Ontem quando escrevi o texto, estava com algumas dúvidas se o havia de publicar o não, já que sendo a fonte credível, eu próprio tinha dúvidas sobre a implementação de tal medida.
Hoje, e depois de ler os comentários, e sabendo qual a proveniência da maioria, começo a acreditar que a notícia é mesmo verdade. Eu gostaria que fosse mesmo um boato, mas os protestos foram tantos e no mesmo sentido o que me leva a desconfiar. Mais valia não os terem feito. Se bem se recordam há uns meses atrás quando lancei aqui a notícia da vinda para Elvas dum Call-Center, aconteceu uma reacção idêntica. Houve desmentidos aos montes. Para defender a dita notícia vi-me obrigado a publicar o caderno de encargos que desde o princípio tinha em meu poder. Não falei por falar.
Desta vez não tenho nada em meu poder a não ser a palavra de alguém. Esperemos pelos desenvolvimentos. Mais, se se recordam, já não é a primeira vez que se fala do assunto. Lembrem-se da reforma do sistema judicial e a redistribuição das comarcas.
Jacinto César
Conversa puxa conversa e com um café à mistura, acabou por me confessar uma coisa que me deixou preocupado.
Então é assim: depois de passadas as eleições autárquicas e legislativas e no caso de o PS voltar a ganhar com maioria absoluta, a grande maioria dos concelhos deste país vão desaparecer. No actual Alto Alentejo ficarão somente Portalegre, Elvas, Ponte-de-Sôr e Niza ou Alpalhão. Cada um destes concelhos absorverá os concelhos limítrofes.
Sendo isto certo como me foi garantido gostaria de perguntar o seguinte: que é que se vai fazer às pessoas que toda a vida trabalharam nas autarquias e principalmente nos concelhos pequenos? É por este processo que se desenvolve o emprego? Como é que por exemplo Campo Maior e Arronches vão aceitar ficar dependentes da autarquia elvense? Eu se estivesse no lugar deles NÂO GOSTARIA MESMO NADA!
O actual governo fala muito em descentralização, o que não acontece. Se o interior do país já está como está, assim, é que as coisas irão ainda ficar “melhores”.
Viva o nosso governo. Viva o nosso PM. Não se esqueçam de votar todos nas próximas legislativas no Partido Socialista.
Voltarei ao assunto assim que tiver mais novidades.
Jacinto César
Toda a gente deve ter ficado horrorizado com o que aconteceu na Alemanha, sendo que, já não é a primeira vez que tal acontece. Todos recordamos o que se passa a toda a hora nos Estados Unidos. E por cá?
Se não se desse o caso de, de vez em quando haver por aí uns casos e alguns deles empolados pela comunicação social, poderíamos afirmar que vivemos no céu. Mesmo com os problemas que a juventude atravessa fruto da sociedade em que vivemos, podemos na generalidade dizer que a nossa rapaziada é boa. Sei que Elvas é uma cidade pequena e de província e como tal não se pode comparar aos grandes centros urbanos. No entanto o caso que ontem aconteceu foi também numa pequena cidade de província e sensivelmente do tamanho da nossa.
O português na generalidade e os elvenses em particular são gente pacífica que só pecam por falar demais. Dizem que fazem e acontecem, mas tudo não passa de palavras. Mais, penso que se não fosse a existência de “um determinado grupo”, a nossa cidade seria um paraíso. E ainda bem que assim é. Qual de nós deixa de ir aonde quer que seja e a qualquer hora por medo?
Já me tenho tentado por na pele de um qualquer professor americano e penso que para mim o dia a dia seria um sacrifício.
Quando hoje criticamos de ânimo leve os nossos jovens, já nos esquecemos do que nós fizemos com a idade deles. Só que o fazíamos doutra maneira, já que os tempos também eram outros.
