Era uma cidade militar, cercada de muralhas e ladeada por fortes, cuja história estava repleta de inúmeros feitos de armas protagonizados por outros tantos heróis.
Nesta cidade viria a nascer um menino que, de tanto ouvir falar dos grandes feitos praticados na sua cidade, sonhou vir a tornar-se um guerreiro. Embalado neste sonho de criança, muniu-se o menino, anda na sua primeira juventude, de “armas” e começou a praticar a “arte do tiro” treinando para a “grande batalha” na qual sonhava um dia vir a participar. Treinava afincadamente quer em “campos públicos” quer num “campo” que construiu exclusivamente para o efeito, dedicando-se diariamente ao “tiro ao boneco”, sem grandes resultados práticos pois a pontaria não era muita.
Julgando-se no entanto preparado, decidiu iniciar a sua própria “guerra” escolheu “um alvo”, que passou a fustigar em permanência, umas vezes com “rajadas dispersas” a “peito descoberto”, outras com tiros de “carabina e mira telescópica” apontados com todo o cuidado a coberto da noite ou do interior do seu “esconderijo”, qual “snipper” dos filmes americanos, mas, ou por falta de pontaria ou porque “o alvo se resguardava” nunca lhe tocou nem de raspão. Concluindo que assim não chegaria a ser o “herói” que sempre sonhara ser, começou a elaborar um plano que pudesse dar visibilidade aos seus “tiros” e eventualmente fazer sair o seu “alvo” a descoberto para lhe tornar mais fácil o “tiro”.
Depois de muito pensar, adquiriu uma “arma” nova, o último grito da tecnologia, com um “tiro” muito “plano” e um “alcance” quase ilimitado, e combinou uma estratégia com um amigo:
- Ele iria para o seu “esconderijo habitual” munido da sua nova “arma”, e quando o amigo passasse faria uma série de disparos, suficientemente distantes para ter a certeza de não lhe acertar,
- Ao amigo caberia fazer um “grande alarido” em torno do facto, e se possível fazer recair as suspeitas no “alvo” para fazer sair este a terreiro e transformar a sua “guerra particular” numa “guerra aberta”.
Levado à prática o plano, tudo parecia estar a correr bem para o nosso “snipper”, quando, na sequência de uma zanga com o amigo, decidiu tornar este num “novo alvo”. Sentido os tiros cada vez mais próximos, o agora “ex-amigo”, conhecendo o seu esconderijo saiu de “peito feito” qual Sylvester Stallone em filme do Rambo, com quantas armas tinha, abrindo fogo na direcção do nosso “snipper”.
Vendo-se descoberto pela primeira vez debaixo de fogo, saiu do esconderijo e correu “queixando-se que o queriam matar, logo a ele um ser pacífico que nunca atirara sobre ninguém”. O “ex-amigo” persegui-o com rajadas enquanto se encontrou visível, e até hoje não sabemos se foi ou não “ferido”, e caso afirmativo qual a “gravidade” dos ferimentos, nem se depois da experiência desistiu de ser “guerreiro”. Sabemos, isso sim, que a cidade tem estado muito tranquila, nunca mais se ouviram “tiros”. E do nosso “snipper” só temos tido longos silêncios intercalados com alguns estalinhos de Carnaval.
Nota do autor – O presente texto é pura ficção e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
Quaisquer paralelismos ou extrapolações que possam ser realizados com pessoas ou factos da nossa praça serão abusivos e da responsabilidade dos seus autores
Sendo que Tiago Abreu é Presidente da Concelhia de Elvas e da Distrital de Portalegre do CDS, gostava de perguntar “afinal qual é o seu papel” como dirigente partidário?
Cá por mim, o nosso homem sofre de uma obsessão doentia: come a pensar em Rondão de Almeida, trabalha a pensar nele, dorme e sonha com ele. É um problema patológico.
Eu já não lhe dou conselho algum, mas não era de atacar o PS nestas eleições já e depois então tratar do seu problema pessoal?
Eu se fosse a Rondão de Almeida já lhe tinha feito uma maldade: mandava colocar um “out door” com a sua fotografia em frente da casa dele. Eu ia-me rir.
Já agora ouvi por aí uma história muito engraçada em relação às célebres mensagens SMS para o móvel do Eurico Candeias. Um dia vou contá-la, apesar de saber que ficam os dois muito mal na fotografia. Aguardemos por melhor oportunidade!
Jacinto César
Já aqui tinha manifestado a minha intenção de voto, que reafirmo: o meu candidato é NUNO MELO do CDS.
Mas o apelo que aqui quero fazer não é no sentido de votarem no meu candidato. Os políticos que se encarreguem de o fazer. O meu apelo vai no sentido de votarem em quem bem entenderem, mas nunca no PARTIDO SOCIALISTA. Vamos mostrar um cartão amarelo “aquela gente” que tem feito da população gato-sapato.
É a arrogância e prepotência, é o ataque sistemático à classe média a favor dos mais ricos (até pareço um comunista a falar), é o favorecimento de interesses, muitas vezes obscuros, é o fechar de olhos à corrupção que se espalha como um polvo sem nada se fazer para a deter (veja-se o chumbo à “Lei do enriquecimento ilícito”), etc.
Desde o 25 de Abril nunca tivemos governo mais liberal. Sei que o socialismo foi metido na gaveta por um tal Dr. Mário Soares, mas chegar-mos a este extremo, bolas que é demais.
Falando
Para mim é um orgulho termos portugueses em cargos importantes a nível internacional, sejam de que partido sejam. Para o Dr. Mário Soares não. Já é um velho costume.
Par finalizar renovo aqui o meu apelo: votem em quem quiserem.
NO PS, NUNCA!
Jacinto César
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