Elvas sempre em primeiro

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Domingo, 18 de Outubro de 2009

Agora como então

“Este livro é dedicado a todos os políticos corruptos e incompetentes, prostitutas sem razão, prostitutos, chulos, comerciantes e intermediários sem escrúpulos, contrabandistas, falsificadores, mixordeiros, vadios e ociosos, carteiristas, especuladores, habitues das “caixas”, construtores de areia e cal, estudantes que não estudam, industriais exploradores, ricaços inúteis, “playboys” e meninas “bem”, homens e mulheres bem casados, trabalhadores que não trabalham, intelectuais sem valor, batoteiros, oportunistas e mangas de alpaca. Com toda a admiração que deve merecer essa elite deste País porque, nos finais do século vinte e perante o desafio do futuro, tem a coragem de enfrentá-lo, e ao presente, com um ideal elevado: viver o melhor que pode fazendo menos possível – isto é, à custa dos outros.”

 

 

 

 

Caros leitores, será que aquilo que acabaram de ler lhes diz alguma coisa? Se calhar não e se calhar sim. O livro foi publicado em 1983, mas o conteúdo é perfeitamente actual, ou seja, em 26 anos nada mudou, ou antes, tudo se agravou.

Tenho umas centenas de livros aqui por casa espalhados e por vezes dá-me um certo gozo reler algum sem que essa escolha obedeça a algum critério. Calhou a ser este. Pelo título e depois pela dedicatória poderão adivinhar o conteúdo.

O problema é que por vezes estes deixam-me um pouco deprimido e que foi o caso, porque os problemas que aborda são os que actualmente persistem em ser problemas e para os quais não vejo solução. O filme é o mesmo. Os actores é que são outros. É assim como um remake duma película já vista há um par de anos. Mas o problema maior é que o raio do filme se vá repetindo sempre e que os nossos filhos e netos o continuem a ver.

O autor aborda o problema da educação nesses tempos idos. Amanhã transcreverei alguns parágrafos para podermos comparar com o que hoje se passa. Vale a pena ler.

 

Jacinto César

 

 

Luís Campos, dedicatória no livro “ Viver sem trabalhar num país à beira-mar”, Europress.


Tasca das amoreiras às 01:03
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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Parábola do Grilo

Numa bonita cidade ensolarada, algures nos anos dois mil e algo, vivia um grilo.

Talvez fruto de um Inverno seco e de uma Primavera temporã, este nosso grilo começou a cantar cedo, muito cedo, ainda em pleno Inverno, fazendo-se ouvir por toda a cidade. Durante meses a fio a cidade ouviu-o como uma nova diversão.

Chegou o Verão o seu canto intensificou-se de tal forma que se tornou difícil dormir na cidade com o barulho que fazia.

Ao chegar ao Outono, certamente pelo facto de se manter o tempo ensolarado e o frio não abundar, o grilo continuou a fazer-se ouvir cada vez com maior estridência de tal forma que aquilo que no início era um divertimento, passou a ser dificilmente tolerado acabando por se tornar insuportável.

Para grande surpresa??(e alívio) da população, um certo domingo calou-se repentinamente, sem que tivesse começado a chover ou o frio tivesse aumentado significativamente.

Dadas as características climatéricas do ano em curso, um daqueles anos em que o final do Verão e principio de Outono se torna penoso para toda a fauna, por falta de alimentos e de água, de tal modo que diz o povo “até a raposa anda aos grilos”, tememos seriamente que o nosso grilo tenha mesmo sido “comido” pela “raposa”.

Certo é que nunca mais se ouviu cantar na cidade.

Esperemos pela nova “Primavera” para ver se voltamos a ter notícias do nosso grilo ou confirmarmos que a “raposa” lhe pôs fim.

 

António Venâncio

 


Tasca das amoreiras às 21:58
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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

O Ranking das Escolas

O vício já é tão grande em falar do ranking das escolas, que nem me apercebi que hoje queria escrever sobre o RANKING dos PAIS. Sim, é verdade! Já se falou tanto das escolas, dos professores, das políticas educativas, dos bons, dos maus e dos vilões da educação, que nos esquecemos sempre de avaliar se merecemos e sabemos ser pais.

Resolvi hoje pedir aos nossos leitores pais que preencham o inquérito abaixo publicado. Se a maioria das respostas for SIM, o seu filho é sem dúvida nenhuma um bom aluno frequente ele a escola que frequente.