Eu, enquanto não tiver provas em contrário, continuo a acreditar na bondade da juventude. O que os separa de mim é o facto de que nos meus tempos de jovem, se trabalhasse e estudasse via um horizonte cor-de-rosa à minha frente. Hoje, infelizmente, os jovens não podem dizer o mesmo e em parte é esse futuro incerto que os desmotiva.
Já que falo de coisas positivas, ontem fiquei particularmente satisfeito pelo facto de se ter ficado a saber que somos o 4º país mais desenvolvido em termos de transplantes de órgãos, sendo que o número um são os espanhóis.
Haja saúde para não termos que recorrer a estes serviços.
Jacinto César
Várias vezes tem vindo aqui à baila o escândalo que são os vencimento e não só, dos gestores das empresas a contrastar com o estado geral do país.
E se é um atentado à pobreza o que atrás disse, que dizer dos vencimentos e prémios dos jogadores de futebol das principais equipas portuguesas? E que dizer depois do rendimento que estes dão em campo?
Foi com profunda tristeza que assisti ao lamentável espectáculo dado pelo SCP nestes dois últimos jogos com os alemães. Mas onde está a dignidade e profissionalismo daquela gente, ao ponto de se deixarem humilhar daquela maneira?
Gosto muito de futebol, mas com gente desta (sejam eles de que clube forem) eu sabia os que lhes fazia: ao fim do mês não viam o vencimento. Era fatal.
Admito e penso que todos nós o admitimos que toda a gente tem maus dias, que há pessoas mais capazes do que outras para determinados trabalhos. Agora “jogadores” que já vimos fazer bem e de um momento para o outro parece que desaprenderam tal a displicência é demais e no mínimo gozar com quem lhes paga.
Tal como em outras actividades a vontade de fazer, a humildade no comportamento e a honestidade são atributos próprios de um HOMEM. Estes e outros como estes não passam de “chulos” (perdoem-me o termo mas não encontro outro mais apropriado) de uma sociedade que os apaparica. E nós somos os culpados disso.
Jacinto César
Nota – Pedia que não colocassem comentários clubistas ou provocações, já que o escrito trata de homens e os seus comportamentos.
Todos nós falamos na “Liberdade” como algo que é fundamental para se viver. Poucos talvez já pensaram é que o substantivo só existe porque de verdade a “Liberdade” não existe, ou seja, se na verdade ela existisse não era necessária tal palavra. Éramos na verdade livres.
Quando se fala de “Machismo” ou “Feminismo”, estes termos só existem também porque ao longo da existência dos homens, sempre houve um dos géneros a dominar o outro. Se de verdade a igualdade existisse as palavras eram desnecessárias.
As várias eleições estão aí a chegar e mais vez se volta a falar de cotas de mulheres para a formação das várias listas. Se fosse mulher, fazia um barulho dos diabos.
Cotas? Parece que estamos a falar das cotas de vacas que cada país pode criar. Ou cotas de cereais ou cotas de peixe. Se fosse mulher fazia um barulho dos diabos.
Quando é que escolhemos para as listas políticas PESSOAS pela sua COMPETÊNCIA?
Vamos continuar a fazer listas por interesses pouco claros a premiar favores ou por subserviência? Uma pessoa competente, é competente independentemente se é Homem ou Mulher. Se fosse mulher fazia um barulho dos diabos e não me deixava pisar.
Jacinto César
Nota pós-escrito
Para evitar mais comentários sobre o assunto, gostava esclarecer que “cota” e “quota” têm o mesmo significado desde que substantivo.
Não o publicou e publicou já outro. É lamentável tal atitude.
Começo a acreditar que afinal ainda é pior do que pensava. Senhor Deputado: o senhor é uma fraude política. Senhor Deputado: o senhor seria um belíssimo deputado num país africano, sem ofensa para os africanos. Senhor Deputado: o senhor afinal é do género do nosso Primeiro-ministro, só que este ainda é inteligente (para o que quer), e o Senhor Deputado não.
