Elvas sempre em primeiro

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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Eu pecador me confesso!

Sim, é verdade! Depois de reflectir muito sobre o assunto resolvi aderir ao Islamismo. Sei que é um grande pecado para os católicos, mas foi assim que decidi.

Apesar de não haver em Elvas uma mesquita, não é coisa que preocupe muito um bom muçulmano, já que basta uma bússola e virar-me para Meca para rezar.  

Se tal facto não constitui um problema, outra situação preocupa-me bastante. Eu quero casar-me e a legislação actual e a que vem aí por causa do casamento gay não mo permite. Afinal a tão apregoada liberdade individual do cidadão não existe para todos.

E porque é que não me posso casar? Porque apresentei-me no registo civil com duas mulheres com quem quero dar o nó. Tive muita sorte porque o conservador queria mandar chamar a polícia por ser adepto da poligamia, coisa muito esquisita e proibida por lei em Portugal. Eu estou de acordo. Elas estão de acordo. Então porque não?

O índice demográfico em Portugal tem nestes últimos anos sido sempre negativo. Ora casando com duas ou mais mulheres, permite-me ter mais filhos, ou seja, mantenho uma sempre em casa a tomar conta da catraiada, a outra ou outras podem trabalhar também para sustentar a família. Resumindo, além de me cercearem a liberdade, estão também a impedir-me de dar uma contribuição para o aumento demográfico do país que tanto necessita de gente nova. Ou não será assim? Mais, estou a contribuir para a economia do país. Como? Façam lá as contas. Quanto custa a inseminação artificial para as lésbicas poderem dar à luz um rebento? Quanto custa ao país fazer engravidar um gay como se faz nos Estados Unidos? Tenho ou não tenho razão?

Caros representantes do Parido Comunista, Bloco de Esquerda e Partido Socialista: V. Exas. que tão bem têm representado os homossexuais na sua pretensão de casarem, agradecia que pensassem também nos muçulmanos, que apesar de serem uma minoria também são gente.

 

PS – Não me oponho, antes pelo contrário, à União Civil dos homossexuais, mas se eles querem casar, eu também quero.

 

Jacinto César    

 


Tasca das amoreiras às 16:06
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

“A quinta dos animais”

Li hoje  em http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1030569.html que Sílvio Berlusconi, Primeiro-Ministro italiano, vai a tribunal por alegadamente ter sido intermediário, num processo de fuga ao fisco envolvendo uma das empresas da família.

Existia em Itália uma Lei, a “Lei Laudo Alfano” que garantia imunidade jurídica aos mais altos cargos políticos durante o exercício de funções. No entanto o Tribunal Constitucional italiano veio revogar a Lei retiraando a imunidade a Sílvio Berlusconi alegando que:

«Berlusconi, tal como todos os outros representantes de altos cargos do Estado, é um cidadão como os outros e por isso deve submeter-se às decisões da justiça».

Esta decisão do Tribunal Constitucional italiano, vem provar que, mesmo no país da máfia, é possível não só investigar como processar um Primeiro-Ministro, mesmo quando este, através da maioria parlamentar que o apoia, faz aprovar e publicar uma lei destinada à total blindagem da sua pessoa, relativamente aos crimes que possa ter praticado, bastando para tal que exista uma real independência do poder judicial relativamente ao poder político. 

Pena é que, por esse mundo fora, mesmo em países que têm consagrado na sua Constituição o princípio doa igualdade de cidadãos perante a lei, ainda esteja vigente a o princípio tão bem ilustrado na frase seguinte:  

“Todos os animais são iguais mas alguns são mais que outros” (Orwell, Jorge; A Quinta dos Animais) Também conhecido sob o título (O Triunfo do Porcos).

 

António Venâncio

 


Tasca das amoreiras às 17:18
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Domingo, 15 de Novembro de 2009

Este país é um manicómio!

Sei que alguns dirão que eu é que estou maluco por continuar a insistir no tema, mas não me posso calar. Os meus princípios morais e éticos assim me obrigam. Foi assim que os MEUS PAIS me educaram e não é agora que vou mudar. Nunca me vendi, nunca comprei ninguém, nunca corrompi nem nunca me corromperam. Assim sendo e como cidadão deste país EXIJO a que quem nos governa proceda de igual forma.

