Tivemos nos últimos dias conhecimento da “progressão na carreira” do Dr. Vítor Constâncio de Presidente do Banco de Portugal para Vice-Presidente do Banco Central Europeu, analisamos aqui o seu percurso nas actuais funções para avalizar das justeza da promoção.
Em 2005 previu o Dr. Vítor Constâncio, logo em Março, a pedido do Governo Socialista, que o deficit do orçamento elaborado pelo Governo do Dr.
Ainda relativamente a previsões de deficit, o mesmo Dr. Vítor Constâncio não foi capaz? de prever, em Julho do passado ano de 2010 que o mesmo não se situaria nos 5.5% que o governo então previa, em véspera de eleições, mas sim nos 9.3 % em que se veio a situar segundo próprio Ministro das Finanças.
O Dr. Vítor Constâncio, que estabeleceu para ele próprio o segundo maior salário de todos os bancos centrais, apenas superado pelo do Presidente do Banco Central Europeu, todos os anos vinha a público, na início das negociações salariais, falar na necessidade de contenção nos aumentos.
No corrente ano, o Dr. Victor Constâncio, uma vez que o Governo se adiantou e veio dizer que para este ano haveria aumentos zero, apressou-se a acrescentar à proposta do Governo o aumento dos impostos indirectos, para desta forma aumentar a perda dos salários reais.
Nunca ouvimos o Dr. Vítor Constâncio defender o aumento da tributação dos lucros da banca, ou a descida de impostos para pequenas e médias empresas para dinamizar a economia.
Na sua missão de supervisão bancária o Dr. Vítor Constâncio apenas viu, ou quis ver, o que se passava com o BPN e o seu Banco Insular ou no BPP quando a “bronca” estourou e veio a público.
Olhando aos factos descritos, do meu ponto de vista, o Dr. Vítor Constâncio teria avaliação negativa, e não teria qualquer possibilidade de progredir na carreira, aliás, com tantas avaliações parciais negativas, deveria no mínimo ser reconvertido para outras funções. Acontece que, nestes casos de lugares isentos de concurso a avaliação não é objectiva, visando a competência e a coerência com que se desempenha o cargo, mas politica, e como tal sempre sujeita aos diversos pontos de vista com no caso da garrafa de um famoso Whisky, para uns “está meio cheia” para outros “meio vazia”, assim sendo, parece ser que o Dr. Constâncio acabou tendo avaliação muito positiva, dada seguramente por aqueles para quem é bom ter na supervisão alguém que não vê a não ser quando todos já viram, que faça previsões do deficit politicamente “alinhadas” e finalmente, ter a dar indicações económicas, alguém que tem uma visão segundo a qual quem tem sempre que pagar o equilíbrio das finanças públicas, é quem depende de um salário, mas atenção de um salário que não seja de 17000 € mês, pois esses, por ganhar tão pouco, têm direito às correspondentes actualizações anuais e nem a progressão na carreira parecem ter congelada.
Esta visão do perfil do Presidente do Banco de Portugal fica evidente quando pensamos que o putativo sucessor é exactamente o homem que, enquanto Ministro da Economia, foi “vender” salários baixos para a China.
Aqui há uns dias atrás escrevi aqui sobre um vídeo duma parada militar na Noruega e sobre a “classe” com que os militares se apresentavam.
Nunca fui muito dado a Carnavais já que tenho a ideia de que as pessoas nestes dias mostram a sua verdadeira maneira de ser. Mas tudo bem! Há quem se goste de divertir desta maneira e não tenho nada contra isto. É festa e como tal tudo bem.
Este ano fui até ao centro da cidade dar uma vista de olhos pelo desfile e mais uma vez vim de lá triste. A diferença entre os “marchantes” e os militares que desfilam no 14 de Janeiro não são nenhumas. Eu explico.
Não vou por em causa o maior ou menor gosto dos trajes. Não vou por em causa a riqueza dos referidos trajes. O que não consigo suportar é o “frete” que muitos dos participantes fazem ao desfilar. Presumo que são todos voluntários. Com o mau tempo também presumo que estejam a fazer um grande sacrifício. Assim sendo, porque cargas de água os participantes se comportam com tão pouca convicção no que estão a fazer? Fazem adeus a tia e à prima, teimam em ir para a esquerda quando os outros viram à direita e vice-versa, saltam quando os outros estão no chão, etc, etc. Mas afinal o que é que vão lá fazer? Não estou aqui a dizer que se comportem como profissionais, mas bolas, poderiam fazer um bocadinho melhor. O problema não está nisto, porque não passa de uma brincadeira, mas está em tudo o que fazemos. Faz-se! Melhor dizendo, vai fazendo-se!
