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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Estou comovido

É verdade, estou comovido e ao mesmo tempo o meu ego subiu pelo menos uns palmos. E sabem porquê? Porque Tiago Abreu dedicou-me um post inteirinho à minha pessoa. Eu que sempre fui uma pessoa modesta, ser assim presenteado por uma personagem tão importante, política e socialmente, deixou-me cheio de orgulho. Não caibo em mim de contente. Não sou merecedor de tamanha distinção.

Além disso gostei muito da prosa que me dedicou. Demonstrou mais uma vez ser uma pessoa de uma inteligência fora do comum, de uma educação esmerada só compatível com pessoas da sua classe e de uma intelectualidade ao nível do que temos de melhor na nossa cidade.

Notaram os meus leitores a classe como comentou o meu escrito? Ele viu logo que estava na brincadeira quando afirmei que não tinha gostado do seu candidato no debate. É indiscutível que o Dr. Simão Dores arrasou tudo e todos, mas eu quis pregar uma partida aos leitores dizendo o contrário. Mas ele com a sua perspicácia entendeu logo a minha brincadeira.

Há uma coisa que hoje vos tenho que confessar: tenho mentido. Sempre fiz passar a ideia que era católico, mas não. Desde que comecei a ouvir e ler o que Tiago Abreu tem para nos dizer que aderi ao Budismo. E sabem porque? Porque como esta religião me permite depois da minha morte reencarnar, fiquei cheio de esperança que passados uns tempos reencarne em Tiago Abreu. Desculpem lá a mentira que vos preguei, mas não me ficava bem demonstrar o fascínio que tenho por ele. Mas depois do presente que me deu, já não podia esconder mais o meu segredo.

Eu quero ser Tiago Abreu a qualquer preço. Tenho inveja dele e de tudo o que representa e que faz. Chego a roer as unhas quando o vejo a passear aquela classe toda. Bem, tenho que acabar porque cada palavra mais que escrevo vou vertendo uma lágrima. Obrigado Tiago Abreu. Fico-lhe grato para sempre.

 

PS – Desculpe lá Sr. Tiago, mas enganou-se aí numa coisinha, mas penso que foi porque o informaram mal. Não foram 15 dias de férias extra que tenho, mas sim 30 e se for eleito como penso, entrarei de férias por quatro anos. Que maravilha não é? Espero que um dia me acompanhe nesta patriótica missão e assim sentir-me-ia mais apoiado.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 02:26
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Sábado, 19 de Setembro de 2009

A ressaca

Todos nós sabemos que as ressacas são dolorosas, tenham elas tido a origem que tivessem. As ressacas políticas doem ainda mais porque são colectivas.

Li atentamente os comentários que aqui caíram a propósito do debate e gostava de esclarecer vários pontos.

 

1 – No futebol as coisas são um pouco mais pragmáticas. Perdeu-se e pronto, apesar de muitas vezes a derrota tem sempre culpados que não os jogadores ou o treinador. O árbitro é invariavelmente o mau da “fita”.

No caso de um debate as coisas são um pouco mais subjectivas já para não dizer muito subjectivas. Aos olhos de cada grupo, o seu comandante foi sempre o vitorioso. Se no futebol se chama a isto clubite aguda ou fanatismo, na política é cegueira.

 

2 – Houve por aí uns comentadores que afirmaram que não tínhamos visto “o mesmo filme”. É natural. Agora o que não posso suportar é que chamem burros a quem não pensa como eles. Eu não quero nem gostaria que todos afinassem pelo meu diapasão. Alguma coisa estava mal. Mas afirmarem que todos aqueles que se manifestam a favor de um candidato são ignorantes é demais. É próprio de ditadores ou a candidatos.

 

3 – Ontem aquilo que escrevi foi a minha visão sobre o que ouvi e acho perfeitamente natural que outros tenham uma visão própria dos factos. Por muito que se berre pela isenção, todos nós somos tendenciosos, nem que seja inconscientemente. O que condeno é que a minha visão tinha um nome: Jacinto César. As outras visões são anónimas e isso demonstra o carácter de quem as produz. E não me venham com essa de que têm medo de falar com medo de represálias. Esse argumento não colhe. Veja-se o caso de alguns funcionários da câmara que optam pela oposição e não me constam que sofram de medo crónico ou tenham sofrido represálias. Os anónimos cá por mim não o são por medo mas por vergonha daquilo que dizem, ou seja, não passam de vermes sem coluna vertebral.