 

Resumamos aquilo que se tem passado nestes últimos meses.

1 – Presumivelmente Armando Vara andava a aproveitar-se das amizades para favorecer outros em negócios pouco limpos.

2 – A PJ desconfiou ou recebeu “alguma dica” e pô-lo sob escuta devidamente sancionada por um juiz.

3 – No meio de tanta conversa o nosso 1º Ministro foi também apanhado.

4 – O DIAP de Aveiro entendeu que havia ali factos que configuravam o crime de atentado ao Estado de Direito, crime esse somente imputável a figuras de Estado e manda extrair certidões para abertura de inquéritos.

5 – As escutas foram validadas por um tribunal superior.

6 - O processo passa “às prestações” para o Procurador-geral da República e este despacha-as também às pinguinhas para o Supremo Tribunal de Justiça.

7 – Este último determina que as escutas não têm relevância e ordena a destruição dos DVD’s que contêm as conversas Vara/Sócrates.

8 – Ponto final no assunto.

 

Ponto final no assunto?  Mas afinal que “porra” é esta? Será que estão todos malucos menos o juiz Noronha Nascimento do STJ?

Este não foi de intrigas, mandou logo destruir os originais e cópias para que não sobrasse prova alguma (duvido que alguém no meio disto tudo não tenha feito uma cópia à boa maneira dos “piratas” portugueses).

 

Pronto, eu sei que não entendo nada destas coisas e o que me faz mover é o “ódio” que nutro pelo 1º ministro, mas não acham que tudo isto cheira muito mal?

 

Para finalizar, hoje o “pai de todos os socialistas” profere a sua magistral sentença sobre o caso:

“O antigo Presidente da República, Mário Soares, afirmou este domingo, que a investigação do caso “Face Oculta”, não passa de um «problema comezinho»”.

Uma tirada destas só pode ter saído de um génio e de um sem vergonha também. Falou o patriarca para abafar algumas vozes mais incómodas mesmo dentro do partido.

Mas como ainda há HOMENS neste país, acredito que nada disto passará impune nem que seja à lei do cacete (queria dizer outra palavra mas não posso).

 

PS – Por falar em poucas-vergonhas, mais uma vez o PSD deu uma facada nas costas dos professores. Já se venderam por 30 dinheiros como Judas. Falaremos disso proximamente.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 01:41
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Sábado, 14 de Novembro de 2009

Venham ver senhores, venham ver!

Para uma cidade que se quer juntar à nata do melhor que há no mundo, é muito triste ver espectáculos desta natureza.

Aquilo que se vê nas fotos que se seguem é nem mais nem menos que a Capela de Santo Amaro que se situa junto a um Monumento Nacional que é o Padrão das Linha de Elvas. Que pensará um turista que se lembre de percorrer os 17 monumentos nacionais existentes em Elvas e depare com uma ruína daquelas?

Não sei de quem é a tutela da capela, ou até se é privada. Uma coisa tenho a certeza é que é uma vergonha aquilo que nos é oferecido ver.

Não sei a quem dirigir o meu protesto, mas penso que a Câmara Municipal terá algo a dizer sobre o assunto.

Já agora gostava de fazer uma pergunta inocente ao Senhor Presidenta da Câmara. Senhor Presidente, a distribuição do Boletim Municipal não se está a fazer em condições, já que há mais de um mês que não o metem na minha caixa de correio e eu gosto muito de saber o que se vai fazendo cá no burgo. Por favor veja lá se os distribuidores estão a fazer bem o trabalho.

 

              

 

                               

 

 

 

(Fotos de António Serra)

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 00:00
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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Oh cliente, vai um spred mais baixo?

Eu cada vez ando mais contente com o que se passa à nossa volta e à nossa vidinha.

Por favor leiam o que ontem foi publicado pelos jornais.

 

“Os lucros dos primeiros nove meses de 2009 do BES, BCP, BPI, CGD e Santander Totta subiram 6,7 por cento, em termos homólogos, para 1.437,6 milhões de euros, ou seja, mais de cinco milhões de euros por dia.”