Jacinto César
Olhemos agora para o actual estado de coisas. Se António Guterres ainda se demitiu para evitar que se caísse no pântano, agora com José Sócrates já estamos todos mais que enterrados e o primeiro-ministro continua a fingir que nada acontece. Das duas três: ou o homem está cego, é um corrupto sem escrúpulos ou então sofre de doença mental grave. Mas quem paga a factura são os portugueses.
São episódios caricatos todos os dias. É uma sequência quase diária.
A última que me chegou aos ouvidos, a ser verdade é de “morte”. Victor Constâncio ainda Governador do Banco de Portugal, vai em princípio para o Banco Europeu. Para mim até não era uma má notícia se não fosse o zum-zum que me chegou que quem o iria substituir era Manuel Pinho. Esse mesmo em que estão apensar. Sim, o tal que “investiu” contra os deputados na Assembleia da República. Estou mesmo a ver o homem num Conselho de Governadores de Bancos Centrais, alguém a chateá-lo, e ele a dar mais uma cornada num colega.
Haja alegria pois ainda estamos no Carnaval da democracia. O problema é quando chegar a quarta-feira de cinzas.
Jacinto César
Pós-escrito
Bem, a primeira notícia acabou de se confirmar: Victor Constâncio já é Vice-Presidente do Banco Central Europeu. Acabou agora mesmo de ser divulgado na SIC.
O que é certo é que 200.000 visitantes depois cá continuamos. Mais polémica menos polémica, mais paulada menos paulada lá nos vamos conseguindo aguentar ao cimo da água sem nos termos ainda afundado. Não foi por falta de tentativas de nos deitarem abaixo. Não foi também por vezes pela falta de ânimo e querermos fechar a porta. Só que já se tornou um vício. Tornou-se numa droga da qual não conseguimos sair.
Tudo tem acontecido nestes tempos: foram ameaças de todos os lados, foram ofensas gratuitas, foi a maledicência em sessão contínua. De tudo tem valido, mas também tem valido a pena fundamentalmente pelos nossos amigos que nos têm encorajado a continuar. E continuaremos.
Neste dia gostaria também de deixar alguns agradecimentos. Antes de mais ao Amigo e Colega
Um muito obrigado a todos.
Nota – Já me esquecia de fazer um agradecimento especial a duas pessoas que nos deram argumentos para uma grande maioria de posts e são eles José Rondão Almeida e José Sócrates. Obrigado a eles também.
Jacinto César

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Concelho |
Total |
< 25 anos |
|
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>55 anos |
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Elvas |
2797 |
1479 |
631 |
437 |
250 |
Segundo o referido semanário há em Elvas 2797 pessoas a receber o rendimento social de inserção. Vamos partir do princípio que são correctos.
O que é que há de estranho nestes números? Logo à partida a diferença relativa entre as percentagens dos concelhos do distrito, onde Elvas é líder destacado. Mas deixemos este problema para o fim.
Então o que é que eu encontro de anormal?
É certo que uma pessoa de mais de 55 anos, se ficar no desemprego tem muitas dificuldades em encontrar outro. Fenómeno corrente em todo o lado, mas pouco compreensível. Ao contrário destes últimos, os mais novos têm (?) uma facilidade de encontrar qualquer trabalho e a ele se adaptarem com mais facilidade. Bem, isto seria a situação lógica. Mas não! É exactamente ao contrário! O maior número de beneficiários deste subsídio, são precisamente os mais novos. Então porquê a inversão da pirâmide, quando é certo que a grande percentagem da população é de meia-idade para cima? Até parece um contra senso. Mas tem uma explicação.
Qualquer pessoa de meia-idade que sempre trabalhou, tem dificuldade em aceitar a situação de desemprego. Muitos até têm vergonha disso. Como tal aceitam tudo o que lhes aparece pela frente. E os mais novos? Simplesmente não querem trabalhar. É a verdade nua e crua.