 

4 – Quero aqui deixar ainda um comentário a uma afirmação que foi feita sobre o eu ter aqui dito que “ o Dr. Simão Dores daqui a quatro anos terá muita sorte se não apanhar

pela frente uma “Rondona”. Logicamente que ao referir-me a uma Rondona me estava a referir à Drª Elsa Grilo. Tal facto não constitui uma ofensa, mas antes pelo contrário um elogio. Na verdade se a Drª Elsa Grilo for a sucessora de Rondão nas próximas eleições bem se pode cuidar o Dr. Dores, já pelo que vi, não tem pedalada para ela. Foi tão somente o que quis dizer e só não entendeu quem é maldoso.

 

Dito isto, desejo a TODOS um bom S. Mateus. Divirtam-se muito e gastem pouco já que a vida não está para isso.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 00:00
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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

O debate

 

 

Hoje era o dia de desejar a todos um bom S. Mateus e parar uns dias, mas não resisti a comentar o acontecimento político da semana e que foi o debate dos cinco candidatos ao pódio do poder local.

Não sou adivinho nem bruxo, mas palpitava-me o que iria acontecer. Só não sabia alguns pormenores. Mas vamos ao que interessa.

Comecemos por Manuel António. Igual a si próprio, duvido que tivesse constituído surpresa para alguém. Sonhador como sempre, o eterno candidato disse o que todos já sabíamos. Nada!

O candidato do PCP, não o conhecendo, adoptou pelo discurso agora muito em voga no partido. Falas mansas e sempre pronto a colar-se ao poder usou todo o charme possível para não fazer feridas ao possível vencedor. Quanto a ideias, nada!

O bloquista Luís Pedras constituiu uma decepção ao comportar-se de um modo muito idêntico ao candidato comunista. Pareceu todo mel para Rondão de Almeida. Apresentou algumas ideias vagas e depois grudou a quem interessava. Se a sorte lhe bater à porta dava jeito ter “um amigo” poderoso. No geral esteve uns furos acima dos anteriores.

Rondão de Almeida esteve igual a si próprio. Nem mais nem menos. Limitou-se a gerir a “conversa”. Pôs em evidencia o trabalho feito, não fazendo muitas promessas, não vá o diabo tecê-las. Quem já votava nele de qualquer modo, continuará a fazê-lo. Dos outros e dos indecisos, poderá ter ganho mais alguns adeptos. Pragmático nos argumentos e nas ideias não deixou dúvidas a quem ouviu. Um animal político e com a lição muito bem estudada em casa.

Deixei para o fim o candidato do MUDE, Simão Dores. Foi a primeira vez que o ouvi falar. Continuo a acreditar que seja uma boa pessoa, mas foi uma decepção total. Mal preparado e confuso nas ideias fez o jogo que lhe ensinaram e perdeu. Entrou pelo caminho que não devia e saiu-se mal. Fazer um discurso pela negativa já não convence ninguém. Os conselheiros não o ajudaram, antes pelo contrário e o resultado foi o que se viu. Resumindo, criticar e fazer propostas que não explicou. O Dr. Simão Dores andou perdido do princípio ao fim e mostrou ser desconhecedor da realidade elvense. Só marcou pontos ao garantir que ficaria como vereador se perdesse as eleições, coisa que me parece ainda não ter esclarecido até aquele momento. Se tal acontecer, é natural que para umas próximas eleições já esteja mais bem preparado. Agora neste momento só se pode limitar a sonhar. Mais, se um dia quiser ser mesmo um candidato a sério terá que se rodear de outro “staff” que não este. Como se costuma dizer, diz-me com quem andas e eu dir-te-ei quem és, e na verdade as “companhias” não eram as melhores. Daqui a quatro anos há mais e já não terá Rondão a incomodá-lo. O pior é se lhe aparece uma “Rondoa” pela frente. Até lá muita água ainda passará por debaixo das pontes.

