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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Mais uma vez …

Quando se fala de futebol todos nós depreendemos que se trata do jogo que todos conhecemos e que se joga com 11 jogadores. Se nos queremos referir a futebol com 5 jogadores, dizemos que é futebol de salão e se for o de praia o próprio nome o indica. Ou seja, a terminologia é muito clara quanto a isto. O mesmo se pode dizer, por exemplo, ao hóquei, que pode ser em patins, no gelo ou de campo. Penso que estamos todos de acordo até aqui.

Desde sempre que a união civil ou religiosa de homem e uma mulher se chamou casamento. Porque então chamar casamento à união de dois homens ou duas mulheres? Mas para quê confundir aquilo que é inconfundível? Para quê esta paranóia de misturar o que é imiscível?

Já aqui disse e repeti que nada me move contra a homossexualidade. Tenho e com muito orgulho amigo(a)s que o são. No entanto e em conversa com eles nenhum deles manifestou tal desejo, até porque a lei actual os defende como se casados fossem. Nesse caso qual é a necessidade de tal alteração? Ou será que é para satisfazer alguma necessidade de algum político, como por exemplo o nosso 1º Ministro? Nem que me abram a cabeça consigo admitir porque para mim, casamento há só um e mais nenhum.

Com todo o respeito e sem ofensas, convivo sem problema algum com homossexuais, mas com maricas não (peço desculpa pelo termo utilizado).

 

Jacinto César  

 


Tasca das amoreiras às 17:53
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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Carta Aberta ao Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Elvas

Caro José Júlio, o assunto que aqui trago hoje, já foi largamente debatido nas tertúlias habituais das cinco da tarde, no entanto, dado o que se tem dito(e principalmente escrito) nestes últimos dias, considero ser a altura ideal para expor publicamente um ponto de vista que tu conheces, e que se outro mérito não tiver, servirá para lançar o debate.

Quero antes de mais deixar claro que não sou de todo contra as coligações, desde que as mesmas assentem em primeiro lugar, na convergência de projectos claramente definidos, coerentes entre si e relativamente aos quais se tenha uma noção, ainda que aproximada, da aceitação de cada um deles por parte do eleitorado, em é necessário que se defina uma estratégia comum, e que essa estratégia seja respeitada pelos partidos que fazem parte dessa coligação, por último é necessário que se constitua uma equipa coesa, com as competências necessárias para levar a cabo esse projecto conjunto.

Partindo desse pressuposto, vou passar a explicar quais os motivos que me levam a defender que o PSD Elvas não deveria apresentar-se em coligação às próximas eleições autárquicas:

1º Dado o número de actos eleitorais consecutivos em que o PSD se tem apresentado coligado, não tem havido oportunidade para que o partido defina o seu projecto para o concelho e o apresente aos militantes. Pelo que, neste momento, ninguém em Elvas conhece esse projecto e qual o contributo do PSD para o projecto conjunto de uma possível coligação.

2º Pelo mesmo motivo, não há uma noção, ainda que aproximada, da aceitação que possa existir por parte do eleitorado dos projectos quer do PSD quer do outro ou outros partidos que eventualmente viessem a fazer parte da coligação, para permitir chegar a um projecto comum assente na proposta com maior aceitação, e que congregasse os aspectos positivos da outra ou outras que com ela não colidissem.

3º Relativamente à estratégia, pelo que se tem verificado neste último mandato, a que tem sido utilizada pela coligação tem-se revelado desadequada. A isto acresce que o actual líder do CDS/PP Elvas não se coíbe de desenvolver estratégia própria, tentando, e por vezes conseguindo, levar a reboque o PSD, em total divergência daquilo que deve ser uma coligação. Tal situação leva-nos a supor difícil o estabelecimento de uma estratégia comum, e que caso fosse definida, que a mesma viesse a ser respeitada por todas as partes.

4º Finalmente, e dada a actual liderança do CDS/PP Elvas, não nos parece fácil a formação de uma equipa coerente, em que sejam privilegiadas as competências necessárias à realização de um projecto, em detrimento das necessidades de protagonismo já evidenciadas.

