De há uns largos anos a esta parte que tenho a sensação de estarmos na presença de um político diferente daqueles a que os EU nos têm habituado.
Ouvi e depois li com atenção o discurso de tomada de posse. Sei que tudo o que Obama disse por enquanto não passam de palavras, no entanto ficou-me a serenidade acompanhada de firmeza, a determinação de mudar o papel daquele grande país no mundo, o apelo aos americanos mais favorecidos para que abdiquem do supérfluo a favor dos mais necessitados. Gostei. Gostei particularmente do apelo ao “inimigo” para o diálogo o que altera radicalmente o comportamento do anterior “cowboy”.
Gostei!
Há agora que ter esperança que as palavras se transformem em factos concretos e que isto seja o prelúdio de um mundo melhor. No fundo tinha até a sua graça que num país que sempre foi racista, fosse precisamente um negro a por os EU
Jacinto César
Abordámos aqui, há poucos dias, a questão da necessidade de produzir energia nos edifícios públicos, contribuindo com a sua quota-parte para a resolução do problema energético que se coloca à nossa sociedade. Voltamos hoje ao tema com o caso da Piscina Municipal.
Dispõe a mesma de aquecimento de água para a piscina coberta, que, ao que se pode avaliar pelo depósito de gás ali instalado, assenta num sistema de caldeira a GPL (Gás de Petróleo Liquefeito), com o dispêndio de energia fóssil que isso representa, e a consequente produção de CO2 . Assim sendo, vamos analisar as possibilidades e os benefícios da instalação de um sistema de colectores solares que, ainda que incapaz de fornecer todo o calor necessário durante todo o tempo, pudesse fornecer uma parcela significativa do mesmo. Tendo em consideração a orientação de uma das águas da cobertura da piscina coberta, com um azimute de -40º, que não sendo a ideal é bastante favorável. Vamos admitir, embora houvesse outras soluções, que apenas o aproveitamos a área disponibilizada por esta água de cobertura que é aproximadamente de
Claro que estes valores pressupõem que as necessidades de aquecimento sejam iguais ou superiores aos valores que é possível produzir, caso contrário, a produção terá que ser ajustada para evitar desperdícios. Só após um cálculo dessas necessidades se poderá seleccionar a tecnologia e dimensionar o equipamento a instalar e até a sua localização por forma a optimizar os resultados.
Este texto não passa de uma sugestão, baseada em valores estimados. Para uma validação dos valores aqui adiantados seria necessário um estudo aprofundado, com base em medições concretas, quer do lado das necessidades energéticas, quer do espaço e orientação disponíveis.
Voltaremos em breve para nos debruçarmos sobre outros espaços, e apresentarmos as nossas sugestões.
António Venâncio
No caso de Portugal estão em causa 2 linhas: a Lisboa-Porto e a Lisboa-Madrid. Vamos analisar cada uma delas.
1 – Lisboa-Porto
Em minha opinião a construção desta linha é uma asneira total. Actualmente está em funcionamento entre as duas cidades o Alfa-pendular que por falta de financiamento ainda não tem a linha completamente remodelada. Quando tal acontecer, perde em tempo em relação ao TGV quinze minutos. Pergunto então eu: será que para ganhar esses 15 minutos se justifica um tão grande investimento? Penso que não e se ainda por cima o investimento é integralmente português. Nem 1 euro de financiamento da CE. Um TGV para percorrer
2 – Lisboa-Madrid
Se me perguntarem se o investimento é rentável diria que não. Se me perguntarem se se deve fazer, diria que sim. E sim pelo facto da referida linha ser comparticipada quase na totalidade pelos fundos europeus para as Redes Transeuropeias.
Agora vamos lá ver o que é que Elvas ganha com o comboio. Directamente penso que nada, já que a estação fica do lado de “lá” e os possíveis empregos serão inevitavelmente para os espanhóis. Ou será que alguém duvida disso? Portanto vamos vê-lo passar e ter uma estação com o nome Badajoz-Elvas.
Onde podemos então ganhar? Eventualmente com a linha de alta velocidade de mercadorias que sai de Sines. Mas isto se a célebre plataforma logística ficar do lado de “cá” e não do lado de “lá”, senão em lugar de vermos um comboio passar, vemos dois e mais empregos para os espanhóis. Espero estar enganado, mas nestas coisas sou muito desconfiado.
Opiniões necessitam-se!
Jacinto César
“Se eu olhar para os corruptos declarados … não há corruptos”
“João Cravinho tentou lutar contra a corrupção e foi exilado”
“Em Portugal quem fala contra a corrupção … desaparece”
“Sócrates diz que propostas de Cravinho seriam asneira”
Ao ler estas frases fico deveras preocupado com o que se está a passar no nosso país em termos de corrupção. Não sou eu que afirmei tal, foi Medina Carreira, antigo ministro socialista.
