
Cada dia que passa, mais triste fico. Vejo as notícias, só desgraças. Leio o jornal, só misérias. Portugal está doente. Portugal está a ficar moribundo.
Sem comentários:
1 - Manuel Alegre considerou hoje "um escândalo para a saúde da República" os prémios dos gestores públicos.
2 - Um terço dos doentes crónicos portugueses admite que não compra remédios receitados pelo médico por falta de dinheiro.
3 - Os 11 administradores executivos do BES receberam, no total, 9,64 milhões de euros em 2009.
Que fazer?
Bom fim-de-semana
Jacinto César
Dir-me-ão que é pouco! É verdade, mas já é alguma coisa. Com um simples despacho altera em muito o ambiente violento que se vive nas escolas (justiça seja feita às escolas de Elvas, que ainda vão sendo “quase” um paraíso).
Nota 1 – Contrariamente ao habitual hoje tenho que referir aqui o jogo extraordinário que o Benfica fez em Marselha. Já há muito tempo que não via tal falta de respeito a um clube no seu reduto. Foi uma felicidade de todo o tamanho. Nota negativa para um árbitro que fez os possíveis e impossíveis para que os franceses não perdessem.
Nota 2 – Ainda sobre futebol, foi uma pena o Sporting não ter acompanhado o eterno rival da 2ª circular. Fez um jogo notável, mas a sorte foi-lhe madrasta. Tiveram a oportunidade de calar os arrogantes espanhóis, mas não foi possível. Uma nota muito negativa para os adeptos do Atlético de Madrid que se permitiram fazer tudo e a polícia nada!
Jacinto César
“Um grupo de deputados do PS vai propor na Assembleia da República um projecto de lei que visa proibir que se baptize espaços públicos, como ruas, praças, jardins ou equipamentos financiados pelo Estado, com nomes de personalidades ainda vivas.”
Mas se eu tive azar, há quem se tenha antecipado à lei e já tenha o seu nome por todo o lado! E segundo a notícia, o homem é campeão em Portugal. Presumo que já sabem a quem me estou a referir: obviamente a José António Rondão Almeida. Que inveja! Se houver mais candidatos, tirem o cavalinho da chuva pois o prazo acabou.
Já agora que estou com a mão na massa, gostaria de deixar uma pergunta no ar. O que é que fizeram alguns vivos pela comunidade para merecerem a honra de terem uma rua com o seu nome?
Nota – No mês de Janeiro sobraram nos Centros de Emprego 19 mil postos de trabalho que nenhum dos quinhentos e tal mil desempregados quis aceitar. Mas afinal como é? Porque é que aqueles que trabalham têm que pagar a pouca vontade de trabalhar de uns quantos? Cá por mim todo aquele que não aceitasse um posto de trabalho ficava sem o subsídio.
Jacinto César
Então é assim (já sei que não se deve dizer assim, mas a mim soa-me bem).
1 – Quando a economia está em crescimento toda a gente se atira à função pública como se estes fossem uns inúteis. É uma casta que poderia muito bem desaparecer já que de incompetentes a mandriões, todos os adjectivos pejorativos lhes assentam bem. Resumindo, são uma cáfila de parasitas que ganham fortunas e nada fazem. O estado e os seus funcionários não servem para nada. A iniciativa privada era capaz de tomar conta do barco (todos temos visto do que são capazes de fazer).
2 – Quando a economia está em baixo, toda a gente estende a mão ao estado como se este fosse o pai e a mãe de todos. Aqueles que em época de vacas gordas defendem a privatização de tudo e mais alguma coisa, quando as vacas emagrecem, o estado que tome conta de tudo que é a sua obrigação (lembremo-nos de bancos e outras empresas que só não faliram à custa do dinheiro de todos nós).
Assim sendo continuo sem entender o que será melhor, se o público se o privado. São subsídios para isto e para aquilo, são ajudas para as reformas deste ou daquele sector de actividade.