Porque uma coligação deve ser um meio de realizar um projecto e não um fim em si mesmo nascido do voluntarismo dos líderes partidários, entendo amigo José Júlio que não estão reunidas as condições para uma coligação autárquica à direita do PS em Elvas.

 

António Venâncio

 


Tasca das amoreiras às 15:35
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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Aljubarrota e a oposição em Elvas

A história da batalha de Aljubarrota pode-se contar em muito poucas palavras.

As tropas castelhanas avançavam em Portugal onde esperavam defrontar e esmagar o exército português, tal era a desproporção das forças. Valeu-nos a inteligência de Nuno Alvares Pereira, ao “puxar” o exército inimigo até ao local propício para a batalha que o pudesse favorecer. E assim aconteceu. A batalha deu-se onde os portugueses queriam e não onde os espanhóis desejavam e a vitória foi a que todos sabemos.

Podemos tirar como ilação desta história o facto de nem sempre os fortes pelo facto de usarem a força bruta conseguirem vencerem os mais fracos se estes usarem a inteligência.

Podemos usar este facto histórico como comparação com o que se passa na política partidária em Elvas. Temos fundamentalmente duas forças em presença: o poder que é forte e a oposição que é fraca. O problema não está na correlação de forças, mas na maneira como se combatem. Penso que a oposição ainda não entendeu que não pode combater o poder com as mesmas armas com o risco de serem esmagados. Para se combater a força é necessário a inteligência e isso é coisa que tem faltado á oposição. Têm feito a sua luta mas no campo do adversário e com as armas deste. Se quiserem resultados têm que transferir o “campo de batalha” para o terreno mais favorável. Assim só podem esperar uma derrota esmagadora como tem acontecido em eleições anteriores.

Um último conselho: lembrem-se da história de David e Golias.

 

Jacinto César     

 


Tasca das amoreiras às 16:46
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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Querer um FILHO

Atente-se na notícia veiculada pala Agencia Lusa de hoje.

 

“A tabela de preços, que os hospitais públicos irão cobrar ao Serviço Nacional de Saúde, define que a consulta de apoio à fertilidade (estudo inicial) custará 94 euros, a indução ovárica 300 euros, a inseminação intra-uterina (IIU) 400 euros, a fertilização in vitro 2500 euros.

A injecção intra-citoplasmática de espermatozóides terá um custo de 2.750 euros e a injecção intra-citoplasmática de espermatozóides recolhidos cirurgicamente (ICSI) 3.500 euros.

Em Portugal existem 25 centros que realizam técnicas de PMA, a maioria são privados que cobram quantias muito elevadas por um tratamento.

Nos casos em que são necessárias técnicas como a Fertilização In Vitro (FIV) ou a Microinjecção Intracitoplasmática (ICSI), um tratamento pode custar mais de 5.000 euros, e mais de mil euros só para os medicamentos (injecções que estimulam a produção de óvulos, entre outros).

Segundo a Sociedade Portuguesa de Andrologia (SPA) cerca de 400 mil casais portugueses sofrem de infertilidade e destes 40 por cento devem-se a factores masculinos.”

 

Num país em que através de um referendo se permite a interrupção voluntária da gravidez simplesmente por capricho (não me refiro aos casos em que a vida da mãe está em perigo ou o feto não tem viabilidade) e em que na maior partes das vezes funciona como processo anti concepcional, custa-me a entender porque é que este último é pago por todos nós através dos impostos e quem não os pode ter e queira recorrer à fecundação medicamente assistida tenha que pagar do seu bolso uma fortuna.

Durante o ano de 2008 fizeram-se aproximadamente 60.000 abortos legais pagos pelo estado. Temos entretanto 400.000 casais a quererem um filho que não podem ter por meios naturais e se quiserem um terão que pagar.

Mas onde é que está a justiça? Pena é que alguns dos nossos políticos tenham sido dados à luz em lugar de terem sido abortados, mesmo que clandestinamente. Hoje teríamos quanto mais não fosse livres de uns quantos abortos vivos.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 15:35
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Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

O holocausto que aí vem

Desde que me conheço sempre fui um optimista. Mesmo nos momentos mais difíceis por que passei mantive a esperança, no entanto …

Quando olho para o mundo em que vivemos e os momentos difíceis porque passamos, não vislumbro coisa boa num futuro próximo.

