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Segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Cada tiro cada melro

Cada vez que deste governo vem a público alguma coisa relacionada com as Escolas é certo que temos disparate do grosso. Agora foi o plano brilhante apresentado pela DGS, no qual se propõe o teletrabalho dos professores e a distribuição de trabalhos por e-mail. Realmente é de quem não tem qualquer noção do que é o ensino. Então onde fica a relação pedagógica com os alunos, o acompanhamento próximo de cada um, a observação que permite detectar as suas dificuldades, a avaliação contínua a tão proclamada aposta na qualidade... Áh! Estava esquecido, isso não vem nas estatísticas!... Depois vem uma afirmação interessante “os pais podem vir a assumir o papel de educadores”. Pensava eu (santa ignorância), que os pais tinham que assumir sempre o papel de educadores, incutindo nos filhos princípios, respeito pelo próximo e normas de boa convivência e comportamento em sociedade. Pelos vistos estava enganado, só agora é que terão que assumir esse papel, e pelos vistos provisoriamente, enquanto dura a gripe A. Mas mais curioso é o que se pede dos pais “estratégias de informação e envolvimento que lhes permitam apoiar a realização de trabalhos escolares em casa". Estes senhores só pensam nos seus filhos e nos dos seus amigos, nem lhes passa pela cabeça que, por esse país fora, há milhares de alunos cujos pais não têm um mínimo de condições de lhes prestar esse apoio, por terem uma formação académica muito inferior à que os próprios filhos já atingiram, e que portanto vão ficar, mais uma vez, em desigualdade com os seus colegas cujos pais tenha na realidade condições para os apoiar.

Para além das questões pedagógicas e de desigualdade atrás descritas, colocam-se ainda outras de caris eminentemente prático:

Será que todos os alunos dispõem de computador e de acesso à internet?

E os professores, já não falo dos que estão em suas casa na qual terão eventualmente o SEU computador e o SEU acesso à internet, pago do SEU bolso, e que já estão habituados a que o Ministério da Educação, que não lhes fornece nem canetas, use e abuse dos seus equipamentos, da electricidade que consomem em suas casa e dos serviços net por si contratados, para efectuar trabalhos para o Ministério, mas e os que se encontram colocado por vezes a mais de 300 Km de casa? Será que no quarto alugado onde são obrigados a vegetar nos períodos lectivos, longe das respectivas famílias, dispõe de acesso internet? A disporem será quase de certeza uma internet móvel. E quanto custa a utilização prolongada deste tipo de internet para permitir o teletrabalho? E quem o vai pagar? É que, quando o professor está na escola, usa a internet da escola e eventualmente um dos poucos computadores que a escola tem disponível para todos os trabalhos profissionais realizados com recurso a este meio, mas com a escola encerrada por motivos de epidemia de gripe, vê-se o professor privado destes meios.

Há ainda uma outra questão que penso que não agradará muito aos pais. É que estando os respectivos filhos em casa a receber “aulas” via internet, quem toma conta deles?

Mais uma vez não se pensou minimamente antes de anunciar uma medida.

Como diz o povo cada tiro cada melro

 

 

 

 

 

António Venâncio


Tasca das amoreiras às 22:57
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Sábado, 18 de Julho de 2009

A ultrapassagem

Que a EDUCAÇÃO chegou muito baixo, isso todos sabemos e não tem discussão. Agora chegar a onde alguns querem que chegue ainda vai alguma distância.

Nestes últimos dias foi posto a circular um boato acerca de uma pseudo ultrapassagem no concurso de professores.

Ao longo de 35 anos de serviço, como podem calcular, já vi muita coisa, mas parece-me que a notícia que corre tem outros fins. Posso estar enganado, mas cheira-me que há política à mistura.

Os vários ministros da Educação que têm passado pelo cargo desde o 25 de Abril, habituaram-nos às grandes confusões que são os concursos de professores. Ainda este ano, e já aqui o referi, veio colocada para a minha escola uma professora de têxteis para um lugar de mecânica. Coisas deste tipo acontecem, mas não deveriam acontecer. E quando falo destas, falo destas e outras ainda piores. Mais, aquelas de que tenho conhecimento, devem ser uma minoria. Sei que não é fácil tal tarefa, mas hoje com os sistemas informáticos que existem, deveriam ser em menor número. Mas não são.

