Mas o meu problema não é bem este, mas sim se acontece o mesmo ao S. Mateus. Continua tudo na mesma. A teimosia e o conservadorismo continuam a imperar.
Há um reclame na televisão que diz mais ou menos isto: “ … no futuro Portugal vai ser campeão da Europa, o homem vai chegar a Marte, ou não … “. Para mim é mais fácil tal acontecer do que ver um dia o S. Mateus e as Festas da Cidade modernizadas.
Haja paciência!
Jacinto César

1 – Porque não voto eu em Vital Moreira – Apesar de ser o único candidato que conheço de “outras andanças”, ainda hoje não entendi a sua posição e a cambalhota que deu. A pessoa que conheci não era este Vital Moreira. Apesar de sempre termos divergido politicamente, sempre o considerei uma pessoa coerente com os seus princípios políticos. Adquiriu uma posição social invejável e prestigiante como membro do Supremo Tribunal. Depois vendeu-se ao poder e agora vai para o exílio dourado que é o Parlamento Europeu. Incompreensível!
2 – Porque não voto Paulo Rangel – Em minha opinião teve ter os pés cheios de furos de tantos tiros dar nos pés. Tem tido uma actuação na Assembleia da República quase que diria lamentável. Um voto neste candidato só se entende como um castigo do partido, castigo que eu não desdenhava nada.
3 – Porque não voto Ilda Figueiredo – Em primeiro lugar por ser comunista ortodoxa. Em segundo lugar porque a acho detestável, mais se parecendo com uma varina. Uma espécie em 2ª mão da Dona Odete, que deve ter sido a sua mentora.
4 – Porque devia votar em Miguel Portas e não voto – Gostemos nós ou não do grupo onde se integra, é sem dúvida um “senhor candidato”. Dotado de uma inteligência superior e dum discurso de fazer inveja à maioria dos deputados, é lamentável ser despachado para Estrasburgo. Reconheço nele uma pessoa competente.
5 - Porque voto Nuno Melo – Em primeiro lugar por pertencer ao meu partido do coração. Em segundo lugar, é sem dúvida e a par de Miguel Portas, os candidatos mais inteligentes. Só lamento que se perca um excelente presidente da bancada centrista. Só entendo esta candidatura por uma questão de “ciúmite”, sendo que é alguém que tem perfil para um dia liderar o CDS e não vá fazer sombra a “alguém”.
Jacinto César
Na última Feira do Património fiquei com a sensação que a Vereadora da Cultura, Drª Elsa Grilo, não estava muito animada com o processo.
Hoje ao ler o Linhas de Elvas e deparar com a notícia que dois livros sobre o Alentejo ignoram ou quase, a nossa cidade em termos turísticos, fiquei quase coma certeza daquilo que tinha pensado e que também já aqui tinha afirmado: há interesses muito grandes no Alentejo que não gostariam de ver a nossa cidade na lista das “Cidade eleitas”.
E a quem não interessa que este processo avance?
Em primeiro lugar, Évora, já que assim tinha um concorrente turístico forte a menos de
Em segundo lugar, Portalegre. Aqui não por uma questão de concorrência mas por simples inveja. Sempre manifestei aqui a minha discordância em relação à equipa que lidera o projecto, não pela sua competência, mas pelo seu empenho ou falta dele em virtude da sua origem: Portalegre.
Em terceiro lugar, Mértola que também tem aspirações. Neste caso, quem comanda é um peso pesado da cultura no Alentejo e no país e que se chama Cláudio Torres, cujas influências são mais que muitas.
Finalmente, Badajoz. Para esta cidade, ou pelo menos para algumas pessoas influentes, é inaceitável que Elvas comande um processo em que Badajoz possivelmente também esteja incluída com as “suas belíssimas fortalezas, que por si só mereciam ser detentoras de serem candidatas”. Basta estar atento a alguns artigos de opinião publicados no diário “Hoy” e ficamos logo esclarecidos.
E que podemos nós fazer contra tudo isto? Sinceramente não sei, já que é uma luta desigual.