 

Já uma vez aqui disse que considero que os bancos não são nenhuma instituição de beneficência. São um negócio como qualquer outro, que tem clientes, que tem empregados, que tem patrões, que tem prejuízos ou lucro. Penso que ninguém discute isto. Então o que é que acho que está mal? São os lucros exorbitantes que conseguem ter mesmo numa época de crise.

Nunca as taxas de juros estiveram a níveis tão baixos, tendo a semana passada atingido o valor mais baixo, com a taxa Euribor a situar-se abaixo do 1%. Como é que então se atingem lucros desta natureza? Baixa a Euribor e os bancos sobem os spreds e consequentemente aumentam os lucros à custa de todos nós.

Mas pior que tudo isto (que é muito mau), é a publicitação desses mesmos lucros. É um atentado à pobreza. Numa época em que há tanta gente a passar fome não é vergonhoso que tal se aconteça? Numa altura em que há famílias a fazerem autênticos malabarismos para manterem a sua “saúde financeira” em ordem, tais notícias não são escandalosas?

 

Como é que se podia fazer frente a uma situação destas? Através da Caixa Geral de Depósitos que pertencendo ao estado, tinha a OBRIGAÇÃO de baixar os spreds e os outros à força teriam acompanhar o banco do estado. Só que o estado é tão chupista como os outros e como tal alinha no regabofe.

 

Ontem li num blog que frequento habitualmente aquilo que penso mas que não tenho a coragem suficiente para o dizer também. Subscrevo na íntegra o que ali se diz. Se quiserem dar-se ao trabalho leiam o que aqui é escrito.  

 

http://josemariamartins.blogspot.com/

 

PS – Caros comentadores, não vale a pena repetirem aquilo que todos já sabem: sou um professor INCOMPETENTE, NÃO QUERO SER AVALIADO, sou um FASCISTA além de UM COTA DE MAU FEITIO. Se quiserem acrescentar mais algum adjectivo não se poupem. Ah, já me esquecia, sou também um grande ANALFABETO! Por favor não se repitam!

 

Jacinto César ( Ah, mas assino todas as parvoeiras que escrevo ao contrário dos meus bravos comentadores)

 


Tasca das amoreiras às 00:00
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Jorge Sampaio vs Cavaco Silva

Vamos recuar uns anos até aos finais de 2004.

Atentemos naquilo que Jorge Sampaio afirmou aquando da dissolução da Assembleia da República quando o 1º Ministro era Santana Lopes e era apoiado por uma maioria.

 

“O Presidente da República anunciou, no dia 30 de Novembro, a sua intenção de dissolver a Assembleia da República. Jorge Sampaio decidiu dar uma oportunidade à maioria PSD/CDS para continuar a governar após a demissão de Durão Barroso, mas ter-se-á cansado da instabilidade política e dos sucessivos escândalos que marcaram os 4 meses do Governo de Pedro Santana Lopes. Na decisão do Presidente terá também pesado o distanciamento face ao Governo de economistas e empresários de referência, como Ferraz da Costa, Belmiro de Azevedo, João Salgueiro e Cavaco Silva, entre outros.”

 

Estes foram os argumentos que utilizou Jorge Sampaio para a dissolução da AR. Esperou 4 meses pela saída de António Guterres, esperou pelo congresso do PS, esperou que José Sócrates fosse eleito secretário-geral do partido, e quando este estava em condições de ir a eleições procedeu à dissolução.

Para mim foi um golpe muito feio.

 

Atentemos agora a algumas palavras proferidas no discurso de demissão de Santana Lopes.

 

“Devemos perguntar: porque não foi dissolvida a Assembleia da República quando havia Ministros do Governo Socialista que se demitiam sucessivamente, várias vezes em confronto público com o Primeiro-Ministro António Guterres?

 

Porque não foi dissolvida a Assembleia da República quando todos os indicadores apontavam para um descontrolo das contas públicas e para a degradação da situação económica?