Isto é um facto que qualquer um que esteja por dentro do assunto sabe. Agora haver corrupção no sistema, ponho as minhas dúvidas. Para se chegar a uma situação destas, penso eu, teria que haver muita gente envolvida, além de que, seriam casos muito fáceis de detectar nas próprias escolas, ou seja, a corrupção teria que começar na própria escola e ir andando por aí acima. Pode ser que aconteça, no entanto eu ponho sérias reservas.

O caso que me contaram e que depois apareceu em vários blogs elvenses, refere-se a “alguém” que presumivelmente teria acrescentado 1000 dias de serviço efectivo e em consequência teria subido inevitavelmente na classificação ordenada de professores. Se tal tivesse acontecido, a professora em causa teria mentido, o chefe dos serviços administrativos teria corroborado na mentira e a direcção da escola teria sancionado também a falsidade. Isto numa primeira fase. A dita lista ordenada é tornada pública para efeitos de reclamação e só passado uns tempos é que se dão as colocações. Resumindo, não só os atrás referidos tinham mentido como toda uma escola teria calado a mentira. É muita “fruta”! Posso estar enganado ou ser muito inocente, acredito, mas tudo isto não passa de um boato com a finalidade de atingir alguém.

A primeira notícia sei de onde saiu a público. Depois os “capangas” através de comentários foram acrescentando pontos à história. E assim fica consumado um facto que depois com um bocadinho de jeito atinge o alvo.

Só que essa pessoa consegue dizer tanta mentira em tão pouco tempo e com uma convicção tal, que ele sim, deveria constar no Livro dos Recordes.

Se o que temos é aquilo que todos sabemos, com uma criatura destas estaríamos frescos. Deus ajude os elvenses. Voltarei ao assunto.

 

Jacinto César

 

PS – Para os mais crédulos, acrescento, não me compraram, não me vendi nem tenho nada com o assunto. Se estou a ser inocente, perdoem-me.    

 


Tasca das amoreiras às 23:32
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Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

A avaliação que não chegou a sê-lo

A Srª. Ministra da Educação, veio ontem em conferência de imprensa, anunciar a manutenção da “simplificação” da avaliação de docentes para o próximo anos lectivo. Qualquer que seja o ponto de vista sob o qual encaramos este anúncio, temos que concluir que ele é o reconhecimento implícito que este sistema de avaliação não serve. Se o mesmo vai paro o terceiro ano da sua vigência e ainda não foi aplicado como foi inicialmente delineado, só podemos concluir que o mesmo está errado desde o início.

Apesar do relatório da OCDE, que aqui referi ontem num comentário, de um relatório da Deloitte e de outro do Conselho Científico para a Avaliação de Professores, apontarem várias deficiências no referido sistema insiste a Srª. Ministra na sua teimosia em não admitir o erro, e em lugar de  suspendê-lo iniciando negociações sérias para um novo sistema, prefere manter esta situação em que teoricamente o modelo de avaliação actual se mantém em vigor, embora na prática continue a não ser aplicado. Pretende certamente deste modo, iludir simultaneamente, professores e opinião pública, numa jogada eleitoralista, tentando dar a entender a uns que esta manutenção da “simplificação” vai permitir novas negociações para chegara a um acordo, e ao mesmo tempo dando entender aos outros que tinha razão desde o início, que os professores não tinham razão e que, por isso mesmo o modelo se vai manter.

Pelo que diz respeito aos professores, posso garantir que não nos iludimos, estamos fartos de ”simplificações” e de pseudo-negociações. Os relatórios referidos vieram confirmar, se é que tal era necessário depois das manifestações de uma classe inteira, que tínhamos razão desde o  início. As sucessivas “simplificações” provam que já nem a Srª Ministra e os seus Secretários de Estado conseguem sustentar o insustentável, depois das opiniões negativas de todos os relatórios, incluindo os por si encomendados como o da Deliotte. Só aceitamos a suspensão deste modelo de avaliação e a sua substituição por um outro que seja ao mesmo tempo formativo e justo.

Quanto à restante opinião pública, penso que perante os factos também não se deixará iludir pela campanha demagógica montada por este governo para denegrir toda uma classe, quando três relatórios independentes entre si, e nenhum deles encomendado pelos professores, vêm apontar no mesmo sentido.