Olhamos para a maior economia do mundo e deparamos com um pré caos. Todos os dias são milhares de pessoas a ficarem sem emprego e o buraco torna-se a cada dia que passa maior.

Viremo-nos depois para a Europa e que verificamos? Que está doente, muito doente mesmo. Veja-se o caso da Islândia, país que era modelo para todos os outros, e o que lhe está a acontecer. Um país na falência. Mas onde é que já se viu tal coisa? E a nossa vizinha Espanha? Tinha dos maiores crescimentos da Europa e agora como está? O PIB a cair a pique, o desemprego a subir em flecha. E a Alemanha, motor da economia europeia, motor esse em vias de gripar? E a Grécia e a Itália que estão à beira do abismo? E a Inglaterra que já não sabe o que fazer?

Pois é, dirão alguns que com o mal dos outros nos damos nós bem. Só que neste mundo global as coisas não são bem assim e uns arrastam os outros, principalmente se quem arrasta para o abismo se chama EUA.

E nós por cá? Eu queria dizer “todos bem”, mas não posso. Bem, eu para ser sincero nem sei bem o que pensar. Se por um lado somos um país pequeno, não é esse facto que nos impede de cair também. Por vezes tenho a esperança que com um bocadinho de sorte nos poderemos escapar do pior, mas também não é menos verdade que se a crise internacional se prolongar muito no tempo, a queda é inevitável.

E de que tenho eu medo? A crise prolongar-se por muito tempo e entrarmos numa crise social cujas consequências são sempre imprevisíveis. Lembremo-nos de como começaram as duas guerras mundiais. Tenho medo da fuga para a frente sem medir os efeitos.

O mundo ocidental está de rastos. Se já assim se encontrava há uns tempos atrás em relação à degradação dos valores da sociedade e agora se lhe juntarmos uma crise económica gravíssima, mais a crise social que inevitavelmente se avizinha, podemos concluir que estamos a viver em cima de um barril de pólvora.

Depois de lerem o que escrevi, poderão ser levados a pensar, “mas que raio de optimista é este tipo”! E eu responderei que sou um optimista, mas um optimista com experiência.

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 00:29
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Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

O holocausto

Penso que a todos nós já aconteceu aquilo que de quando em vez me acontece. Por vezes ao ver na televisão um desafio de futebol em que as equipes nada me dizem e se uma delas é muito mais fraca em relação à outra, dou por mim e inconscientemente a torcer pela a inferiorizada. Outra coisa que se passa comigo e que já aqui manifestei mais que uma vez, é o meu fraquinho por Israel, apesar de alguns povos árabes também me caírem simpáticos.

Isto tudo vem a propósito de a semana passada o Papa ter “readmitido” um Bispo que tinha sido expulso da Igreja Católica e que costumava dizer em voz alta e para quem queria ouvir que não acreditava no HOLOCAUTO.

Que haja extremistas que o possam dizer, ainda o admito num contexto de paranóia anti-semita. Agora o Papa vir defender o Bispo é que não passa pela cabeça de ninguém, e a mim muito menos que sou católico.

Eu não sei se neste caso podemos somar 1 mais 1 e chegarmos a uma conclusão, mas que dá para desconfiar, lá isso dá. Julgo que todos, católicos e não católicos, têm muitas saudades do Papa João Paulo II, a quem nos habituamos ouvir sempre palavras de apaziguamento entre as várias religiões e o seu bom senso em lidar com questões melindrosas.

Acredito que o povo judeu tenha má fama em relação a tudo que diga respeito a cifrões e que façam por aí algumas patifarias. No entanto também acredito que não podemos confundir o individual com o todo, até porque tal como se passa noutros países e com outras religiões, nem todos os israelitas são judeus.