Gostaria muito de ouvir o que tem para dizer a Câmara sobre o assunto e gostaria muito ver poder e oposição juntos a lutar por este objectivo.
Jacinto César
1 – Gostava de responder ao comentário do Sr. Xavier Sousa que penso não conhecer para lhe dizer o seguinte. Deixou depreender pelas suas palavras ser bancário e provavelmente no BCP. Fica sempre bem defender quem lhe paga. Ponto final, parágrafo. No entanto não valia a pena atirar com poeira aos olhos dos outros. Que tenho que analisar os dados dentro do contexto. Seja ele qual for, para mim, 100 são 100 e não tem outra leitura. Se o meu amigo me dissesse que os lucros dos bancos se destinavam também para melhorar a vida dos seus colaboradores, tudo bem. Mas o que acontece a maior parte das vezes é para engordar os bolsos dos especuladores bolsistas e outros parasitas do mesmo tipo. Não sou comunista como estou farto de afirmar, mas a minha moral cristã não me deixar ver bem e muito menos aceitar que em tempos de vacas magras, os ricos continuem mais ricos, os pobres cada vez mais pobres e a classe média a tinir e de bolsos vazios. É imoral ostentar tais lucros nos dias que correm. Eu não quero nada para mim porque o pouco que tenho vai-me dando para viver razoavelmente bem. No entanto não me posso esquecer de todos os outros que cada vez estão pior. Olhe à sua volta e veja com olhos de ver.
2 – Como estamos em altura de apresentação de contas, hoje continuou o desfile dos lucros milionários de outros bancos, energéticas e outras grandes empresas. E por estes próximos dias os actos repetir-se-ão. Verdadeiros atentados. Pura pornografia.
Como está na moda falar do “António”, e a respeito disto, nesses tempos a ostentação pública era condenável. Vivíamos em ditadura. Agora que nos gabamos da democracia já o podemos fazer à vontade.
Tenho uma colega que na brincadeira diz de vez em quando a propósito destes temas que “odeia pobres”. Vivam então os ricos. Ricos não, milionários.
Jacinto César
Há uma coisa que tenho a certeza: eu estou inocente pois não entendo patavina de biologia e para me chatear já me chegam os vírus que me infestam o computador. A propósito ainda de vírus, diz-se por aí que há blogs a propagar vírus de inveja, de maledicência, de “lambe-botísses”, de mal educação e outros mais. Protejam-se!
Jacinto César
O BCP (Millenium) apresentou os seus resultados trimestrais: no primeiro trimestre deste ano tiveram um aumento de lucros na ordem dos 600%, que traduzidos para números, significa algo como cento e muitos milhões de euros.
Numa época de crise, como aquela que atravessamos, em que há 2 milhões de pobres e um sem número de famílias endividadas, precisamente por causa dos empréstimos bancários, não seria no mínimo ter bom senso não fazer publicidade a lucros tão escandalosos?
Que os bancos não são instituições de caridade todos nós sabemos! Mas serem usurários? Espremerem os clientes até à medula? Não sou cliente do banco por acaso, mas se o fosse, amanhã mesmo fecharia a minha conta.
As sanguessugas continuam o sugar o sangue dos portugueses. Até quando?
Jacinto César
- Os factos
A crise internacional é uma evidência e só não a vê, quem a não quer ver. Tendo começado nos “states” depressa se propagou por todo o mundo a uma velocidade muito maior que qualquer epidemia de gripe. Como não podia deixar de ser, apanhou-nos também e quando estávamos de “calças na mão”.
O segundo facto é a gripe vinda lá das terras dos Maias. É um facto mais que evidente para todos, perante aquilo que lêem e ouvem na televisão.
- O que não cheira bem
Cheira-me muito mal a coincidência dos dois factos anteriores por várias razões.
A primeira razão deve-se ao facto de qualquer gripe sazonal ser muito mais feroz do que tem sido esta e senão vejamos: até agora e em todo o mundo há cerca de 4000 casos com 53 mortos. Portugal em 2008 teve cerca de 2800 mortos devido à gripe sazonal. Não ouvi até agora ninguém alarmado com tais números, já que até são considerados “normais”. Só que uma gripe internacional é muito mais fina!