Se respondeu NÃO há maioria das respostas, o seu filho só por milagre será um bom aluno e o senhor será sem dúvida um mau pai. Não merecia ter posto um ser humano no mundo.

 

 

Sim

Não

Ás vezes

1 – Fala com o seu filho dos seus problemas?

 

 

 

2 – Privilegia o “Telejornal” ou “Novela” a uma conversa com os seus filhos?

 

 

 

3 – Acompanha com frequência a evolução escolar do seu filho?

 

 

 

4 – Vai com regularidade à escola informar-se sobre o comportamento do seu filho?

 

 

 

5 – Procura saber quem são as companhias do seu filho?

 

 

 

6 – Fala com o seu filho sobre os malefícios do álcool e das drogas?

 

 

 

7 – Verifica se o seu filho consome álcool ou drogas?

 

 

 

8 – Sabe quando é que o seu filho tem testes ou outras provas de avaliação e depois procura saber os resultados obtidos?

 

 

 

9 – Deixa o seu filho sair até de madrugada sem saber onde andou?

 

 

 

10 – É capaz de dizer NÃO ao seu filho quando a isso se vê obrigado?

 

 

 

11 – É vulnerável “às chantagens” feitas pelo seu filho?

 

 

 

12 – Impõe ao seu filho que o respeite a si e a todos aqueles que são merecedores de tal?

 

 

 

13 – Ensinou o seu filho a desculpar e a pedir desculpas?

 

 

 

14 – Ensinou ao seu filho as regras fundamentais da moral e da ética?

 

 

 

15 – Incentiva o seu filho a ler?

 

 

 

16 – Fala ou comenta com o seu filho os problemas da nossa sociedade?

 

 

 

17 – Ensina ao seu filho o real valor do dinheiro?

 

 

 

18 – Incentiva o seu filho a envolver-se com a cultura e o desporto?

 

 

 

19 – Ensinou o seu filho a dar valor à vida?

 

 

 

20 – Acha-se um bom pai?

 

 

 

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 00:15
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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

A vitória de Rondão Almeida

Parafraseando aquele antigo anúncio das pastas dentífricas Couto, “Rondão Almeida é um político português com certeza”. Penso que se levanta a pensar em política e se deita com ela também. É como já aqui o disse um animal político. Depois, está rodeado de uma equipe eficaz e competente que vai pondo em prática tudo o que pensa.

O mandato que agora terminou pautou-se por um pragmatismo tremendamente eficaz e quase imune a uma oposição competente, quanto mais a uma oposição, que de oposição só tem o nome. Vejamos então:

 

1 – Questões sociais

 

Foi para mim talvez a área cuja intervenção foi quase notável. Talvez e como já uma vez aqui o afirmei, há dois grupos de cidadãos que me merecem uma particular atenção e que são as crianças e os idosos. São todos aqueles que se encontram indefesos. A Câmara prestou aqui um serviço de grande importância, na protecção, na melhoria da qualidade de vida e das condições sociais destes grupos. Penso que não fez mais que a sua obrigação, no entanto poder-se-ia não ter dado tanto ênfase como se deu.

Este foi o grande calcanhar de Aquiles da oposição. Como é que foi possível dizer-se e permitir-se dizer através de terceiros, aquilo que passou a ser voz corrente na nossa cidade, como foi o caso das “passeatas e os comes e bebes dos cotas” e das idas à praia das crianças desfavorecidas? Estratégias eleitorais de quem nunca passou dificuldades na vida.

 

2 – O betão

 

Para o presidente cessante foi a sua grande glória. Concordo com muitas coisas que foram feitas e discordo de outras. Para muitos terão sido as necessárias, para outros terão sido demais. Os grandes beneficiários neste capítulo foram as freguesias rurais cuja qualidade de vida melhorou consideravelmente.

Neste capítulo só ponho um grande senão: os custos de manutenção destas obras num futuro. Mas como se costuma dizer que quem vier atrás que feche a porta, os futuros autarcas que se preocupem com esse problema. Pode até acontecer que seja a oposição a “gramar com o petisco” o dia que ganhar a cadeira do poder. Seria trágico!!