Em Setembro lá estaremos, primeiro para mostrar o nosso descontentamento numa nova manifestação e depois para voltar a mostrar o mesmo descontentamento nas urnas.

 

António Venâncio

 


Tasca das amoreiras às 16:08
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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Novamente ao ataque

Este governo tem um jeito especial para atirar abaixo as classes profissionais que lhe fazem frente.

Hoje saiu uma notícia em que se informava o país que os professores em fim de carreira são os mais bem pagos da Europa. Fantástico! Pela parte que me diz respeito fiquei muito satisfeito por saber que ganho mais que os meus colegas europeus. Bolas, afinal não sou nenhum pelintra.

Como se prevê que em Setembro e em vésperas das eleições legislativas vá haver mais contestação dos professores (sempre são 150 mil mais as respectivas famílias), há que intoxicar a opinião pública e pô-la contra os docentes. Jogada de antecipação. Pode funcionar com as classes menos informadas, mas não funciona com todos e aumenta ainda o descontentamento, para não lhe chamar raiva. É, é isso mesmo que sinto: uma raiva profunda contra este governo.

Eu gostava de saber quanto ganham as outras classes profissionais, cujas habilitações tenham que ser licenciaturas e com mais de 30 anos de serviço? Tinha uma certa curiosidade em saber, já que em principio de carreira, um docente licenciado ganha o mesmo que um soldado no exército. Sei que a classe militar é uma classe prestigiada e a classe que nos defende dos nossos inimigos, e nós somos uma classe de pelintras.

Nunca tinha havido governo tão demagogo como este desde o 25 de Abril. Arre que é demais!

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 15:06
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Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

E se fosse em Portugal?

O antigo presidente da petrolífera estatal chinesa Sinopec, Chen Tonghai, foi condenado hoje à morte por práticas de suborno, segundo a agência oficial local Xinhua.

 

Já aqui manifestei mais do que uma vez o meu repúdio pela pena de morte, seja em que circunstâncias forem.

No entanto hoje quando li a notícia pensei cá para comigo: e se em Portugal deitassem efectivamente a mão a todos os corruptos e se ficasse provada essa corrupção e fosse depois condenados à morte como na China, a população do país diminuiria consideravelmente.

Se por um lado era bom por se acabar com a dita, por outro lado era mau, já que o crescimento demográfico em Portugal é negativo.

Por esse facto, e pensando melhor, vamos lá deixar a “rapaziada” governar-se. Os honestos que não sejam tontos e façam o mesmo.

Corruptos deste país uni-vos! Não se deixem prender!

 

PS – Aos leitores habituais peço desculpa pela falta de assiduidade, mas o “esfolar do rabo” na escola tem sido difícil. Para a semana voltarei com aquilo que nos espera em termos políticos locais.

Entretanto e finalmente um(s) “vândalo(s)” resolveu(ram) parcialmente a questão dos cartazes da Praça 25 de Abril.

 

 

Jacinto César   

 


Tasca das amoreiras às 16:39
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Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

As funções da PSP

Há dias aguardava umas pessoas junto a uma área comercial, que tem mesmo à frente um parque de estacionamento, concessionado a uma empresa privada.  Passeava eu os olhos por esse parque para ver se vislumbrava a viatura das pessoas que aguardava quando, para meu espanto, vejo um Agente da PSP percorrer os veículos um a um para verificar se tinham o respectivo talão de estacionamento válido. Não queria acreditar nos meus olhos.

- Então o parque não está concessionado a privados?

Perguntei a uma pessoa que me acompanhava e que conhece melhor que eu o local.

Tendo obtido resposta afirmativa, coloquei nova pergunta:

- Então a empresa não tem funcionários para a fiscalização?

Nova resposta afirmativa.

Então que fazia aquele agente da PSP a fiscalizar os pagamentos? Não haveria outra missão mais útil para ele?

Quero aqui deixar claro que nada me move contra a PSP, instituição que muito respeito, nem contra o Agente em causa, que não conhecia e provavelmente não reconheceria se o voltasse a ver, e que certamente apenas cumpria ordens. Além disso esclareço que a minha viatura tinha o respectivo estacionamento pago e com tolerância para o tempo que me demorei, pelo que também não está em causa a possibilidade de ser autuado.