 

Porque não foi imediatamente dissolvida a Assembleia da República quando o então Primeiro-Ministro, sem o apoio de uma maioria parlamentar, disse que se ia embora para não enfrentar o pântano em que o País se ia atolar? Pelo contrário, o mesmo Presidente da República insistiu para que o Eng. António Guterres se mantivesse à frente dos destinos de Portugal?”

 

Bem, isto pertence ao passado. Concordássemos ou não com a decisão do Presidente da República, o que é certo é que ninguém morreu por isso. Houve eleições e José Sócrates tal como o Presidente planeara, ganhou-as.

 

Hoje gostava de perguntar ao actual Presidente da República que também deu uma mãozinha para que tudo o que atrás se disse tivesse acontecido, o seguinte:

 

1 – É indiscutível que o anterior governo teve maioria absoluta à qual se sucedeu uma maioria relativa. É um facto. Mas será que o dito governo não esteve e não continua a estar envolvido em sucessivos escândalos? Não chegam já os escândalos sobre a licenciatura do PM, sobre as obras que não projectou mas que assinou, o caso Freeport e finalmente o caso Face Oculta? Que mais é necessário fazer para ser demitido?

 

2 – Alguma vez o governo de Santana Lopes sofreu tanta contestação social como o actual sofre? Alguma vez o governo de Santana Lopes teve casos de corrupção nas empresas pública como o actual? (por acaso estão lembrados que foi Santana Lopes que afastou da área do poder alguns do barões de PSD, facto que o partido jamais lhe perdoará?).

Então porque é que o actual 1º Ministro não é demitido?

 

3 – O governo Santana Lopes não era muito do agrado de alguns ilustres economistas. E este, a começar por alguns de muito peso dentro de PS como Campos e Cunha ou Medina Carreira, para já não falar de muitos que não navegam em águas socialistas?

Se este foi um argumento para a demissão de Santana Lopes, porque não pode agora ser utilizado? Ou será que o Senhor Presidente da República está de acordo com as medidas económicas que os governos socialistas têm tomado?

 

4 – Será que o actual presidente está com esperança que o PS o apoie numa futura recandidatura?

 

Estou muito farto da actual situação e não lhe vejo um fim. Já começo a estar farto de ler jornais e ver telejornais: deixam-me deprimido. E eu a pensar que o país já tinha batido no fundo.

 

PS – Senhor Presidente: quando é que põe em ordem o Supremo Tribunal de Justiça (?) e a Procuradoria-geral da República? É um espectáculo lamentável!  

 

PS2 – Caros comentadores, não vale a pena dizerem que eu estou furioso porque me querem avaliar. Começo a ficar tão farto de tal argumento que qualquer dia corto-vos o pio.

 

Jacinto César

 

 

 


Tasca das amoreiras às 01:42
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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Uma Questão de Matemática

Zero à esquerda e zero à direita

 

Na numeração árabe, aquela que nós utilizamos diariamente, existem dez algarismos.

Com os algarismos, isolados ou justapostos, escrevemos os numerais cardinais ou ordinais (hoje vamos apenas dedicar atenção aos cardinais), que são uma forma de representação dos números.

Acontece que entre os algarismo há um o 0 (zero) que tem propriedades muito particulares. Quando isolado representa o cardinal (número de elementos) de um conjunto vazio, isto é a inexistência de qualquer elemento. O mesmo algarismo, quando colocado â esquerda de outro, não altera o seu valor, por exemplo se tivermos o algarismo 1 ele representa uma unidade, ou seja o cardinal de um conjunto com apenas um elemento, se lhe colocarmos um 0 é esquerda, 01 representa exactamente o mesmo, uma unidade, e se acrescentarmos mais um 0 à esquerda, 001 continua a representar a mesma unidade, e se acrescentarmos ainda outro 0 à esquerda, 0001 estamos ainda a representar uma e uma só unidade, e assim acontece qualquer que seja o número de algarismos zero que acrescentemos à esquerda. No entanto sempre que acrescentamos o algarismo zero à direita de outro algarismo diferente de 0 estamos a multiplicar por dez, por exemplo se tivermos o algarismo 1 isolado ele representa uma unidade, com ficou dito acima, mas se lhe acrescentarmos um 0 à direita, 10 ele passa a representar dez unidades, e se lhe acrescentarmos mais um 0, 100 passa a representar cem (dez x dez) unidades, se acrescentarmos ainda outro 0, 1000 passa a representar mil (cem x dez) unidades, e o mesmo acontece qualquer que seja o número de zeros que acrescentamos à direita, por cada novo algarismo zero que acrescentarmos à direita teremos uma nova multiplicação por dez.