 

3 – A cultura

 

Aqui houve muitos altos e baixos. Se é verdade que se deram passos importantes no domínio cultural, uma parte da população teve que “gramar” doses quase “mortais” de cultura pimba. Tudo faz falta. Todos os gostos têm que ser satisfeitos. Mas a pimbalhada foi demais. Sei que a gestão deste capítulo foi feito à semelhança da gestão das televisões privadas: transmitem o que o “povo” consome. É o país que temos.

Como não podia deixar de ser, tenho que destacar a candidatura a Património da UNESCO das Fortificações de Elvas. Era um processo complicado e complicado continuará, já que como aqui referi não acredito que tal aconteça. Justiça seja feita à Câmara que não terá culpas no processo. Cumpriu a sua obrigação. Agora é esperar pela boa vontade de terceiros e é precisamente nestes que não acredito.

No geral merece nota positiva apesar de se poder ter feito melhor.

 

4 – A economia

 

Tendo a noção que não serei a pessoa indicada para fazer um balanço não me “adiantarei” muito no assunto.

Se as finanças internas respiram saúde, já não se pode dizer o mesmo das finanças da população que vai sofrendo daquela doença geral que é o desemprego. Se me perguntarem o que é que a câmara pode fazer eu responderei com toda a sinceridade: não faço a mínima ideia. Numa coisa acredito eu, é que o presidente cessante ou qualquer outro que estivesse no seu lugar tudo faria para melhorar as coisas e se tal não aconteceu foi porque não conseguiu. Penso ser muito fácil dizer que se tem que dinamizar a economia e que se tem que atrair os empresários. Isso também eu sei dizer sem entender nada do assunto. Mas também acredito que não se possa “agarrar pelos colarinhos” um grupo de empresários e obrigá-los a vir para Elvas. Aqui a oposição falhou porque não passou dos lugares comuns sem nunca explicar como o iriam fazer. Perante os factos não consigo dizer se a actuação do executivo municipal merece nota positiva ou negativa. Quem souber do assunto que se pronuncie.  

 

Bem, isto foi o passado! E como será o futuro? Para já a equipe é de confiança e penso continuar homogénea e unida o que já não é mau. As promessas feitas durante a campanha foram vagas e pouco comprometedoras o que se presume que se irá fazer “uma navegação à vista”, já que as nossas grandes ambições dependem das políticas centrais e estas estão num estado muito periclitante.

Agora um bocadinho de futurologia. Acredito piamente que Rondão Almeida não acabará o seu mandato. Não, não pensem que o quero ver em S. Francisco. Só que lá para o meio do mandato irá “adoecer” o que lhe permitirá arranjar a desculpa de se vir embora e dar dois anos de experiência na chefia do executivo ao “delfim”. Aqui só tenho uma dúvida. Nuno Mocinha ou Elsa Grilo? Seja ele qual for, a futura oposição (que não será decerto esta) que se cuide, pois não terá novamente a vida facilitada pois a tarimba acumulada começa a ser muita. Vamos esperar para ver.

 

Finalmente uma palavra para o presidente eleito: promova a paz entre todos os cidadão, já que á moda do Zé de Mello, TODOS SOMOS ELVAS.

 

Jacinto César  

 

 


Tasca das amoreiras às 01:49
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Terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Como eu vi as eleições.

Agora que as coisas acalmaram e o pó começou a poisar e depois de já terem passado dois dias, já me deu tempo para reflectir um pouco mais sobre o que se passou. Esta é a minha visão de todos os acontecimentos.

 

1 – Candidato Manuel António Torneiro

Do eterno candidato não se esperava muita coisa tal como prevíramos. Os votos que amealhou são os dos amigos e pouco mais. Poderia ter evitado fazer a figura patética que fez ao andar a discursar pelas ruas de megafone nas mãos. Enfim, o estilo conhecido por todos.

 

2 - Candidato João Pinheiro

Sem surpresa a agonia do PCP é um facto, acelerado aqui em Elvas pelo motivo do candidato não ser de cá, além de ser um funcionário do partido. Cumpriram calendário.

 

3 – Candidato Luís Pedras

Eu avisei que o nosso homem andava a sonhar muito alto. Mais sonhou depois das Eleições Legislativas. O tombo foi maior que o esperado. Deixo no entanto aqui uma palavra de conforto para o Luís Pedras dada a campanha honesta que fez. É merecedor de todo o nosso respeito. Se eleito seria de certeza um bom vereador.