Jacinto César
Agora, e talvez porque seja um comportamento modernista, se acho que uma pessoa me merece respeito, ora toma lá na cabeça, se me merece consideração, toma lá mais uma. Mas será que uma pessoa que está no seu perfeito juízo pode comportar-se desta maneira? Algo vai mal neste “reino”.
Isto vem a propósito do que acabei de ler no Blog Câmara dos Comuns escrito pelo Senhor Deputado Municipal Tiago Abreu. Tem, segundo ele, respeito e consideração pelo Dr. Joaquim Mendes, mas como quer atacar o poder, aproveitou o desentendimento havido na Assembleia Municipal e lá vai de queixa para tribunal.
Já há uns dias atrás me tinha referido ao assunto e pensei que tudo ficasse como estava. A queixa seguia o seu curso normal e depois logo se veria. Agora escrever quase a pedir desculpa por ter feito o que fez é completamente descabido. Mas será isto um comportamento normal? E depois ainda por cima vem fazer um desafio ao poder, e seja qual for a decisão deste, estará sempre a tomar uma má decisão. Se o defensor for o Dr. João Nabais, então seremos todos nós a pagar a defesa. Se for um advogado da praça, será um comportamento discriminatório.
Eu se fosse ao Dr. Joaquim Mendes, apresentava-me sozinho em tribunal, porque para me defender de uma birra de um Senhor Deputado Municipal com certeza que não será necessário um grande causídico.
Para rematar, quero acrescentar que não fui nomeado “defensor” oficial nem oficioso do Dr. Joaquim Mendes. É simplesmente o desabafo e um lamento de um amigo.
Jacinto César
Vejamos então: a Galp e a EDP tiveram ambas lucros por volta dos mil milhões de euros e eu pasmo por dois motivos:
1- Além destas duas empresas (estratégicas) e mais algumas que eram do estado, foram privatizadas. Quer isto dizer que todas as empresas que antes eram do estado e davam lucro passaram para as mãos de privados. Mais, todos estes lucros que poderiam entrar nos cofres do estado estão a repousar nos bolsos de alguns. É o liberalismo total. O mesmo caminho devem levar um dia a CGD (já se anda a falar no assunto) e a TAP (que será também privatizada quando estiver com as finanças saneadas). Quer isto dizer que mais dia, menos dia, o estado ficará unicamente com as empresas que dão prejuízos crónicos que nós muito obedientes e bons cidadãos continuaremos a pagar pacificamente!
2- Duas perguntas muito inocentes que gostaria de fazer: porque é que tanto a Galp como a EDP aumentam respectivamente os preços dos combustíveis e da energia eléctrica com as cotações do petróleo baixas? Será que o governo não pode meter na ordem tais empresas e estabelecer preços administrativos como foi feito na Madeira?
Pronto, já sei! Sou eu que sou mesmo muito burro e não entendo mesmo nada destas coisas.
Com um tal estado de coisas, como é que posso gostar dos políticos? E quando me estou a referir aos políticos, não é só aos actuais, mas sim a todos os anteriores que a pouco e pouco foram depauperando o nosso país.
Estou revoltado!
Jacinto César
Afinal enganei-me
Em Novembro do passado ano de 2008 escrevi uma carta aberta ao Dr. Simão Dores e que passo a transcrever.
Carta aberta ao Dr. Simão Dores
Caro Doutor
Não tenho o prazer de o conhecer, mas calculo que um dia destes nos iremos cruzar por aí.
Estou-lhe a escrever depois de ter lido a sua entrevista ao jornal cá da terra. Ficaram-me muitas dúvidas sobre os seus reais objectivos ao presidir a uma associação dita cívica. Vai-me perdoar, mas não posso acreditar integralmente no que disse. E as dúvidas com que fiquei foram as mesmas que muitos conterrâneos nossos ficaram também.
Presumo que já leu ou já lhe fizeram chegar a minha posição crítica em relação à referida associação e como tal já deve saber o porquê. No entanto volto a dizer-lhe qual o motivo das minha reticencias. Tenho uma opinião desfavorável em relação à ADE pelo facto de esta estar a servir de rampa de lançamento da sua candidatura à presidência da câmara, o que é totalmente legítimo como também estou farto de dizer.