Certamente que os caros leitores se estarão a perguntar, a que vem hoje uma “aula” de Matemática, ainda mais à volta de um conteúdo tão elementar, e os comentadores do costume por certo estarão a dizer que é um tema que não interessa. Permitam-me que discorde, e dê um exemplo de uma situação hipotética em que este conceito tão simples se torna de extrema importância e o seu desconhecimento ou inobservância acarreta graves consequências.

Suponha os leitores que, ao avizinhar-se a época de chuvas, que aliás todos aguardamos com uma certa impaciência, um comerciante a que vamos chamar senhor “A” resolvia encomendar à empresa “Água a Toda a Hora” 1000 (mil) guarda-chuvas de um modelo exclusivo. Sendo um modelo exclusivo, fabricado por encomenda, foi acordado que o pagamento seria efectuado na íntegra antes do início da produção, uma vez que os referidos guarda-chuvas só interessavam mesmo àquele cliente. 

A nota de encomenda foi enviada ao escritório da empresa “Água a Toda a Hora” que lhe deram o tratamento habitual, emitindo a factura e o recibo, uma vez que a cobrança deveria ser feita antecipadamente e efectuando a respectiva cobrança. Uma vez recebido o pagamento, foi enviada à produção a respectiva nota de encomenda com a indicação que deveriam ser produzidos 1000 guarda-chuvas e enviados o mais rapidamente possível ao cliente. O problema é que o encarregado da produção que recebeu a referida nota de encomenda, ou porque desconhecia o elementar conceito matemático atrás exposto, ou porque tinha um problema de lateralidade não distinguindo bem a esquerda da direita, confundiu 1000 (mil) com 0001 (um) e em vez de mil guarda-chuvas produziu e enviou apenas um.

Imaginam os caros leitores como ficou indignado o senhor “A” que tinha pago antecipadamente mil guarda-chuvas e só recebeu um? E como ficou a imagem no mercado da empresa “Água a Toda a Hora”?

Expressões como:

“Quem anda à chuva molha-se”

“Mete muita água”

Podem mesmo ter resultado de uma situação como esta.

Aqui têm caros leitores o porquê da pertinência desta “lição” de Matemática Elementar.

 

António Venâncio


Tasca das amoreiras às 10:07
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Assim NÃO!

Como é que o país não há-de andar como anda se os exemplos vêm de cima?

 

Imaginemos a seguinte situação: eu sou um grande mafioso e dedico-me ao tráfico de droga. A polícia já anda a desconfiar de mim e através de uma ordem judicial põe-me os telefones sob escuta. Um dos meus sócios no negócio é o primeiro-ministro do qual a polícia não desconfia e nem lhe passa pela cabeça que esteja envolvido num negócio destes. Um belo dia telefono ao PM para discutir um “negócio”. A chamada é interceptada. A PJ faz um inquérito e envia à Procuradoria-geral da República, que dado envolver o PM reencaminha para o Supremo Tribunal de Justiça, como manda a lei. Como a escuta tinha sido pedida para mim, esta, torna-se nula em virtude de o PM estar envolvido, já que para escutar o PM é necessária autorização do STJ. Resumindo, estou safo porque tenho como sócio o PM.

 

Perante tal facto, onde mora a justiça em Portugal?

Não quero com tudo isto dizer que o PM está envolvido no processo Face Oculta como está o seu amigo do peito Armando Vara. Eu sempre ouvi dizer que “à mulher de César não basta ser séria como precisa parecer”. Ora neste caso fica-nos sempre a dúvida se o PM é sério ou não, dúvida essa que é legítima.