 

4 – Candidato Simão Dores

Não sei bem o que dizer deste candidato e da equipe que o acompanhou. Tudo começou mal e acabou pior.

Em Elvas cultiva-se muito a má-língua e o mexerico, mas a maioria das pessoas não gostam de ouvir dizer mal por dizer. A campanha baseou-se fundamentalmente em dizer mal. Foram tantos os factores que contribuíram para a estrondosa derrota que será difícil aqui enumerá-los. Mas tentemos mostrar os principais.

4.1 – A formação da ADE foi logo o primeiro tiro no pé. Quiseram fazer passar uma ideia que toda a gente viu logo que era uma mentira.

4.2 – A falta de conhecimento da realidade elvense, por ter sido enganado pelos “comparsas” ou então por inocência. Nunca entendeu bem a guerra em que se ia meter, ainda por cima a comandar um “exército” que lhe foi imposto por uma equipe do mais heterogénea que se pode conceber. Sem já falar nas equipes para as freguesias, as equipes para a Assembleia Municipal e para a Câmara eram confrangedoras.

4.3 – O comandante das tropas no terreno e principal estratega revelou-se a nulidade que a maioria das pessoas já sabiam. Apologista de uma preparação de campanha agressiva, e de uma campanha no mesmo estilo foi a machadada final nas suas intenções. Disparou em todas as direcções e uma bala fez ricochete no próprio. Estou-me a referir a Tiago Abreu. Ele definiu a SUA estratégia, o SEU “modus operandis”, e geriu a seu belo prazer e todos os outros fizeram coro. Penso que nunca conseguirei saber como é que consegue persuadir os parceiros, já que nem os militantes e simpatizantes do seu partido convence. Se acreditasse em bruxarias, diria que exerce um ascendente astral sobre algumas pessoas.

4.4 – A “coligação” fez a pré e a campanha atacando sistematicamente Rondão Almeida. O pior é que atacou com toda a artilharia os pontos fortes deste último. Depois fizeram passar a ideia que só os burros e os ignorantes é que votariam no candidato da continuidade. A esperteza e a inteligência eram monopólio dos apoiantes do MUDE.

4.5 – José Júlio Cabaceira não sai imune desta trapalhada. Pôs o partido que comanda contra ele ao  aceitar tal aliança contra natura. Não foi por falta de avisos de quem lhe quer bem sobre a necessidade de “correrem” sozinhos e contarem espingardas. Não ouviu ninguém. Parecia que andava hipnotizado. Resumindo, o desastre foi total. Agora já não vale a pena chorar.

4.6 – Agora vamos ao futuro próximo. Vamos ver se adivinho.

4.6.1 – Simão Dores vai desertar nos tempos mais próximos. Não acredito que se vá deslocar de armas e bagagens para Elvas para acabar em vereador sem pelouro.

4.6.2 – A senhora que se segue, dado a experiência política que tem, deverá ficar horrorizada com a ideia de o substituir e desertará também.

4.6.3 – Em que braços irão cair o bebé? Em José Júlio Cabaceira, fragilizado dentro do partido. Iremos assistir a uma revolução interna.

 

5 – Candidato Rondão Almeida

Que se pode dizer do candidato vencedor? Passeou! Limitou-se a passear e gerir a campanha ao seu belo prazer. Pôs em evidencia a obra feita, evitou fazer grandes promessas e “voi lá”.

Sobre o vencedor falaremos noutro dia.

 

Jacinto César    

 


Tasca das amoreiras às 13:34
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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Qualquer que seja a perspectiva…

A derrota do MUDE em Elvas nas eleições autárquicas foi avassaladora!...

Comecemos por comparar os resultados com os obtidos em 2005.

Apesar de existirem mais 683 eleitores inscritos o número de votantes diminui 267 eleitores.

Este facto, a meu ver, deve-se a dois factores fundamentais:

A sensação instalada, e que se veio a confirmar, que tudo estava resolvido à priori

A falta de uma alternativa credível.

Assim mesmo, o PS consegue, apesar da abstenção, aumentar a sua votação em 32 votos.

O MUDE, apesar de congregar, para além do PPD/PSD e do CDS/PP, os independentes, perde 263 votos relativamente à votação da coligação PPD/PSD - CDS/PP em 2005 mesmo sem independentes.

