Não sei quem é que mandou alcatroar os espaços em frente aos prédios das casas ditas da Caixa de Previdência. Se até há uns dias não passava de uns terrenos mal amanhados, agora com o tratamento de choque que lhe deram, ficaram uma “obra-prima”. Para dizer a verdade nem sei bem o que é que se está a fazer: alcatroar não é de certeza, pois nem se fica a saber bem onde começa o alcatrão e acaba a terra e vice-versa. O próprio alcatrão já tem buracos (empresa meia manhosa e paga ao preço de uva mijona). Aquilo que dantes era empedrado e que servia de acesso às garagens também levou com o dito alcatrão. Nada se safou!
Gostava muito de saber quem é que está a fiscalizar as ditas obras para lhe perguntar mas afinal o que é que dali vai sair. Coisa boa não é.
Jacinto César
Mas o problema não está no balão. Como faço nos fins-de-semana dou uma volta pela cidade e o problema que encontrei é exactamente o mesmo que encontro há meses, senão anos. Quase tudo fechado e os poucos turistas que vi pareciam umas “cabras tontas” a ir de sítio em sítio e estes fechados. E queremos nós turismo! Mas qual turismo? Será que estamos á espera de um milagre? Já estou cansado de bater no assunto, mas assim não vamos lá.
Fui criticado por ir gozar férias para o estrangeiro, mas por essas paragens não há fim-de-semana para os que vivem dos visitantes. Tudo está aberto. Comércio inclusive.
Sei que são países terceiro mundistas, mas no entanto fazem pela vida e os resultados são os que se vêm. Bem, os que eu vejo, já que poucos têm coragem de fazer o que faço, mesmo que com pouco dinheiro.
Gostava muito que os responsáveis pelo turismo em Elvas fossem ver lá fora como é (à sua custa, evidentemente). Uma ida ou outra ao Brasil, ou equivalente não chega para ver como é que se trabalha lá fora, mas mesmo isso pode dar uma ideia. Mas não! Não aprendem nem “à lei do cacete”. Por favor, informem-se como se faz. Imitem que não é vergonha nenhuma.
Jacinto César
1 – Senhor Presidente da Câmara Municipal de Elvas
Em relação ao que ultimamente se tem dito e falado a propósito da requalificação do Largo da Misericórdia e da construção de uma estátua a D. Manuel I, porque não deixa o senhor de fazer as coisas à sua maneira e promove um debate público sobre o assunto? Não seria de bom-tom ouvir pessoas que saibam do assunto?
Acho que uns dos grandes defeitos de V. Exa., é precisamente a falta de humildade. Sei que vai ouvindo aqui e ali o que se vai dizendo, vai tirando ideias deste e daquele e depois decide. O que não acredito é que ouça sempre boas e isentas opiniões.
Senhor Presidente, o tema não é político (se calhar ingenuidade minha em não o considerar como tal) o que lhe permitia fazer um debate sobre o assunto e assim ficar bem na fotografia. Faça lá um esforço e dê umas pequenas férias à sua arrogância. Olhe que ter que voltar atrás em bem pior, para não dizer humilhante.
2 - Senhor Juiz da Mesa da Confraria do S. Jesus da Piedade
Mais uma vez nos estamos a aproximar a passos largos das Festa da Cidade e pelos vistos ninguém está a pensar em mudar o que quer que seja. Se na missiva anterior disse que o Presidente da Câmara de Elvas é arrogante ao não ouvir ninguém, V. Exas. não se ficam atrás
Sei que V. Exas. são legitimamente dirigentes dessa Confraria. Mas será que a vossa opinião é a que vale sempre?
Não acredito que os senhores não vejam que as coisas não vão bem, antes pelo contrário, caminham sempre para pior. Será que não há por aí ninguém com coragem de mudar as coisas? Ou terá primeiro que bater no fundo?
Apelo à vossa inteligência, ao vosso bom senso e à humildade para bem das Festas da Cidade.
Jacinto César
No meu país perde-se a vergonha toda.