 

Jacinto César     

 


Tasca das amoreiras às 04:27
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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Não estou a gostar nada disto!

Como há dois dias atrás aqui disse, as sondagens valem o que valem, mas no entanto podem dar algumas indicações e principalmente influenciar os indecisos e isso começa a assustar-me.

Depois de ver as sondagens de hoje fiquei deveras preocupado com o que nos pode acontecer se o “engenhocas” ganhar. De uma coisa tenho a certeza, é que a confusão irá ser muita e o mais provável é termos a esquerda toda coligada. Eles até podem dizer que são incompatíveis, mas a sede de poder é muita, a começar pelo PCP que desde o PREC que não põem lá os pés. O Bloco, esses, ajeitar-se-ão.

Sei que muitos terão que tomar uma Renie por causa da azia, mas haja o que houver não podemos deixar isso acontecer. Se for necessário tomem uma caixa inteira.

 

Caros apoiantes de Rondão de Almeida, gostaria de vos lembrar que não é pecado nenhum votarem neste candidato e nas legislativas não votar PS. Lembrem-se do que todos passámos nestes últimos anos. Uns mais que outros, é certo, mas de uma forma geral todos sofremos um pouco. Lembrem-se que isto não é futebol, onde se nasce e morre sem mudar de clube.

 

Caros elvenses, votem em quem votarem nas autárquicas, antes de meterem o voto na urna das legislativas lembrem-se o que este (des)governo fez à nossa cidade. Sugaram-nos até ao tutano. Levaram-nos os anéis, mas não deixem que nos levem os dedos também.

 

Ainda temos todos uma semana para reflectirmos.

Votem à esquerda ou à direita mas nunca no PS.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 02:43
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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Adriano Moreira

Dir-me-ão pelo número de referências que aqui faço ao Prof. Adriano Moreira que para mim será uma espécie de super-homem ou um deus. Por favor leiam uma frase dele hoje publicada no jornal o Público.

 

“O académico Adriano Moreira afirmou hoje, em Lisboa, que na campanha eleitoral está em exercício "a mais antiga instituição nacional, o parlamento do rumor, e a crítica entre candidatos que obriga a escolher não o melhor mas o menos péssimo".

 

Para quem se preocupa pelo estado em que o nosso país se encontra, mais preocupado fica depois de ler tal coisa. Cada dia que passa maior é a minha raiva pela classe política que nos governa ou nos pretende governar. Por mais que queira não consigo encontrar alguém em que possa confiar cegamente. A desonestidade intelectual, para não falar noutras, é de tal maneira grande que muitos cidadãos já nem acreditam neles mesmo que estejam a falar verdade. Talvez esteja a ser pessimista, mas estamos a caminhar a paços largos para o caos. Olhamos aqui para o lado, para os nossos vizinhos espanhóis, e não divisamos melhor. Andamos mais um bocado para leste e chegamos a uma França feita em fanicos. Já nem vale a pena falarmos dos vizinhos destes do sul, a Itália. E por aí adiante. Para onde caminha a sociedade ocidental? Eu não sei! Alguém tem alguma ideia?

 

 

 

Jacinto César

 

 


Tasca das amoreiras às 23:33
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Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

A pré-campanha eleitoral – Parte 3

Continuemos então com a opinião com que fiquei do resto dos candidatos nos frente-a-frente televisivos.

 

3 – Um candidato que não me surpreendeu e julgo que não surpreendeu ninguém foi Jerónimo de Sousa. A sua posição é conhecida de todos, manteve a cassete igual à de sempre só que um pouco mais soft. Cumpriu.

