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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Porque voto em … Parte 5

Rondão de Almeida

                                             

Nota prévia

Julgo que como cidadão e como homem, não tenho que dar satisfações a ninguém sobre o que faço ou não ou em quem voto ou não voto. No entanto, e dirigindo-me aquelas mentes mais “brilhantes” e retorcidas que por aqui aparecem, gostaria de dizer o seguinte:

1 – Não tenho, nem nunca tive ascendentes ou descendentes a depender da Câmara Municipal de Elvas. (Houve já por aí alguém que falou nos meus filhos)

2 – Não sou comerciante e como tal nunca vendi fosse o que fosse à CME. O mesmo digo a qualquer prestação de serviços.

3 – Pessoalmente não devo qualquer favor a quem quer que seja na CME, nem esta a mim.

4 – Nunca tive, nem tenho qualquer pretensão a qualquer “tacho” na câmara. Sou professor e com muita honra.

5 – Sou um cidadão livre e dentro da lei faço aquilo que bem me apetecer.

6 – Aquilo que aqui afirmo muitos não poderão dizer o mesmo.

7 – Desafio qualquer pessoa a desmentir o que aqui afirmei.

 

Vamos então ao que interessa!

 

Voto em Rondão de Almeida e na sua equipe porquê?

 

Muita gente sabe que as minhas relações com o candidato nunca foram más, mas boas também não. Já várias vezes aqui me referi ao cidadão R. de A. e aquilo que penso dele.

É uma pessoa que de bem-educada nada tem a não ser quando lhe convém e aí disfarça bem. A prepotência é um dom que não lhe falta, antes pelo contrário. Finalmente se a vaidade pagasse impostos, não lhe chegava o que ganha para os poder pagar. Isto é a ideia que tenho de Rondão de Almeida e que não deve andar muito longe da realidade. O problema é que se pusermos todos estes defeitos (e possivelmente outros) num prato de uma balança e no outro as qualidades, esta  penderia nitidamente para este último lado.

Por aquilo que sei e que me contam pessoas próximas, é pessoa que não verga ao primeiro desaire. É uma pessoa trabalhadora e que demonstra o que gosta da nossa cidade. Sinto que é capaz de mover montanhas para atingir um objectivo. E finalmente se formos honestos deve-se a ele a volta que a cidade levou desde que aqui chegou. Fez asneiras? Se calhar muitas. Fez coisas inúteis? Talvez. Fez coisas que não agradam a toda a gente? Naturalmente. Mas o que é certo é nada ficou igual ao que era.

Tenho discordado de algumas coisas que fez e de outras que não fez. Como cidadão tenho o direito de me manifestar e é isso que tenho feito, não só por escrito como olhos nos olhos. Como atrás disse, o candidato nada me deve nem eu a ele, mas demonstrou sempre respeito cada vez que me dirigi a ele ou vice-versa, mesmo quando foi para manifestar o meu desagrado com qualquer coisa.

Contrariamente ao que ontem aqui referi em relação ao candidato Simão Dores ao afirmar que não confiava na equipe, nesta confio. Vou falar somente dos dois elementos que o seguem na lista.

Relativamente a Nuno Mocinha, pessoa que conheço há muitos anos, acho-o uma pessoa competente no trabalho que tem feito. Tem um senão: desde que assumiu o cargo inchou de tal maneira que por vezes até parece trazer o rei na barriga como se costuma dizer. É pena pois a modéstia fica muito bem a toda a gente.

Em relação a Elsa Grilo a minha opinião é a seguinte, não só por conhecimento pessoal mas fundamentalmente pela opinião que dela têm pessoas que trabalham com ela e que por acaso do destino são amigas minhas. É aquilo que se pode chamar de “uma moira de trabalho”. Vai a todas e está em todas, além de ser uma pessoa muito inteligente. Penso ser a pessoa certa no lugar certo, já que não vejo em qualquer das outras listas pessoas que possam tomar o seu lugar em questões de cultura e património. Pessoa esclarecida e que sabe bem o que quer.

 

Assim sendo, que alternativas tenho eu ao votar?

 

Sei que esta minha análise aos candidatos e que fiz nestes últimos dias me vão custar alguns dissabores, coisa que não estou minimamente preocupado. Faço-o em consciência mesmo sabendo que vou votar num partido com o qual não simpatizo nem um bocadinho. Mas como aqui o que está em causa são as pessoas, quando votar na mão fechada tomo uma Renie para me passar a azia.

 

A oposição se quiser um dia ser poder que se cuide, mas assim não vai lá. Neste momento gostaria de estar muito indeciso em relação à minha opção de voto. Era bom sinal. Era sinal que havia mais listas competentes. Assim não tenho dúvidas e facilitam-me a vida.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 22:35
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Domingo, 4 de Outubro de 2009

Porque não voto em … Parte 4

Simão Dores

                                 

 

 

Com o devido respeito, sobre os 3 candidatos anteriores, pouco ou nada havia que dizer, mas o mesmo não se pode dizer deste, já que é um candidato forte e com pretensões a ganhar.