Na agricultura se chove que venha o subsídio de inundação, se não chove venha então o subsídio de seca. Os pescadores se não pescam nada querem subsídio, se pescam muito e os preços vêm por aí abaixo querem compensações. Resumindo, todos são contra o estado, mas todos gostam de chupar na sua teta.
Somos na verdade um povo muito complicado. Como dizia o outro, não nos governamos, nem nos deixamos governar.
Nota 1 – Nestes últimos dias reparei que o número de trabalhadores nacionais nas obras da escola aumentou. Será que alguns já começaram a ganhar juízo? Não tenho nada contra os trabalhadores estrangeiros, mas dá dó ver tanta gente a receber o subsídio de desemprego e a não querer aceitar um trabalho.
Nota 2 – Caros comentadores: não se cansem mais a chamar-me analfabeto, incompetente e outras coisas mais, pois estou consciente de tudo isso. Mesmo sendo isso tudo, o meu nome é Jacinto César. E o vosso? Quem sois vós com os quais tanto tenho aprendido? Gostaria de vos agradecer, mas não sei a quem!
Jacinto César
Já há uns tempos atrás escrevi aqui sobre os problemas de que Elvas sofre em termos de desenvolvimento. Nesse texto fiz uma abordagem histórica da evolução e depois do declínio da economia elvense. Afirmei também nesse texto a falta de investimento na nossa cidade por parte dos nossos concidadãos com capacidade de o fazerem e da esperança que haja um milagre que nos salve. A minha “raiva” de ontem era dirigida precisamente a estes elvenses (?). Mas faltou-me ainda fazer um pouco de história recente e que ainda hoje me dói.
Até há cerca de duas dúzias de anos havia em Elvas duas classes de pessoas que fizeram fortunas: os Despachantes de Alfandega e os chamados Comerciantes de “cacos e atoalhados”. Que fez esta gente por Elvas? Nada! Mesmo sabendo que o futuro não era o mais risonho, pois estavam mais que avisados, que fizeram? Gastaram o dinheiro em futilidades e não investiram um tostão no seu próprio futuro. Mataram a galinha dos ovos de ouro. Prejudicaram-se eles e todos os que para eles trabalhavam e prejudicaram a cidade. Esta é a verdade e dói a muita gente e Elvas ficou ferida de morte. Deste esses tempos “gloriosos” não mais parou de definhar. Está como todos nós a vimos. E os que ainda a podem ajudar não o querem fazer. Por falta de coragem? Por egoísmo? Não sei, mas o que tenho a certeza é que o não fazem.
Como antes disse, muita gente se queixa que o emprego diminui e que as dificuldades aumentam exponencialmente. E o que é que cada um faz por alterar a situação? Nada! É muito mais fácil estender a mão à caridade e depois lamentarem-se. É essa a minha “raiva” ao ver toda uma população meter a cabeça no buraco como faz o avestruz.
Aqueles que se sentirem atingidos, abram os olhos e mexam os pés. Trabalho há, empregos é que não.
Passem bem.
Nota – Se encontrarem algum erro ortográfico não fiquem preocupados, pois não foi por lapso, mas porque eu sou um analfabeto. Já agora para aqueles que têm filhos peçam na Escola para que eu não seja o seu professor, já que poderão ficar tão analfabetos quanto eu e isso seria um crime.
Jacinto César
Desculpem lá mais este apêndice, mas é importante esta notícia de última hora. Então leiam:
“Estrasburgo - O comissário dos Direitos Humanos do Conselho da Europa, Thomas Hammarberg, alertou o Governo português para as condições de alojamento "deploráveis" dos ciganos, reclamando medidas e realçando com "preocupação" a discriminação de que são alvos.”
Solução: Hotel D. Luis com eles! Ele há cada uma!
Estou farto de ver os elvenses de joelhos.
Estou farto de ver os elvenses estarem-se nas tintas para tudo.
Estou farto de ver as pessoas alheias ao que se passa à sua volta.
Estou farto de ver pessoas que se recusam a mexer um dedo por uma esmola.
Estou farto de ver os elvenses humilhados na sua dignidade.