O que me intriga na verdade é Agente da PSP deve andar a fiscalizar as cobranças de uma empresa privada, em detrimento de outra qualquer missão, quer na área do trânsito quer na segurança de pessoas e bens. O que gostava de saber é se uma qualquer empresa, que não explore parques de estacionamento, tem diariamente ao seu dispor um Agente daquela corporação para verificar as cobranças efectuadas e autuar os devedores. Porque, quer se queira quer não, o que se trata é da utilização de um Agente pago com os dinheiros públicos para fiscalizar e garantir as cobranças de uma empresa privada, e se isso é legítimo não faltarão empresas com interesse num serviço permanente deste tipo e não haverá agentes que cheguem.

Quero crer que as funções da PSP não incluem a fiscalização de pagamentos para empresas privadas.

Penso que há missões bem mais nobres para o Agente, e mais importantes para a sociedade.

 

 

António Venâncio  

 


Tasca das amoreiras às 20:35
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Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Novamente a Gripe A

Ontem fui surpreendido (se é que alguma coisa me consegue surpreender vindo desse lado) por declarações do senhor Albino Almeida da CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais) segundo as quais deveria ser adiada a abertura do ano lectivo, devido à gripe A. Bem esteve, neste caso, a Senhora Ministra da Saúde quando veio dizer que o adiamento não é solução pois que a o pico da gripe não será muito provavelmente em Setembro, mas no Inverno.

Eu perguntaria ao senhor Albino quando seria, na sua douta opinião, o momento para a abertura do ano lectivo? Por ventura em Novembro ou Dezembro em pleno pico da gripe? Ou eventualmente lá para Março quando tiver passado o período crítico de disseminação da mesma?

A pensar desta forma deverá o senhor Albino guardar o respectivo filho em ambiente asséptico, e conservá-lo por lá durante toda a sua vida. É que senhor Albino, uma coisa lhe posso garantir, enquanto andar na rua como o comum dos cidadãos, mais dia menos dia o seu filho irá apanhar uma gripe e provavelmente de uma estirpe bem mais agressiva do que a gripe A. Gostaria ainda de deixar uma pergunta: Que fez o seu filho durante o dia de ontem? Provavelmente durante o dia saiu com os mesmos amigos com que habitualmente se encontra na Escola, talvez para a praia, ou a um centro comercial?... E à noite foi a um bar, uma discoteca, ou ao cinema?... Então diga-me uma coisa senhor Albino só a Escola é que é um local perigoso?

Passadas poucas horas nova notícia, a CNIPE (Confederação Nacional de Pais e Encarregados de Educação) defende um rastreio no início do ano lectivo. E pergunto eu, e depois? Separamos cada um dos Alunos, Professores e Funcionários em celas de isolamento até sabermos o resultado do rastreio? É que se assim não for uma de duas coisas pode acontecer: ou quando saírem os resultados eles revelam que havia um infectado, e ele já terá infectado todos os outros, ou algum dos não infectados quando foi feita a colheita já se poderá ter infectado entretanto. E mesmo que tudo pudesse ser feito como se descreve, o que é manifestamente impossível, que faríamos a seguir? Confinar Alunos, Professores e Funcionários ao espaço da Escola, sem qualquer contacto com o exterior nem para receber alimentos? É que mais uma vez caso assim não se proceda, o facto de no dia do rastreio não estar ninguém infectado não garante que no dia seguinte, ou uma semana depois, um ou vários Alunos, Professores ou Funcionários não esteja já infectado.

Será que já ninguém pára para pensar antes de soltar pela boca o primeiro disparate que lhe vem à cabeça?

O clima de histeria colectiva atingiu um ponto tal que, daqui em diante sempre que um Aluno espirrar encerra-se uma Escola, e quando for um Professor a espirrar tem ainda garantido um processo disciplinar por ter sido negligente ao ponto de arriscar contagiar os seus Alunos com uma qualquer gripe. Nessa altura não conseguiremos provavelmente dar uma semana de aulas seguidas e mais vale dissolver o Sistema de Ensino.

Haja bom senso!...

 

 

 

António Venâncio

 

 


Tasca das amoreiras às 17:00
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Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

A Propósito de Pandemias

Alguns factos e outras tantas perguntas

 

Tive há dias a oportunidade de falar com alguém que, pela sua formação e pelas funções que desempenha, tem sobre este assunto conhecimentos muito acima da média.