Podemos então afirmar que o aumento da abstenção se faz exclusivamente à custa do PPD/PSD – CDS/PP que, se lhe retirarmos os votos dos independentes, perdem em conjunto seguramente mais que os 267 votos que diminuiu o número de votantes.

Se fizermos a comparação relativamente aos resultados das legislativas de há apenas quinze dias, o MUDE não consegue sequer atingir os resultados que o PPD/PSD obteve nas legislativas (2144 votos para o PPD/PSD nas legislativas e apenas 2135 no MUDE).

Ouvi ontem a primeira reacção do candidato, Dr. Simão das Dores a estes resultados, nos quais se queixava da abstenção, e apontava o dedo aos políticos como culpados da mesma. Tem, nesse aspecto toda a razão. A abstenção foi, em parte, responsável pelos resultados desastrosos obtidos, mas, quando aponta o dedo aos políticos, e uma vez que como acima fica provado, foi a força política que encabeça a que mais perdeu para a abstenção, e que não conseguiu captar votos nesta, está a apontar o dedo a si próprio, aos seus correligionários e à confrangedora estratégia delineada.

Vejam-se a propósito os resultados de Arronches, onde o PPD/PSD, com uma lista credível, com uma boa estratégia, conseguiu, mesmo sem qualquer coligação, derrotar o PS que estava à frente da autarquia desde as primeiras eleições autárquicas do pós 25 de Abril.  

Destes resultados, que aliás vão de encontro ao que várias vezes aqui foi previsto neste espaço, os partidos envolvidos deverão retirar as devidas elações. Espero que ambos, PPD/PSD e CDS/PP repensem a sua estratégia e quem sabe as suas lideranças, para que o resultado possa ser diferente daqui a quatro anos. E não é cedo para começar a pensar nessa reestruturação. Ainda ontem, quando da sua primeira reacção aos resultados aos microfones da Rádio Elvas Rondão de Almeida afirmava que começava hoje a campanha para as próximas Autárquicas, e nisso ele tem toda a razão!...

 

Notas –

1ª – Deixar aqui a minha solidariedade à candidata pelo PPD/PSD à junta de freguesia de Ermelo, pela morte do seu companheiro assassinado pelo candidato do PS. Para além da perda que é sempre uma morte, fica-me ainda a tristeza de verificar que trinta e cinco anos passados sobre o 25 de Abril a nossa democracia se ainda está tão próxima da América Latina.

2ª – Dar os meus parabéns aos eleitores de Felgueiras e Marco de Canaveses pela lição dada nas presentes eleições autárquicas, ao derrotar respectivamente Fátima Felgueiras e Avelino ferreira Torres.

 

António Venâncio

 


Tasca das amoreiras às 17:11
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Domingo, 11 de Outubro de 2009

Humilhação!

Não, não sou bruxo ou adivinho! Não, não sou mais esperto do que os outros! Só que eu vejo as coisas de uma forma pragmática e alguns vêem sempre tudo cor-de-rosa (salvo seja). Só tenho pena de não conseguir acertar no euromilhões.

Falando agora mais a sério, aconteceu exactamente o que tinha previsto já há muitos meses desde o aparecimento da efémera ADE. Não foi por falta de serem avisados do destino mais que provável que iriam ter. Aconteceu. E agora? Infelizmente irá acontecer o mesmo que das outras vezes.

Em 12 anos enterrarem 3 personalidades é demais. Não tiveram ainda tempo de aprenderem. E não vai ficar por aqui enquanto a oposição em Elvas não se comportarem de uma forma inteligente, responsável e credível. Até agora foi Rondão de Almeida o carrasco desta política do “bota abaixo”. Daqui a 4 anos será outro(a) a proceder à humilhação. Mantenham o estilo arruaceiro e maldizente e percam a esperança de algum dia vencerem. Cá estaremos para ver e ir acompanhando a evolução dos acontecimentos.

Voltaremos nos próximos dias a análise dos resultados eleitorais. Quero deixar aqui e agora um apelo a vencedores e vencidos: haja dignidade.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 23:53
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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Eleições Autárquicas

Opções ou falta  delas!...

 

Em primeiro lugar quero deixar claro que, para que eu pudesse votar num dos partidos à esquerda do PS, facto que apenas poderia acontecer em eleições autárquicas, e ainda assim “engolindo o sapo”, seria necessário que algum deles reunisse as seguintes condições:

Ter um programa de grande qualidade, que claramente fosse factor de desenvolvimento para o Concelho.