Sei que muitos não estarão de acordo comigo, mas convenhamos que os israelitas são um povo muito especial no que toca à defesa do seu país. Mais, confesso que por vezes tenho uma certa inveja por nós portugueses não sermos como eles. Por cá, mesmo que assim não o seja, tudo é mau e somos sempre piores que os outros povos. Só somos melhores se tivermos um carro melhor ou uma casa maior que o nosso vizinho, se ganharmos mais que o nosso companheiro de trabalho e coisas do género. Aí sim, pomo-nos sempre em bicos de pés. Confesso que tenho uma certa inveja do patriotismo (não confundir com nacionalismo) dos israelitas. Confesso que tenho uma certa inveja da sua coragem de enfrentarem tudo e todos, não passado de um país tão pequeno quanto o nosso. Confesso que por vezes tenho vergonha não do meu país, mas dos seus filhos.

 

Jacinto César  

 


Tasca das amoreiras às 21:20
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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Partidos, coligações e movimentos independentes

Uma vez lançada, por outro blog de Elvas, a questão das listas para as eleições autárquicas, penso que está na altura de iniciar um debate abrangente sobre o tema, que permita a expressão das várias sensibilidades.

Partindo desse pressuposto deixo hoje aqui uma reflexão, e a minha opinião pessoal, relativamente a algumas possibilidades que se apresentam no horizonte.

A primeira questão que se coloca, não é saber qual vai ser a lista do PS, cujo cabeça de lista está já definido, e certamente já tem neste momento escolhidos os seis ou sete elementos, de sua confiança, que irão em posição elegível, mas sim saber de que forma se vão apresentar a sufrágio as várias forças da oposição.

Temos a considerar em primeiro lugar os partidos da oposição, que terão obviamente a sua estratégia, mas que até ao momento ainda não divulgaram, depois, nos últimos meses apareceram em Elvas movimentos cívicos como a ADE e o MIE, com claros objectivos de intervenção na política local e finalmente o anúncio da candidatura do Sr. Manuel António Torneiro.

A candidatura do Sr. Manuel António Torneiro, parece decidida e fruto de uma atitude determinada do mesmo, na sequência aliás de actuação idêntica em actos eleitorais anteriores, e como tal, ficará fora desta análise.

Quanto aos partidos da oposição, acredito que o PCP/CDU e o BE irão apresentar listas individuais, já quanto ao PSD e ao CDS/PP, a situação não é tão clara. A questão que se põe, em primeiro lugar, é se se apresentarão individualmente ou em coligação.

Certo é que nos últimos actos eleitorais estes partidos se apresentaram em coligação, o que a meu ver aconselharia candidaturas separadas para que possamos ter uma noção exacta do “peso” de cada um deles junto do eleitorado, é claro que não interessa a um dos dios partidos que se saiba qual o seu real peso eleitoral, que provavelmente deixaria todos os seus elementos fora do Executivo e até da Assembleia Municipal, pelo que fará os possíveis e impossíveis para, através da coligação, ou de outra situação semelhante, conseguir uma visibilidade que nunca teria, e colocar elementos seus em posição elegível. Sei que me vão dizer que é importante juntar os votes porque isso trará melhores hipóteses de eleger Vereadores e Deputados Municipais, de acordo com o Método D’Hondt, mas isso só é verdade se o “todo” for igual á “soma das partes”, o que não é líquido, e dependerá sempre muito da composição da lista e do projecto a apresentar.

Quanto aos dois movimentos cívicos, vêm baralhar ainda mais a situação. Se não vejamos:

O presidente da ADE Sr. António Dores admite a possibilidade de se candidatar e o MIE, encabeçado entre outros pelo Sr. Francisco Vieira, assume-se como pretendendo estabelecer “condições de capacidade eleitoral”, leia-se apresentar uma lista às eleições autárquicas. Se nos lembrarmos que da ADE fazem parte para além do Sr. Dores, os dois dirigentes concelhios do CDS/PP e do PSD  e o Sr. Francisco Vieira que agora encabeça o MIE ou seja temos dois partidos políticos, cujo objectivo último é disputar o poder nas urnas e um movimento criado com fins assumidamente eleitorais, unidos pelos seus lideres numa associação cívica cujo presidente admite candidatar-se, a situação é no mínimo confusa, eu diria até surreal e ou eu me engano, ou só poderá sair a ganhar desta situação quem dela se demarque rapidamente e o candidato do PS o Cidadão José Rondão de Almeida que deve estar a rir-se de tanta trapalhada.