Estou faro dos que podem e não querem.
Estou farto dos que querem e não podem.
Estou farto das más-línguas.
Estou farto dos “yes men”.
ESTOU FARTO!
Porra, reajam.
Porra, trabalhem.
Porra, mexam-se.
Porra, protestem.
Porra, levantem a cabeça do chão.
Porra, façam qualquer coisa por vós próprios.
PORRA, ESTOU FARTO!
Nunca perdi a esperança que tal acontecesse, e também não me falta a esperança para que a lei leve a estocada final ao ser declarada inconstitucional. Se assim for como espero, será necessária a alteração da Constituição. Bem, e aí a “coisa fia mais fininho” já que são necessários os dois terços favoráveis o que acredito também não ir acontecer.
Se assim acontecer, aí, todos os que se manifestaram contra o referendo virão clamar por ele.
Para bem da sociedade, para já fez-se justiça.
Chamem-lhe o que entenderem, mas casamento NUNCA.
Bom fim-de-semana para todos
Jacinto César
Já sei! Estão curiosos para saber para que quero eu objecto tão exótico. Mas eu digo. É nem mais nem menos para poder a partir de agora ir bem equipado para a escola. Os tempos estão difíceis e quero voltar todos os dias inteiro a casa. Vejamos porquê.
Numa única semana deram-se os seguintes acontecimento:
1 – Aluno apanhado com pistola na mochila;
2 – Aluno de 12 anos espanca professor. Primeiro pô-lo KO com a mochila. Depois deu-lhe com uma cadeira;
3 – Professor atira-se da Ponte 25 de Abril porque já não conseguia aparecer perante os alunos.
Já não basta o estado em que o país se encontra e agora começam a agravar-se os problemas disciplinares nas escolas.
O problema não será muito fácil de corrigir, mas também não é insolúvel. Antigamente tínhamos os Institutos de reeducação para os “meninos” que faziam as suas gracinhas. Hoje mudam-nos de escola à força, mas eles não se importam pois vão chatear caras novas.
Se os meninos não podem ir para a cadeia, então que vá o pai por ele. Talvez a partir de aí, os papás passem a educar melhor as criancinhas.
Eu pelo sim pelo não vou usando o método antigo: se algum se alarga leva na cara e se voltar contra mim engole os dentes de certeza. Não é correcto? Talvez! Só que eu não me considero bombo de festa. O que é que me pode acontecer? Um processo disciplinar. E depois? Venho para a rua. E depois? Agora um fedelho fazer de mim gato-sapato é que não.
Jacinto César
Quando ouvimos tal notícia pela primeira vez achámos que era um disparate e como tal propusemo-nos em apresentar uma solução alternativa para que não se diga que nos limitamos a criticar sem apresentar contrapropostas.
E assim foi, deitámos mãos ao trabalho e começámos a pensar numa solução alternativa que está neste momento está em fase de conclusão. Era e é uma solução que deveria aparecer quando estivesse pronta. A notícia apanhou-nos de surpresa.
Lógico que não será ainda hoje que a apresentaremos, mas em virtude de os acontecimentos se terem precipitado, leva-nos a dar uma ideia do que vamos propor à Câmara Municipal e à Confraria do Senhor Jesus da Piedade, já que o projecto envolve a cooperação das duas entidades.
Quando afirmámos que era um disparate aumentar o referido Centro, dizemo-lo com a convicção que, mesmo o primitivo jamais deveria ter sido ali implantado. O local não é de modo algum o melhor dado os inconvenientes que advêm da sua localização, dificuldades de estacionamento e do facto de estar implantado numa área destinada fundamentalmente à indústria. Assim sendo propomos o seguinte:
1- Cedência por parte da Confraria do Senhor Jesus da Piedade à Câmara através de compensações a acordar do terreno onde habitualmente se faz a Expo S. Mateus.
2- Compra do olival anexo e a oeste do terreno anteriormente referido.