Tentarei ser o mais objectivo possível para explicar o meu NÃO à candidatura de Simão Dores.

 

1 – Por aquilo que fui sabendo nestes últimos meses sobre o cabeça de lista, é que se trata de uma pessoa inteligente e educada, tendo como senão a falta de experiência nestas andanças.

2 – O primeiro grande tiro no pé de Simão Dores foi o facto de quando chegou a Elvas e juntamente com outras pessoas funda a ADE. Ouviu-o dizer que tal movimento não daria origem a uma candidatura. Claro que ninguém acreditou e como tal não disse a verdade. Além disso colocou no mesmo saco “ratos”, “gatos” e “cães” sem se saber bem como é que ia gerir “esta bicharada”.

3 – Contra a vontade de muitos militantes e simpatizantes do PSD e do CDS lá se assumiu como candidato de uma coligação “contra-natura”. Não por ele, mas pela salganhada em que se tornou a pseudo coligação.

4 – Pelos motivos atrás referidos e por algumas pessoas que compõem as listas, a coligação não me merece confiança. Lamento-o principalmente pelos amigos que lá tenho. Eles sempre souberam a minha opinião.

 

Sobre as personagens já disse tudo. Vamos agora ao programa.

 

Fazer um programa é muito fácil. Cumpri-lo é que já é mais difícil. Li o programa linha por linha com muita atenção. Reli aquilo que me pareceu mais relevante e cheguei à conclusão: propostas, há muitas, mas dizer o “como” é que não. Vejamos as principais de cada capítulo.

1 – Saúde e Acção Social

 

Para além das vulgaridades que todos dizem, há uma que chama logo à atenção: Reabertura da Maternidade e Revisão da classificação do Hospital. Como é que se pode prometer tal coisa se todos sabemos que depende do Poder Central tal decisão? Mais, não sendo contra a reabertura da dita maternidade, é do conhecimento de todos que uma maternidade só é viável TÉCNICAMENTE se houver um determinado número de partos por ano, coisa que não acontece em Elvas. Já agora porque não reivindicar um serviço de Neurocirurgia? Sei que neste momento estarão a dizer que sou “socialista” e que estou a favor das medidas do governo Sócrates. Todos nós nos estamos a enganar a nós próprios, mas lá no fundo sabemos que em determinadas matérias o “homem” até acertou. Contrariamente aquilo que se possa quer fazer passar, o problema não é económico mas sim técnico. Passemos à frente.

 

2 – Desporto, cultura e turismo

 

Os lugares comuns são tantos que nem vale a pena debruçar-me sobre a maioria, no entanto gostava que me fosse explicado como é que se propõem levar à prática algumas propostas.

2.1 – Como é que se propõem resolver o restauro do património religioso se este é “pertença” do Arcebispado de Évora, e estes nem resolvem nem deixam resolver?

2.2 – Como se propõem resolver o problema ESCANDALOSO do restauro das Capelas dos Passos se estas estão sob a alçada do antigo IPPAR, estando o organismo teso que nem um carapau? O próprio organismo foi recentemente despejado da sua sede em Lisboa e nem eles próprios conseguem governar a sua casa?

2.3 – E como resolver a questão do património militar? Só se declararem guerra às Forças Armadas.

2.4 – Já não chegava o jardim zoológico privado do actual presidente como agora querem promover um municipal. E se deixassem os animais em paz? Ou será que algum dos senhores candidatos gostaria de estar a servir de exposição numa jaula ou num pequeno espaço?

 

3 – Ensino

É muito fácil dizer que queremos reforçar o Ensino Superior em Elvas, agora convencer as Universidades a colocar aqui um pólo é de loucos. Elas estão mesmo dispostas a abrir mão de algum curso para vir para Elvas. O Ensino Superior em Portugal já está como está, com excesso de cursos e cuja utilidade é muito duvidosa. Se se está a pensar no Ensino Superior Privado, bem, o melhor é nem se chegarem para cá, para que daqui para amanhã não estejamos todos a chorar por causa de mais umas quantas aldrabices feitas pelas empresas privadas detentoras dos alvarás. É só começar a contar os casos passados em Portugal, sendo a mais famosa aquela que licenciou o “nosso” primeiro-ministro.

 

4 - Políticas de Cidade

Revitalização do Centro histórico, blá blá blá … Eu já oiço essa conversa há muitos anos e em muitas cidades e até agora ninguém ainda descobriu a fórmula mágica. Não tenho aqui espaço para enumerar os milhentos centros históricos abandonados no nosso país e por essa Europa fora. Seria mais honesto nem falar no assunto, em que todos têm uma ideia, mas ainda ninguém a pôs em prática. Elvas, dado que o C.H. está delimitado pela cintura de muralhas que serve de fronteira entre “o velho” e “o novo”, é dos casos mais difíceis de resolver, fazendo fé nos estudos de arquitectos urbanistas.