Que esse programa fosse exequível, tendo definidas as formas de intervenção que o levassem à prática.

Que as listas, nomeadamente a liderança, das mesmas, fosse assumida por personalidades de reconhecida competência, indiscutivelmente capazes de levar à prática o programa referido.

Não vendo, em nenhum dos partidos em causa, satisfeitas as premissas que coloquei, não me debruçarei mais sobre eles.

O caso do Sr. Manuel António Torneiro é um caso diferente.

Trata-se de uma procura do poder pelo poder, capaz de “saltitar” de partido em partido, procurando atingir essa sua ambição pessoal. Tal facto esteve na origem do primeiro voto branco da minha vida, quando este Sr. foi candidato do PSD.  Está portanto excluído da minha intenção de voto.

Feito este esclarecimento preliminar, resta-me definir as minhas opções e os meus motivos, relativamente às listas restantes e para cada um dos órgãos autárquicos.

Comecemos pela Câmara Municipal relativamente à qual restam duas opções:

A coligação MUDE e o PS

Tenho amigos em qualquer das listas e reconheço a competência de alguns dos elementos que as integram. Dito isto, passo à questão política:

O MUDE – Foi um erro desde o princípio, como aliás aqui manifestei, toda a confusão que começa na sua formação e culmina com a diversidade de orientações políticas dos seus integrantes, não permitiu formar um grupo que se possa crer minimamente coeso. Se no mandato anterior não foi possível manter a coesão numa coligação formada por apenas dois partidos que são contíguos em termos espectro político, como acreditar na viabilidade de uma coligação que além disso integra elementos provenientes do outro extremo do espectro?..

Quanto às propostas que apresentam, estão, na sua maioria, fora da sua área de actuação, pois dependem não da autarquia mas do poder central.

O PS – Sem deixar de reconhecer a obra feita, tem uma incapacidade de “ouvir” e um estilo arrogante de exercício do poder com o qual não posso concordar.

Quanto às propostas, algumas delas, são uma vez mais dependentes do poder central e não do autárquico.

No próximo dia 11 irei votar em branco.

Relativamente às listas para a Assembleia Municipal colocam-se as mesmas duas opções.

Relativamente à coligação MUDE não me vou alongar, as mesmas questões que invoquei para a Câmara Municipal aplicam-se neste caso.

Relativamente à lista do PS, considero o Professor Carlos Pernas, de quem sou amigo, uma pessoa competente, ponderada, e perfeitamente capaz para presidir à Assembleia Municipal, e provavelmente teria o meu voto, não fora uma circunstância com a qual estou em completo desacordo.

O Professor Carlos Pernas, desempenha neste momento funções de Presidente do Conselho Geral da Escola Secundária D. Sancho II, tendo sido eleito através de lista votada entre os seus pares. Do mesmo Conselho fazem parte,  sete representantes do  pessoal docente nos quais se inclui o Professor Carlos Pernas, dois do pessoal não docente, quatro dos Encarregados de Educação, um representante da Escola Superior Agrária, um representante do Centro de Saúde, um representante do Instituto de Emprego e Formação Profissional, três representantes da Autarquia e dois representantes dos Alunos. Assim sendo, a ser eleito para a Assembleia Municipal, e inclusivamente com grande probabilidade de vir a ser o Presidente da mesma, o Professor Carlos Pernas passaria a ser simultaneamente o Presidente do Conselho Geral, e o Presidente da Assembleia Municipal.

Não esclareceu o Professor Carlos Pernas, até ao momento, se tenciona pedir a demissão do Conselho Geral, ou se vai manter as duas funções. A verificar-se a segunda hipótese, irá aumentar, indevidamente, o número de representantes da autarquia, ainda mais colocando na presidência deste órgão um elemento da mesma.

Fica-me ainda a dúvida se a escolha do Professor Carlos Pernas para encabeçar a lista do PS à Assembleia Municipal, não terá sido consequência da sua função como Presidente do Conselho Geral, o que denotaria uma intencionalidade em aumentar a influência política da Autarquia na escola totalmente intolerável.

Posto isto não poderei contribuir com o meu voto a sua eleição, uma vez que, não tendo existido uma clarificação, posso estar a contribuir para uma situação com a qual não concordo.

