se coma?
3 – As autoridades – Estas, tal como o seu próprio nome indica, deveriam impô-la. Mas não. E porquê? Não querem tal como eu também não a queria impor. Um malandro qualquer pinta a macaca. Toda a gente se queixa que as autoridades nada fazem! O nosso malandro ciente que nada lhe acontece vai fazendo o que bem lhe apetece. E o povo protesta. Um belo dia o nosso protagonista faz uma malandrice da grossa, as autoridades têm um frente a frente com ele e acabam por lhe dar uns tabefes valentes ou se o “menino” é violento demais acaba por levar com uma bala. Lá chegam os problemas. Para o bandido? Não, para as autoridades que tiveram o desplante de fazer uma acção destas a um tipo que afinal até não era mau rapaz. O polícia para não ter problemas, primeiro deixa-se balear e depois se ainda estiver vivo e capaz então é que lhe está permitido ripostar. Veja-se durante um ano quantos bandidos são abatidos pela polícia e quantos polícias são abatidos pelos bandidos. Eu para ser sincero, se fosse polícia, sempre que me cheirasse a problemas, virava as costas e assobiava como se nada fosse comigo. Infelizmente as coisas são assim.
Se houve sorte e as autoridades conseguem apanhar o malandro sem lhe produzirem um arranhão sequer, acaba por ir para à cadeia. Cadeia? Mas qual cadeia qual carapuça. Hotel. Têm tudo lá dentro, comida dormida e roupa lavada, não fazem nada, têm televisão, têm droga para consumir na sala de chuto, para se entreterem vão-se violando uns aos outros e nós a pagar dos nossos impostos todo este regabofe. Será que esta gente não deveria ser OBRIGADA a trabalhar pelo menos para pagar o que consomem?
4 – A justiça - Para acabar em beleza, falemos de justiça. Mas qual justiça? Mas ainda há “disso” em Portugal? Cá por mim este tema faz parte do passado e já morreu de velha.
Como isto já vai grande, o melhor é estar calado, não vá eu dizer alguma inconveniência e como grande criminoso ainda vá parar a algum campo de concentração.
Bom Domingo de Páscoa para todos e desculpem lá este desabafo. É o meu mau feitio a vir ao de cima.
Jacinto César
Os médicos são pedófilos!
Os advogados são pedófilos!
Os apresentadores de televisão são pedófilos!
Os embaixadores são pedófilos!
Os … … são pedófilos!
Mas afinal o que é que se está a passar com a opinião pública? Estará a ser envenenada? Então por quem e porquê? De há uns tempos a esta parte entrou na moda atacar a Igreja Católica com o argumento que há padres pedófilos. Acredito plenamente que os haja. Agora o que não há o direito é confundir a unidade com o todo.
Temos tido nestes últimos anos o Caso Casa Pia. Alguns dos presumíveis implicados no caso têm as profissões apontadas no início do meu texto. Será que é justo fazer as afirmações que fiz? NÃO! Ainda não ouvi ninguém dizer que os médicos são pedófilos. Se tal não acontece então porque é que se está a fazer um ataque sem precedentes à Igreja? Terá certamente um fim em vista.
Deste que há homens ao cimo da terra e que começou a haver história sempre foram relatados casos destes. Mais, em algumas civilizações (veja-se o caso de Roma e Grécia) o fenómeno não o era tão pouco já que era uma prática habitual. Ainda nos dias que correm, basta ir a África para constatar que o fenómeno é corrente e não é contra a lei.
Claro que a sociedade civilizada a partir de certa época começou a condenar e bem tais práticas. No entanto mesmo sendo condenáveis elas continuaram. Ás escondidas, mas continuaram. E abrangem alguma classe social, económica ou profissional? Não, já que é um fenómeno transversal. Tarados sempre os houve e hão-de continuarem a haver. São problemas de ordem psicológica e incompreensíveis para os ditos normais. Mas lá que existem, existem e não irão acabar mesmo com a repressão. Também matar há muito que é crime e todos os dias pelos motivos mais fúteis se continuam a matar pessoas.
Agora este ataque cerrado à Igreja parece-me trazer água no bico e as pessoas estão a embarcar na história. Não sei o porquê, mas lá que gostava de saber, gostava.
Jacinto César
Que me perdoem os adeptos dos outros clubes, mas não consegui resistir em dizer aqui qualquer coisa sobre o Benfica. Queira-se ou não, há no Benfica qualquer coisa de mágica que nos atrai. Há no Benfica qualquer coisa única. Há uma mística que eu próprio não entendo mas que sinto. Há aquele arrepiar quando se entra na Luz. Tudo se esquece. Há aquele “brua” quanto se falha o golo. Há a imensa alegria quando a bola entra.
Nunca fui fanático por nada. Aceito com desportivismo a derrota e a vitória. No entanto quando se entra naquele estádio nas grandes noites, ficamos como que hipnotizados.
São 4 da manhã. Acabei de chegar. Vou para a cama com uma felicidade imensa.
Jacinto César
Nestes tempos de reflexão, queria aqui deixar um desejo para todos: uma FELIZ PÁSCOA!
Que nestes dias pensemos um pouco mais nas crianças, nos idosos, nos pobres e desfavorecidos. Sem dúvida que nos sentiremos melhor.
Um voto de Feliz Páscoa especial para todos os companheiros “bloguistas” na nossa cidade e para todos aqueles que nos aturam diariamente.
FELIZ PÁSCOA
Jacinto César
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