 

Segundo a lei, depois do Supremo tomar a decisão, as provas, ou seja, as cassetes com as escutas são destruídas, o que inviabiliza num futuro o retomar do processo.

 

Todos nós sabemos como é Sívio Berlusconi. Um trafulha todos os dias. No entanto uma comissão de inquérito do Parlamento Italiano analisou o caso e o Parlamento retirou-lhe a imunidade e vai ser julgado. E eu a pensar que os italianos eram os reis da mafiosice. Por cá as coisas são bem piores.

Estamos a caminhar a passos largos para a “africanização” do nosso país.

 

PS – Os comentadores do costume não vale a pena incomodarem-se a dizer que eu tenho um ódio de estimação ao PM, que me anda a tramar por causa da avaliação dos prof’s e que ganhou as eleições. Já conheço a lenga-lenga. De uma coisa podem ter a certeza, é que se tivessem feito um décimo do que fez Sócrates, a esta hora já estavam a ver o sol aos quadradinhos.

 

Jacinto César    

 


Tasca das amoreiras às 15:36
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

E já lá vão 20 anos

                        

 

Ainda parece que foi ontem que todos vimos a felicidade dos berlinenses de leste ao atravessar o malfadado muro que dividia a grande Berlim desde 1961. Lembro-me como se fosse hoje, aqueles abraços de irmãos separados, o choro de famílias divididas, a curiosidade daqueles infelizes a passearem-se pelas ruas do lado ocidental.

O que é certo é que veio abaixo devido à coragem de muita gente, principalmente de polacos e húngaros.

Só que mais muros existem e ninguém se lembra deles. Os irlandeses do norte continuam divididos devido à intolerância religiosa, os palestinianos continuam separados dos israelitas dada a intolerância política e os mexicanos dos americanos pelo vil metal. E assim anda o mundo.

Mas se muros físicos há, outros bem piores continuam a existir, mesmo entre nós portugueses. Continuamos a ver pessoas com acesso à saúde de luxo e outros á “saúde” que por esmola lhes vão dando, continuamos a ver muros que separam os “Belmiros de Azevedo” dos que recebem uma reforma miserável, continuamos a ter muros que separam os portugueses no acesso à (in)justiça, continuamos a ter muros e muros e muros em todo o lado.

Era necessário que houvesse a coragem daqueles homens e mulheres que deitaram abaixo aquele que se tornou o símbolo de todos os muros. Assim houvesse também vontade para isso.

E já passaram 20 anos. Quantos mais serão necessários para os derrubar a todos?

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 00:00
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Domingo, 8 de Novembro de 2009

Protesto

Já passam das 3 da manhã. Ando passeando pelo FaceBook e às tantas dou de caras dom uma carta dirigida ao Presidente do SLB. Dado o interesse da dita, permito-me com a devida vénia ao autor publicá-la aqui. Senti-me na obrigação de me solidarizar com o “protestante”.

 

Manifesto de Descontentamento

 

Ex.mo Sr. Luís Filipe Vieira,

 

Na qualidade de presidente desse nosso grandioso e glorioso clube, permita-me que seja o fiel depositário desta missiva do meu descontentamento, a qual me vejo obrigado a enviar devido a uma sucessão de situações que considero menos dignas do clube.

Deixe-me apresentar - Sou Benfiquista por opção, escolhi de livre arbítrio na flor da minha juventude e no seio de uma família multi-clubística. A minha paixão definiu-se aos 6 anos, no saudoso e antigo Estádio da Luz, e ainda hoje tenho viva na memória a imagem do majestoso e repleto estádio, no centro saltitavam de camisola berrante os meus ídolos (recordo-me perfeitamente do grande 'luvas negras') e os adversários eram os digníssimos axadrezados, equipa que infelizmente vive agora dias inglórios á custa de vigaristas reconhecidamente culpados pelo povo, mas inocentes aos olhos desta nossa justiça cega.

Também tenho um filho Benfiquista por opção, mais inteligente que o pai, nasceu no dia 08/02/2006 e nesse próprio dia tornou-se Benfiquista depois de assistir muito calmo e atento (ao meu colo) aos 5-0 com que a equipa presenteou o adversário desse dia. No dia seguinte, já orgulhosamente envergando o equipamento oficial de campeão nacional com 'Gui' nas costas, recebeu finalmente o cartão vermelho que o irá acompanhar toda a vida.