Então não é que as desgraçadas das famílias das vítimas da queda da ponte de Entre-os-rios além de não terem sido indemnizas, ainda têm que pagar meio milhão de euros de custas judiciais? É a vergonha total. Já só faltam ser obrigadas a pagar os danos causados à ponte por, se calhar, terem comido demasiado e o peso ser excessivo.
Já não basta a corrupção descarada que grassa pelo país de uma forma despudorada, como agora se passou à fase da imoralidade.
Mas aonde é que o nosso país vai chegar? Até onde vai chegar a pouca vergonha? Até onde é que os nossos políticos (de todos os quadrantes) nos querem levar?
Será que isto não se resolve já só à pancada? Não será necessário outro 25 de Abril? Mais, que é feito da única instituição ainda credível e que são os militares?
Começo a sentir muita vergonha! Não de ser português, mas de muitos portugueses que não sabem honrar o nome de Portugal.
Porra que estou farto!
Jacinto César
"Nós El-rei Vós enviamos muito saudar a Vós Juizes, Vereadores, e Procuradores. Vimos os apontamentos, que nos enviastes por Luis Silveira, Escrivão da câmara, e quanto ao que toca a praça, que novamente quereis fazer, por nossa Vila, não havendo tal, como convém, para sua nobreza, nos praticamos a cerca disso com o dito Luis da Silveira, e parecemos, que havendo-se de fazer a dita Praça deve ser de tanta grandeza, que se possa fazer nela qualquer festa, assim de fogo, como de carros, como de touros, e qualquer outra; e por que nos apontou, que dentro da Vila, junto a Igreja parecia mais conveniente, A.C. feita em Santos a 28 de Março de
Foi assim que D. Manuel I determinou que se construísse a actual Praça da República.
Não sei se fui eu que entendi mal ou então aquilo que a câmara se propõe fazer não lembra nem ao diabo.
Parece que o Largo da Misericórdia vai para obras de requalificação e entre a quais o derrube da obra mais pimba construída no actual reinado. Já não era sem tempo que a bendita fonte fosse repuxar para outra freguesia. Até aqui os meus aplausos. O que já não me agrada nada é o facto de se querer aí colocar uma estátua ao Rei D. Manuel I. Espero solenemente que tal não passe dum boato mal intencionado.
Que local mais nobre para se prestar homenagem ao rei que de Elvas fez cidade em 1513 senão a Praça da República?
Sei que renomear a praça não é tarefa fácil em termos burocráticos, mas vamos lá, não é uma pessoa qualquer.
Na minha opinião, a estátua a D. Manuel I ia para a Praça da República, sendo que esta seria renomeada para Praça D. Manuel I.
Se se vai requalificar o Largo da Misericórdia, então coloque-se lá o que ali pertence e que é a fonte que se encontra no Largo 25 de Abril. Para que esta não ficasse tão vazia, traga-se a estátua de D. Sancho II que permanece escondida na praça do mesmo nome.
Espero do fundo do coração que tal notícia não passe mesmo de um boato.
Nota
Senhor Vereador do Turismo
Hoje dei uma vista de olhos pelos novos placares turísticos distribuídos pela cidade e reparei numa coisa muito estranha: fui eu que sonhei que havia e há 4 linhas de muralhas ou foi cometida um erro monumental? Como não costumo sonhar o mais certo é que nas ditas plantas falte lá “qualquer coisa”. Ou não? Se não tiver uma planta como deve ser, eu envio-lhe uma correcta. E de borla!
Jacinto César
O nosso país tem em princípio tudo o que é necessário para ser um grande receptor de turismo, mas não o é! Temos um património e história invejáveis, temos um clima favorável, o meio ambiente ainda vai estando num estado muito aceitável, temos uma segurança (apesar de estar a piorar) de meter inveja à maioria dos países, temos bons meios e boas vias de comunicação! Isto é um facto inquestionável! Então o que nos falta, para deixarmos de ser uma simples colónia balnear dos europeus pobres ou de classe média baixa, que se contentam em estorricarem-se ao sol e beberem muitas canecas de cerveja até caírem para o lado? TUDO!