Como não podia deixar de ser, dado o grande relevo que vem sendo dado à questão na comunicação social, a conversa depressa se centrou na gripe A, e tive acesso a alguns factos que hoje aqui compartilho.

1 – Todos os estudos epidemiológicos conhecidos, são unânimes em revelar que, uma qualquer epidemia revela sempre um maior número de casos na região onde se declara, e seguidamente pode vir a revelar uma incidência elevada em regiões que tenham piores condições higieno-sanitárias.

Com se explica então que uma gripe surgida no México tenha neste momento uma maior incidência nos Estados Unidos do que no México?

Alguém acredita que os Estados unidos tenham piores condições higieno-sanitárias que o México?

Ou será que a origem não foi no México mas nos Estados Unidos e o alarme apenas foi dado quando, devido às condições existentes no México, começaram a surgir casos mortais?

2 – O vírus H1N1, que está na origem da gripe A, é mais benigno que a maioria das estirpes das gripes sazonais com que nos confrontamos anualmente no Outono, e provocou incomparavelmente menos mortes em todo o mundo até ao momento, do que a gripe sazonal provocou em Portugal no passado ano.

Assim sendo, com se justifica que cada novo caso de gripe A seja noticiado na comunicação social, e dê origem a sucessivas declarações por parte do Ministério da Saúde?

Acaso os caso de gripe sazonal do passado Outono foram divulgados com tanta insistência, apesar de serem uma estirpe bem mais agressiva?

3 – O Tamiflu é um medicamento com efeitos secundários significativos, mais gravosos que a própria gripe para a generalidade da população, que não tenha outros problemas de saúde, sendo a gripe habitualmente tratada com medicamentos dirigidos ao alívio da sintomatologia, e eventualmente com antibióticos como prevenção de infecções oportunistas, deixando às defesas naturais do organismo o combate ao vírus.

Com se explica então a actual fixação no Tamiflu como meio de combate a uma gripe causada por uma estirpe bastante benigna?

Acaso se utilizou o Tamiflu para combate à gripe sazonal do Outono passado?

4 – A utilização sistemática de um determinado medicamento pode tornar um determinado microrganismo(vírus ou bactéria) resistente a esse medicamento. Existem neste momento já noticiados alguns casos identificado de H1N1 resistente ao Tamiflu.

Porque se insiste então na utilização indiscriminada deste medicamento, arriscando a que o vírus se torne resistente e perca o seu efeito, pondo em causa a sua utilização nos casos em que esta se tornaria se tornaria importante, com em pessoas debilitadas ou em transplantados a tomar imunossupressores?

5 –A SIDA a pandemia que grassa pelo mundo com maior crescimento, e que tem um índice de mortalidade e uma morbilidade, a nível mundial, muito elevado, em nada comparáveis com o da gripe A.

Com se explica que não seja divulgado diariamente o número de novos infectados com vírus da SIDA, nem o número de mortos registados?

 

António Venâncio

 


Tasca das amoreiras às 16:23
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Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Como vai a educação

Se ainda não chegámos ao caos, para lá caminhamos a passos largos e não me venham dizer que é por culpa da avaliação dos professores, das escolas e dos alunos.

Sinto que estamos a caminhar para o abismo.

Sinto os políticos a ficar completamente desnorteados em relação a este assunto.

Sinto que toda a gente se está a demitir das suas responsabilidades e a começar pelos pais.

Sinto que os alunos não sendo culpados, são o reflexo da sociedade onde vivemos.

Sinto que começo a estar a mais no sistema.

Estarei a ficar velho e como tal desadaptado aos novos tempos? Talvez!

 

Atentemos a dois casos passados já hoje.

 

1 – Em 2006/2007 os alunos tiveram no exame de Matemática uma média geral de 10 valores. Em 2007/2008 essa média subiu para os 12 valores, tendo a ministra afirmado que foi já reflexo de uma mudança de atitude dos professores, sabendo nós que tal facto se deveu à diminuição da dificuldade do exame e do abaixamento dos níveis de exigência. Já este ano de 2008/2009 a média na referida disciplina voltou a cair para 10 valores, afirmando a ministra, pasme-se, que os alunos pensaram que o exame seria fácil como o do ano anterior (facto que tinha sido desmentido) e como tal desleixaram-se. RIDICULO! ABERRANTE!