A segunda razão prende-se com a origem. Não é que o México seja um país onde tais coisas não possam acontecer, antes pelo contrário. Mas não é de estranhar a rapidez com que foi detectada e controlada? Lembremo-nos que a capital tem “só” 12 milhões de habitantes, sendo que a maioria vive em condições “privilegiadas” de contágio. Mas não. O ataque foi rápido e a solução depressa encontrada. Tudo sob controlo.
A terceira razão prende-se com o facto de muitos laboratórios terem em stock os anti-rectroviráis em quantidades consideráveis. Até Portugal tinha um grande stock do célebre “Tamiflu” que tinha sido comprado para outra não menos célebre gripe que foi a “aviaria”. Será que as empresas farmacêuticas queriam desfazer-se dos ditos medicamentos devido ao prazo de validade estar a chegar ao fim? Sei que era muito sádico, mas é sempre de desconfiar. De uma coisa tenho eu a certeza: as acções das referidas indústrias dispararam para valores nunca vistos. Até as indústrias de máscaras se estão a safar em grande. Há uma empresa no norte de Portugal que vendeu tudo o que tinha e está a trabalhar a todo o gás.
A última razão que me leva a desconfiar é o facto de todas as televisões do mundo abrirem as notícias com a malfadada gripe, relegando para segundo plano a crise. Enquanto a população se preocupa (e com razão) com a gripe, não fala da crise e vai gastando o pouco que tem em medicamentos provavelmente desnecessários e que vão engordando e aliviando a crise a um par de multinacionais.
Já sei que sou eu, que se calhar estou a ver fantasmas, mas que é de desconfiar é. Já acredito em tudo.
Jacinto César
Já tinha lido o livro há uns tempos atrás. Não sei porque, mas apeteceu-me relê-lo. È um livro de histórias do Ricardo Araújo Pereira e que se chama “Boca do Inferno”. Esperando não estar a violar os direitos de autor, deixo-vos aqui uma sem mais comentários. Cada um que entenda como quiser.
Onde é que eu me inscrevo para ser amarantino
Na noite de domingo, depois de contados os votos, a notícia surpreendeu o país: o povo de Amarante tinha acabado de eleger um autarca que não tinha cadastro. Como era possível um escândalo destes em Portugal? Que razões obscuras poderiam estar por detrás da eleição bizarra de um homem que nunca tinha sido acusado de crimes graves? Era necessário investigar este mistério, e foi por isso que, na segunda-feira de manhã, me pus a caminho de Amarante.
Amarante é um município que faz fronteira com Felgueiras e Marco de Canaveses. Ou seja, não é por falta de bons exemplos que aquela gente não sabe votar. A cidade, ela própria, não merecia a desfeita que lhe fizeram os seus habitantes: o belo Mosteiro de S. Gonçalo (que se tudo tivesse corrido bem, hoje poderia chamar-se Mosteiro Avelino Ferreira Torres), o Solar dos Magalhães (Solar dos Ferreira Torres, caso o povo tivesse votado com juízo) e a Casa da Cerca (Casa do Avelino, havendo justiça) exigiriam mais respeito.
Quando este repórter entrou em Amarante, encontrou uma cidade envergonhada. Os amarantinos sabiam que tinham procedido mal. Com alguma relutância, alguns cidadãos acederam a falar à minha reportagem. «Você não parece jornalista», disse o primeiro. Fiz-lhe saber que não me compraria com elogios. Ramiro Antunes, de 64 anos, mantinha alguma esperança no futuro: «Pode ser que este presidente que foi eleito agora tenha feito alguma falcatrua de que a gente não tenha conhecimento. Apelo à comunicação social para que o investigue. Talvez haja uma multa de estacionamento por pagar, ou coisa parecida. É preciso salvar o bom-nome de Amarante.» O caso não era para menos. Joaquim Fernandes, 57 anos, relatou um episódio: «Hoje de manhã estiveram aí uns turistas de Oeiras. Passavam por nós, apontavam e riam-se. É muito triste.»