Actualmente há dois tipos de turistas: o turista “bruto” que se contenta com pouco e que pouco gasta a não ser nos bares e o turista cultural, sedento de ver e saber tudo sobre outros países, a sua história, a sua cultura, os seus usos e costumes e que tem normalmente dinheiro. Nós infelizmente, a grande maioria dos que nos visitam fazem parte do primeiro grupo, apesar de já haver uma percentagem maior que fazem parte do segundo grupo. E é fundamentalmente nestes que temos que apostar.
Vamos analisar hoje o que se passa ao nível dos hotéis e restaurantes, que são os primeiros a contactar com os turistas recém chegados.
Dois casos:
- há relativamente pouco tempo tive que me deslocar a Lisboa e fiquei instalado num hotel de 4 estrelas situado na linha do Estoril. Limpeza de bradar aos céus, quartos pouco menos que miseráveis e funcionários com cara de que nos estão a fazer um favor. Noite 65€.
- nas recentes férias que fiz, um dos hotéis em que fiquei instalado foi em Nusa Dua na Indonésia. O hotel era o equivalente ao que na Europa se chama de 4 estrelas, mas que eles denominam por semi-luxo. De uma limpeza exemplar, instalações e quartos do tipo “mil e uma noites”, pessoal de uma simpatia, amabilidade e aprumo notáveis.
Noite 35 €.
Estes são dois exemplos recentes, mas um sem número de casos poderia citar.
Em relação aos restaurantes dois casos também:
- dias antes de ir de férias fui com os meus dois filhos almoçar a um restaurante da “nossa praça”. A cozinha era boa, o serviço regular. Comemos entre os três duas doses acompanhadas por duas cervejas e um sumo. 60 €, o que significa 20 € por cabeça.
- dias depois estava a almoçar num restaurante dum hotel de luxo no centro de Bangkok. Cozinha boa, serviço excelente. Preço? 6 € cabeça, com a particularidade de ser “buffet” o que significa comer até não poder mais.
Hoje ficamos por aqui. O mais grave vem já a seguir.
Nota – Tinha dito que responderia a alguns comentários com considerações menos abonatórias da minha pessoa. Duas que retive foi a de que sou uma pessoa pretensiosa e que cometo um atentado contra a pobreza ao ir gozar as férias para o estrangeiro.
Quanto à primeira, nota-se logo que sou uma pessoa pretensiosa: vivo num andar modesto, tenho um carro com 10 anos e que comprei em 2ª mão, visto e calço do que se vende nas grandes superfícies comerciais e de preferência em saldos, não me passeio por bares e restaurantes nem me mostro em festas! Pretensioso?
Quanto à segunda questão, indo para o estrangeiro é infelizmente mais barato do que ficar em Portugal, porque isso de ir passar uns dias ao Algarve são luxos para os ricos.
Finalmente, o dinheiro que tenho ou que não tenho é ganho honestamente e faço dele aquilo que me apetecer. Convido os caros comentadores a apontar-me qualquer aldrabice que tenha feito, negócios menos claro ou tachos que tenha. Dou um prémio a quem me apontar qualquer desses defeitos, apesar de também ter alguns como qualquer comum dos mortais.
Jacinto César
Depois de uns quantos dias de férias cá estou de novo, mas somente para desejar a todos UMA PÁSCOA muito feliz. Que haja nestes próximos dias umas tréguas por parte de todos e gozemos estes dia em paz. Mais uma vez, Páscoa Feliz.
Jacinto César
Perante o que se tem verificado no domínio dos incêndios florestais, neste mês de Março e inicio de Abril, e um ano e sete meses decorridos sobre aquele texto, vejo-me forçado a voltar ao tema, e não pelas melhores razões.
Não vou afirmar que este mês de Março foi o Março que registou maior número de fogos florestais deste século, como fez na altura o senhor Secretário de Estado, porque este século apenas tem nove anos, mas penso que não erraria muito se dissesse que foi o Março com maior número de eclosões e maior área ardida dos últimos cem anos.