O problema que vejo não está na candidatura mas o processo meio encapotado para a lançarem. Mas muito bem, foi essa a estratégia que entenderam como correcta e contra factos não há argumentos. Mas não era esta a dúvida que tinha. Então é assim: imaginemos que o senhor ganha as eleições (o que é possível). A dúvida que me surge, é como é que o senhor vai compatibilizar as várias tendências do movimento que o apoiou? O senhor já reparou que o dito movimento é uma aliança contra natura, que tem elementos que vão da extrema-esquerda à direita?
Vamos continuar a admitir que ganhou as eleições. Como será a sua relação com os seus vereadores eleitos, se depois cada um quiser puxar a brasa à sua sardinha?
Eu sei que todos eles irão jurar por todas as alminhas que terão um comportamento independente e que pensarão somente no bem da nossa cidade. Mas o senhor acredita nisso? Basta ver o que aconteceu com a anterior coligação concorrente à câmara e eram só dois partidos, que ainda por cima têm muitas afinidades. Foi tão eficaz que o único vereador eleito acabou por desertar para o “inimigo”.
Vai-me desculpar mais uma vez, mas não acredito numa tão ampla coligação. Mais cedo ou mais tarde a clubite virá ao de cima e aí teremos o senhor aos “papéis” tentando conciliar o inconciliável.
Acredito sinceramente nos seus bons propósitos. O que não acredito é na amálgama política que o vai apoiar. Com a idade que tenho já vi muita coisa na vida e quero crer que o senhor também. Só não sei é como é que vai cair numa confusão destas.
Que tenha sorte!
Hoje quando abri o Linhas de Elvas deparei-me com notícias que me fizeram reler a carta transcrita e cheguei à conclusão que afinal me tinha enganado redondamente. Afinal as desavenças políticas não se deram depois de uma possível vitória do Dr. Simão Dores, mas logo na formação das listas. Que erro infantil que cometi. Como foi possível não ter adivinhado aquilo que para mim deveria ter sido evidente? De resto foi tudo como previ noutros escritos anteriores a este.
No fim disto tudo eu sei quem se vai rir. Não adivinham? Oposição fragmentada em 3 candidatos mais o eterno Manuel António Torneiro, ou seja 4 contra um do qual resultará, para quem fizer as continhas, um
Chama-se a isto o suicídio político colectivo.
Jacinto César
Tenham calma que não vos dizer nada sobre este ramo da ciência.
Com os homens passa-se o mesmo fenómeno, só que por vezes ou quase sempre a reacção não é igual à acção, mas sim maior.
Isto vem a propósito do que nestes últimos dias se tem passado à volta do voto de louvor que a Assembleia Municipal deu ao seu Presidente, Dr. Joaquim Mendes, pessoa que faz o favor de ser meu amigo.
Para dizer a verdade não sou a pessoa indicada para avaliar o seu desempenho enquanto presidente daquele órgão municipal, até porque nunca assisti a qualquer plenário. Como tal não posso avaliar como disse, se o presidente dirige bem ou mal tais reuniões.
Então porque estou eu a falar de uma coisa que não sei? Porque mais uma vez a oposição deu um tiro no pé. Ora se o Presidente da Concelhia de Elvas do PP anda a gabar-se que o Dr. Joaquim Mendes vai ter que ir a tribunal porque este o expulsou da sala há uns tempos atrás, como queria a oposição que o PS se comportasse? Uma moção de apoio. Mas o pior da festa é que segundo me disseram o próprio Tiago Abreu assinou a moção. Mais um tiro no pé. Então primeiro coloca-lhe uma acção em tribunal porque se sentiu prejudicado e depois assina uma moção de louvor? È no mínimo ridículo.
Haja paciência para aturar os políticos.
Jacinto César
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