Vou ter outro, também Benfiquista, ainda mais esperto do que o anterior (e consequentemente do pai), porque ainda não nasceu e já é do Benfica - foi procriado no decorrer dos festejos das vitórias desta pré-temporada. Também ele vai ter o cartãozinho vermelho antes de sair da maternidade porque não quero ser responsável por trazer ao mundo órfãos clubísticos.

Passada esta pequena apresentação, enumero de seguida algumas das situações que neste momento me desagradam:

Primeiro - Tenho alguma dificuldade em decorar números de sócio superiores ao 19.999 e portanto não consigo decorar o meu porque passa em algumas centenas esse valor, complicou-se ainda mais com o meu filho porque apareceu mais uma casa decimal para dificultar, sempre que questionado digo que ele é o 'cento e quarenta e tal mil'. Gravíssimo vai ser o próximo porque em Maio o dígito das centenas de milhar já não será o mesmo, isso irá acarretar-me problemas de memória adicionais.

Ora neste caso eu sugiro humildemente que o Sr. Presidente retroceda na ideia de chegar aos 300.000 sócios, porque, para além das situações referidas atrás, causam grandes problemas administrativos ao clube, e p.e. o limite dos 99.999 sería eventualmente mais interessante até porque nos equipararia aos outros 2 clubes que se auto-intitulam grandes no futebol português.

Segundo - Ontem cheguei 15 minutos atrasado ao jogo e já não pude apreciar a execução do primeiro golo do Saviola, a seguir ao reinicio da partida, ainda com meia cerveja (sem álcool) na mão o Cardoso faz o 2-0, estava a acabar de me sentar depois dos festejos e tenho de voltar a pular para festejar o 3-0 (lá se foi o resto da cerveja), pouco depois estavam os cânticos todos afinadinhos no estádio e - MAIS UM! Desta feita não fui só eu que não gostei, metade dos adeptos do Everton saíram. Mais tarde o Saviola já tinha a indicação de substituição levantada e marca o 5-0, já ninguém sabia se havia de festejar o golo ou ovacionar o jogador á saída, ficámos todos confusos...

Deixo aqui expressa a opinião de que a equipa só deveria começar a marcar golos depois dos 15min. de jogo para permitir aos adeptos atrasados chegarem ao estádio, o mesmo se aplicaria no início da 2ª parte para permitir acabar de beber a cerveja ou ter tempo de apertar a braguilha. Quanto á marcação sucessiva de golos deveria ser estipulado um intervalo mínimo de 10min. para permitir a devida celebração, cânticos e 'ondas' subsequentes, e um tempinho ZEN para regozijo próprio. A um jogador que está para ser substituído não deveria ser permitido marcar golo porque confunde os adeptos e o próprio jogador não é ovacionado condignamente á saída. Por fim não é muito inteligente nem delicado brindar 6.000 adeptos ingleses com 5-0, dá má fama á nossa hospitalidade e eles não voltam - bastavam 4!

Terceiro - Quando cheguei a casa pus-me a ver o teletexto e constatei que nas modalidades de futsal, hóquei, andebol, vólei, râguebi, futebol, basquetebol, etc.., estamos em primeiro ou logo atrás do líder mas com jogos em atraso. Não só existe asfixia democrática no país como agora podemos ser acusados de asfixia desportiva, e isso meus caros senhores, é uma doutrina que a médio prazo pode trazer muito desemprego e descontentamento aos clubes adversários, e consequentemente ás dezenas de seus sócios e simpatizantes.

Proponho que sejam alterados os estatutos do clube, de forma a não permitir a permanência em simultâneo no topo da classificação, a mais do que 5 equipas (modalidades) das enumeradas anteriormente, a eventual excepção seria apenas a partir das últimas 3 jornadas de cada competição.

 

Subscrevo-me cordialmente,

 

Nuno Oliveira

 


Tasca das amoreiras às 03:23
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Últimos copos

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