Hoje o semanário o Sol notícia que no caso de corrupção na construção do Freeport de Alcochete até ministros estão metidos no assunto, segundo os corruptores que são de uma empresa inglesa.
Por muito que queira, já perdi a fé em que tudo isto se resolva. Já não acredito nem na polícia nem na justiça. Nos políticos muito menos.
Os portugueses honestos vão calando com medo e o barulho do seu silêncio deixa-me cada vez mais preocupado.
Olhemos nós para onde olhemos, não vimos outra coisa. Todos os dias há um caso novo que vem à luz do dia. Todos os dias vemos investigações que começam, mas nunca mais acabam. São os inquéritos que nunca mais têm fim.
E quem põe mão neste regabofe total? Ninguém! E que podemos nós por alterar a situação? Nada, infelizmente. Vamos falando, vamos comentando, muitos denunciam e tudo fica na mesma. É o salve-se quem puder.
Jacinto César
Hoje fiz a intenção de a ouvir com muita atenção na entrevista que deu na RTP e verificar se estaria a pensar bem na altura das minhas nomeações. Infelizmente parece-me que tinha razão, pelo menos na minha maneira de ver.
Houve até momentos que senti que a senhora está fora da realidade por completo. Mais, acho que foi lamentável. Para cúmulo, estou neste momento a ver o programa “O Corredor do Poder” e verifico que o próprio representante do PSD, Marco António Costa, apresenta-se quase descaradamente como apoiante de Luís Filipe Menezes. Triste espectáculo. Mas passemos à frente.
Ao olhar e ouvir a Drª Ferreira Leite parece-me estar a ver uma espécie de “negativo” do Engº José Sócrates. Uma espécie deste último mas ao avesso. Uma espécie de 8 e 80.
Eu estou a imaginar a confusão que vai na cabeça dos portugueses ao ouvir estas duas personagens. Um vem e diz “TGV a todo o gás”, para vir o outro de imediato “travar o TGV a todo o custo”. E em que ficamos? Mas se fosse só o problema do TGV ainda desculpava, mas é em tudo. Um diz que é branco e o outro que é preto.
Se a simpatia que tinha pelo Engº Sócrates, pelo seu governo e pelo PS já era nenhuma, agora fico na mesma em relação ao PSD.
De uma coisa tenho eu a certeza: qualquer destes não me leva o voto.
Jacinto César
1 – Gasolina e petróleo
Eu devo andar a viver num mundo diferente. Então não é que quando o preço do petróleo atinge os preços mais baixos desde
2 – Caixa Geral de Depósitos 1
Mas porque é que em lugar de ser professor não me meti na CGD? Sou burro! Então não é que o companheiro de luta (e não só) do nosso 1º Ministro, Armando Vara, já depois de ter saído de administrador do banco do estado a caminho da administração do BPN foi aumentado para o nível máximo da carreira? E não é que é costume fazerem o mesmo a todos os administradores que saem? Burro, mil vezes burro, é o que eu sou!
3 – Caixa Geral de Depósitos 2
Confirmo que sou mesmo muito burro! Não é que 2 altos cargos do mesmo banco foram aposentados por invalidez e agora estão em altos cargos num banco privado? Que é isto comparado com o “aldrabão” do professor que se queria aposentar por invalidez só porque tinha um cancro na laringe e não podia falar? Porra, que fizesse gestos!
4 – Concursos públicos
Qualquer organismo do Estado, incluindo autarquias, podem a partir de agora fazer concursos por ajuste directo até 5 milhões de euros. Eu não quero ser maldizente nem duvidar da honestidade dos nossos gestores públicos, mas lá que a medida se presta a muitas negociatas, lá isso presta. Mais um regabofe de 5 estrelas.
Há por aí quem diga que este estado de coisa já só resolve com um levantamento popular. Eu começo a acreditar.
Jacinto César
Sei que o mais provável é estar a dar um tiro no pé, ou seja, a contradizer os meus princípios éticos e morais com o que vou dizer. É um risco que corro conscientemente.
Sempre tive uma certa “queda” por Israel sem saber bem porquê, sem no entanto ter nada contra os países árabes pelos quais nutro também simpatia.
Israel sempre foi para mim o exemplo do povo combativo, que sabe o que quer e por onde vai e que tem uma característica muito rara hoje em dia e que é o patriotismo (aqui em Portugal saber-se-á bem o que esta palavra quer dizer?).
A sua fundação foi conturbada como todos sabemos, mas sem que judeus tivessem qualquer culpa no cartório já que foram para ali empurrados pelos vencedores da 2ª guerra mundial, como estiveram para serem empurrados para o planalto central de Angola ou até mesmo para os Açores não se desse o caso de termos por cá um António que não teve pelos ajustes.
Depois tem sido aquilo que todos nós sabemos: um estado de guerra permanente desde 1948. Mesmo que com a ajuda monetária e bélica dos americanos, o que é certo é que estiveram sempre sós contra todo o mundo árabe.
