
Volto hoje novamente ao tema turismo para que entre todos possamos fazer umas contas.
1 – Todos nós sabemos quanto custam os spots na televisão. São pagos ao segundo e a preços proibitivos. Em função do que a autarquia gastou, quantos turistas vieram a Elvas? Não sei, mas acredito que não terão sido muitos e aqueles que vieram, quanto muito gastaram dinheiro no jantar e no bilhete do espectáculo e de seguida regressaram a suas casas.
2 – Apesar de não ter nada a ver com turismo, quanto se gasta anualmente em Elvas em Boletins Municipais e outros que tais e que pouca gente lê? Não sei, mas não será pouco!
3 – Quanto se gasta anualmente em feiras e certames fora de Elvas para atrair turistas? Pouco não será certamente e os que cá chegam, almoçam no “El Cristo” e vão embora.
A partir destas premissas, voltemos então ao assunto.
Eu e os meus companheiros de viagens onde vamos nós procurar os locais que visitamos? No nosso caso e penso que na maioria dos casos dos turistas culturais é através da publicidade dos operadores turísticos e que já falámos aqui, na Net e nas revistas da especialidade. A partir do que vemos e em função das nossas “disponibilidades” assim escolhemos para onde vamos. Nestes últimos 15 anos fui a locais que se não fosse por aqueles processos jamais teria lá ido, simplesmente porque nunca tinha ouvido falar neles.
Vamos então agora fazer outras contas.
1 – Quanto custará trazer a Elvas e à conta da autarquia meia dúzia de operadores turísticos de peso? E qual será o retorno do capital investido?
2 – Quanto custará trazer a Elvas redactores de revistas da especialidade de “peso”, mesmo que o espaço utilizado nas revistas tenha que ser pago? E qual a sua eficiência?
Em minha opinião este será o caminho a seguir para trazer turismo de qualidade para a nossa cidade. Haverá outras opiniões e se calhar muito melhores. Esta é a minha.
Jacinto César
Educação ou Falta Dela
Quando num debate entre pessoas educadas, em que cada uma delas defende pontos de vista diferentes, uma delas deixa de ter argumentos tem dois caminhos possíveis: Ou reconhece a bondade do(s) ponto(s) de vista da(s) outra(s) parte(s), e aceita esse(s) ponto(s) de vista revelando a inteligência e humildade suficientes para acolher novas ideias/opiniões desde que lhes reconheça qualidade, ou mantendo a convicção no seu ponto de vista, afirma ainda não ter havido nenhum dos argumentos apresentados capaz de o fazer mudar de opinião, e que portanto mantém o seu ponto de vista.
Quando num debata do mesmo tipo e nas mesmas circunstâncias uma pessoa sem educação fica sem argumentos, parte invariavelmente para o insulto e por vezes até para a agressão.
No debate do Estado da Nação de hoje, o então Ministro da Economia Manuel Pinho, demonstrou inequivocamente com a atitude que o vídeo ilustra que o Governo, em matéria económica, já não encontra argumentos para defender os seus pontos de vista, e que não tendo a inteligência e a humildade para reconhecer a bondade dos pontos de vista de terceiros, também não tem educação.
Fica pois bem ilustrado o estado a que chegou uma Nação com mais de oito séculos de História.
Onde vamos parar não sei! Qual vai ser o nosso futuro também não! Mas que este estado de coisas não vai dar bom resultado, lá isso não vai.
Antes do vídeo, quero aqui deixar-vos uma quadra do POETA Aleixo. Esta forma de estar é à portuguesa e a outra é à brasileira, mas no entanto mostra bem a diferença entre os ricos e os pobres.
Julgando um dever cumprir
Sem descer no meu critério
Digo verdades a rir
Aos que me mentem a sério!
Aviso – O vídeo contém cenas que podem ferir a susceptibilidade das pessoas mais sensíveis.
Jacinto César
Blogs de Elvas