Já aqui há uns tempos atrás tinha referido aqui para o facto de a maioria dos trabalhadores que estão nas obras da Escola Secundária serem estrangeiros. E porquê? Porque os de cá pura e simplesmente não querem fazer “pevide”. E como se governam então? Simples e claro como a água. Está na moda entre os jovens não se casarem. Tudo bem! O problema vem a seguir. Têm um ou mais filhos. Ambos são pai e mãe solteiros. Perante esta situação ambos têm direito ao referido subsídio, mais subsídio para a renda de casa, mais ajudas para isto e para aquilo e que tudo junto dá mais do que se estivessem a trabalhar. Se ambos fizerem uns biscates, somem tudo e veja-se quanto ganham. Não vale a pena pensar que é ficção, já que conheço casos e que ainda se gabam disso.
Se juntarmos a estes parasitas outro grupo do mesmo calibre e que são os ciganos (esta comunidade é bastante numerosa na nossa cidade) chegamos facilmente aos números publicados.
Pode-se perguntar se nos outros concelhos não acontece o mesmo, e eu talvez respondesse que é uma questão de fiscalização.
Haja alegria!
Jacinto César
ADIDA EM LONDRES
INFORMAÇÃO A TODOS OS PORTUGUESES....
AFINAL OS NOSSOS JOVENS TÊM MÉRITO...OU NÃO????
A nossa Maria merece...
De acordo Com O Correio da Manhã, Maria Monteiro, filha do antigo Ministro António Monteiro e que actualmente ocupa o cargo de adjunta do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros vai para a Embaixada portuguesa em Londres.
Para que a mudança fosse possível, José Sócrates e o ministro das Finanças descongelaram a título excepcional uma contratação de pessoal especializado.
Contactado pelo jornal, o porta-voz Carneiro Jacinto explicou que a contratação de Maria Monteiro já tinha sido decidida antes do anúncio da redução para metade dos conselheiros e adidos das embaixadas.
As medidas de contenção avançadas pelo actual governo, nomeadamente o congelamento das progressões na função pública, começam a dar frutos.
Os sacrifícios pedidos aos portugueses permitem: assegurar a carreira desta jovem de 28 anos que, apesar da idade, já conseguiu, por mérito próprio e com uma carreira construída a pulso, atingir um nível de rendimento mensal superior a 9000 euros. É desta forma que se cala a boca a muita gente que não acredita nas potencialidades do nosso país, os zangados da vida que só sabem criticar a juventude, ponham os olhos nesta miúda.
A título de curiosidade, o salário mensal da nossa nova adida de imprensa da embaixada de Londres daria para pagar as progressões de 193 técnicos superiores de 2ª classe, de 290 Técnicos de 1ª classe ou de 290 Assistentes Administrativos.
O mesmo salário daria para pagar os salários de, respectivamente, 7, 10 e 14 jovens como a Maria, das categorias acima mencionadas, que poderiam muito bem despedir-se, por força de imperativos orçamentais. Estes jovens sem berço, que ao contrário da Maria tiveram que submeter-se a concurso, também ao contrário da Maria já estão habituados a ganhar pouco e devem habituar-se a ser competitivos. A nossa Maria merece.
Também a título de exemplo, seriam necessários os descontos de IRS de 92 Portugueses com um salário de 500 Euros a descontarem à taxa de 20%.
Novamente, a nossa Maria merece!
Merece, em nome do Progresso, do grande Choque Tecnológico!
VIVA O P.S.
Jacinto César
Não vale a pena desmentir esta afirmação pois que, basta um qualquer leitor ver os comentários que aqui se encontram publicados desde o seu início, em 31/7/2007, para constatar que incluem comentários favoráveis, desfavoráveis e alguns até ofensivos para os autores do blog, sem que os mesmos tenham sido removidos. Há no entanto que distinguir liberdade de expressão de libertinagem irresponsável, pelo que houve na realidade alguns, poucos, comentários anónimos que foram removidos, por utilizarem linguagem imprópria ou serem ofensivos para terceiros que não os autores do blog.
Importa no entanto referir que, ainda que neste blog fossem eliminados todos ou alguns comentários anónimos, não estaríamos a cometer nenhum acto contra a liberdade de expressão. É que o conceito de liberdade implica a correspondente responsabilidade, e não significa que cada um pode dizer/escrever o que quer, utilizando o anonimato para que não possa ser responsabilizado pelo que diz/escreve.