 

4 – Os dois candidatos que se seguem foram sem dúvida os mais difíceis de analisar e o combate entre os dois foi para mim uma decepção. Refiro-me a Manuela Ferreira Leite e José Sócrates. Com uma certeza fiquei: a primeira continua em ter dificuldade em fazer passar a mensagem e o segundo continua com aquele estilo angélico que engana tudo e todos. O verdadeiro vendedor de banha da cobra. Ambos são irredutíveis e não dão um passo atrás. Basta ver o processo TGV. Em minha opinião e na opinião de muita gente, a solução seria um meio-termo, ou seja, fazer a linha Lisboa-Madrid e esquecer a Lisboa-Porto. Mas não! É o tudo ou nada e tal posição se faz com que se ganhe alguns votos por um lado, fá-los perder pelo outro. Mas não é só aqui que as posições se extremam. O comum dos cidadãos vê-se aflito para decidir e acaba por votar por uma questão de “coração” ou clubismo. Haverá uma franja do eleitorado que se encontra ao centro do “centrão”, que estando um pouco melhor informada que irá fazer com que a balança penda mais para um lado ou outro.

A minha opção ficará para um futuro próximo.

 

PS – Entretanto começaram os vários candidatos a ser entrevistados por Ricardo Araújo Pereira na SIC. Se José Sócrates se saiu bem do confronto com o “gato” ontem, criou em mim uma certa expectativa para não dizer preocupação o confronto com a dama de ferro. Espanto dos espantos foi o fair-play com que a “cara de pau” se safou desta prova. Penso que ainda melhor que o primeiro-ministro. Francamente gostei e ao mesmo tempo foi um alívio para mim em ficar a saber que a senhora é também capaz de se rir.

 

 

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 23:10
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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

A pré-campanha eleitoral – Parte 2

 

Fui um espectador mais ou menos atento aos debates que aconteceram nas cadeias de televisão em que todos os candidatos se defrontaram com todos. A minha opinião em relação ao que se foi passando é a seguinte:

 

1 – O candidato mais regular em todos os debates foi sem dúvida Paulo Portas. Conseguiu apresentar argumentos e ideias perante todos os concorrentes. Digo isto não só por mim, mas pelo que ouço às pessoas e aos próprios comentaristas dos órgãos de comunicação social. Tudo bem! Tudo bem? Não! Tudo mal! E porquê? Tal como ontem aqui escrevi sobre a sondagem em que as pessoas reconhecem que a pessoa mais honesta e credível é Manuela Ferreira Leite e no entanto vão votar José Sócrates. Aqui acontece algo parecido. Reconhece-se a Paulo Portas capacidades, mas não se vota nele. Penso que aqui ainda há resquícios de preconceitos do passado.

 

2 – Outro candidato que se portou à altura dos pergaminhos que lhe atribuem foi Francisco Louça. Infelizmente foi também protagonista da maior decepção aquando o debate com José Sócrates. Penso que a grande maioria das pessoas depositaram muitas esperanças no dirigente do BE em verem “cilindrar” José Sócrates e tal não aconteceu. Foi levado na conversa “mole” do 1º Ministro e não se consegui livrar da teia que lhe foi montada. Poderia ter sido o grande debate, denunciador das situações menos claras, para não dizer escuras, e no fim pouco ou nada aconteceu. Foi pena.

 

Jacinto César    


Tasca das amoreiras às 00:36
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Domingo, 13 de Setembro de 2009

A pré-campanha eleitoral

Agora que acabou a pré-campanha eleitoral dos grandes e acabaram os debates televisivos, poderemos fazer uma primeira análise do que se passou.

Antes disso, gostaria de analisar os resultados da sondagem feita pala RTP – Universidade Católica cujos resultados são os que todos conhecem.

1 – A sondagem deu-nos um empate técnico entre os dois maiores partidos com uma vantagem de mais ou menos 2% do PS sobre o PSD. Sondagens são sondagens e valem o que valem. O PS aparece em 1º lugar com 37 % dos votos.

2 – O mesmo estudo e com o mesmo público-alvo além da sondagem fez mais uns quantas perguntas aos virtuais votantes. Uma delas é muito curiosa e perguntava aos inquiridos sobre a credibilidade e honestidade dos líderes. Surpresa das surpresas, José Sócrates obtém 37% de opiniões favoráveis e 55% de desfavoráveis, enquanto Manuela Ferreira Leite tem 53% de opiniões favoráveis e 33% de desfavoráveis.