Não vou afirmar que a culpa é do governo, nem tão pouco do “Plano de Intervenção na Prevenção e Combate a Incêndios”, pois seria ser, pelo menos, tão demagógico como o foi o Sr. Secretário de Estado no dia 25 de Agosto de 2007, penso que estamos perante um problema muito sério, e que teremos que unir esforços e enfrentá-lo sem demagogia.
Torna-se pois necessário analisar algumas variáveis que podem condicionar, quer o número de eclosões, quer a área ardida:
Devido às mudanças climáticas, consequência do aquecimento global, alguns estudos científicos apontam para o facto de, nos países mediterrânicos, as condições meteorológicas serem cada vez mais favoráveis à eclosão e propagação de incêndios. Prevêem estes estudos o aumento dos períodos de tempo quente e seco, em épocas do ano em que tal não é habitual, e o aumento generalizado das temperaturas acompanhado da descida da humidade. Tal facto obriga a repensar seriamente toda a política de prevenção e combate aos fogos florestais. Por um lado terá que ser repensada a vigilância, de forma alterara um sistema que centrava a mesma nos meses de Verão por um outro que mantenha um vigilância mais constante ao longo do ano, por forma a acompanhar o período de risco que, de acordo com o que atrás ficou dito, se vai estender a outros períodos do ano. Por outro lado torna-se necessário repensar os meios e o seu estado de prontidão, reforçando-os na previsão de que, combater os incêndios com as condições de temperaturas mais elevadas e menor grau de humidade, se vai tornar cada vez mais difícil, e adequando o estado de prontidão e aluguer de meios à nova realidade das condições meteorológicas, garantindo uma prontidão adequada fora dos tradicionais Junho, Julho e Agosto.
Inverter a política de desertificação e abandono do mundo rural, que tem vindo a ser levada a cabo pelos sucessivos governos, com uma intensificação no actual, com o encerramento de serviços por todo o interior do país, nomeadamente no que toca a serviços do Ministério da agricultura e serviços de apoio básico às populações, como escolas e centros de saúde. Esta política, traduz-se na prática pala eliminação da vigilância informal, que resultava de uma ocupação real do território e pela acumulação de matérias combustíveis pelo estado de abandono a que são votadas as florestas das regiões que vão ficando desertas.
Valorização da biomassa pela sua utilização na produção de energia contribuindo desta forma para a rentabilização da floresta, que evitaria o abandono da mesma, e para a economia nacional, através da redução das importações em energia, e para o ambiente, permitindo obter energia de uma fonte renovável, e contribuindo significativamente para a redução do risco de eclosão de incêndios, com todos os prejuízos económicos e ambientais que acarretam.
Por hoje já me alonguei
Temos passado os dias inteiros fora do hotel, mas reparamos no dia em que chegámos num grande panal à porta a anunciar um congresso sobre qualquer coisa que não faço a mínima ideia do que era. Havia muita gente, mas não ligámos ao assunto. Como se costuma dizer, quem vai vai, quem está está.

Hoje ao final do dia quando regressámos tivemos uma surpresa muito grande e maior ainda quando nos dirigimos à personagem em causa e pudemos falar com ela na nossa língua. Por fim permitiu que nos fotografassem juntos.
Aqui e hoje é que pergunto: quem é que não está ruidinho de inveja? Hoje sim, não me importo nada de vos deixar cheios de dor de cotovelo.
Daqui a 3 dias e se o avião não cair, já estarei de volta.
Jacinto César
Quando aí chegar falarei no assunto com detalhe e responderei à letra a alguns comentários que fizeram a meu respeito e principalmente a um “amigo do peito” que resolveu vir contar aqui factos ocorridos em 92 em Sevilha.
Passando à frente, espero que estejam todos bons por aí que eu por cá estou muito bem, como diz a letra de uma música da nossa praça.
Para os AMIGOS um abraço!
Jacinto César
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