Quando no texto anterior fiz a defesa da liberdade de expressão, fi-lo relativamente a textos e despachos devidamente assinados, cujos autores assumiram aquilo que escreveram. Mais, nesse mesmo texto refiro “não tive conhecimento até este momento que, qualquer dos intervenientes da suposta conversa tivesse processado o jornalista por difamação”, porque era de facto possível a instauração de tal processo uma vez que era conhecido o autor do texto.
Não confundo, nem nunca confundirei um texto assinado, que responsabiliza o seu autor, com um texto anónimo de que ninguém é responsável. Posso concordar ou discordar de qualquer deles. Posso até admitir que um ou outro desses texto tenha elementos que me possam servir de base para um texto aqui no blog.
Não posso é nunca confiar em informações/afirmações não assinadas como o posso fazer nas assinadas.
Cortar um texto assinado é censura.
Cortar um texto anónimo é apenas suprimir algo ou uma afirmação que o próprio autor não quer assumir.
Porque motivo terão terceiros que mantê-la e assumi-la?
Todos não somos demais Na passada semana assistimos a dois factos que são, no mínimo, preocupantes: 1 - Na segunda-feira um artigo de opinião do jornalista Mário Crespo, que se tem revelado incómodo pelas suas críticas ao actual Governo e ao seu Primeiro-Ministro, ser censurado pelo director do Jornal de Notícias. O referido artigo, que acabou por ser publicado por outros meios de comunicação, baseava-se numa suposta conversa mantida, durante um almoço num restaurante de Lisboa, pelo Primeiro-Ministro e dois dos seus Ministros, O facto de um director censurar um artigo de opinião incómodo para o Primeiro-Ministro e seus Ministros, indicia o retorno a uma época que considerava ultrapassada, e que assentava na máxima do “quem não é por nós, é contra nós”. 2 - Na sexta-feira o semanário Sol, trouxe novamente a lume o caso TVI, ao publicar os despachos do procurador e do juiz de instrução do processo “Face Oculta” para extracção de certidões de factos constantes do referido processo por considerarem haver «fortes indícios da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo para interferência no sector da comunicação social visando o afastamento de jornalistas incómodos e o controlo dos meios de comunicação social» com base nas escutas efectuadas a alguns dos arguidos, nomeadamente Armando Vara e Paulo Penedos. Não ouvi até agora desmentir os factos constantes desses despachos, apenas ouvi o Primeiro-Ministro e os seus correligionários criticar a divulgação dos referidos despachos, e classificar até essa divulgação como crime. Mais uma vez, o importante é que algo não seja publicado. O crime é dar a conhecer ao povo o «plano» que tinha como objectivo «a interferência no sector da comunicação social e afastamento de jornalistas incómodos» e do qual «resultam ainda fortes indícios de que as pessoas envolvidas no plano tentaram condicionar a actuação do senhor Presidente da República» e não o «plano» Face a esta situação, e por acharem, com eu também acho, que “é a liberdade de expressão que está em causa”, um grupo de cidadãos juntou-se para fazer uma petição, que se pode ler e assinar no link seguinte, http://todospelaliberdade.blogs.sapo.pt/ , no sentido de pressionar os órgãos de soberania a agir e acabar de vez com esta paz podre Porque está na hora de, sem medo, mostrarmos o que pensamos aos senhores do poder. Porque é necessário, por uma vez, agir em defesa da liberdade de expressão. Porque todos não somos demais. Deixo aqui o apelo aos leitores para que façam a sua parte. Eu já fiz a minha. Nota: Testos a negrito entre aspas extraídos dos despachos
Em conformidade com o que disse decidi o seguinte:
1 – Vou reformar-me;
2 – Vou viver para as Caraíbas;
3 – Vou candidatar-me às próximas eleições a Deputado pelo Partido Socialista.
E porquê? Fiquei entusiasmado com o exemplo que vou dar a seguir. Então é assim:
1 – Inês de Medeiros (filha do conhecido maestro António Vitorino d’Almeida) foi candidata pelo Círculo de Lisboa pelo PS;
2 – A rapariguinha vive em Paris;
3 – A dita, vem durante a semana para Lisboa e volta para casa (Paris) com as viagens pagas por todos nós;
4 – Para que não passe mal por cá recebe TODOS OS DIAS de ajudas de custo no valor de 528 euros (reparem bem que é um pouco mais que o ordenado mínimo nacional). É uma missão difícil.
Ora bem, perante isto que é que se pode dizer? Eu não posso dizer aquilo que estou a pensar, mas vocês podem imaginar!
Jacinto César
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