 

2 – O Departamento de Mecânica da Escola Secundária desta cidade tem tido nestes últimos anos um grande desenvolvimento devido à introdução de novos cursos na área das Energias Renováveis. O grupo de professores que compõem o departamento, apostaram fortemente na sua formação devidamente certificada pela única entidade em Portugal capacitada para o efeito. O Ministério da Educação não só não propiciou a formação adequada como ainda por cima não reconheceu a formação que os professores tinham feito por sua conta. Mas tudo bem, já que o principal tinha sido feito e que foi a aquisição dos conhecimentos por parte dos professores para leccionarem essas novas tecnologias.

Um dos professores, engenheiro mecânico de formação e certificado na área das energias renováveis, por concurso, foi parar a Ponte de Sôr onde nem existe em funcionamento tais cursos (de referir aqui que a nossa escola foi pioneira a nível nacional), e em sua substituição foi colocada uma professora de têxteis. BARBARIDADE!

Mas será que este país perdeu o juízo por completo?

Mas será que os responsáveis políticos que produzem estes fenómenos sabem o que andam a fazer?

 

Dois casos num só dia e passados aqui e do nosso conhecimento. Quantas barbaridades destas terão ocorrido a nível nacional? E nos outros dias?

 

Estou velho!

 

Jacinto César   

 

 


Tasca das amoreiras às 16:53
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Domingo, 5 de Julho de 2009

Maria João Pires

Se o facto de José Saramago (de quem não gosto, nem como escritor nem como pessoa) ter a mania de unificar a Península Ibérica, já me perturbou, esta agora de Maria João Pires querer abdicar da nacionalidade portuguesa porque o Estado Português não lhe concedeu um subsídio para a seu Projecto Educativo de Belgais é de bradar aos céus?

Desde quando é que um cidadão pelo facto de estar zangado com o governo abdica da sua nacionalidade? Se o motivo fosse esse, já não havia portugueses.

Presumo então que é tique de artista ou então a senhora está a ficar louca.

À moda do Fernando Peça, “ E esta, hã ….”

 

Jacinto César

 

Aditamento

 

Caro Judeu

 

Tal como o senhor tem o trabalho de ser dos poucos que faz comentários com pés e cabeça, e de uma forma civilizada mesmo quando não concorda com o que escrevo, e que é o caso, acho que lhe devo a deferência de lhe responder no próprio post.

O meu amigo tem toda a razão no que diz e mais argumentos poderia acrescentar e eu continuaria a concordar. Agora faça-me o favor de tentar entender o meu ponto de vista. Portugal não tem culpa dos maus filhos que nos têm governado.

O meu país não tem culpa dos tamanhos desmandos que alguns dos seus cidadãos têm feito.

A nossa Nação quase milenar não é culpada de nada, mas sim os seus filhos!

 

Em resposta aos seus argumentos, poderia dizer o seguinte:

- e se Afonso Henriques não se tivesse revoltado?

- e se o Infante D. Henrique tivesse ido para Castela ou para Génova?

- e se D. Nuno Alvares Pereira não tivesse a coragem de se bater com os nossos vizinhos?

- e se a Rosa Mota se tivesse naturalizado americana?

- e se todos os de valor tivessem seguido a política do avestruz?

 

Não, mil vezes não. A minha Pátria é só uma e se essas coisas acontecem é por culpa dos que fogem e dos que calam perante as injustiças.

Não, mil vezes não. A culpa é dos não lutam e calam a voz. Lembro-lhe aqui um exemplo que todos conhecemos: Zeca Afonso.

É necessário muitas pessoas do tipo “antes morrer que quebrar”.

Não sendo um cidadão que tivesse sido prejudicado e injustiçado muitas vezes, não deixo de ter razões de queixa e é precisamente por isso que aqui estou. E é por isso que não me calo e nem me calarei.

Se não tive medo dos anos 68/69 de Coimbra, se a guerra que enfrentei durante 2 anos não me assustou, se o PREC ainda me deu mais força, não é agora que me ia embora com o “rabo entre as pernas”.

Terei muitos defeitos como toda a gente, mas há uma virtude que não me faltou nem me falta e que é o orgulho de ser PORTUGUES!

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 18:58
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