 

Como o texto já vai longo, apesar de haver muitas coisas para dizer, vou directamente para o último capítulo do programa e que fala da Reorganização dos Serviços camarários, porque parece-me haver aqui uma maldade muito grande a roçar quase o sadismo. “Proceder à Dignificação do Estatuto do Trabalhador da CME”. O que é que nas entrelinhas se está a dizer ou prometer? Acho que toda a gente que trabalhe tem que ser dignificada, já que os que nada fazem deveriam ser marginalizados da sociedade. Que querem dar a entender então? Já copiaram as promessas do candidato à Câmara de Lisboa, António Costa.

 

Lamento, mas por estas e por outras razões não posso votar em vós.

 

Jacinto César

                            

 


Tasca das amoreiras às 01:55
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Sábado, 3 de Outubro de 2009

Porque não voto em … Parte 3

Luís Pedras

                                

Aquando das Eleições Europeias, estava eu com uns amigos no Tif-Taf quando entra o Luís Pedras. Vinha eufórico com os resultados que o BE tinha conseguido. Até os olhos brilhavam. Estava longe nesse dia de o ver como candidato à Câmara de Elvas.

Conheço-o há uns anos, mas nunca fomos íntimos, no entanto tenho uma boa impressão dele. Entusiasta mas parece-me que também sonha muito.

Li a entrevista que deu ao Linhas e também o ouvi no debate com os outros candidatos. Aquilo que disse ontem acerca de João Pinheiro, repito-o hoje sobre Luís Pedras. Está feito para ser eleito como vereador e depois encostar-se ao vencedor. Acredito que até possa dar um bom vereador, mas para ser presidente é ainda muito cedo.

Além disso, não vive bem a realidade da política em Elvas. Está convencido que vai ter ao menos dois vereadores. O pior é quando a realidade chegar. Chegar a vereador já era uma vitória, apesar de estar convencido que nem lá perto chegará, a não ser que haja uma hecatombe lá para os lados do MUDE. Veremos.

 

Jacinto César   

 


Tasca das amoreiras às 23:52
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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Porque não voto em… Parte 2

João Pinheiro

                                         

Sofro de complexos de esquerda? Talvez, mas nunca poderei esquecer o que o partido representado por João Pinheiro nos fez sofrer a todos no PREC. Não que tivesse sofrido directamente na pele (salvo alguns “desaguisados” pontuais devidamente retribuídos), mas o que fizeram ao país e pior do que isso o que queriam fazer. Para mim isto já é mais que suficiente para não votar PCP.

Sobre o candidato em si, não o conheço. Só sei que era (ou ainda é) funcionário do partido e como tal deve ter uma visão redutora da sociedade em que vivemos.

Ouvi-o no debate e li no Linhas a entrevista e chegou para lhe tirar a “pinta”. Fiquei com a impressão que dava tudo para ser eleito e reeditar a fuga à direita do João Vintém.

Pareceu-me também demasiado “simples” para o cargo a que se propõe candidatar. Se ainda fosse uma Junta de Freguesia, ainda vá. Agora como Presidente de uma Autarquia?

Lamento muito, mas o meu amigo deverá continuar na sua campanha pelas amplas liberdades lá no seu partido. Para aqui não serve.

 

Jacinto César  

 


Tasca das amoreiras às 22:13
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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Porque não voto em … Parte 1

Manuel António Torneiro

                                      

 

 

(Foto Linhas de Elvas)

Conheço o Manuel António há muitos anos, ou antes, ele é que me conhece há muitos anos, já que é muito mais velho que eu. A opinião que tenho dele é a de um homem que tem a obsessão do poder, o que não significa ser má pessoa, antes pelo contrário.

O problema maior que lhe encontro é o ser “espalha brasas” e ao mesmo tempo um sonhador. Acredito nas suas boas intenções e no se amor a Elvas, mas isso não chega. Ser-se político é outra coisa e essa “outra coisa” ele não tem.

Se por um lado é uma pessoa simples pelo outro tem que se fazer ouvir de qualquer forma nem que para tal tenha que se por em bicos de pés e “berrar” mais alto que os outros, como se isso lhe desse a razão.

É uma pessoa voluntariosa, mas perde-se em discussões inúteis. Esbanja forças em lutas que não lhe trazem dividendos. Não pode servir como presidente de uma câmara. Se fosse eleito, não seriam necessários muitos meses para já ter brigado com toda a gente. Dir-me-ão que é o feitio dele e que esta forma de ser está-lhe na massa do sangue. Precisamente por não termos jeito é que não somos todos Cristiano Ronaldo ou outra coisa qualquer que não tenha já nascido connosco.

Caro Manuel António, dedique-se à gestão da sua fundação, ajude as pessoas como puder, mas esqueça-se da política para a qual não está vocacionado.

 

Jacinto César   

 


Tasca das amoreiras às 16:02
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