Os palestinos, povo mártir no meio desta confusão toda, foram empurrados fora do seu território, mas também não houve qualquer país árabe que os quisesse acolher, antes pelo contrário, todos os empurram para fora, incluindo aqueles países da região que mais barulho fazem sobre o assunto.
Onde está então o problema? Os radicais de ambos os lados (leia-se políticos). E como sempre o povo, chame-se ele Zé ou de outra maneira qualquer é que está sempre mal.
Nestes últimos tempos andava tudo muito sossegado pois mantinham-se em vigor tréguas assinadas aqui há uns meses atrás. Bastou que estas expirassem para que no dia seguinte os “foguetes” recomeçassem a cair em cima de Israel e claro que estes não perdoam.
E quem lançou os foguetes? Até poderão ter sido palestinos, mas certamente a mando de alguém interessado em que o “status” de mantenha, pois a venda de armas não pode parar.
Lá como cá ou em qualquer parte do mundo os desprotegidos e os pobres é que pagam com as favas. Valha-nos Deus!
Jacinto César
A par de outras coisas importantes, nada me satisfaria mais que Elvas fosse honrada com esse título. Seria o finalmente pôr Elvas no lugar que merece. Façamos todos força para que tal aconteça.
Nota – Já agora parabéns ao Cristiano Ronaldo pelo título de melhor do mundo, apesar de não o apreciar. Mas é um “artista” português e está tudo dito.
Jacinto César
Esta situação de abaixamento do preço do petróleo deve-se apenas a uma descida temporária da procura, verificada devido à crise económica, e à colocação no mercado, pelos especuladores, de elevadas quantidades que mantinham em reservas, na expectativa de realizar mais valias significativas aproveitando a subida galopante que se vinha verificando, e que agora se vêem forçados a vender por questões de liquidez.
A crise energética está aí e será uma realidade que acompanhará, e por ventura dificultará, a retoma económica, logo que o crescimento volte a exercer pressão sobre a procura. Daí a necessidade de tomar medidas atempadas no sentido de minorar os seus efeitos.
Cabe a todos nós, dentro das nossas possibilidades, contribuir para a resolução deste problema.
Nesta perspectiva, seria importante que as entidades públicas assumissem a sua quota-parte desta responsabilidade, e se constituíssem como exemplo, tornando-se vanguarda neste campo.
Tendo por base estes pressupostos, vamos analisar alguns edifícios púbicos do nosso concelho, e tentar perceber onde seria possível melhorar o desempenho energético, nomeadamente pela substituição, total ou parcial, da energia consumida por energias renováveis, com evidentes benefícios ambientais, energéticos e económicos, e dando um exemplo que servisse de estimulo ao aproveitamento de uma das riquezas que temos disponíveis e sub aproveitadas.
É certo que, nos edifícios situados no centro histórico, pouco ou nada podemos fazer a não ser utilizar os equipamentos de iluminação e aquecimento/arrefecimento o mais eficientes possível, pois a colocação de equipamentos de produção de energia solar, termica ou fotovoltaica, ou eólica seria incompatível com as aspirações da cidade em termos de património e de turismo que devemos manter intactas, no entanto nos edifícios fora do centro histórico muito há que pode ser feito.
Por hoje abordaremos o pavilhão gimnodesportivo que, curiosamente, não sendo das instalações mais recentes do concelho, está dotado de um conjunto de colectores solares térmicos para produção de água quente. Desconheço se os mesmos estão ou não a ser utilizados, mas o seu estado de conservação indicia, ou estão em desuso, ou a sua eficiência é seguramente muito baixa. Dada a orientação extremamente favorável, (praticamente virada a sul) e o facto de a nossa região ser uma das mais favoráveis do país em número de horas de sol, a área de painéis aí instalada, poderia produzir anualmente entre 7363 e 7855 Kw/h/ano dependendo da tecnologia utilizada, o que reduziria a factura energética do espaço. Penso pois que seria de considerar a reactivação do sistema, após estudo do perfil de consumo, de modo a escolher a tecnologia mais adequada, a área de colecctores e o volume de armazenamento a instalar para assegurar a maior taxa de cobertura possível.
Voltaremos ao assunto brevemente, abordando a situação de outros espaços concretos, e a possibilidade de neles implementar soluções de energia renovável
António Venâncio
Para que não restem dúvidas a ninguém do que aquilo que disse era a verdade, publico hoje um link onde está todo o documento (caderno de encargos) e que me foi fornecido por um amigo que trabalha precisamente em Madrid e na empresa GSS encarregue de levar para a frente o projecto.
O projecto em si também o tenho. Se alguém tiver dúvidas é pedir-mo pessoalmente.
Espero que com isto termine de vez uma novela que já cheira mal.
Façam o download directo daqui:
http://rapidshare.com/files/181836207/INFORME_DE_VIABILIDAD_ELVAS_PARA_PORTUGAL.doc.html
Jacinto César
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