Na verdade, não é fácil ser amarantino. Para o resto do país, os cidadãos de Amarante serão sempre «aqueles tipos lá do norte com gostos muito esquisitos em política autárquica». Fernandes Marques, 48 anos, recusa ser ostracizado: « O povo de Amarante gosta tanto de ser vigarizado como os outros portugueses. Apreciamos um bom burlão tanto ou mais que vocês. Simplesmente, na altura de votar, escolhemos eleger um indivíduo de cuja honestidade ninguém desconfia. Isto foi coisa que nos deitaram na água. Estivemos mal, sim senhor, mas quem é que nunca se enganou?»
É neste ponto da entrevista que os amarantinos me fazem uma proposta invulgar. Pedem que lhes roube a carteira a todos. Eu que não gosto de contrariar as pessoas, aceito. Vejo felicidade nos olhos daquela gente. «Eu tenho mais de 100 euros na minha», diz um. «Leve tudo», dizem outros, com entusiasmo. «E vá dizer lá para Lisboa que nós gostamos muito de si. Mesmo muito. Queremos ver agora quem é que nos acusa de não sermos portugueses a sério.» Um arrependimento assim, mais que causar espanto, comove. Os amarantinos não merecem ser segregados. E tenho aqui 1679 euros, 16 relógios e nove telemóveis que o comprovam.
Jacinto César
A loja encontra-se no número 420 de Rodeo Drive, em Beverly Hills. Só recebe um cliente de cada vez, com hora marcada, e conta com Vladimir Putin, Bill Clinton, Steven Spielberg, Larry King, Sir Elton John, Al Pacino, Robert de Niro e José Sócrates, "prime minister of Portugal", na sua exclusiva lista de clientes.
Segundo o site LosAngeles.com nesta loja um par de meias custa 50 dólares (37 euros) e um fato completo pode chegar aos 50 mil dólares (37 mil euros), valores que lhe valeram o rótulo de "loja mais cara do mundo" segundo os recortes de imprensa publicados no site da House of Bijan.
Esta loja é de Bijan Pakzad, estilista iraniano nascido em 1944, que abriu a House of Bijan em 1976. "Bijan trata dos mais ricos", titula um artigo do Los Angeles Times sobre a loja frequentada por Sócrates. "Rua dos grandes gastadores", diz por sua vez a Time sobre Rodeo Drive. "Ele veste os mais ricos" diz um perfil sobre o estilista publicado no jornal USA Today.
O nosso homem tem bom gosto. Não é por acaso que é considerado um dos homens mais elegantes do mundo.
Sei que cada um pode gastar o seu dinheiro como bem o entender e ninguém tem nada a ver com isso. Mas acontece que Sócrates não é um cidadão qualquer. É Primeiro-ministro de Portugal, país com dois milhões de pobres conhecidos (não contando com os envergonhados).
É IMORAL. É NÃO TER VERGONHA. É UM ATENTADO À POBREZA.
O dia que sair do governo (espero que seja nos próximos meses) pode vestir-se como entender. Mas agora?
Jacinto César
Claro está que o texto que leram fui truncado e desvirtuado. Não no conteúdo, mas nos protagonistas.
O verdadeiro texto é o que se segue e foi escrito por um ilustre democrata e que é o socialista Dr. Almeida Santos.
Então leiam se fazem favor.
« Não se paga aos deputados o suficiente para que sejam todos apenas profissionais. Quanto às justificações para as faltas, é verdade que a sexta-feira é, em si própria uma justificação, porque é véspera de fim-de-semana. Eu compreendo isso. Talvez esteja errado que as votações sejam à sexta-feira. Não julguemos também que ser deputado é uma escravatura, porque não é, nem pode ser. É preciso é arranjar horas para a votação que não sejam as horas em que normalmente seja mais difícil e mais penoso estar na Assembleia da República».
Bom fim-de-semana para todos. Eu ainda vou trabalhar até às 10 da noite.
Jacinto César
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