 

António Venâncio

 


Tasca das amoreiras às 21:58
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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

A política local e os blogs

Os blogs nasceram há cerca de 3 anos, com a necessidade de o cidadão comum se poder exprimir livremente, dentro de normas social e legalmente aceites.

Tal como nasceram milhares de outros em Portugal, este deu à luz, não como necessidade de os seus autores se exprimirem livremente, mas tão-somente o tornar públicos os temas das tertúlias diárias à hora o café.

Acontece é que rapidamente e através dos comentários, o blog descambou para a luta partidária que em Elvas se trava.

Todos nós temos as nossas opiniões e é isso que fazemos de cara descoberta e sem medos. A isso dou eu o nome de intervenção cívica, o qual, todo o cidadão que se preze, e dentro das suas possibilidades e meios ao seu alcance deveria fazer. Mas claro está que não se faz.

Já aqui falei uma vez da herança da maledicência que todos nós recebemos aqui em Elvas. Uns mais que outros, mas todos temos um qualquer gene que herdámos dos nossos antepassados e que cultivavam esse fenómeno.

Como atrás referi, fomos apanhados numa luta partidária que aos poucos nos foi devorando. Têm-se servido de nós para travar batalhas em que nem sempre se usam os métodos mais limpos. Antes pelo contrário, vale tudo menos tirar olhos. Vale o jogo sujo, as mentiras e as insinuações. No entanto esses políticos ou pseudo políticos, depois de aqui virem armar as confusões com os seus comentários, aparecem como inocentes e vítimas de uns malandros como nós. Comentam e depois comentam os seus próprios comentários fingindo que não sabem de nada.

Depois de passados estes meses que se seguem, e após as eleições locais, publicarei algumas das mais belas peças de literatura que aqui se têm produzido e o nome dos seus autores. Muito boa gente vai ter que fazer um sorriso amarelo e engolir uns quantos sapos vivos.

Uma coisa podem ter todos como certo: não nos calaremos, mesmo que isso incomode muita gente. Não estamos ao serviço de ninguém. Não andamos à procura de tachos ou benesses. Não queremos conquistar simpatias de ninguém a troco de quaisquer favores. Não nos vedemos por muito que nos queiram comprar.

Aqui estaremos todos os dias como sempre, com as “nossas verdades” e sem querer tomar estas como a verdade absoluta. São simplesmente as nossas opiniões.

 

Nota – Até ver como as coisas correm, os comentários continuarão a ser moderados. Serão simplesmente apagados e como já referi há uns dias atrás, todos aqueles que se refiram maldosamente a pessoas que nada têm a ver coma luta partidária. Não vale a pena irem fazer queixas para outros blogs e dizerem que não foram publicados aqui, porque até aqueles mais ordinários que fazem acerca de nós, têm sido publicados. Lamento, mas não têm desculpas.

 

Jacinto César  

 

 


Tasca das amoreiras às 00:00
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Um trabalho que nem merece ser pago

  “O Governo quer os aposentados de novo nas escolas para auxiliarem nas tarefas não lectivas, como o apoio ao estudo, aos alunos imigrantes, ou nas visitas de estudo”

   In DN 3 de Fevereiro de 2009

 

Ao apresentar esta proposta vem o Governo assumir que há um trabalho não lectivo, no interior das escolas, que tem vindo até agora a ser assegurado pelos docentes que nelas trabalham, naquelas horas da componente não lectiva que nunca são contabilizadas quando se fala no horário de trabalho do professor.

Sabe este governo que, com as novas burocracias introduzidas nas escolas pela famigerado sistema de avaliação, pela elaboração de portefólios e relatórios, fichas e grelhas com que se enchem dossiers, pelas não menos famosas CIF que foram introduzidas na sinalização de alunos para ensino especial ao mesmo tempo que se reduzia o número de professores de apoio, reduziu drasticamente o tempo disponível para que os professores possam realizar esse trabalho não lectivo agora assumido.

Não quer o Governo, por teimosia, voltar a trás nas decisões tomadas que conduziram a esta situação.

Nesta circunstância só teria um caminho a seguir, colocar nas escolas alguns dos milhares de professores que se encontram o desemprego, para desempenharem esta tarefa.