3- Construção de um pavilhão definitivo no terreno referido em 1
4- Construção de um parque de estacionamento no terreno referido em 2
Todas as exposições que a Câmara promove passaria a ser no pavilhão a construir no topo do Parque da Piedade, com a vantagem de:
1 – O pavilhão estar localizado num espaço amplo, com boas vias de comunicação e com possibilidades de estacionamento.
2 – O pavilhão serviria para além dos eventos referidos em 1 também para pavilhão de exposições na Feira de S. Mateus.
3 – O parque de estacionamento anexo ao pavilhão daria também serventia ao Coliseu desde que se estabelecesse uma via pedonal.
O que se pretende com esta ideia e quais as suas vantagens:
1 – Acabar com o actual vazio do topo do Parque da Piedade. Com a implantação do pavilhão teríamos uma zona de grande dignidade que se requer naquele espaço.
2 – Proporcionaria a concentração de feiras e eventos no mesmo local.
3 – Proporcionaria uma maior frequência do local preferido pelos elvenses para passear.
4 – Proporcionaria o arranjo urbanístico e paisagístico do olival encravado entra o Parque da Piedade, Estrada do Morgadinho e traseiras do Coliseu, das urbanizações adjacentes e Intermarché.
5 – Ficaria situado numa zona já com muitas infra-estruturas implantadas nas proximidades (comércio, restaurantes, bares, etc.).
Sabemos que não será fácil um entendimento entre as entidades envolvidas, mas mais tarde ou mais cedo terá que acontecer. É inevitável. Ao mesmo tempo poupar-se-ia dinheiro em arranjos sempre provisórios e aluguer anual das tendas gigantes que ali se implantam.
Dentro do mais curto espaço de tempo possível apresentaremos aqui o pré-projecto que idealizámos para o local.
Nunca aqui fizemos apelos a que comentassem o que escrevemos. Desta vez fazemo-lo. Dêem as vossas opiniões.
Jacinto César e
Presumo que não tivesse passado por este modesto blog ou que não tivesse tempo para responder, no entanto e se me permite gostaria de voltar ao assunto de ontem.
Não acredito que o meu amigo seja inocente, mesmo não o conhecendo, mas os números que hoje apresenta reforçam ainda mais a minha opinião. Não se justifica gastar tanto dinheiro quando o principal continua por fazer e que é preparar a Nossa Cidade para receber visitantes! Mas pior do que isso é o seguinte: quem é que ganharia mais com tal projecto: Elvas ou Badajoz? Evidentemente que Badajoz. O meu caro é um acérrimo defensor da Euro-cidade. Não discordando totalmente, mas também não vejo a “coisa” com bons olhos. Eu explico-me.
Não vou afirmar que não gosto de espanhóis (salvo seja), mas, estou sempre com um pé atrás quando se fazem “sociedades” hispano-portuguesas. Nós, devido à nossa pequenez, saímos sempre a perder.
Deixe-me recordar-lhe um exemplo muito recente e que mostra que Espanha está sempre “de costas viradas” para nós. O nosso Presidente da República visitou oficialmente a Catalunha durante uns dias. Li TODOS os jornais espanhóis do dia anterior à visita e os dos dias posteriores, e salvo o La Vanguardia que publicou uma entrevista com o Presidente (sem chamada na 1ª página), mais nenhum noticiou tal visita. Acha isto normal entre países vizinhos?
Imaginemos agora a Euro-cidade Elvas-Badajoz. Quem é que ditaria as ordens? Quem é que poria e disporia? Quem é que sairia sempre melhor? Badajoz evidentemente!
Li no jornal Hoy de há uns tempos atrás um artigo sobre a candidatura das fortalezas da raia a Património da Humanidade. O articulista, para espanto meu, afirmava que devido à maior importância patrimonial de Badajoz, deveria ser esta a comandar todo o processo conjunto. Sei que foi a opinião de uma pessoa e que teve a coragem de a exprimir, mas lá no fundo a maioria pensa como ele. Só que cala!
Porque será que existe o velho ditado que me dispenso de aqui escrever?
Cordialmente
Jacinto César
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