Que significa isto? Podemos achar que o candidato José Sócrates é desonesto e pouco credível e que Manuela Feira Leite é honesta e credível. Sendo assim pode-se inferir que o público-alvo apesar de confiar mais na líder do PSD, vai votar PS, não se importando que José Sócrates não seja de confiança. Isto faz-me lembrar um amigo meu que mora em Oeiras que me diz que sabe que Isaltino de Morais é um grande aldrabão mas fez por aquele concelho o que ninguém tinha feito antes. Não entendo o povo.

Como isto já vai longo, o resto fica para amanhã.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 23:35
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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Público vs Privado

Eu às vezes até tenho medo dos meus pensamentos e daquilo que penso em relação a determinados sectores da vida portuguesa. Às vezes penso que sou meio comunista e isso até me assusta, mas perante determinados acontecimentos, reconheço que os “ditos” até têm razão.

Isto vem a propósito da gripe A e de as seguradoras estarem a sacudir a “água do capote”. Penso que se um dia o SNS for substituído pelas seguradoras estamos bem “entalados”. Sei do que falo. Tenho uma filha que infelizmente é diabética. Há cerca de dois anos atrás, eu tinha um seguro de saúde em Espanha como muita gente. A minha mulher estava abrangida por um seguro de empresa, pois trabalhava lá, a minha filha estava na Inglaterra e como tal tinha por lá a SS e o meu filho estava na Alemanha. Com a doença da minha mulher, a minha filha regressou a Elvas e pensámos na altura em fazer um seguro de saúde para ela em Espanha. Pois bem, corremos umas quantas seguradoras e nada. Nenhuma lhe quis fazer o seguro. Claro está que nesse dia acabou também para mim.

E isto significa o quê? Os seguros o que querem é pessoas novas e saudáveis que recorram aos seus serviços uma vez por acaso e como tal não dão prejuízos, e quando surge um caso complicado atiram com ele para os serviços públicos. E pergunto eu, para que servem afinal as seguradoras? Veja-se o caso dos Estados Unidos e as vergonhas que por lá se passam.

Conto-vos mais um caso: tive um colega que tinha há muitos anos um seguro em Espanha. Há um ano atrás teve um problema de saúde grave e foi internado na famosa Clideba de Badajoz. Teve que ser operado, mas quando viram que não se entendiam com o assunto recambiaram-no para o Infanta Cristina onde viria a falecer. Vale a pena perguntar, então para que serve a clínica? Para umas operações simples, para quando se está doente ir passar uns dias a um “hotel” de luxo e mais nada.

Se em Portugal se se privatizar o SNS é o nosso fim. Safa-se que tiver mais dinheiro e os outros que “vão morrer longe”.

Viram a cena lamentável passada no Congresso dos EU entre um senador e o Presidente? E isto porque Obama pretende implementar um SNS para os pobres e indigentes.

Como será cá daqui a uns anos se de facto houver a privatização do SNS? Espero já cá não estar para ver.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 14:35
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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Selecção portuguesa de futebol

Apesar de ser um grande adepto de futebol, tenho evitado falar aqui do assunto para não ferir amores clubistas. No entanto, hoje, não posso deixar de falar do clube de todos nós que se têm comportado como um bando de meninos ricos que fingem jogar à bola. Não sei se o ânimo da rapaziada está a ser contagiado com a triste situação do país ou ali passa-se mais qualquer coisa que nós não sabemos.

Como é possível estarem ali alguns dos ditos melhores jogadores do mundo e darem um espectáculo tão confrangedor? Dirão alguns: ganhámos! Mas será que ganhámos alguma coisa, onde não houve brio, não houve dignidade, onde não houve profissionalismo? Que diríamos se quaisquer profissionais de outro ramo se comportassem daquele modo e ganhassem os milhões que ganham? Chamar-lhe-íamos incompetentes e aldrabões. Então o que é que temos que chamar a estes? Cá por mim poderiam ir jogar ao pau com os ursos! E o burro era o outro?

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 02:59
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