Irei votar em branco.

Relativamente à Assembleia de Freguesia tendo surgido um Movimento Independente na freguesia onde resido, Vila Boim, e dado o desencanto com os Partidos Políticos, será esse movimento a receber o meu voto

 

António Venâncio

 


Tasca das amoreiras às 16:42
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Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Não se pode sair de casa!

Era para não voltar a escrever sobre as eleições locais, mas estive um dia fora de Elvas e quando cheguei as novidades foram-me logo contadas. Duas merecem-me um comentário.

1 – Assim que regressei a casa fui ao café. Uma figura de “peso” cá do burgo dirigiu-se a mim e diz-me: sabe que hoje o Dr. Simão Dores dirigiu-se a mim e mesmo sem termos muita confiança diz “ há uma sondagem que me dá a maioria”. Presumindo que eu o conhecesse melhor faz-me a pergunta “ … o homem está bom da cabeça?”. Bem, eu também não o conheço bem, mas penso que sim. Mais, tenho até boa impressão dele, mas o seu problema não é o próprio, mas as “más companhias”. O meu interlocutor pensou um bocado e depois de ter nomeado a equipe concordou. Eu por mim não quero acreditar que o Dr. Dores pense assim, mas que é um resultado que lhe é “impingido” por alguém. Mas tudo bem!

 

2 – Ontem estranhei que alguns “comentadores” perguntassem com alguma insistência sobre uma fotografia ou vídeo sobre um presumível “strip” praticado pelo candidato Rondão Almeida. Não entendi até ter chegado a casa e tivesse aberto os comentários de hoje. Deparei-me com um link que me levava a uma fotografia do referido candidato sem camisa com duas jovens ao lado. Não liguei ao assunto até percorrer os blogs elvenses e deparar com a dita fotografia no blog Câmara dos Comuns, aproveitando para dizer que há uma grande diferença entre as campanhas: uma séria e a outra tipo “circo”. Fenómeno engraçado é o facto do circo que é aquele blog, pertencer a um elemento da lista que faz uma campanha séria. No mínimo caricato.

 

Bom fim-de-semana para todos e até segunda-feira.

 

Jacinto César     

 


Tasca das amoreiras às 22:31
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Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Ainda as eleições

Há cada fenómeno na nossa terra que apesar de cá viver há tantos anos, ainda não consigo compreender.

Toda a gente se considera esperta sendo que burros são os outros. Só que estes últimos pensam da mesma maneira que os primeiros, o que me leva a concluir que a população de Elvas é toda inteligente e burra ao mesmo tempo. Estranho fenómeno!

Isto vem a propósito da tomada de posição pública que algumas pessoas quiseram manifestar em relação aos candidatos ás eleições de Domingo, entre os quais eu me incluo.

Passo de bestial a besta num abrir e fechar de olhos e vice-versa. Ao manifestar o meu apoio a um candidato, de burro a atrasado mental, de mentecapto a cota, tem valido de tudo. Claro está que para os outros sou um “gajo” bestial. Outros ainda contestam a minha opção por um imaginável ódio que tenho contra um dos elementos da lista que não apoio. Mas será que esta gente está boa ou terá sido afectada por sol a mais que apanharam no verão que agora acabou? Ou será que tenho um conceito de democracia diferente?

Tenho ouvido aí por fora os argumentos mais aberrantes para justificarem o seu apoio a A ou a B. É completamente absurdo o que se está a passar. Por vezes tenho que dar razão a todos aqueles que queriam que António Oliveira Salazar renascesse. Há por aí muita gente que não merece a liberdade que lhes deram porque para eles liberdade é só a sua e não a dos outros. Todos os dias do ano são donos da verdade, com que só existisse uma verdade.

É muito triste ver-se a “intervenção cívica” de muitos dos nossos cidadãos.

Bem, fiquemos por aqui porque senão daqui a pouco estou a chorar de desgosto de ter que conviver na mesma cidade com democratas deste calibre. Haja paciência.

 

Jacinto César  

 


Tasca das amoreiras às 01:20
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Últimos copos

Forte da Graça - 18

Forte da Graça - 17

Forte da Graça - 16

Forte da Graça - 15

Forte da Graça - 14

Forte da Graça - 13

Forte da Graça - 12

Forte da Graça - 11

Forte da Graça - 10

Forte da Graça - 9

Adega

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