Mas se o objectivo de toda a política educativa tem sido no sentido de reduzir custos, por um lado e de desvalorizar o trabalho do professor por outro, como podia o Governo vir agora contratar novos professores aumentando de novo a despesa e demonstrando que afinal, os professores estavam sobrecarregados de trabalho?  Não podia!...

Então, mais uma vez, descobriu a fórmula ideal para resolver o problema e amesquinhar ainda mais o trabalho dos professores.

Apresentando esta proposta o Governo está a dizer por um lado que a importância que dá ao estudo acompanhado e à integração dos imigrantes e a outras actividades não lectivas é tão pequena que não merece um cêntimo de investimento (o dinheiro faz falta para salvar os bancos), por outro que na realidade existe muito trabalho a realizar nas escolas, mas ele é tão insignificante que nem merece ser pago.

 

 

António Venâncio

 

:

Tasca das amoreiras às 19:51
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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Carta aberta ao Presidente da Câmara Municipal de Elvas

Exmo. Senhor

 

Se bem recordo, todos os anos proporciona uma “jantarada” de boas vindas aos professores que chegam de novo a Elvas e também aqueles que já aqui leccionam, o que me leva a crer que esteja com eles. Presumo que o senhor deve estar a par do conflito entre esta classe profissional e o Governo do seu partido. Até agora ainda não ouvi uma palavra de solidariedade para com estes, como todos esperariam. Assim sendo, gostaria que lê-se a moção de apoio da Câmara Municipal de Évora aos professores daquela cidade e cujo presidente pertence também ao partido de V. Exa. Seria conveniente e de bom-tom que tomasse uma posição sobre o assunto.

 

MOÇÃO PELA DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA



Considerando que o modelo de avaliação de desempenho dos Docentes -
introduzido pelo Decreto-Regulamentar nº2 de 2008, de 10 de Janeiro,
conjugado com o Decreto-Lei nº15/2007 de 19 de Janeiro - Estatuto da
Carreira Docente - contribuiu para a degradação do Ensino Público, na
medida em que criou muitos obstáculos de natureza burocrática e
administrativa na acção dos professores, afastando-os da sua
verdadeira missão profissional: ENSINAR


Considerando os pareceres do Conselho Científico para a Avaliação dos
Professores, a opinião de praticamente todos os docentes portugueses,
as posições assumidas pelos órgãos administrativos e pedagógicos das
escolas, a posição das estruturas representativas dos Docentes, o
posicionamento dos partidos políticos na oposição com assento
parlamentar, o modelo de avaliação criado pelo Ministério da Educação
caracteriza-se como sendo profundamente injusto, altamente
burocrático, incoerente e nada contribuiu para a evolução profissional
dos Docentes nem para a melhoria da qualidade das aprendizagens dos
destinatários do sistema educativo: Os alunos.


Considerando que os professores portugueses mostram total abertura e
interesse para serem avaliados, no quadro de um modelo justo, sem
quotas de progressão, rigoroso e formativo que contribua para a
dignificação da sua carreira profissional e para o progresso dos
processos de ensino - aprendizagem dos estudantes portugueses.
Considerando que o clima de contestação e indignação dos professores,
educadores e alunos, a insustentável instabilidade e mal-estar vivido
por toda a comunidade educativa, prejudica efectivamente o processo de
ensino-aprendizagem no País e, no concelho de Évora, em particular.


A Câmara Municipal de Évora


Reconhece a dedicação e o empenho que estes profissionais têm
demonstrado têm demonstrado no exercício das sua profissão, apesar de
todas as adversidades e da intensa campanha ideológica que o actual
governo tem desenvolvido tentando assim ferir a sua imagem junto da
opinião pública.
Reconhece a luta corajosa, determinada, persistente e responsável
travada pelos Docentes Portugueses em defesa dos seus interesses -
indissociáveis da Defesa da Escola Pública.


Vem requerer, junto do Governo, a suspensão da aplicação do
Decreto-Regulamentar nº2/2008, bem como a legislação aprovada
posteriormente, na tentativa de aplicar um modelo de avaliação
simplificado - que continua a comportar um enorme potencial de
contradições e problemas de aplicação - gerador de injustiças e
instabilidade nas escolas.


A Câmara Municipal de Évora

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 00:00
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